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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Plano Nacional de Resíduos Sólidos mais perto da versão preliminar


Em 1º de agosto de 2011, os integrantes do Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos reúnem-se para analisar o documento contendo o diagnóstico, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), algumas metas para diferentes cenários estudados e propostos pelo Grupo de Trabalho (GT1), um conjunto de dados e informações que podem resultar na versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

Na reunião da última sexta-feira (22/7/11), realizada em Brasília e coordenada pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, os integrantes do GT que já haviam discutido o diagnóstico tiveram a oportunidade de se debruçar sobre as metas propostas para os cenários dos resíduos sólidos urbanos, da construção civil, dos serviços de saúde, de transportes, mineração, industriais e agrossilvopastoris, considerando como se dará a inserção de catadores de materiais recicláveis.

Na ocasião, o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Costa, informou que o Comitê Interministerial vai avaliar se esse conjunto de informações é suficiente para consolidação da primeira versão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, documento que será colocado em discussão e receberá contribuições da sociedade nas audiências públicas regionais, que ocorrem nos meses de setembro a novembro deste ano.

O documento também poderá receber contribuições da sociedade, durante o período de realização das audiências públicas, por meio da consulta pública na internet. A versão final do Plano, após análise e incorporação das contribuições, será apresentada na Audiência Pública Nacional prevista para novembro, em Brasília.

Além de representantes do Ministério do Meio Ambiente, participaram representantes das outras dez pastas ministeriais que compõem o Comitê Interministerial, além da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, do Ibama e do Ipea.

Fonte: SRHU/MMA (http://www.mma.gov.br/)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

2o Fórum Resíduos Sólidos

Local e Data:
08 e 09 de agosto de 2011
Blue Tree Premium Morumbi São Paulo
Avenida Roque Petroni Junior, 1000 São Paulo - SP


Informações e Inscrições de Participantes:
Telefone: (11) 5051-6535.


Oportunidades de Patrocínio e Exposição:
Telefone: (11) 3791-4732.


Call for Speakers:
Interesse em palestrar e mostrar um estudo de caso
Telefone: (11) 3791-4732.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Charge do Dia

Trash total, não é?

A charge acima foi divulgada hoje no Facebook, no mural do Musa Museu Sociambiental.

Aproveite e vire amigo das Ecomeninas também, para acessar o nosso perfil clique em:
http://www.facebook.com/event.php?eid=141777135899658#!/

domingo, 3 de julho de 2011

Como não usar sacolas plásticas!

Aqui em Belo Horizonte, a Lei da sacolinha plástica, ou melhor, do Não à sacolinha plástica, já pegou. A dificuldade que vem sendo encontrada pelas donas de casa, principalmente, é a forma de descartar o lixo doméstico que muitas vezes era colocado nessas sacolinhas.

Para facilitar a vida de cada um que pretende deixar de usar as sacolinhas de supermercado, as Ecomeninas oferecem algumas sugestões de melhor acondicionamento do seu lixo:

-Sacos biodegradáveis: Hoje absurdamente vendidos a um preço de R$ 0,19 nos supermercados e lojas de BH, quando descartados em aterros e/ou no solo começam a se degradar após dois meses de uso. Nos depósitos de lixo, expostos ao calor, à tensão mecânica e à luz solar, os sacos de lixo se partem em pedaços muito pequenos que são digeridos por microorganismos.

-Sacos orgânicos: Para a sua fabricação, a empresa usa resinas de amido feitas de milho, batata e mandioca. Em até 120 dias o plástico é degradado por conta do contato com microorganismos presentes no solo e resíduos orgânicos de locais de compostagem e aterros. O que sobra ainda pode ser usado como adubo.

-Sacos oxi-biodegradáveis: possuem um aditivo (d2W) capaz de torna-los pró-degradante. O d2w estimula o processo de oxidação, fazendo com que a vida útil do plástico gire em torno dos 2 anos. Ao final da decomposição, o que sobra é água, húmus e CO2. O plástico é transformando em alimento para microorganismos, que têm acesso ‘liberado’ ao carbono e ao hidrogênio, e, posteriormente, são consumidos por fungos e bactérias que vivem no meio ambiente. Também é importante lembrar que este tipo de plástico não perde nada em relação ao usual, em termos de resistência e qualidade.

- Sacola de Jornal: Para aprender a fazer: http://www.deverdecasa.com/2009/12/saquinho-de-jornal.html

Fonte:
www.ecycle.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O que é Lixo tóxico?


Lixo tóxico é todo resíduo que provém de substâncias com propriedades químicas nocivas ao ambiente e aos seres humanos. As pilhas, as baterias e os agrotóxicos, entre outros descartes industriais e hospitalares constituem exemplos de lixo tóxico.

Os resíduos liberados por esse tipo de lixo pode se acumular em cadeias e teias alimentares, podendo até mesmo extinguir espécies e ainda causar graves problemas à saúde humana.

Todo lixo tóxico gerado deverá ter um destino correto para que não fique exposto aos fatores que favorecem contaminações.

