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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Crédito de Carbono: perspectivas após Copenhagen


O comércio de crédito de carbono esteve no centro dos debates na Conferência de Copenhagen, que reuniu diversos representantes, em dezembro de 2009, para a criação de um novo protocolo de compromisso ambiental. As expectativas, porém, no foram cumpridas do modo como esperado.

Para tratar sobre as perspectivas para o mercado de crédito de carbono após Copenhagen, a Amcham - Câmara Americana de Comércio - em Belo Horizonte, receberá, no “Encontro de Comitês - Direito Internacional e Meio Ambiente”, os profissionais: Marco Antônio Fujihara, Vinícius Francisco de Carvalho Porto e Júnio Magela Alexandre.

Programação:
» Geral
08h30 - Welcome Coffee e Credenciamento
09h00 - Palestra - Marco Antônio Fujihara
09h45 - Palestra - Vinícius Francisco de Carvalho Porto
10h30 - Fórum de debates com Júnio Magela Alexandre
11h00 - Encerramento

Informações:
Contato: Isabel ScapolatemporeTelefone: (31) 2126-9793

Local: AMCHAM BUSINESS CENTER – Rua da Paisagem, 220 – Vila da Serra - Seis Pistas – (31) 2126-9750.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Em um passado não muito distante...

É incrível como o tempo passa rápido, não?

Estamos acostumados a ouvir que nós, brasileiros, temos a memória "curta", o que, em parte, não deixa de ser uma verdade.

O que não estamos acostumados, e nem podemos estar, é com a total falta de comprometimento de alguns países com a redução da emissão de carbono!

Olhando algumas notícias de hoje, me deparo com a seguinte que, aliás, não é surpresa alguma...


Emissão de carbono da China cresce 9% em 2009, e cai no resto do mundo.
Liberação de CO2 de combustível fóssil chegou a 7,52 bilhões de toneladas.Total global caiu pela 1ª vez desde 1998, por causa da recessão.



Não que os demais países sejam "bonzinhos", mas a China está, sem sombra alguma de dúvidas, contrastando a estratégia da maioria dos países para redução do total de emissões de carbono.

Vimos na última reunião da ONU sobre mundanças climáticas, a COP-15, realizada em dezembro de 2009, um verdadeiro fracasso quanto à negociação para adoção de limites de emissão de CO2.

Na verdade, a China tem resistido às exigências dos negociadores americanos e europeus de adotar limites vinculantes às suas emissões, argumentando que as preocupações ambientais devem ser equilibradas com crescimento econômico e que os países desenvolvidos devem primeiro demonstrar um compromisso significativo de redução de suas próprias emissões.

Em que pese essa argumentação, houve a apresentação de proposta, por este país, para reduzir, até 2020, a chamada intensidade de carbono - ou a quantidade de dióxido de carbono emitida por unidade de produto econômico - em 40% a 45% em comparação aos níveis de 2005. Segundo essa medida, as emissões ainda aumentariam, apesar de haver uma desaceleração da taxa.

E o que vemos agora é que as emissões chinesas de dióxido de carbono pelo uso de combustíveis fósseis, no ano de 2009, subiram 9%.

Talvez essa proposta foi apresentada na COP-15 justamente por saberem do alto índice de emissões que os chineses já haviam despejado na nossa atmosfera em 2009.
Esperamos que os chineses não sofram também de péssima memória...

Fonte da chamada noticiária: Globo.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E por falar em COP...


E por falar em Copenhague, COP 15, que será o tema do próximo Green Drinks em BH, temos que nos preparar para a COP 16, que acontecerá no fim do ano, no México. Sobre o assunto, divulgo aqui algumas notícias.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, acredita que a comunidade internacional conseguirá chegar a um acordo legalmente vinculativo a respeito da mudança climática na reunião sobre o tema que acontece no fim do ano no México.

