Mostrando postagens com marcador mineradoras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mineradoras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de maio de 2011

Para onde vão os royalties da Mineração?


"É sabido que no ano de 2010 a atividade mineradora no Brasil cresceu 15,7%, constituindo-se a maior responsável pela expansão de 7,5% registrada no Produto Interno Bruto (PIB), que alcançou a importante marca de R$ 3,675 trilhões. Em Minas Gerais, a economia do Estado cresceu 10,9% em relação a 2009, superando a média nacional e até mesmo o desempenho econômico do gigante asiático chinês, sendo a mineração o grande destaque, com alta de 31,8%.

Assim, a mineração vem sendo apontada como a ‘tábua de salvação’ da economia brasileira.

Mas para além dessa leitura circunstancial e monocular, é preciso refletir, mormente em Minas Gerais, estado sabidamente minerador, sobre os impactos ambientais e sociais da atividade mineraria, a fim de se alcançar o tão propalado, mas pouco efetivado, desenvolvimento sustentável.

Como ponto de partida para essa reflexão é preciso relembrar que as atividades mineradoras são altamente impactantes sob o ponto de vista ambiental e social e que os recursos minerais são findáveis, sendo certo que em um futuro não muito distante, tradicionais cidades mineradoras estarão com suas jazidas exauridas e dependerão de outras fontes de renda.

A fim de compensar a União, os Estados e os Municípios pela extração de recursos minerários em seus territórios, a legislação vigente prevê o pagamento de royalties a esses entes, sob a denominação de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), com alíquotas variáveis segundo a natureza da substância extraída. No caso do minério de ferro, por exemplo, a alíquota é de 2% sobre o faturamento líquido.

Esse percentual tem sido considerado como muito baixo pelos municípios mineradores (com o que concordamos) e mesmo assim grandes empresas mineradoras não pagam as alíquotas previstas em lei, valendo-se de subterfúgios judiciais para a sonegação dos royalties.

Mas há outra faceta da CFEM que precisa ser melhor conhecida e debatida: a correta aplicação dos recursos arrecadados pelo poder público.

Como os valores da CFEM têm sua origem na compensação pela extração de recursos minerais, atividade degradadora do meio ambiente e temporalmente findável, a prioridade dos investimentos em benefício da melhoria da qualidade ambiental (implantação de estações de tratamento de esgotos e de unidades de conservação, restauração de bens culturais, etc.) e na diversificação das atividades econômicas dos municípios onde ocorre a exploração, mostra-se como uma medida lógica e essencial, uma vez que os valores arrecadados, que não possuem natureza tributária, poderiam compensar efetivamente os efeitos deletérios causados pelos empreendimentos minerários e como instrumento de alcance da futura sustentabilidade econômica, construindo alternativas viáveis para quando o minério esgotar.

Nesse sentido, aliás, a Lei 7.990/89 veda expressamente a aplicação dos valores da CFEM no pagamento de dívidas e no quadro permanente de pessoal, norma rotineiramente descumprida por agentes públicos.

Em Minas Gerais, a Constituição Estadual estatuiu no art. 214, parágrafo 3º., que parte dos recursos estaduais oriundos da CFEM será aplicada em benefício da preservação ambiental. Nos arts. 252 e 253 a Constituição Estadual determina que o Estado assistirá, de modo especial, o município que se desenvolva em torno de atividade mineradora, tendo em vista a diversificação de sua economia e a garantia de permanência de seu desenvolvimento socioeconômico.

Entretanto, passadas mais de duas décadas de vigência, as normas citadas ainda não foram regulamentadas e os valores da CFEM continuam a não cumprir seus objetivos constitucionais.

Em âmbito federal, boa parte dos valores, por força da Lei 8.001/90, deveria ser destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e ao Departamento Nacional de Produção Mineral, órgãos cujas deficiências estruturais são sintomáticas de poucos investimentos para o seu adequado funcionamento.

Já é momento de se perceber que os valores recebidos a título de royalties minerários são estratégicos e podem contribuir em muito para a proteção dos bens ambientais e também para se alcançar a sustentabilidade econômica dos municípios e do estado, mormente após o inevitável exaurimento de suas jazidas.