O lixo tóxico causa vários tipos de reações tanto para o meio ambiente, quanto para as pessoas. As chuvas ácidas, a poluição dos lençóis freáticos e as mutações de pequenos seres são alguns destes danos provocados na natureza. Resíduos tóxicos podem, ainda, contaminar as águas profundas.

Resíduos de pesticida em vegetais, legumes e frutas, a presença de mercúrio nos peixes e vários outros produtos químicos podem causar câncer, defeitos de nascença, mutações genéticas e até a morte.

O médico, clínico geral, Clóvis Tomasi deu uma entrevista com o objetivo de informar a população sobre doenças causadas pelo lixo tóxico.

P: Quais doenças podem vir a ser causadas por agrotóxicos?

R: Podem causar diversos tipos de doenças como intoxicações, câncer de próstata, de mama, de testículos, ovário, e muitas outras.

P: Pilhas e baterias também podem causar doenças?

R: Sim, causam intoxicações graves caso se tenha contato com líquido que sai do material quando o mesmo está corroído e intoxicações leves caso alimentos cultivados com água ou solo contaminado pelos metais pesados das pilhas e baterias sejam ingeridos.

P: Agrotóxicos influenciam na nossa cadeia hormonal?

R: Influenciam, podendo até mesmo alterar o ciclo menstrual de agricultoras e a qualidade e quantidade do esperma dos agricultores.

P: Pessoas que consomem produtos cultivados com agrotóxicos podem acabar ficando doentes?

R: Com o decorrer do tempo pode-se ter uma intoxicação grave, pois você está ingerindo um pouco de veneno a cada produto ingerido.

Fontes: http://lixotoxico.net63.net/ e http://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduo_perigoso
Fonte da foto: http://www.guiame.com.br/v4/93351-1456-Cerca-de-400-quilos-de-lixo-t-xico-s-o-encontrados-em-vegeta-o-em-MG.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Projeto mexicano usa cogumelo para decompor fraldas


Estima-se que para a decomposição de uma fralda descartável sejam necessários 500 anos. Esse produto povoa em grandes quantidades os aterros sanitários e o uso da modalidade descartável é cada vez mais popular.

Uma das soluções eficientes para esse problema ambiental foi proposta pelo cientista mexicano Alethia Vázquez-Morillas. O pesquisador que atua na Universidade Metropolitana Autônoma, da Cidade do México, desenvolveu uma metodologia de reciclagem que aproveita a decomposição causada por cogumelos arredondados, chamados de pleurotos ou cogumelo-ostra. Os resultados do processo foram significativos: diminuíram o tempo necessário para a total anulação dos impactos ambientais do material da frauda de cinco séculos para aproximadamente 120 dias.

O processo aplica um potencial da natureza para o benefício dela: os cogumelos brotam em troncos de árvores e se alimentam de restos de matéria orgânica (celulose), que é disponibilizada em grande quantidade pelas fraldas. O procedimento não degrada os componentes químicos das fraldas. Mas, em dois meses, a associação com cogumelos pode degradar a celulose das fraldas em 90%. O restante é alcançado quando se completam quatro meses.

Embora o projeto represente uma solução parcial para apenas um problema entre milhares que compõem a produção indiscriminada de lixo, seu maior efeito é de estímulo a outras iniciativas de mesmo perfil. Sem agredir a natureza para reparar um dano causado pelo homem, o projeto de associação com cogumelos propõe um rumo interessante para uma das formas de lixo que geramos desde os nossos primeiros meses de vida.

Os cogumelos podem não resolver o problema do lixo gerado pelo homem e o acúmulo cada vez mais acentuado de resíduos, por conta do excesso e também falta de estrutura dos aterros, mas eles podem ajudar a eliminar a grande quantidade de restos de fraldas que só poluem o meio ambiente e demoram a se decompor. Mesmo que, um grande avanço rumo à reciclagem do objeto foi dado.

Achei ótima a iniciativa!!Mas descobertas assim devem ser cuidadosamente analisadas, para não virarem um problema maior depois, como exemplo, uma infestação de cogumelos (lembram o que aconteceu na Lagoa da Pampulha em BH com os aguapés?? - confesso que não lembro se as plantinhas usadas para "sugar" a poluição da lagoa é esse mesmo! - o que era para ser uma solução virou um enorme problema!!!)

FONTE: UAI Meio Ambiente - http://www.divirta-se.uai.com.br/html/capa_meioambiente/id_sessao=52/capa_meioambiente.shtml

sábado, 11 de junho de 2011

Vik Muniz em prol do meio ambiente - DF

A Coca-Cola Brasil patrocina a mostra Imagens do Lixo, uma parceria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o artista plástico Vik Muniz. O evento faz parte da programação de comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), que teve início no último dia 2 e vai até o dia 30 de junho.

O evento de lançamento aconteceu no dia 9 de junho, às 20h, no Museu da República, Esplanada dos Ministérios, em Brasília, local onde as obras do artista plástico ficarão expostas até o dia 30.

Além deste evento, a Coca-Cola Brasil, que participa ativamente das discussões e patrocina projetos de apoio as Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis, em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), apoia também o lançamento da Campanha Nacional Sobre Resíduos Sólidos, uma parceria do MMA com o MDS, que tem como intuito sensibilizar a sociedade e otimizar a coleta seletiva do lixo.

