terça-feira, 19 de abril de 2011

Arezzo desiste de usar pele de raposa em sua nova coleção


Após forte pressão iniciada no twitter, que acabou levando a hashtag #arezzo para os trending topics, a loja brasileira de calçados e bolsas Arezzo desistiu de incluir em sua nova coleção itens que usavam pele de raposa e coelho. A marca divulgou um comunicado em que diz "por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas."

Leia a íntegra do comunicado:

"Prezados consumidores,

A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.

Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas - devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.

Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.

Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.

E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.

Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo. Link

Atenciosamente, Equipe Arezzo"

Mas o presidente da marca, Anderson Birman, disse à Folha de São Paulo que apenas as peças feitas com pele de raposa serão recolhidas. Na semana da páscoa, as peles de coelho usadas nos produtos da Arezzo foram também contestadas pelos usuários do Twitter e do Facebook, os mesmos que obrigaram Birman a recuar sobre a venda de pele de raposa.


Leia o trecho da entrevista:
“Folha: O uso da pele do coelho também foi contestada, vocês vão retirar também?
Anderson: Não, só a pele de raposa. Nosso entendimento é que todo animal que está na cadeia alimentar, não tem como. Você vai a um restaurante e come coelho no mundo inteiro. É produção de proteína animal, é uma coisa que tem quem goste e quem não goste, mas está na origem do ser humano. E tem o uso da pele de ovelhas também, é um uso milenar.”

Durante a entrevista o homem que fundou a Arezzo ainda insiste em dizer que vender peles é uma prática sustentável e que as raposas mortas para seus produtos foram criadas para isso e mortas em cativeiro. Segundo ele, isso significa que “não houve nenhum dano à natureza”.

E vocês amigos leitores, o que pensam sobre a venda de peles? É uma prática sustentável?

Fonte: Estadão

Imagem: Vista-se

3 comentários:

Adriano Carreira disse...

coerente, né? couro bovino mesmo ninguém reclama pq a carne é aproveitada.

Ana Virgínia disse...

Que horror! Mas se a arezzo acha que isso resolve o problema tá enganada! apenas minimiza, pq as raposas já foram mortas e suas peles utilizadas. sacrificaram os animais pra nada! se fosse uma marca séria como eles se consideram, teriam feito uma pesquisa de mercado e veriam que nós, os consumidores brasileiros não aceitamos peles de animais. Sinceramente, tenho dó das pessoas que NÃO se sentem mal em saber que estão usando um cadáver de coelho nos pés.

Leila Andrade de Carvalho disse...

Não acho que a atitude da arezzo minimiza ou deixa de lado o problema. Acho que a questão é cultural. Por que não é um problema usar pele de bovinos (couro) em sapatos e bolsas?