Esse seria um importante passo rumo ao desejável desenvolvimento sustentável, expressão que precisa, com urgência, deixar o mero campo da retórica."

Marcos Paulo de Souza Miranda
Promotor de Justiça em MG


obs: Hoje, ao ler o site do portal UAI, me deparei com a propaganda que eles fizeram sobre um novo portal voltado para o meio ambiente do Estado de Minas. Entrei e encontrei além dessa entrevista outros textos, curiosidades e informações muito interessantes! Vale a pena conferir.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Arrecadação por CFEM pode aumentar


O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), anunciou ontem, que apoia a modificação dos percentuais da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), paga por toda empresa mineradora, com base em seu faturamento líquido, para as cidades e Estados onde atuam.

A associação dos municípios mineiradores pretende reajustar a alíquota de 1,2% do faturamento líquido (2% do bruto) para 4% do faturamento bruto.


De acordo com o DNPM - Departamento Nacional da Produção Mineral, a arrecadação da CFEM em Minas Gerais alcançou em 2010 o montante de R$ 534,867 milhões, sendo que a CSN e VALE deviam R$ 2,6 bilhões em abril de 2010.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cadastro de Áreas Minerárias Impactadas em Minas Gerais

No dia 17 de fevereiro de 2011, o Estado de Minas Gerais publicou a Deliberação Normativa COPAM nº 163, que prorroga o prazo para a apresentação de informações relativas ao Cadastro das Áreas Impactadas pela atividade minerária exercida por empreendimentos detentores de Autorização Ambiental de Funcionamento – AAF.


Sendo assim, ficam prorrogados até 30 de abril os prazos estabelecidos no artigo 3º da Deliberação Normativa COPAM nº 144 de 18 de dezembro de 2009, para o envio das informações relativas ao Cadastro das Áreas Impactadas pelas Atividades Minerárias por empreendimentos detentores de Autorização Ambiental de funcionamento – AAF.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O novo cenário da produção de minério em Minas Gerais


De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a produção de minério, impulsionada pelo crescimento da demanda, principalmente da China, deverá passar das atuais 370 milhões de toneladas/ano para 720 milhões de toneladas/ano em 2014. Deste total, Minas Gerais irá responder por 60%, correspondente a 432 milhões de toneladas/ano. Mineradoras já elevaram em 9% preços referentes ao primeiro trimestre.

Projetos:

Diversos projetos em Minas Gerais estão em andamento devendo suprir parte da demanda internacional. Entre eles, podemos citar o da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Congonhas, nas minas Casa de Pedra e na NAMISA (Nacional Minérios S/A). Além da CSN, a Usiminas e o grupo japonês Sumitomo Corporation também realizarão investimentos significativos por meio da joint venture Usiminas Mineração. Por sua vez, a MMX também fara investimentos altos, em torno de U$ 3,5 bilhões em Minas. Da mesma forma, a VALE prevê aportes de R$ 9,5 bilhões em Minas Gerais que promoverão um acréscimo de 46 milhões de toneladas por ano na produção de minério de ferro da companhia no Estado. Entre os empreendimentos está o projeto Apolo que receberá investimentos de R$ 4 bilhões e deverá produzir 24 milhões de toneladas/ano até 2014.

Licenciamento Ambiental:

Conforme já noticiado, em virtude da propositura de Ação Civil Pública, pelo Ministério Público de Minas Gerais, a 2ª da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte houve por bem deferir o pedido liminar determinando, para tanto, que o Estado se abstenha de conceder ou renovar quaisquer autorizações ambientais de funcionamento (AAF) para a atividade de extração e beneficiamento de minério de ferro.

Álém disso, a liminar determina a suspensão do artigo 2º da DN COPAM 74/2004 que prevê a possibilidade de regularização ambiental de qualquer atividade de menor potencial poluidor através da Autorização Ambiental de Funcionamento, considerada uma modalidade de licenciamento ambiental mais descomplicada.

