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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Protestos Indígenas contra Belo Monte



Uma comissão formada por dez índios caiapós, jurunas e do Parque Indígena do Xingu será recebida no início da tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto pelo secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Rogério Sotilli.

Os índios pedem a paralisação do processo de licenciamento da usina hidrelétrica de Belo Monte e ainda esperam ser recebidos pela presidente Dilma Rousseff.


Na chegada de Dilma ao Planalto, cerca de 100 índios e ativistas estavam concentrados na Praça dos Três Poderes, em frente ao palácio, com cartazes e faixas pedindo a interrupção do licenciamento da usina, cujo investimento está avaliado em cerca de R$ 19 bilhões e, quando pronta, será a terceira maior hidrelétrica do mundo.

No fim de janeiro, o Ibama liberou o licenciamento para a construção do canteiro de obras da usina. Só com a autorização parcial de instalação do empreendimento 238 hectares serão desmatados.

O Ibama, no entanto, diz que a licença parcial não signifca que a construção efetiva da usina é "fato consumado". A concessão do licenciamento, no entanto, teve oposição da Funai (Fundação Nacional do Índio).
Na audiência com o substituto do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), que está participando do Fórum Social Mundial, no Senegal, os índios entregarão uma carta com os argumentos para a paralisação do empreendimento.

Será que após tantas manifestações, a Presidenta irá reconsiderar esse projeto, que pode por fim a diversos hectares de terras indígenas e de matas nativas?

sábado, 20 de junho de 2009

Ciclistas protestam por ciclovias em Belo Horizonte!


Um grupo de ciclistas entregou hoje, 20/06, uma carta ao Prefeito de BH reivindicando a criação URGENTE de ciclovias na cidade.

Consta no manifesto que Belo Horizonte foi escolhida como uma das sedes da Copa de 2014, e uma das diretrizes estabelecidas pela Fifa é a adequação das cidades de forma a privilegiar o acesso aos estádios para meios de transporte alternativos ao automóvel particular. Uma possibilidade atraente, desde que devidamente incentivada e estruturada, é a bicicleta. É visível o aumento a cada dia do número de pessoas pedalando na cidade, a despeito da inação do poder público em fomentar um meio de deslocamento tão barato, ágil, saudável, não-poluente e não-congestionante, e a despeito também da opinião antiquada e equivocada de que BH tem relevo inadequado para o uso da bicicleta.

Segundo o engenheiro Ricardo Lott, assessor da Presidência da BHTRANS, o lançamento da licitação para as obras ocorrerá dentro de 30 dias. Segundo ele, a idéia é interligar estações de ônibus e metrô, onde esses equipamentos poderão ser depositados em bicicletários com vigilância. A implantação dessas vias especiais de tráfego inaugura, na capital, o "Projeto Pedala BH", que possui uma previsão geral de construção de 345 quilômetros de ciclovias nos próximos anos. Em resumo, trata-se de uma grande reforma na cidade, para incentivar as pessoas a usarem mais a bicicleta, a exemplo do que já acontece com grandes metrópoles, como Paris, Nova Iorque e, mais recentemente, Rio de Janeiro.

Os primeiro 19 quilômetros de ciclovias vão contemplar as ligações Leste-Estação Central, com início na Rua Itaituba, no Bairro São Geraldo (Zona Leste), percorrendo a Avenida dos Andradas. Ouro trecho vai unir a Savassi (Região Centro-Sul) até a Avenida dos Andradas, chegando à Praça da Estação. Na Zona Oeste, a ciclovia vai do Barreiro, da Avenida Tereza Cristina, até a Estação BHBUS, na mesma região. Na Nordeste, a via especial começa na Avenida Saramenha, no Bairo Guarani, seguindo até a estação de integração no Bairro São Gabriel. Outro trecho de ciclovia vai percorrer a Avenida Américo Vespúcio, na Zona Noroeste, com início na Avenida Antônio Carlos até a Avenida Carlos Luz (Catalão). O sexto trecho cicloviário, denominado Rota Norte, vai contemplar a ligação da Avenida Vilarinho, em Venda Nova, ao Museu de Arte da Pampulha.

Estamos torcendo para que estes projetos sejam realmente implementados e que as ciclovias possam ser construídas de forma adequadas aos ciclistas!

Fonte: Hoje em Dia/ BHtrans.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Protestar é Pedalar Pelado II







Na semana passada, no dia 11/03/09, a Marina postou aqui no blog um convite para a manifestação do movimento World Naked Bike Ride ou Pedalada Pelada Mundial (em português), em São Paulo. Então, darei apenas um feedback sobre o assunto.


O Jornal Folha de São Paulo noticiou que compareceram no dia 14/03/2009 cerca de 800 ciclistas no cruzamento da Av. Paulista com a Consolação, onde centenas de curiosos se aglomeraram em meio a gritos de guerra como: “Você que está aí parado vai pedalar pelado” e “Vai de bicicleta”.

Alguns ciclistas estavam nus e outros seminus, enfeitados com perucas, máscaras, bexigas e de corpo pintado, mas o que eles queriam não era chamar a atenção pra si, mas sim para o seu meio de transporte, a bicicleta.

“Queremos ciclovias, faixas exclusivas, sinalização adequada”, disse o engenheiro Ronaldo Peri, 41. E ainda completou: “Nos vemos ameaçados a cada quarteirão”. E realmente não é pra menos, pedalar pelas ruas lotadas de São Paulo exige coragem, uma coragem diária para enfrentar o perigo e o caos.
Apesar do clima de festa, o protesto também teve um tom dramatico ao lembrar a morte da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, atropelada na própria Av. Paulista em janeiro.

Esperamos que o espaço destinado aos ciclistas nas cidades brasileiras aumente cada vez mais e que também seja dada segurança para os bikers poderem pedalar tranquilos. Em tempos de Aquecimento Global nada melhor do que se locomover sem emitir CO2 e ainda, de quebra, melhorar a saúde, o condicionamento físico, o bem-estar, dentre outras coisas…

Fonte da Matéria: Folha de São Paulo, 15/04/2009.
Fonte das Fotos:

http://picasaweb.google.com/bortao/Peladada#5314001438509861778