segunda-feira, 2 de março de 2009

Prejuízos com as Mudanças Climáticas

Merece ser comentado e transcrito (ainda que seja apenas um trecho) o artigo realista e alarmante redigido pelo advogado Antônio Carlos Porto Araújo, publicado no Jornal Estado de Minas, sobre a questão econômica por traz da problemática ambiental global.


Segundo Antônio Carlos, as mudanças climáticas, numa análise macroeconômica, são consideradas como o principal fator de risco para a economia mundial. Para ele, tais mudanças deverão acarretar até 2012 movimentações financeiras diretas e anuais da ordem de mais de US$ 200 bilhões. Grande parte em prejuízos decorrentes de indenizações em seguros e adequações às políticas nacionais de cada país no controle de emissões de Gases de Efeito Estufa. O Autor sustenta que não é exagero supor que o clima poderá se tornar o ponto primordial de todas as questões relacionadas com a segurança e soberania das nações. Nesse conjunto de fragilidades, o Brasil é obrigado a manter programas emergenciais para minimizar os sintomas e efeitos da devastação ambiental provocada essencialmente por ações antrópicas. Assim, de acordo com o advogado, a solução, então, é enfrentar esse desafio com esforços conjuntos da sociedade e com o fomento do governo para que a questão ambiental seja trabalhada dentro do conceito de que possamos sair perdendo menos com isso.


Ora, apesar do Autor não ser um analista econômico, as ponderações que o mesmo realiza são pertinentes e merecem ser levadas em consideração até pelos mais conservadores! É mesmo urgente ter em mente que a questão ambiental demandará um gasto elevado já que nos encontramos em um momento de transformação e, principalmente, de adaptação e tomada de atitudes. E enquanto alguns enxergam este momento como um período de crise, outros acreditam que se trata de uma oportunidade de crescimento. Torcemos para que seja um momento crucial para o desenvolvimento econômico do Brasil.


Fotografia obtida no site: http://blog.ftc.br/ftcdigital/



2 comentários:

Leila disse...

Entendo que não é um prejuízo, mas um investimento que, apesar de atrasado, se faz essencial. Infelizmente ainda falta muito para que aquelas pessoas que estão no controle entendam o grau de importância de medidas como essas!
Mas como as ações individuais não dependem das de outras pessoas, vamos que vamos!

Patricia Vilas Boas disse...

Ei Leila! Confesso que pra mim também não se trata de prejuízo algum, já que estamos tentando salvar o meio ambiente, a questão é que o empreendedor, infelizmente, de uma maneira geral, vê o investimento na proteção ambiental ou na mitigação dos impactos ambientais como um custo. E em função de alguns eventos climáticos, por exemplo, causados pelo aquecimento global, algumas empresas estão deixando de obter lucro ou estão obtendo um valor abaixo do que era esperado. Acho que trata-se de um prejuízo sob a ótica econômica e tão somente.