Dessa forma, até que a demanda judicial seja plenamente resolvida, a SEMAD determinou a suspensão da referida AAF, mantendo, entretanto, desde já, o entendimento de que este instrumento é eficaz no controle das atividades de menor potencial ofensivo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O olhar da UFMG sobre as Serras da Gandarela e do Caraça

A manutenção da integridade das Serras da Gandarela e do Caraça será tema de um seminário promovido pela UFMG hoje e manhã. Mesmo que este post esteja um pouco encima da hora, ainda dá tempo de participar e se engajar nessa discussão.

A região da Serra do Gandarela está localizada no interior do Quadrilátero Ferrífero e abrange os municípios de Caeté, Santa Bárbara, Rio Acima, Raposos, Barão de Cocais e Itabirito - região metropolitana de Belo Horizonte. A região de exuberante biodiversidade e beleza cênica é conhecida internacionalmente por se tratar de uma área rica em minérios, com destaque para o minério de ferro e por isso de grande interesse econômico.


Dessa forma, a Serra do Gandarela e sua vizinha a Serra do Caraça que têm sido alvo, há muito tempo, de intensas pressões de exploração antrópicas seja pela ocupação urbana irregular, seja, sobretudo, pelas mineradoras interessadas no minério de ferro da região, se apresentam como uma área com alta demanda de estudos científicos pelas diversas áreas do conhecimento, carentes de políticas que possibilitem o seu desenvolvimento sob bases sociais e ambientais realmente sustentáveis para as comunidades da região.



O seminário terá um enfoque mais acadêmico, mas também serão discutidos aspectos práticos e polêmicos sobre o processo de licenciamento da Mina Apolo da Vale e do Ramal Ferroviário da Mina, a criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, entre outros.

Vale a pena conferir!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

10 lugares que você NÃO deve visitar!

Alguns lugares no mundo são "alvo", ao longo de todo o ano, de turistas. Outros, graças à própria degradação humana devem ser evitados!
A revista Galileu traz, baseada no site The List Universe, uma lista com dez lugares do mundo para os quais não deveríamos nos dar ao trabalho de viajar.

10. Grande Mancha de Lixo do Pacífico:

The Great Pacific Garbage Patch” é o nome pelo qual esse amontoado de lixo flutuante, constituído principalmente de plástico, é conhecido. Várias regiões do oceano concentram os detritos nele depositado por causa dos ventos e correntes marítimas. Mas esta área, que fica entre a Califórnia e o Hawaii, no oceano Pacífico, é a maior do mundo. Algumas estimativas indicam que a mancha de lixo tem o tamanho do Estado americano do Texas. Os mais pessimistas dizem que ela tem uma área duas vezes maior do que a dos Estados Unidos



9. lhas Izu:

O grupo formado por mais de 20 ilhas e ilhotas pertencentes a Tóquio, no Japão, parecem inofensivas e paradisíacas. Mas, quando olhadas de perto, o odor de enxofre logo indica que elas têm alguma coisa errada. As ilhas estão cheias de atividade vulcânica e frequentemente liberam gases que podem ser fatais. As pequenas porções de terra já foram evacuadas em 1953 (foto acima) e em 2000 por causa dos gases perigosos. A população foi autorizada a voltar, mas são aconselhados a carregarem as máscaras de gás consigo todo o tempo.

8. A porta do inferno:

Localizada no Turcomenistão, essa cratera de gás natural queima desde 1971. Geólogos descobriram acidentalmente o que era uma caverna subterrânea cheia de gás. Mas o solo acima do buraco enorme acabou se rompendo. Para evitar a disseminação de gases perigosos, os cientistas decidiram queimar o gás. O problema é que a cratera continua queimando desde então. Os habitantes locais apelidaram o buraco de chamas merecidamente de porta do inferno.


7. Jardim venenoso de Alnwick (Reino Unido)

Inspirado pelos jardins de plantas medicinais e venenosas de Pádua, na Itália, perto do ano de 1500, esta versão fica na Inglaterra. É um espaço de terra inteiramente dedicado a ervas que podem matar. O jardim tem uma autorização especial para cultivar até canabis e coca.




