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sábado, 2 de julho de 2011

Universidade de Brasília - Quarta Sustentável

O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília tem a honra de convidar para a Palestra da Quarta Sustentável:

"Biodiversidade na economia verde, as metas para 2020, e sinergias com mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável"

Cláudio Maretti (WWF)

Data: 06 de julho de 2011
Horário: 18h
Local: Módulo Central do CET – UnB - Campus UnB, Av. L3 Norte, Brasília
site: http://www.cds.unb.br/quartas

Cláudio Maretti é líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, desde fevereiro de 2011, foi superintendente de Conservação do WWF-Brasil de janeiro de 2007 a abril de 2011, e se iniciou no WWF-Brasil em 2003, coordenando o apoio ao Arpa - Programa Áreas Protegidas da Amazônia. De suas várias atuações em três décadas, teve foco principal o planejamento (regional, ambiental, do uso do solo etc.) e na gestão ambiental, ligados aos interesses da conservação da natureza e sociais. Tem atuado no Brasil, na África e na América Latina. É doutor em geografia humana, com tese sobre gestão territorial comunitária no oeste africano, mestre em geotecnia, com dissertação sobre o planejamento ambiental no litoral sul de São Paulo, e se graduou em geologia, por diferentes unidades da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente também é membro do Conselho da UICN - A União Internacional de Conservação da Natureza e foi vice-presidente regional da Comissão Mundial de Áreas Protegidas, entre outros temas e funções.

sábado, 12 de março de 2011

Participe da Hora do Planeta 2011!


A Hora do Planeta é uma festa! Uma grande comemoração que reúne mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Juntos com o WWF-Brasil queremos mostrar que o aquecimento global não está com nada e que precisamos de medidas urgentes para manter o nosso planeta.

Para a festa ficar completa chame seus amigos e familiares. Somos nós todos juntos que vamos fazer a diferença. Seja um disseminador da Hora do Planeta e espalhe essa mensagem o máximo que puder.

No sábado 26 de março, entre 20h30 e 21h30, você e o mundo inteiro vão apagar as luzes por sessenta minutos em sinal de alerta contra o aquecimento global.

Selecionamos aqui algumas ações simples que você pode fazer para participar ativamente na nossa divulgação e ajudar o WWF-Brasil a mobilizar o maior número de pessoas:


- O primeiro passo é se cadastrar em “Quero Participar”. Assim o WWF-Brasil pode computar seu nome como participante e enviar as atualizações da mobilização;

- Depois acesse a área “Participe” do site e baixe o material disponível;

- Use as mídias sociais para falar da Hora do Planeta.

- Se você tem um blog, publique notícias sobre a Hora do Planeta e insira um banner do movimento;

- Importante: em todas essas ações, coloque sempre o link www.horadoplaneta.org.br;

- E não se esqueça: no sábado 26 de março apague as luzes entre 20h30 e 21h30.


Isso é só o começo. Use a sua criatividade em favor do planeta. Crie seu próprio cartaz, escreva uma música, faça um vídeo. A Hora do Planeta é um movimento das pessoas, e fica muito melhor com a participação de todos!

Fonte do texto e da imagem: http://www.horadoplaneta.org.br/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cartilha explica os riscos das mudanças do Código Florestal


Já está disponível na internet a cartilha Código Florestal: Entenda o que está em jogo com a reforma de nossa legislação ambiental, produzida por sete organizações não governamentais que integram o SOS Florestas, entre elas o ISA. O material faz um resgate da história e da importância do Código Florestal e alerta para as graves consequências da aprovação pela Câmara dos Deputados do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que fragiliza a legislação ambiental.

A cartilha demonstra que a aprovação do novo código pode levar a um aumento generalizado de desmatamento, além de deixar as populações rurais e urbanas vulneráveis a catástrofes naturais. Segundo o coordenador adjunto do programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), Raul Telles do Valle, “a cartilha demonstra para a sociedade os vários equívocos da proposta apresentada pelo deputado e as consequências das modificações no Código para a vida das pessoas”.

Fazem parte da frente SOS Florestas as ONGs Apremavi, Greenpeace, Imaflora, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Socioambiental (ISA) e WWF-Brasil.

