quinta-feira, 28 de abril de 2011

Top Blog 2011

Prezadíssimos leitores,

mais uma vez estamos participando do Prêmio Top Blog, que é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

Assim, gostaríamos de contar novamente com a participação e votos dos nossos leitores. É muito importante para as Ecomeninas o reconhecimento do Blog como instrumento de consulta, pesquisa, tira dúvidas e até mesmo envolvimento social, com fator de conscientização!

Para votar, basta clicar no ícone do  PrêmioTop Blog que está também à direita da nossa página!


Obrigada!

Tijolos e Meio Ambiente


Ao pesquisar na internet um assunto visando resolver a questão de um cliente me deparei com um assunto que achei muito interessante: Tijolos ecoeficientes. O que mais me impressionou é que são diversas possibilidades de se fazer tijolos que sejam sustentáveis.
O tijolo é matéria-prima básica da construção civil, independente da classe social, tipo de construção ou mesmo local, pois ele está presente na maioria das edificações. Mas para que possa ser fabricado o tijolo convencional (alvenaria) ele precisa ser cozido em fornos nas olarias e dessa forma é necessário queimar muita lenha. A titulo de exemplificação, para cada milheiro de tijolos, são necessárias aproximadamente cinco a dez árvores, que, alem de poluir a atmosfera e aumentar os desmatamentos, os tijolos convencionais agravam o efeito estufa.
O tijolo ecológico é diferente do tijolo convencional porque não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento.Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”.


Para que possamos tentar mostrar as vantagens desse tijolo, segue uma pequena listinha:
1. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
2. Estrutura - As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes, o que cria uma estrutura muito mais segura;
3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero;
4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento;
5. Economia de 50% de ferro;
6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas queimando em fornos e contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
7. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
8. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com estacas mais profundas e sapatas maiores;
9. Fácil acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
10. Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
12. Obra mais limpa e sem entulhos;
13. Acústica Como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa;
14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa;
15. Isolamento Térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa;
16. Proteção de Umidade - Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais;
17. Instalações Hidráulicas - Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional;
18. Instalações Elétricas - Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduites e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.

Em algumas cidades do Brasil, uma tecnologia 100% brasileira vem sendo implantada com sucesso na fabricação de tijolos que não precisam ser cozidos, são auto-encaixáveis e dispensam qualquer tipo de acabamento. É o tijolo ecológico, que aproveita como matéria-prima o solo da própria fábrica, resíduos de pedreiras e cimento. Entre outras iniciativas, o tijolo ecológico inspirou um projeto de ressocialização em uma penitenciária do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, e é matéria-prima de conjuntos habitacionais que estão sendo construídos em algumas cidades de Rondônia, como Pimenta Bueno e Ministro Andreazza.

É possível também encontrar tijolos feitos de esterco e existe inclusive uma espécie de fábrica especializada nessa fabricação.
A empresa produz tijolos a partir de esterco de vacas, e segundo os proprietários, os produtos são mais resistentes, mais leves e muito menos prejudiciais à natureza.
Além de ajudar a natureza com a redução na emissão de CO2 na hora da fabricação, o tijolo de esterco evita a exploração de áreas para a retirada de argila. A matéria-prima é abundante e sua utilização é benéfica para a higiene dos locais.
Outro fato importante é o aumento de renda que esta prática pode trazer para os fazendeiros. Durante o processo de combustão é utilizado metano, ao invés de madeira.

Há ainda tijolos que tem na sua produção isopor. A iniciativa surgiu de empresário de Santa Catarina que recebeu encomenda de casa de praia com isolamento térmico. Logo após o início das obras, percebeu que seria impossível atender ao pedido sem estourar o orçamento previsto. Então, descobriu que uma cooperativa de reciclagem queria se desfazer de uma grande quantidade de isopor que atravancava seus depósitos. “Como o isopor é isolante térmico, achei que era possível acrescentar o material na composição dos tijolos para aproveitar esse efeito sem gastar muito”, diz o empresário, que aceitou a doação do isopor, fabricou os tijolos e os utilizou para construir a casa do cliente. A idéia deu tão certo que foi criada uma fábrica especializada nesse tipo de fabricação de tijolos, que são sem sombra de duvidas sustentáveis.