6. Mina de amianto, Quebec (Canadá):

O amianto é uma fibra metálica conhecida por sua resistência e pode ser encontrada em diversos tipos de produtos. Mas a exposição ao amianto pode causar câncer e outros sérios problemas de saúde. Ele é tão perigoso, que a União Europeia baniu seu uso e mineração. Mas se você não aguentar de curiosidade, pode visitar a mina aberta em operação em Thetford Mines, no Canadá.

5. Ilha de Ramree:
A Ilha de Ramree, situada em Mianmar, no sudeste asiático, é lar dos perigosos crocodilos de água salgada, mosquitos que transmitem malária e escorpiões venenosos. Precisamos dar mais motivos para você não querer estar neste lugar? Em 1945, um pelotão de mil soldados japoneses que tentava fugir pelo pântano que separa a ilha de Ramree da costa de Mianmar foi devorada pelos crocodilos marinhos. Sobraram 20 pessoas para contar história.
4. Estrada da morte:
A “Camino de los Yungas” é uma estrada de mão dupla, acredite! Localizado na Bolívia, o caminho de 61 quilômetros de extensão liga a capital La Paz a Coroico. A estrada foi construída em 1930 por prisioneiros paraguaios durante a Guerra do Chaco. Estima-se que mais de 200 pessoas morram nela por ano
3. Vulcões de lama do leste do Azerbaijão:
Estima-se que 300 dos 700 vulcões de lama do mundo estejam no Azerbaijão. Em 2001, uma erupção deste tipo de vulcão foi tão intensa que gerou uma nova ilha no mar Cáspio. Normalmente, estes vulcões não são considerados perigosos, mas gases e rochas fundidas podem ser expelidas a uma altura de 700 metros. É bom não estar por perto quando isso acontecer
2. Zona de exclusão em Chernobyl:
A zona de exclusão é uma área de 30 km ao redor da cidade ucraniana de Chernobyl, interditada após um desastre com o reator nuclear em 1986. Ainda contaminada, a região virou uma zona fantasma no leste europeu
1. Ilha da Queimada Grande :
Em primeiro lugar da lista aparece a Ilha da Queimada Grande, no litoral sul* de São Paulo. A ilha não é habitada por humanos por causa de seu morador mais antigo, a jararaca-ilhoa, espécia endêmcia na região. Existem cerca de 5 dessas cobras por metro quadrado na ilha, por isso nem o desembarque é permitido lá. Nela, existe apenas um farol mantido pela Marinha e pesquisadores são autorizados a estudar o local.
Também conhecida como Ilha das Cobras, o local é considerado Área de Relevante Interesse Ecológico desde 1986. E ambientalistas esperam aumentar a proteção da região tornando-a uma Parque Nacional Marinho. Outro lugar que não queremos conhecer de perto – a não ser que seja pesquisador – mas é bom saber que existe.

Verdadeiro ECAturismo!
Fonte: Revista Galileu.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Marina Silva participa de debate em Belo Horizonte

Foto: Globo.com



A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, participou na manhã de ontem (15/09) do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Diante de uma plateia de empresários mineiros, apresentou seu programa de governo e defendeu que as riquezas brasileiras sejam investidas no país. “O dragão chinês está comendo as nossas montanhas”, disse, referindo-se à extração de minério de ferro que é exportada em grande parte para a China. Marina defendeu a tese de que o Brasil precisa de visão estratégica para crescer, não de gerentes. “É preciso aliar progresso à sustentabilidade ambiental. Não sou contra as mineradoras e hidrelétricas, mas o trabalho delas tem de ser desenvolvido de forma consciente e equilibrada. Ecologia e economia precisam estar em uma mesma equação”, defendeu.

Com relação à geração de energia, Marina disse que precisa-se falar com a língua do século XXI. “Assim pensaremos em vento, água, sol e biomassa. Se pensarmos com a cabeça do século XX, falaremos em carvão, petróleo. Precisamos mudar”, disse. Ainda, segundo Marina, no setor de agropecuária é possível, por exemplo, aumentar a produtividade e limpar as pastagens sem usar queimadas.
Caso não seja eleita, Marina falou que continuará a trabalhar pela preservação do meio ambiente, independentemente de cargo. “Faço isso há 20 anos, quando o assunto era ainda pouco comentado”.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mais minério,menos ferro

O Estado do Mato Grosso anunciou nesta quarta feira, 01.09, a descoberta de 11,5 bilhões de toneladas de minério de ferro, jazida essa que é maior inclusive que a de Carajás.