Ban afirmou que a conferência realizada em dezembro passado em Copenhague, a capital dinamarquesa, "foi um passo considerável no caminho certo e rumo ao alcance de um tratado vinculativo no México". "Por isso, acredito que, com a liderança do presidente (Felipe) Calderón e o apoio das Nações Unidas, conseguiremos avançar", afirmou o diplomata.

Ban acrescentou que "o acordo de Copenhague oferece uma linha mestra clara" para a obtenção de um tratado na conferência do fim deste ano. "Muitos países apresentaram metas precisas sobre reduções das emissões até 2020 e as nações desenvolvidas aceitaram dar US$ 30 bilhões em ajudas nos próximos três anos e US$ 100 bilhões a cada ano até 2020", destacou.

O secretário-geral da ONU também disse que há "decisões importantes" a serem colocadas em "prática" agora, por isso encorajou todos os membros da comunidade internacional a se unirem "o mais rápido possível neste acordo".

Nesse âmbito, podemos dizer que o Brasil adotou uma postura de vanguarda e já se dispôs a diminuir as suas emissões de gases de efeito estufa... Contudo, alguns grandes poluidores - como os E.U.A. ainda não tomaram a mesma decisão. Bom, será que podemos ter esperanças de que dias melhores virão ou não?

Fonte do texto: Folha on line, dia 29/01/2010, da EFE, de Nova York, link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u686476.shtml

Green Drinks 2010!


Venha participar do 6º Green Drinks de Belo Horizonte!

O movimento GREENDRINKS.org é um Happy Hour que acontece mensalmente em várias partes do mundo desde 1989. Atualmente envolve 642 cidades e 60 países!

Em 2010 trazemos mais uma novidade: O Green Drinks agora acontecerá no Restaurante Rima dos Sabores.

Neste mês, falaremos sobre o Panorama Mundial das Mudanças Climáticas – Os Desafios do Pós-Copenhagen e Academia da Sobrevivência (Survival Academy Brazil). Participe e Divulgue!

Anote na sua agenda:

Quando: Terça- Feira, 9 de fevereiro de 2010.

Horário: 19 horas

Onde: Restaurante Rima dos Sabores (Rua Esmeraldas, 522, Prado)

Quem: Todos aqueles que acreditam e que se interessam pela temática que envolve a sustentabilidade (Empresas, Universidades, ONGS, Empreendedores Sociais, Associações, etc.)

Convidados especiais

Junio Magela Alexandre: Advogado, graduado pela Faculdade de Direito Milton Campos. Especializado em Direito do Meio Ambiente pela Universidade Gama Filho/RJ. Foi Membro da Delegação Brasileira na Conferência de Copenhagen COP-15 e possui larga experiência em consultoria jurídica em mudanças climáticas e controle de cumprimento da legislação de meio ambiente, saúde e segurança do trabalhador, responsabilidade social e requisitos setoriais no Brasil, América Latina e Europa.

Equipe Virtú: A Virtú é uma iniciativa liderada por quatro jovens de Belo Horizonte - André Maciel, Elisa Alkmim, Marcus Vinícius e Virgínia Alfenas - com o objetivo de promover e viabilizar o progresso social e ambiental. Ela foi pensada com o propósito de atender expectativas de amigos e colegas que procuravam oportunidades para uma atuação mais efetiva na resolução de questões críticas para a sociedade. A primeira iniciativa realizada por essa organização foi a Academia da Sobrevivência, um evento paralelo à COP 15, que promoveu um espaço de conexão entre as pessoas interessadas em discutir as questões climáticas e propor soluções práticas para as mudanças necessárias.
Regras do jogo: Convidar amigos que tenham interesse pelo assunto!

Mais informações: Entre em contato com o Núcleo de Sustentabilidade pelo telefone: 31 3290-8910 e
www.greendrinks.org e www.greendrinksbh.ning.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

RIO + 20!


NÃO, não se trata de Olimpíadas, Copa do Mundo, mas SIM, possui muita importância!!!