Alem de aproveitar resíduos de pedreiras e cimento, conforme anteriormente comentado, há a possibilidade de fabricar tijolos que utilizem 40% de sua constituição com resíduos de construção civil. Segundo um estudo de profissionais da área realizado em São Paulo (que pode ser visto nesse link: http://www.ppgec.feis.unesp.br/producao2004/Engenharia%20sustent%E1vel%20-%20Aproveitamento%20de%20res%EDduos%20de%20constru%E7%E3o%20na%20composi%E7%E3o%20de%20tijolos%20de%20solo-cimento.pdf) a qualidade e resistência são bastante similares.

Tem ate tijolo de plástico, que foi apresentado em Milão, na semana de Design: feito de plástico reciclado. Segundo a fabricante inglesa, as peças podem ser utilizadas na construção de casas e até prédios. Cada tijolo tem 33 centímetros de comprimento por 25 de altura. Para montar uma casa, basta ir encaixando um no outro, tal qual no Lego, clássico brinquedo de construção. Como são leves – cada peça pesa, no máximo, cerca de 3 quilos – e dispensam materiais como vigas de metal e cimento, os tijolos exigem menos transporte e processos industriais, o que alivia a emissão de poluentes. A fabricante garante que os tijolos oferecem isolamento térmico e acústico, e até proteção contra terremotos.

Existe ainda o tijolo feito de lodo retirado de ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) industriais. A “tecnologia” foi desenvolvida por estudantes de engenharia de Produção Civil da Uniube (Universidade de Uberaba), foi aprovada e venceu o concurso Mãos à Obra/Precon, cuja premiação foi anunciada durante o Minascon/Construir Minas 2010, principal evento da construção civil e que é uma iniciativa da Câmara da Indústria da Construção da Fiemg.
A idéia surgiu quando os estudantes viram os resíduos gerados na região como uma boa opção. O que mais chamou a atenção foi o lodo dos decantadores das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) das indústrias, que usaram como matéria-prima na fabricação de tijolos destinados à construção de habitações de interesse social.

Fontes:
http://www.mundosustentavel.com.br/globo040307.asp
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_466965.shtml
http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2010/05/20/tijolo-sustentave-e-mais-barato-e-ajuda-a-natureza-e-os-fazendeiros/
http://www.blogfiemg.com.br/tijolo-sustentavel/

Suspensão de AAFs para projetos agropecuários

Acompanhamos recentemente em Minas a polêmica gerada pela suspensão das Autorizações Ambientais de Funcionamento (AAFs) para a atividade de minerãção (extração de minério de ferro).

E agora o Ministério Público de Minas Gerais, através de liminar em Ação Civil Pública, conseguiu a suspensão da emissão de AAFs, para projetos agopecuários que contemplem áreas superiores a mil hectares. O descumprimento pode gerar multa de R$ 100 mil por ato praticado.

Na Ação, o MP esclarece que "o ordenamento jurídico brasileiro, por força do princípio da prevenção, exige a elaboração de estudo prévio de impactos ao meio ambiente (Epia) para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ambiental".

Para o promotor de Justiça Marcelo Azevedo Maffra, "a Resolução Conama n.º 01/86, que é norma geral sobre o assunto, fixou um mínimo obrigatório que deve ser observado em todos os Estados da Federação, que não podem dispensar a apresentação do estudo nas hipóteses elencadas na legislação federal".

Os dispositivos considerados inconstitucionais contrariavam a Resolução do Conama ao permitir a indevida dispensa de EIA e de Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e a regularização ambiental apenas por meio de AAF, que é um instrumento extremamente singelo e inapto para prevenir a ocorrência de danos ambientais, pois não pressupõe a elaboração de quaisquer estudos ambientais, ainda que simplificados, sendo impossível uma adequada avaliação da viabilidade ambiental.

Para ilustrar a dimensão do problema, o promotor de Justiça Marcelo Maffra esclareceu que "apenas na região Noroeste do Estado, em pouco mais de dois anos foram emitidas pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Noroeste de Minas (Supram-NOR) 54 Autorizações Ambientais de Funcionamento irregulares para projetos agrícolas com área superior a mil hectares".

Parece mesmo que o futuro das AAFs é sombrio...

Para inspirar!!!

Precisa dizer mais alguma coisa????