Contudo, o teor de ferro dessa nova jazida descoberta, é inferior ao das melhores jazidas existentes no Pais; 51%.Para que todos tenhamos uma ideia, o minério extraido em Carajás possui 67% de teor de ferro.

A area na qual foi encontrada a jazida é particular e ja existe uma mineradora detentora dos diretos de prospecção no local.

Fonte; G1.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mineradoras terão classificação ambiental


O setor de mineração ganhou um novo modelo de avaliação ambiental no Estado de São Paulo. O Sistema de Informações de Áreas Mineradas (SIRAM) vai integrar uma base de dados com a situação das licenças ambientais das empresas do setor. O sistema também irá detalhar as pendências ambientais, entre elas as condições de revegetação local. O sistema, instituído pela Resolução SMA 28/2010, será implementado em oito meses.

O objetivo do SIRAM é apresentar a situação da recuperação ambiental das áreas mineradas, conforme explica o coordenador de planejamento ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), Casemiro Tércio Carvalho. "A idéia é que haja uma seleção natural, comercial, de empresas que apresentam boas práticas ambientais", definiu. O SIRAM classificará as empresas em três categorias: adimplente, inadimplente por pendência ambiental e inadimplente por abandono de área.

A base de dados será composta pelas licenças de operação válidas, que serão atualizadas mensalmente, pelos termos de compromisso de recuperação ambiental, juntamente com as informações de seu cumprimento, pela evolução dos plantios de revegetação e pela relação das condicionantes ambientais de cada área licenciada. "Com o cadastro, o governo evidenciará as empresas com essas boas práticas e nas contratações públicas será exigido o consumo de agregados minerais oriundos das mesmas", esclarece Carvalho.

O licenciamento de novas áreas, e ampliação de outras já existentes, para produção minerária, realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), levará em consideração a situação das empresas cadastradas. O órgão licenciador também ampliará as exigências de revegetação para impactos causados pela atividade minerária à paisagem, à topografia, ao solo, à fauna e à flora.

Com o cadastro, que será implementado em conjunto pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA) e pela Cetesb, o consumidor poderá consultar a situação ambiental da empresa antes de contratá-la. "Quem não se adequar ao cadastro, em pouco tempo, estará fora do mercado", afirma Carvalho.

Gostei da iniciativa, acho que a idéia poderia ser copiada aqui em Minas.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ministério Público Estadual intervém e pede paralisação de mineradora na Serra da Piedade


É comum vermos o Ministério Público Estadual "brigar" pela necessidade de exigência de Estudos Ambientais mais complexos quando o licenciamento ambiental está relacionado à atividade minerária.


Esse é o caso da empresa Crusader do Brasil Mineração Ltda que possui um empreendimento na Serra da Piedade, em Caeté, próximo à Belo Horizonte. O Estado havia concedido AAF - autorização ambiental de funcionamento - uma "modalidade" de licenciamento mais simplificado, onde não são exigidos EIA/RIMA, para o início de atividades minerárias.


Ocorre que, após intervenção do Ministério Público Estadual (MPE) a licença foi suspensa, e a Crusader do Brasil Mineração Ltda está impedida de explorar minério de ferro no local até que seja obtida a Licença Ambiental propriamente dita, ou seja, mediante Licença Prévia, Licença de Instalação e Operação, bem como apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental.


A pedido do MPE, a Superintendência da Região Central Metropolitana de Meio Ambiente (Supram Central), suspendeu a Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF) concedida à mineradora que operava em uma fazenda no entorno da Unidade de Conservação de Proteção Integral da Serra da Piedade. De acordo com o manager da companhia, Michael Schmulian, houve um erro de informação que causou a suspensão da licença ambiental. “Estamos no limite com uma área que é tombada, por isso, a modalidade de licença que conseguimos não se aplica ao nosso negócio”, afirmou. Schmulian, porém, ponderou que esta informação deveria ter sido apurada pela Supram e não pela empresa. Ele informou que a Crusader deu entrada, ontem, em um novo requerimento de licença, mas que, agora, passará por um procedimento mais rigoroso, sendo necessário três tipos de aprovação pelo Estado: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).