O Brasil será a sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012. Já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro há 18 anos, o evento será provavelmente realizado novamente na capital carioca. (ainda não foi confirmado).


A conferência foi aprovada em dezembro de 2009 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.


Outro tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso foi colocado em xeque na 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague (Dinamarca), cúpula encerrada sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.


Quem sabe poderemos ver de perto as decisões sobre mundanças efetivas a serem adotadas pelas nações de todo o mundo?



Fonte: site Ambiente Brasil

domingo, 20 de dezembro de 2009

Triste desfecho. Adiando uma atitude global...


A 15ª Conferência das Nações Unidas (COP-15), que terminou oficialmente ontem em Copenhague, ficou sem um texto final após o plenário recusar o acordo que havia sido costurado na noite anterior entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul.
O documento trazia só um compromisso de impedir a elevação da temperatura em 2°C, sem dizer como seria atingido. Com isso, a tentativa de fechar um texto que permitisse que os países, principalmente os desenvolvidos, fossem cobrados internacionalmente pelo cumprimento das metas ficará para 2010, quando está marcada nova reunião no México.
O "acordo de Copenhague", documento firmado por EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul, cristalizou o fracasso de duas semanas de negociações diplomáticas e foi recusado ontem pela manhã. Mesmo com 24 horas de debates além do previsto, o documento, permeado de críticas de delegados, foi denunciado por países em desenvolvimento e acabou rebaixado a um adendo da edição de 2009 da Convenção do Clima (UNFCCC).
Depois da maratona de negociações de chefes de Estado e de governo, entre os quais dos presidentes dos EUA, Barack Obama, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, delegados de países como Sudão, Tuvalu, Cuba, Nicarágua, Bolívia e Venezuela, entre outros, recusaram-se a aceitar o acordo, que precisaria de consenso para ser adotado pela COP-15.
Pelo texto, os países industrializados se comprometem a empregar US$ 30 bilhões nos próximos três anos - dos quais, US$ 3,6 bilhões dos EUA -, além de até US$ 100 bilhões por ano entre 2013 e 2020. O problema: nenhuma instituição operacional, nem meio de governança desse valor sobre criado. Além disso, sem a definição de meta de redução das emissões - a menção a 50% de redução até 2050, já insuficiente, acabou elidida do texto -, o compromisso fica fluido, sem diretrizes.
Outra crítica dura de delegados do G77 foi contra o atropelo criado pelas negociações entre EUA - com autorização da União Europeia -, China, Brasil, Índia e África do Sul. Cuba protestou em público contra o que chamou de "projeto apócrifo" e reclamou que houve graves violações de procedimentos, tornando as negociações arbitrárias.
Antes de deixar a COP, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu que o resultado ficou muito aquém do que era esperado pelo País e criticou o presidente americano: "O prêmio Nobel não está à altura da expectativa que a população do planeta coloca sobre ele". Em seguida, o ministro fez um apelo: "Obama, faça alguma coisa. Ou você vai ter de devolver aqui o prêmio Nobel."
Ao longo da manhã, autoridades internacionais tentaram minimizar o fracasso. Ban Ki-moon, secretário-geral das ONU, afirmou em pronunciamento que "a estrada ainda será muito longa", mas elogiou o documento.
Bom, pelo visto, toda aquela expectativa que depositávamos em Obama foi em vão... mas é bom lembrar que além da importância das decisões dos grandes chefes de Estado com relação ao clima, nossas ações como indivíduos que se preocupam com o meio ambiente também são extremamente relevantes. Então não podemos deixar que a decepção com os resultados da COP 15 crie uma descrença total em mudanças.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Impasse na COP 15

Angela Merkel


Repetindo as discussões já ocorridas em outras Conferências da ONU sobre mundanças climáticas, as divergências entre países ricos e pobres a respeito das maneiras de lutar contra o aquecimento global provocaram até agora uma paralisação das negociações.


