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terça-feira, 14 de junho de 2011

Bicicletas no Meio Ambiente urbano: é possível?

A morte na noite de ontem de Antônio Bertolucci de 68 anos, presidente do conselho da Lorenzetti e que era apaixonado por bicicletas, fez voltar à pauta discussão sobre as ciclovias, fiscalização e respeito no trânsito.

Antônio Bertolucci era neto de Alessandro Lorenzetti, que fundou a empresa, em 1923. Ele era apaixonado por bicicletas - tinha 20 modelos. Todos os dias, fazia um passeio matinal de duas horas. Acordava às 7h, comprava pão para deixar na casa do filho Rogério e seguia do lugar onde morava, nas proximidades do Shopping Iguatemi, nos Jardins, até sua antiga casa, no Sumarezinho. Depois do passeio, voltava para casa, tomava café com a mulher e ia de carro até a sede da Lorenzetti, na Mooca. Rogério diz que a família havia pedido que ele parasse de andar de bike, mas não adiantou. 'Ele adorava.'. O acidente aconteceu: foi atropelado por um ônibus em uma alça de acesso da Avenida Paulo VI e, segundo o motorista o ciclista estava em seu 'ponto cego' e, por isso, só notou o atropelamento quando ouviu o barulho e viu pelo retrovisor o corpo caído.

De acordo com a família do empresário, o coletivo estaria andando em alta velocidade e não teria respeitado o Código de Trânsito Brasileiro. No artigo 201 do CTB, ele diz que nenhum veículo automotor poderá ultrapassar ciclistas se estiver a menos de 1,5 metro de sua lateral. 'Acreditamos que essa regra não tenha sido respeitada', disse Rogério Bertolucci, de 42 anos, um dos seis filhos do empresário.

Se todos os planos e promessas de ciclovias feitos nos últimos anos fossem somados, São Paulo deveria terminar o ano de 2012 com 522 km de vias e faixas exclusivas para as bicicletas - uma infraestrutura digna de cidade europeia. Até agora, porém, a capital conta com apenas 35,7 km de ciclovias, o que representa 7% de tudo o que foi planejado para aumentar a segurança dos ciclistas no Município. Para conseguir cumprir o planejado, a Prefeitura teria de construir 486 km de ciclovias até o fim do próximo ano.

Os números constam de três fontes diferentes e foram levantados pela assessoria técnica do gabinete do vereador Chico Macena (PT), ex-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A primeira são os Planos Regionais Estratégicos (PREs) de cada uma das subprefeituras, aprovados em 2004 como complemento ao Plano Diretor da cidade.

Os PREs detalham as obras de transporte prioritárias em cada região da cidade, que deveriam ser executadas até 2012. A ideia era fazer um planejamento de longo prazo, mas que até agora não deu certo - apenas 10 km dos 367 km de ciclovias previstos para toda a cidade saíram do papel.

Os outros 155 km previstos dizem respeito à Agenda 2012 - o plano de metas oficial da gestão Gilberto Kassab (sem partido) - e à promessa de construir 55 km de ciclovias e ciclofaixas nos três bairros onde há mais deslocamentos de ciclistas: Jardim Helena, na zona leste, Jardim Brasil, na zona norte, e Grajaú/Cocaia, na zona sul. O plano original previa que algumas das obras começariam ainda em 2009, mas até agora nenhuma delas foi iniciada. A CET afirmou que o projeto executivo está sendo concluído e a licitação para as obras deve sair nas próximas semanas.

Já a Agenda 2012 prevê a construção de 100 km de ciclovias e ciclofaixas. Até agora, 16 km de ciclovias foram inaugurados, além de 10 km da Ciclofaixa de Lazer - essa, porém, só funciona aos domingos e não é considerada infraestrutura de transporte pelos ciclistas. O evento, porém, já provocou reflexos, segundo a CET. De 2009 para 2010, a queda de mortes de ciclistas no trânsito foi de 19,7% - de 61 para 49.

Além disso, a administração vai definir e sinalizar duas 'ciclorrotas' no município, para reforçar a ideia de que ciclistas e veículos automotores devem compartilhar a faixa. A primeira delas, no Brooklin, zona sul, deve começar a funcionar ainda neste mês. A outra será inaugurada no centro.

Para o diretor da associação Ciclocidade, Thiago Benicchio, de 32 anos, não há só o desrespeito à regra, mas também uma 'impaciência dos motoristas'. 'Eles vão até o limite, antes de bater, e depois recuam. Só que no ciclista não batem, passam por cima.' Benicchio defende, além de ciclovias, o compartilhamento das ruas. 'Se tivermos mil quilômetros de ciclovia, sempre haverá milhares de ruas sem elas.'

Para o professor da USP Jaime Waisman, a cidade hoje não é para bicicleta e a solução não está em um artigo da lei. 'Não adianta ter lei se não tem fiscalização. Faltam outros princípios básicos: não há sinalização nem educação. Em São Paulo é inviável compartilhar carro e bicicleta.'

O músico Leandro Valverdes, de 32 anos, usuário de bicicleta há dez, discorda e entende que a cidade precisa se adequar. 'Também morrem muitos pedestres e precisamos mudar a situação.'

E vocês, o que vocês acham?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Presidente da Câmara defende projeto do Código Florestal


O Presidente da Câmara, deputado Marco Maia, defendeu a manutenção do texto do Código Florestal em tramitação na Casa. Maia disse não ver motivos para mudanças na redação do texto depois que o relator, Deputado Aldo Rebelo, disse que o projeto não incentiva ocupações irregulares do solo.

"Não sei se o código precisa ser repensado. O próprio relator disse que trata de questões a áreas rurais, não tem a ver com áreas de risco", afirmou.