MPE:
Conforme entendimento do MPE, na legislação em vigor, a AAF não é suficiente para licenciar o empreendimento, que se encontra em área de alto potencial espeleológico, onde existe grande incidência de cavernas, e no entorno de unidade de conservação. Em áreas como essa, seria necessário obter o licenciamento ambiental para empreendimentos que possam causar danos ao patrimônio espeleológico e que estejam em um raio de dez quilômetros próximos das áreas que circundam unidades de conservação como a Serra da Piedade.
Em 1956 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou parte do conjunto paisagístico e arquitetônico da Serra da Piedade. Em 1989, a Serra da Piedade foi tombada e instituída como Monumento Natural pelo artigo 84 dos atos das disposições constitucionais transitórias da Constituição do Estado de Minas Gerais.

A Lei Estadual 15.178, de 16 de junho de 2004, posteriormente, delimitou uma área de 1.945 hectares para preservação dos bens culturais, dos mananciais, da fauna e da flora. Em 2005, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais estabeleceu as diretrizes para o tombamento da área, definindo as atividades que podem ser exercidas na região e as medidas de preservação paisagística, cultural e ambiental que devem ser adotadas.


Na semana passada, o MPE instaurou inquérito para apurar eventuais irregularidades na autorização ambiental que liberou a Maybach Mineração para explorar minério de ferro em Catas Altas, dentro de Área de Proteção Ambiental. Na Serra da Gandarela, o uso intensivo de água pela atividade extrativa mineral dificulta as aprovações das licenças ambientais do projeto Apolo, da Vale. A redução na vazão do Rio das Velhas foi apontado pelo Estudo de Impactos Ambientais (EIA).


Fonte: Hoje em dia.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Autorização Ambiental de Funcionamento para mineração em Minas Gerais


No estado de Minas Gerais, a norma que dispõe mais especificamente sobre classificação do porte e pontencial poluidor das atividades passíveis de licenciamento é a Deliberação Normativa COPAM 74/2004, recentemente alterada pela Deliberação Normativa COPAM 150/2010.


Há no Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais, a figura da Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF - que não vem a ser considerada uma licença ambiental em si, já que o seu procedimento de obtenção é mais simplificado e rápido, mas é uma forma de autorização fornecida pelo órgão ambiental para a execução da atividade.


Recentemente, foi publicada a Deliberação Normativa COPAM 144/2009 estabelecendo sobre a obrigatoriedade ao empreendedor de prestar informações relativas à identificação e classificação de áreas mineradas detentoras de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF no Estado de Minas Gerais e convocando os responsáveis pelos empreendimentos minerários, detentores de AAF, a apresentarem à FEAM, o Formulário de Cadastro das Áreas Impactadas pela Atividade Minerária.

Além disso, com o intuito de restringir ainda mais a obtenção da AAF, foram estabelecidos diversos critérios de classificação dos empreendimentos minerários para fins de concessão da referida autorização, sendo eles:

I - Caracterização da área do entorno (C1).
II - Percentual de reabilitação das áreas impactadas pelo empreendimento (C2).
III - Potencial para contaminação dos recursos naturais: solo e água (C3).
IV - Grau de Interferência nos Recursos Hídricos (C4).
V - Presença de passivos ambientais (C5).



Sendo assim, a orientação ao empreendedor é a de que antes mesmo de preencher o Formulário de Caracterização do Empreendimento (FCE) faça uma análise prévia das características do empreendimento de acordo com os parâmetros da Deliberação Normativa COPAM 74/2004 em conjunto com a Deliberação Normativa COPAM 144/2009, para fins de observância ao cumprimento do requisito legal.

domingo, 25 de abril de 2010

II Simpósio de Mineração e Recursos Hídricos Subterrâneos



Programa Preliminar


30/05/2010 • DOMINGO

08:00h

• Entrega de material aos pré-inscritos • Recebimento de novas inscrições

08:30h

• Curso - GARD - Guia de Drenagem Ácida de Rocha

Carga horária: 08 horas/aula

Horário: 08:30h às 12:30h – 14:00h às 18:00h

Professores: Terrence Chatwin, Diretor Técnico da INAP com o apoio do Flávio de M. Vasconcelos, SANAP

Objetivo: dar ao participante as noções básicas sobre os fundamentos técnicos do processo de geração de drenagem ácida e os princípios de gestão desse problema em um ambiente de mineração.