Fonte da matéria: ISA, Instituto Socioambiental, 01/02/2011.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consumo não pára de crescer


Como cada pessoa causa impacto no planeta e por que o consumo está incluído nas estratégias de combate às mudanças climáticas? Só para se ter uma idéia, de acordo com estudos realizados pelo Instituto Akatu, organização brasileira que promove o consumo consciente, uma única pessoa, se viver 72 anos, vai lotar um apartamento de cinqüenta metros quadrados, até o teto, com o seu lixo.

Para que se possa estudar com mais propriedade o rastro que cada um vai deixando ao passar pela Terra, foram criados alguns indicadores. Um deles – talvez o mais conhecido – resulta no que se chama de Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que cada um exerce sobre o planeta.

Esse cálculo tenta mensurar conseqüências ambientais de simples atitudes do dia-a-dia até impactos maiores causados pelo desenvolvimento industrial. Assim, pela Pegada Ecológica é possível avaliar como a nossa alimentação, a energia que utilizamos, a maneira pela qual nos transportamos, entre outros fatores, impactam o meio ambiente.

O clima na imprensa
A imprensa brasileira ainda reflete pouco sobre os padrões de consumo na atualidade quando fala sobre mudanças no clima, segundo análise de textos sobre o tema publicados em 50 jornais, entre 2005 e 2007. Apenas 6% de todo o material pesquisado faz alguma menção ao assunto.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Capacidade esgotada – Em 1961, quando os cálculos da Pegada Ecológica começaram a ser realizados pela Global Footprint Network, a população humana já usava 70% da capacidade produtiva anual da Terra. Mas em 19 de dezembro de 1987 foi a primeira vez em que se registrou um nível de consumo de recursos maior do que o planeta é capaz de renovar no período de doze meses.

Desde então, esse cálculo marca o dia do ano em que a humanidade já usou todos os recursos que a natureza irá gerar no período de 12 meses – o chamado “Earth Over Shoot Day”.

Também chamada de Dia "D" do Consumo, a data de esgotamento dos recursos terrestres acontece cada vez mais cedo. Em 1995, ele pulou para o dia 21 de novembro. E em 2007 chegou à marca histórica de 6 de outubro. Em 2008, esse dia foi 23 de setembro. 

Essa diferença entre o que o planeta é capaz de regenerar e o consumo efetivo das populações humanas provoca um saldo ecológico negativo, que vem se acumulando ano após ano, desde a década de 80, e compromete, no longo prazo, a capacidade de sobrevivência da humanidade e de manutenção da vida no planeta como a conhecemos hoje.

O relatório Living Planet 2008 (Planeta Vivo), divulgado em outubro de 2008 pela organização internacional WWF, afirma, com base em cálculos realizados a partir da Pegada Ecológica, que a partir de 2030 a demanda por recursos naturais será o dobro do que a Terra pode oferecer, caso o modelo atual de consumo e degradação ambiental não seja superado. Atualmente, já demandamos 30% a mais da capacidade do planeta.

O cálculo do consumo

Para se entender como o Global Footprint Network chegou a esse dado, é preciso levar em consideração a metodologia usada: a conta é feita considerando toda a biocapacidade do planeta, tais como, água e o espaço físico necessários para o plantio, a pastagem, a pesca etc., ou seja, a habilidade dos sistemas ecológicos de gerar recursos e absorver resíduos num determinado período.

Ao calcular o dia em que a Pegada Ecológica total da humanidade é igual à biocapacidade da Terra (ambos medidos em hectares por ano), os pesquisadores identificam em que data a população da Terra atinge o seu limite de consumo para o período.

De acordo com o Global Footprint Network, dividindo-se a variável da área total de terrenos produtivos da Terra pela variável referente à população mundial obtém-se o valor de 2,3 hectares per capita (que inclui o uso dos oceanos). Nem todo esse espaço deve estar disponível para os seres humanos, uma vez que partilhamos o planeta com cerca de 30 milhões de espécies. Reservando-se 12% para esse compartilhamento, sobram cerca de 2 hectares per capita. Porém, embora 2 hectares por pessoa possam parecer muito (cerca de quatro estádios de futebol), a Pegada Ecológica média é de 2,8 hectares – o que, mesmo assim, representa uma subestimativa.