O relatório aprovado no ano passado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados permite a ocupação de áreas de preservação permanente onde hoje é proibido qualquer tipo de construção, conforme a Folha revelou no domingo. No Rio, as maiores tragédias foram registradas justamente em áreas de preservação permanente ocupadas irregularmente - topos de morro, encostas e várzeas -, e que serão liberadas para moradia caso o novo texto seja aprovado pelo Congresso.

Maia disse concordar com o projeto em elaboração pelo governo federal, a ser enviado para o Congresso em fevereiro, para mudar a lei de uso do solo. Apesar do teor do projeto, que deve punir prefeitos que autorizem ocupações irregulares, o Presidente da Câmara disse que o assunto deve ser tratado de forma "prioritária" na Casa.

"Tem que ter medidas enérgicas para impedir que novas ocupações aconteçam no país. Tudo o que vier para somar, que garanta maior segurança dos cidadãos, vamos trabalhar conjuntamente com o Executivo", disse.

COMISSÃO
Maia presidiu no dia 20/01 reunião da comissão representativa do Congresso (que funciona durante o recesso parlamentar) para discutir medidas de emergência depois das enchentes na região serrana do Rio.

Os deputados e senadores vão aprovar a criação de comissão externa para visitar as áreas de risco, assim como referendar a criação de outra comissão na Câmara que vai reunir todos os projetos relacionados às catástrofes que tramitam na Casa.

"Esse assunto deve ser tratado de forma prioritária no retorno dos trabalhos do Congresso", disse Maia, que disputa a reeleição no comando da Casa.

Na prática, porém, a comissão representativa não tem poderes para tomar medidas efetivas durante o recesso. Não pode, por exemplo, votar a medida provisória editada pelo governo federal que liberou recursos para o Rio - que só pode ser analisada pelos plenários da Câmara e do Senado.

Ex-Ministra do Meio Ambiente, a Senadora Marina Silva, defendeu os trabalhos da comissão para discutir medidas que possam futuramente auxiliar o Congresso a combater catástrofes naturais. "O Congresso não poderia esperar fevereiro, quando recomeçam os trabalhos, para ter algum envolvimento nesse assunto."

VÍTIMAS
Mais de 700 pessoas morreram na região serrana do Rio de Janeiro vítimas de enxurradas, desmoronamentos e deslizamentos. Houve mortos em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro.

Os órgãos municipais informaram que não há mais áreas totalmente isoladas nas cidades atingidas. Muitas ainda continuam com difícil acesso, mas já estão recebendo socorro.

Segundo levantamento do Ministério Público, há mais de 200 pessoas desaparecidas. Há desalojados (temporariamente em casa de amigos ou parentes) e desabrigados (aqueles que perderam suas casas e dependem de abrigos públicos).

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mais liberdade na praça

O Parque Buenos Aires, que fica no bairro Higienópolis, em São Paulo, teve sua regulamentação flexibilizada.



Em portaria publicada pelo Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ficou permitido na área do Parque:

- tomar sol de biquini ou sunga
- consumo de álcool
- pedir esmolas
- uso de churrasqueiras

Alguns usuários do Parque Buenos Aires já haviam sido proibidos, por seguranças, de tomar sol em trajes de banho, o que vinha gerando muita polêmica. Por isso a necessidade de regulamentar as formas de uso, tornando-as mais flexíveis.

Achei interessante tornar o parque um local de uso mais flexível. Em muitas cidades da Europa e mesmo em Buenos Aires na Argentina ninguém se surpreende em ver pessoas tomando sol de biquini ou sunga nas praças, de tão corriqueiro.

Agora no Brasil... é esperar para ver se as pessoas terão bom senso e educação na utilização do espaço do parque.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 18 de março de 2009

Protestar é Pedalar Pelado II







Na semana passada, no dia 11/03/09, a Marina postou aqui no blog um convite para a manifestação do movimento World Naked Bike Ride ou Pedalada Pelada Mundial (em português), em São Paulo. Então, darei apenas um feedback sobre o assunto.


O Jornal Folha de São Paulo noticiou que compareceram no dia 14/03/2009 cerca de 800 ciclistas no cruzamento da Av. Paulista com a Consolação, onde centenas de curiosos se aglomeraram em meio a gritos de guerra como: “Você que está aí parado vai pedalar pelado” e “Vai de bicicleta”.

Alguns ciclistas estavam nus e outros seminus, enfeitados com perucas, máscaras, bexigas e de corpo pintado, mas o que eles queriam não era chamar a atenção pra si, mas sim para o seu meio de transporte, a bicicleta.

“Queremos ciclovias, faixas exclusivas, sinalização adequada”, disse o engenheiro Ronaldo Peri, 41. E ainda completou: “Nos vemos ameaçados a cada quarteirão”. E realmente não é pra menos, pedalar pelas ruas lotadas de São Paulo exige coragem, uma coragem diária para enfrentar o perigo e o caos.
Apesar do clima de festa, o protesto também teve um tom dramatico ao lembrar a morte da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, atropelada na própria Av. Paulista em janeiro.

Esperamos que o espaço destinado aos ciclistas nas cidades brasileiras aumente cada vez mais e que também seja dada segurança para os bikers poderem pedalar tranquilos. Em tempos de Aquecimento Global nada melhor do que se locomover sem emitir CO2 e ainda, de quebra, melhorar a saúde, o condicionamento físico, o bem-estar, dentre outras coisas…

Fonte da Matéria: Folha de São Paulo, 15/04/2009.
Fonte das Fotos:

http://picasaweb.google.com/bortao/Peladada#5314001438509861778