Número de vagas: 100 participantes.

Observação: haverá tradução simultânea: inglês/português/inglês.

19:00h

• Sessão de abertura• Palestra: Mineração, Recursos Hídricos e o Brasil 2010-2030 José Mendo Mizael de Souza, Presidente do CEAMIN – Centro de Estudos Avançados em Mineração • Coquetel

31/05/2010 • SEGUNDA-FEIRA

09:00h

• Conferência - SANAP - South America Network for Acid PreventionTerrence Chatwin, Technical Manager, INAP - International Network for Acid Prevention (Estados Unidos) Jaime Wilson Vargas de Mello, Departamento de Solos da UFV/SANAP

10:00h

• Intervalo para café

10:30h

• Mesa-redonda - Drenagem ácida um desafio para a gestão dos recursos hídricos FEAM: Zuleika S. Chiacchio Torquetti, Diretora de Qualidade e Gestão Ambiental e Rosângela Moreira Gurgel, Gerente de Gestão da Qualidade do Solo da Fundação Estadual do Meio Ambiente SANAP: German Vinueza, Vale. CETEM: Roberto Cerrini Villas Bôas, Pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral Fundación Chile: Carmen Gloria Duenas e Ângela. Oblasser. Moderadora: Virgínia Sampaio Teixeira Ciminelli, Departamento de Engenharia de Metalúrgica e de Materiais da UFMG.

12:00h

• Almoço

14:00h

• Conferência - “Os desafios da proteção dos recursos hídricos no Estado de Minas Gerais” Cleide Izabel Pedrosa de Melo, Diretora Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM

15:00h

• Palestra - Enquadramento de água subterrânea. Suely Mestrinho Garcia, Diretora da Quali_Água Consultores Associados Ltda.

16:00h

• Intervalo para café

16:30h

• Mesa-redonda - Os recursos hídricos em um estado mineradorPatrícia Helena Gambogi Boson, Membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Maria Luiza Silva Ramos, Gerente de Desenvolvimento de Recursos Hídricos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM Rinaldo César Mancin, Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM. Flávia Martins Guerra Pantuza, Presidente do Comitê da Bacia do Rio Santo Antônio. Moderador: Ronaldo de Lucca Ferraz Gonçalves, Gerente da Divisão de Recursos Hídricos da COPASA

01/06/2010 • TERÇA-FEIRA

08:30h

• Palestra – Estudos de demandas e gerenciamento integrado de recursos hídricos em projetos de mineração Mário Cicareli Pinheiro, Diretor da Potamos Engenharia e Hidrologia Ltda. Paulo Fernando P. Pessoa, Diretor da Hidrovia Ltda.

09:15h

• Palestra - Perfuração de poços com circulação reversa para a mineração James Stefanic M., Gerente de Operaciones, Geotec Boyles Bros S.A. (Chile)

10:00h

• Intervalo para café

10:30h

• Palestra - Drenos horizontais para rebaixamento de minas Fábio Machado Horta, Vale. Neidyr Cury Neto, Consultor da Tecper Fundações e Geotecnia

11:15h

• Palestra - Poços direcionais para rebaixamento de nível de água Schlumberger Water Services

12:00h

• Almoço

14:00h

• Palestra - Traçadores e técnicas isotópicas em hidrogeologia Paulo Sérgio Pelógia Minardi, Tecnologista Senior do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear – CDTN

14:45h

• Palestra - Remediação de drenagem ácida Juliana Esper e Leonardo Bissecot, KINROSS

