Esse ano eu realizei um sonho antigo: desfilar na Sapucaí no carnaval do Rio!
Eu saí na Mangueira, que homenageou os antigos festivais da canção, na ala do Clube da Esquina e minha fantasia representava um bicho grilo, como uma alusão aos músicos do movimento, que eram um tanto quanto hippies e curtiam o refúgio das montanhas.
Foi empolgante, emocionante, quente, cansativo, mas super, super gratificante, uma das coisas mais legais que já fiz, porque é uma emoção ímpar, que se soma com a emoção de milhares de pessoas que se dedicam todo o ano pra tornar aquele sonho uma realidade.
Bom, mas um ponto negativo a ser destacado talvez seja a quantidade de lixo gerado. É impressionante, primeiro, reparar na quantidade de matéria-prima gasta nas fantasias, adereços e alegorias das escolas de samba. Fiquei me perguntando se aquilo tudo é reaproveitado no ano seguinte. Será que os galpões das escolas possuem programas de reciclagem desses materais? Algo a ser pesquisado...
E depois é só andar pelas ruas dos Rio, uma cidade entre tantas do Brasil em que o Carnaval "bomba", pra perceber quanta sujeira as pessoas produzem e como a cidade fica com um aspecto mal tratado. É muito lixo, muita sujeira!
De acordo com reportagem do jornal O globo, a Comlurb coletou, da sexta-feira de carnaval até domingo, 865,5 toneladas de lixo das áreas do Sambódromo no Centro da cidade. Só no Desfile das Campeãs, que aconteceu no sábado, a Comlurb removeu 87,94 toneladas de resíduos em todo o Sambódromo, Terreirão do Samba, além das áreas de entorno e acesso.
Para a limpeza dos blocos que cicularam pela cidade, no fim de semana, trabalharam 136 garis, que coletaram 11,16 toneladas de detritos, sendo 4,2 toneladas apenas no desfile do Monobloco, no domingo, no Centro.
É pessoal, carnaval é época de deixar todos os problemas e preocupações pra trás, mas acho que não podemos esquecer dos impactos ambientais dessa folia...