Descobri o blog do desenhista autor desse cartoon por acaso, ele se chama Mike Joos e vende suas estampas de " bike culture" em greeting cards, pela internet.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mobilização contra a flexibilização do Código Florestal Brasileiro



Os dias 28, 29 e 30 de abril são dias de mobilização nacional contra a PL 1876/99, proposta absurda de flexibilização do Código Florestal Brasileiro que está para ser votada na Câmara e representa uma ameaça à nossa fauna e flora, e também aos nossos recursos hídricos!

Ocorrerão ações em dezenas de cidades!

São Paulo: a manifestação acontecerá dia 28/04, com concentração às 11hs, nas escadarias da Catedral da Sé, no centro da cidade.

Rio de Janeiro:
dia 28/04, concentração às 10hs, na escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Curitiba: dia 28/04, concentração às 16hs na Praça Santos Andrade.

(mais informações e cidades: http://verd.in/uz71)


Por favor, mesmo que você não possa ir, ajude a divulgar!


Entenda o que representa a proposta de alteração do Código Florestal: http://www.youtube.com/watch?v=p_3tXpu1-IM


Fonte da foto: http://raizasas.blogspot.com/2010/08/impactos-do-novo-codigo-florestal-ii.html

terça-feira, 26 de abril de 2011

Convite do Instituto Ecovida São Miguel


Descrição do evento:
Horário: 30 abril 2011 a 28 maio 2011
Local: Núcleo Moeda - Ecovida São Miguel
Organizado por: Ecovida São Miguel

Venha Barrear!!!

Participe dos mutirões de fim de semana para construção da parede de Bambu-a-pique do nosso Yurt.
Aprenda na prática a tecnica de bioconstrução de baixo custo com bambu-a-pique e ajude a construir o nosso centro de convivências do Núcleo Moeda!
Evento gratuito!
Hospedagem em área de Camping.
Alimentação vegetariana compartilhada, traga a sua.
Ecovida São Miguel - Núcleo Moeda

Organização e Informações:
Peter e Marina
ecovidasaomiguel@gmail.com

Chamada de Trabalhos

Estão aberta as inscrições para a Chamada de Trabalhos para o IX Encontro Nacional da Ecoeco que acontecerá em Brasília, Distrito Federal, no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, no período de 4 a 8 de outubro de 2011.

Os melhores trabalhos serão convidados a publicar na Revista Ibero-Americana de Economia Ecológica, no Boletim da ECOECO, na revista especial do CDS e em outras parcerias que a ECOECO está formando.

A submissão de artigos deve ser feita até o dia 06 de junho de 2011, na página da Ecoeco (www.ecoeco.org.br/).

Para maiores informações acessar o site do evento http://www.ecoeco.org.br/

Contatos: Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), Universidade de Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro. Fone (61 3107-6001).

Tratar com Magna (magnacds@gmail.com) ou Carol (carolina.presas@gmail.com).

Votação Projeto de Lei que altera Código Florestal

O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Marco Maia (PT-RS), confirmou a votação do projeto que altera o Código Florestal para os dias 3 e 4 de maio, mesmo depois de ouvir as ponderações da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, sobre a necessidade de adiar a votação para a realização de um estudo de impacto ambiental.

Maia promove hoje (terça-feira) uma reunião dos líderes partidários com os ministros do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence; da Agricultura, Wagner Rossi; e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para expor a posição do governo em relação ao projeto. "O importante é que o governo unificou uma opinião", disse o presidente da Casa.

Ainda, afirmou que mudará a data de votação apenas se houver um movimento majoritário pelo adiamento. Caso contrário, o projeto irá mesmo à votação no plenário na próxima semana. "Estamos muito perto de um acordo de 100% para a votação do código", disse.

Será mesmo?

Informações retiradas do Jornal Folha de São Paulo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reserva Legal Florestal Clandestina?




Olá gente!


Recebi esse texto pela internet e achei bastante coerente. É sobre um dos aspectos em discussão no Projeto do Novo Código Florestal. O texto é de autoria de Marcelo Augusto Santana de Melo.


Reserva Legal Florestal clandestina? Marcelo Augusto Santana de Melo*



Como se não bastasse a discussão sobre a exigibilidade da recomposição da reserva legal florestal para quem desmatou ou já adquiriu a propriedade sem cobertura florestal, conforme relatório elaborado pelo Deputado Federal Aldo Rebelo (PL 1879/1999), ganhou força em Brasília, nos últimos dias, a ideia de se descaracterizar ainda mais esse espaço territorial protegido que o Brasil deveria antes de tudo se orgulhar. O deputado relator declarou no sítio da Câmara dos Deputados que irá “defender, junto à câmara de negociação, que a averbação seja um ato declaratório ao órgão ambiental e não ao cartório” (http://www.camara.gov.br).



