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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Futebol e sociobiodiversidade


A agricultura familiar e os pequenos extrativistas dos oito biomas brasileiros já estão escalados para participar da Copa do Mundo de 2014. Um projeto orçado em R$ 3,2 milhões vai fazer chegar aos turistas brasileiros e estrangeiros que usarem a rede hoteleira, nas 12 cidades sedes dos jogos, vários produtos da sociobiodiversidade.

Uma parceria entre MMA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura e Sebrae, dentro do Programa Copa Orgânica, vai facilitar o acesso ao mercado para a produção de pequenos empreendedores, quilombolas, povos tradicionais e indígenas. Dos 125 projetos selecionados, 46 envolvem produções extrativistas e vão compor a cesta das chamadas amenities, produtos de uso pessoal, geralmente miniaturas, como essências, sabonetes e artesanatos, oferecidos aos hóspedes ou comercializados na rede hoteleira.

Os empreendimentos foram selecionados por edital, como parte do Projeto Talentos do Brasil Rural, do Sebrae, e enviados à Secretaria e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA. O resultado final da seleção está previsto para sair em fevereiro. Os recursos para cada ação dependem do tamanho da iniciativa, não implicando em repasse direto. Os empreendimentos devem receber assistência técnica, capacitação e apoio dos órgãos envolvidos para agregar valor e se tornar atrativos e competitivos no mercado.

Além da abertura de um mercado, a iniciativa vai servir para divulgar e disseminar o uso de alguns produtos da sociobiodiversidade do País. Para a Diretora do Departamento de Extrativismo, Cláudia Calório, o apelo social é forte, pois vai capacitar os pequenos produtores a conquistar novos nichos de mercado para uma produção sustentável. "Este tipo de projeto preserva a natureza e garante emprego e renda para os povos que vivem da sociobiodiversidade, sem derrubar as florestas ou degradar o meio ambiente", avalia.

FONTE: ASCOM/MMA

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mutirão ajuda a proteger áreas de preservação permanente em Brás Pires



Para quem ainda não conhece, o Instituto Xopotó é uma organização social, sem fins lucrativos, partidários ou religiosos, fundada em Brás Pires no ano de 1999 e qualificada pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) em 2007. O nome XOPOTÓ foi escolhido em referência ao rio que corta a região, um dos primeiros formadores do rio Doce.
Através de diversas ações sócio-ambientais, o Instituto Xopotó vem bravamente ajudando a comunidade de Brás Pires, Minas Gerais.




Exemplo disso foi o primeiro "Mutirão da Proteção", realizado no dia 30 de outubro, para o cercamento da principal nascente da fazenda São Domingos no município de Brás Pires. O evento contou com a participação de 12 proprietários rurais que voluntariamente construíram uma cerca na área de preservação permanente da nascente da propriedade do produtor rural e professor, Marcos Cabral.

"O trabalho começou às oito horas da manhã e terminou às 13 horas com uma confraternização. Foram estaqueados 196 mourões e utilizado mais de 2.300 metros de arame. Os mutirões irão ocorrer em nove propriedades do município de Brás Pires que fazem parte do Programa Agente Ambiental, do Instituto Xopotó, com o apoio do Instituto Estadual de Floretas (IEF) que doou mourões, arame, grampos, mudas de espécies nativas, formicida e fertilizantes. Ao todo 11 hectares serão cercados. Essas ações fazem parte da Fase III do Programa, relacionado à execução dos Planos de Sustentabilidade da Propriedade Rural (PSPR). Marcos Cabral mobilizou vizinhos e amigos para ajudá-lo na construção da cerca em sua propriedade. Ela irá evitar que os animais continuem a andar no entorno da nascente, prejudicando o crescimento da vegetação e reduzindo assim o volume de água. Para o produtor a importância do mutirão está voltada também para a conscientização da população em relação a esses cuidados com a natureza. “É preciso conscientizar a população de que se cada um fizer sua parte, nossa futura geração terá uma vida melhor”, acredita Marcos. O professor ainda ressalta satisfeito: “Hoje temos pouca mão de obra disponível na zona rural, então a melhor forma de se realizar determinados serviços é reunir os amigos, oferecer um bom almoço acompanhado de uma boa prosa e uma boa cachaça”. Este ato de ajuda mútua e de solidariedade resgata o antigo mutirão realizado nas fazendas na década de 50.

O próximo mutirão irá acontecer no dia 13 de novembro na propriedade do comerciante e agricultor, Wanderley da Silva Gonçalves.

Mais informações: Instituto Xopotó
(31) 3471-0024- (31) 84634731 / comunicacao@xopoto.org.br
www.xopoto.org.br
Assessoria de Comunicação - Hellen Trindade

Crédito das fotos: Instituto Xopotó

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Denúncia


Pessoal, sei que a denúncia foi há um pouquinho mais de tempo, mas ainda da tempo de mostrá-la aqui.

Foi divulgado na internet que as grandes mineradoras tem contaratado milicias, muitas vezes armadas, no intuito de protger terras, mesmo as que não lhe pertencem ou que não exploram. Tem sido protegidas as terras que podem despertar algum interesse nos empresários (terras cujas quais ainda se dará entrada junto ao DNPM de solicitação de alvará de pesquisa ou autorização de estudo de viabilidade).

A questão é que, ao que parece, de fato populções e comunidades tradicionais, alem de outra leva de pessoas afetadas pela tividade minerária tem sofrido - e muito, com toda a situação, sendo desrespeitados, não recebendo indenização devida (por desapropriação), enfim, está o caos.

Maiores informações sobre a denuncia publicada em julho no site: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/mineradoras-contratam-milicias-denunciam-movimentos-sociais/.