Hoje, diversos jornais publicaram a preocupante assertiva da chanceler da Alemanha, Angela Merkel: "Farei o que estiver ao meu alcance para conseguir o necessário compromisso vinculativo. Não sei exatamente em que momento (as negociações) estão agora, mas as notícias que nos chegam de Copenhague não são boas" e indicam "que não estamos diante de um processo de negociação sensato".


Segundo divulgado na Folha de São Paulo "A chanceler lembrou o "ambicioso compromisso" da Alemanha na luta contra a mudança climática e pela redução das emissões de CO2, e enfatizou que seu país "está disposto a cumprir a meta" de diminuir em 40% a liberação de gases estufa até 2020, sempre em relação aos níveis de 1990. No entanto, "o compromisso de um só país ou de um grupo de países, como a União Europeia (UE), não é suficiente", já que é preciso somar os "esforços vinculativos" de todos os envolvidos, tanto as grandes potências industrializadas como as nações em desenvolvimento."


De outro lado, integrantes da comitiva chinesa, afirmaram que a China sugere que no lugar do acordo, seja firmada uma declaração meramente política, rejeitando acordos parciais que envolvam países em desenvolvimento.


Foto: Globo.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dilma e o meio ambiente...


A intimidade da ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, com o tema ambiental é nova. Recém-chegada a Copenhague para chefiar a delegação brasileira na COP-15, Dilma assumiu as entrevistas e os discursos. Em sua primeira conversa com jornalistas, anteontem, deixou como coadjuvante o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que cancelou sua própria entrevista para dar espaço à colega.No encontro com jornalistas, Dilma mal deixou Minc falar. Chegou a dizer que um dos programas dos quais o ministro falava não tinha "nada a ver" com o que fora perguntado. Ontem, Dilma cometeu uma gafe ao abrir um evento brasileiro sobre a Amazônia. Em uma frase enviesada, ela disse: "O meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável".


Oi? Hãn? Hein?



Homem vestido de panda participa de manifestação por acordo climático na cúpula mundial de Compenhague


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Não se fala de outra coisa a não ser Hopenhagen!!!


A esperança acaba de entrar na campanha criada pela Ogilvy & Mather para o movimento Hopenhagen, nome que remete à esperança (Hope em inglês) e faz uma analogia à cidade Copenhague, que está sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). Além de filme, anúncios, spots e mídia exterior, a campanha conta ainda com mídia online e ações de endomarketing. Hopenhagen é uma plataforma de comunicação - centrada no site www.Hopenhagen.org – para discutir o aquecimento global e a viabilidade econômica das metas de redução dos gases causadores do efeito estufa. O objetivo é estimular as pessoas a postar frases de esperança no site e ainda espalhar mensagens pelas redes sociais. A idéia é que cidadãos de todo mundo expressem para seus governantes e outros líderes mundiais o que lhes dá esperança por um mundo melhor, criando uma situação para se decidir coletivamente o futuro do clima no planeta.


Participe! Divulgue sua mensagem de esperança!

COP 15 sugere redução de emissão de CO2 para países em desenvolvimento


As 193 nações que estão participando da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 15, firmaram um primeiro rascunho onde consta proposta de limitação da alta da temperatura do planeta a entre 1,5 ºC a 2 ºC. Além disso, prevê medidas que os países em desenvolvimento devem tomar sobre ações de mitigação apoiadas pelos países ricos para atingir uma redução "substancial" das emissões - entre 15% e 30% até 2020 em relação ao que emitiriam se nada fosse feito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Acompanhando o COP 15


Você que quer acompanhar as últimas notícias relativas a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) que está acontecendo em Copenhagen, Dinamarca, acesse o site http://www.cop15brazil.gov.br/pt-BR/ e conheça mais sobre a participação do Brasil neste evento tão importante!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Quer participar de alguma forma da COP 15?




