quarta-feira, 13 de maio de 2009

Absurdo


Absurdo


Vanessa Da Mata



Havia tanto pra lhe contar

A natureza

Mudava a forma o estado e o lugar

Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar

Era tão belo

Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores

O chão do mundo se varre aqui

Essa idéia do natural ser sujo

Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano

Se a ambição desumana o Ser

Essa imagem infértil do deserto

Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,

Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar

Sem poderio

Tantas histórias, tantos sabores

Capins dourados

Havia tanto pra respirar

Era tão fino

Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo

Que ironia conflitante ser

Desequilíbrio que alimenta as pragas

Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas

Tanto faz os meios violentos

Luxúria é ética do perverso vivo

Morto por dinheiro

Cores, tantas cores

Tais belezas

Foram-se

Versos e estrelas

Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?

Com a mãe, ingratidão

Deram o galinheiro

Pra raposa vigiar

4 comentários:

Mariana disse...

Essa música é linda e a Vanessa arrasa!!!

Patricia Vilas Boas disse...

É mesmo muito linda e muito triste... Acho que o blog estava precisando de um pouco mais de poesia...

Leila disse...

Viva a arte em todas as suas manifestações!!!!!

Marina da Mata disse...

Viva!