Ora, a averbação da reserva legal florestal já é declaratória, nasce na autoridade ambiental, a publicidade através de averbação no Registro de Imóveis ocorre por sensível e inteligente imposição legal para reforçar o conhecimento da reserva e para que todos possam fiscalizar seu cumprimento, principalmente o Ministério Público que vem atuando de forma irrepreensível nesse mister.



Retirar a averbação do Registro de Imóveis será um retrocesso absurdo na preservação ambiental e também da própria publicidade registral que cada vez mais concentra informações relevantes da propriedade imobiliária (princípio ou efeito da concentração).




A publicidade é expressão sinônima de transparência. O sistema de clandestinidade que se projeta à reserva legal florestal só interessa para quem não pretende nem ao menos cumprir a reserva legal florestal mitigada constante do relatório do Deputado Aldo Rebelo. Resta questionar como o cidadão, autoridades ambientais e instituições financeiras conseguirão saber, de forma célere, segura e clara se a propriedade respeita a legislação ambiental?




Também não é justa a imputação de culpa aos cartórios de Registro de Imóveis pelo excesso de rigidez na averbação da reserva legal, há muitos anos que existe estudo de simplificação da averbação no âmbito dos registradores e tribunais de justiça (Cf. www.educartorio.com.br, www.arisp.com.br e www.irib.org.br) e problemas ligados à necessidade de retificação da descrição do imóvel na matrícula são mínimos ou de fácil solução, mesmo porque a retificação atualmente (art. 213 da LRP) é realizada no próprio cartório.




Importante ressaltar, ainda, que a averbação é gratuita para a pequena propriedade rural e para os demais não ultrapassa dezoito reais de emolumentos na maioria dos estados.




Parece-nos que as sutilezas na técnica legislativa podem comprometer muito mais que as grandes discussões que estão ocorrendo do Código Florestal. A retirada da averbação da reserva é uma delas. De nada adiantaria manter a reserva legal florestal no Código Florestal e cercá-la de elementos que irão esvaziá-la substancialmente. Aliás, essa técnica já foi usada amplamente na idade média para o cerco ou sítio de cidades e castelos (poliocértica). Vamos ficar atentos!




* Marcelo Augusto Santana de Melo é Diretor de Meio Ambiente do Departamento de Sustentabilidade da ARISP – Associação dos Registrados Imobiliários de São Paulo





terça-feira, 19 de abril de 2011

Arezzo desiste de usar pele de raposa em sua nova coleção


Após forte pressão iniciada no twitter, que acabou levando a hashtag #arezzo para os trending topics, a loja brasileira de calçados e bolsas Arezzo desistiu de incluir em sua nova coleção itens que usavam pele de raposa e coelho. A marca divulgou um comunicado em que diz "por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas."

Leia a íntegra do comunicado:

"Prezados consumidores,

A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.

Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas - devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.

Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.

Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.

E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.

Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo. Link

Atenciosamente, Equipe Arezzo"

Mas o presidente da marca, Anderson Birman, disse à Folha de São Paulo que apenas as peças feitas com pele de raposa serão recolhidas. Na semana da páscoa, as peles de coelho usadas nos produtos da Arezzo foram também contestadas pelos usuários do Twitter e do Facebook, os mesmos que obrigaram Birman a recuar sobre a venda de pele de raposa.


Leia o trecho da entrevista:
“Folha: O uso da pele do coelho também foi contestada, vocês vão retirar também?
Anderson: Não, só a pele de raposa. Nosso entendimento é que todo animal que está na cadeia alimentar, não tem como. Você vai a um restaurante e come coelho no mundo inteiro. É produção de proteína animal, é uma coisa que tem quem goste e quem não goste, mas está na origem do ser humano. E tem o uso da pele de ovelhas também, é um uso milenar.”

Durante a entrevista o homem que fundou a Arezzo ainda insiste em dizer que vender peles é uma prática sustentável e que as raposas mortas para seus produtos foram criadas para isso e mortas em cativeiro. Segundo ele, isso significa que “não houve nenhum dano à natureza”.

E vocês amigos leitores, o que pensam sobre a venda de peles? É uma prática sustentável?

Fonte: Estadão

Imagem: Vista-se