Acesse: http://www.tictactictac.org.br/

O Parque do Ibirapuera, em São Paulo, será palco, no dia 6 de dezembro, das 10h às 18h, do evento TÔ NO CLIMA, uma iniciativa da campanha global de ações pelo clima TICTACTICTAC. O principal objetivo do evento é mobilizar a sociedade brasileira a pressionar líderes nacionais e globais para que não seja adiado o compromisso de firmar um novo acordo climático global durante a durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que acontece de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.



Para evitar as piores conseqüências das mudanças climáticas, é preciso começar a construir uma economia de baixo carbono, ou seja, uma economia com reduções drásticas das emissões dos gases que agravam o efeito estufa. Nesse sentido, governos de todo o mundo negociam as bases do novo acordo climático. Entre os pontos fundamentais desse novo acordo, estão: a definição de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa para as principais economias do mundo e mecanismos de financiamento para ajudar países em desenvolvimento, especialmente os mais pobres, a se preparar e se adaptar às mudanças climáticas.



Copenhague, entretanto, corre o risco de fracassar. Chegar a um acordo tem sido difícil, já que os países relutam em assumir os custos e o peso político para estabelecer novas regras para a produção do que consumimos e a energia que utilizamos. Outro problema é que nações desenvolvidas e em desenvolvimento jogam a responsabilidade pelo novo acordo umas para as outras e não chegam a uma decisão comum.



O evento conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde do Município de São Paulo, Auditório Ibirapuera e Natura.




(11) 3846-5787 / (11) 3846-5787 / 7130-2488
INFORMAÇÕES SOBRE TICTACTICTAC:
Veronica Marques / (21) 9981-0211 /

Faltam 5 dias para o COP 15, em Copenhague.


Entre os dias 7 a 18 de dezembro deste ano, a UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima promoverá, em Copenhague (Dinamarca), a COP-15, 15ª Conferência das Partes, quando então o mundo tentará resolver e frear a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

"De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle. Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam. No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver: - a floresta amazônica transformada em savana; - rios com menor vazão e sem peixes; - uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo; - o derretimento irreversível de geleiras; - o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras; - a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e - o aumento de doenças tropicais como dengue e malária."

"A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020. Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos. Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990. "

Meta brasileira é aprovada:

"O climatologista e diretor do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Carlos Nobre, secretário-executivo da Rede Clima e agora também membro do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, está satisfeito com as metas de redução de emissões apresentadas pelo Brasil.Ele calcula que, se o país cumprir a meta máxima, de cerca de 39% de redução das emissões em 2020, em relação ao modelo do business as usual, estaríamos fazendo praticamente o mesmo dever de casa que os Estados Unidos propõem em sua Lei de Energia e Mudanças Climáticas. Enquanto os americanos pretendem diminuir as emissões de carbono em 17% em relação ao ano de 2005 – o que corresponderia a 1,2 bilhão de toneladas de CO2e –, o Brasil reduziria em 1,1 bilhão de toneladas de CO2e."
E aí? Qual a sua sugestão para a COP 15?
Fonte: Site Planeta Sustentável (Editora Abril).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu acho isso rídiculo


Todos nós brasileiros sabemos que a Dilma Rousseff será a candidata á presidência indicada pelo PT e apoiada pelo atual presidente Lula. Sabemos também que ela nunca teve e continua não tendo envolvimento com questões ambientais. Aliás, eu nunca ouvi uma opinião dela sobre o tema.

No entanto, por decisão do presidente Lula, ela irá representar o Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague e não Ministro do Meio Ambiete Carlos Minc.

Dilma é quem vai levar as novidades do País para ajudar a combater o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa. O Brasil terá, de acordo com o presidente, a proposta mais ousada entre todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Será algo em torno de um esforço voluntário de 38% a 42% na redução dos gases de efeito estufa até 2020.

Eu acho isso ridículo, pois me parece uma atitude mais eleitoreira do que em prol do meio ambiente. Mesmo que a proposta brasileira seja boa, por que a Dilma e não o Minc deve apresentá-la ao mundo?