15:30h

• Intervalo para café

16:00h

• Mesa-Redonda - Aplicabilidade de métodos de simulação para projeto de rebaixamento do nível de água e avaliação de impactos Nilson Guiguer Jr., Schlumberger Water Services. Maricene Paixão, IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Antônio Carlos Bertachini, MDGEO Serviços de Hidrogeologia Ltda.Leandro Quadros Amorim, Usiminas. Moderador: Celso de Oliveira Loureiro, Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

02/06/2010 • QUARTA-FEIRA

08:30h

• Palestra - Água subterrânea e mineração em rochas carbonáticas no Brasil Cristian Bittencourt, Schlumberger Water Services

09:15h

• Palestra - Água subterrânea e mineração em carbonatitos no Brasil Daniel Bertachini, MDGEO Serviços de Hidrogeologia Ltda.

10:00h

• Intervalo para café

10:30h

• Palestra - Água subterrânea e mineração de itabiritos no Quadrilátero Ferrífero/MG. Maria Antonieta Alcântara Mourão, Coordenadora Executiva do Departamento de Hidrologia da CPRM - Serviço Geológico do Brasil

11:15h

• Palestra – A gestão de recursos hídricos entre mineração e grandes usuários – o caso da Mina Capão Xavier/MGCesar Paulino Grandchamp, Gerente de Geotecnia e Hidrogeologia da Vale

12:00h

• Almoço

14:00h

• Palestra - Balanço hídrico na mineração Marcio Figueiredo de Resende, Engenharia de Recursos Hídricos da Golder Associates

14:45h

• Palestra - BackGround geoquímico em mineração Flávio de M. Vasconcelos, Gerente Regional AECOM

15:30h

• Intervalo para café

16:00h

• Palestra - A experiência do IGAM na outorga do rebaixamento de nível de água em mineração. Maricene Paixão, IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas
16:45h

• Palestra - Descomissionamento de mina Lisa Lanteigner, Environment Manager - Soil and Water, Vale

Paralelamente ao evento, será realizada uma feira de produtos e serviços.

As inscrições podem ser feitas on line.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nova obrigação aos mineradores em Minas Gerais


O órgão ambiental de Minas Gerais editou a DELIBERAÇÃO NORMATIVA COPAM Nº. 144, 18 DE DEZEMBRO DE 2009 criando a obrigação, aos empreendedores minerários, detentores de Autorização Ambiental de Funcionamento, de apresentar à Fundação Estadual do Meio Ambiente - Feam, no período compreendido entre 1º de março de 2010 e 30 de setembro de 2010 o Cadastro das Áreas Impactadas pela Atividade Minerária, disponibilizado no Banco de Declarações Ambientais - BDA.

Segundo o artigo 2º da referida norma, "Para efeitos de aplicação da presente Deliberação Normativa são consideradas atividades minerárias aquelas contidas na Listagem A da Deliberação Normativa COPAM nº 74, de 09 de setembro de 2004, além de suas complementações, incluindo todas as estruturas inerentes a esta atividade, que sejam passíveis de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF. "


O Formulário de Cadastro de Áreas Impactadas pela Atividade Minerária será disponibilizado pela Feam no site http://www.feam.br, através do Módulo Áreas Impactadas pela Mineração, para preenchimento e envio em meio eletrônico.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Denúncia


Pessoal, sei que a denúncia foi há um pouquinho mais de tempo, mas ainda da tempo de mostrá-la aqui.

Foi divulgado na internet que as grandes mineradoras tem contaratado milicias, muitas vezes armadas, no intuito de protger terras, mesmo as que não lhe pertencem ou que não exploram. Tem sido protegidas as terras que podem despertar algum interesse nos empresários (terras cujas quais ainda se dará entrada junto ao DNPM de solicitação de alvará de pesquisa ou autorização de estudo de viabilidade).

A questão é que, ao que parece, de fato populções e comunidades tradicionais, alem de outra leva de pessoas afetadas pela tividade minerária tem sofrido - e muito, com toda a situação, sendo desrespeitados, não recebendo indenização devida (por desapropriação), enfim, está o caos.

Maiores informações sobre a denuncia publicada em julho no site: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/mineradoras-contratam-milicias-denunciam-movimentos-sociais/.