Para a Coca-Cola Brasil, o patrocínio a projetos como estes é mais uma oportunidade de reforçar o compromisso da empresa com o meio ambiente. “A Coca-Cola Brasil em parceria com o Ministério do Meio Ambiente patrocina a mostra de Vik Muniz e reitera seu histórico de parcerias e projetos em conjunto com os Ministérios de Meio Ambiente e o Desenvolvimento Social e Combate à fome”, ressalta Victor Bicca Neto, Diretor da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Postado em: 08/06/11
Fonte: http://abir.org.br/tags/vik-muniz/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Especial Meio Ambiente no Sesc Santana - SP

O “Especial Meio Ambiente ” do Sesc Santana em São Paulo propõe, entre os dias 7 e 16 de junho, a interação entre homem e natureza na atividade “Do Lixo à Flor”. Utilizando o papel reciclado papel semente, os convidados plantarão a semente, dando origem a flores e hortaliças.A atividade acontece sob orientação da arte-educadora Vera Campaner, com a entrada Catraca Livre.



domingo, 17 de abril de 2011

Cápsulas Verdejantes!

Gente, olha só que excelente ideia!!! Vi no site da Revista Casa e Jardim e adorei! Tinha que repassar aqui... Pra quem têm aquelas máquinas de café expresso Nespresso é uma ótima solução para as cápsulas usadas.


Para quem adora uma ideia fácil, recebi estas fotos da paisagista Paula Galbi. Segundo me contou, ela começou a plantar suculentas e cactos em cápsulas de Nespresso há dois anos. Para implantá-las, usou uma mistura de terra, pó de café, areia e adubo e fez um substrato drenante a partir de uma peneira de café – bem no improviso. As cápsulas ficaram um bom tempo em observação até que a Paula tivesse certeza de que tanto as espécies feitas pela brotação das folhas, como as mudas retiradas da planta mãe iriam sobreviver. Um dia, bem no meio de um trabalho, ela teve a ideia de fazer uma mesa com as cápsulas. O resultado está aqui, pronto para inspirar vocês!


http://colunas.casaejardim.globo.com/cheirodemato/2011/04/05/capsulas-verdejantes/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Será o fim das sacolas plásticas em Belo Horizonte?


A partir do dia 28 de fevereiro do corrente ano será obrigatório, para os estabelecimentos públicos e privados, o uso de saco de lixo ecológico e da sacola ecológica no município de Belo Horizonte/MG. A substituição dos sacos e sacolas plásticas convencionais foi determinada por meio da lei municipal 9.529, de 27 de fevereiro de 2008.

Conforme disposto no artigo 1º da referida lei municipal1, durante o prazo de 3 (três) anos, contado a partir da data da publicação da lei, a substituição era facultativa. No entanto, a partir do dia 28 de fevereiro de 2011, a substituição passa a ser obrigatória.

A lei municipal em apreço não traz em seu texto a definição do que seja o saco e a sacola ecológicos, o que somente foi estabelecido com a edição do decreto municipal 13.446 (clique aqui), de 19 de dezembro de 2008. Segundo o artigo 1º, § 1º do mencionado regulamento, serão considerados ecológicos os sacos e sacolas confeccionados em material biodegradável ou reciclado, assim como a sacola do tipo retornável.



Porém, pelo disposto no artigo 1º, § 2º do referido decreto municipal, além dos materiais elencados no § 1º, outros materiais poderiam ser incluídos nos conceitos de saco de lixo ecológico e de sacola ecológica, mediante parecer favorável da Secretaria Adjunta de Meio Ambiente e da Superintendência de Limpeza Urbana.

Para incentivar uma maior adesão à lei durante o período de substituição facultativa dos sacos e sacolas plásticos, foram criados os selos "Atitude Ambiental" e "Atitude Socioambiental", cujos requisitos para concessão estão previstos no artigo 3º do decreto em referência. Tratam-se os selos, na verdade, de modalidades de reconhecimento conferidas às entidades públicas ou privadas que apoiem as medidas de preservação ambiental e de desenvolvimento sustentável previstas na legislação em comento. Entretanto, está disposto que os selos apenas podem ser conferidos durante o prazo em que a substituição tiver caráter facultativo, portanto, até 28 de fevereiro de 2011. Dessa forma, com a entrada em vigor da obrigatoriedade da mudança, esses selos perderão sua capacidade de estímulo à adoção de práticas mais sustentáveis.

No que pertine às penalidades, a lei municipal em comento prevê no artigo 4º que, na hipótese de descumprimento da norma, poderá haver (i) notificação; (ii) aplicação de multa de R$ 1.000,00 (mil reais) após autuação do descumprimento; (iii) multa de R$ 2.000,00 (dois mil reais), em caso de reincidência; além de (iv) interdição do estabelecimento e (v) cassação do Alvará de Localização e Funcionamento de Atividades.

Como atualmente há uma grande preocupação com o meio ambiente, os sacos plásticos de lixo e as sacolas plásticas convencionais tornaram-se alvos de várias políticas públicas ambientais, enquanto que as sacolas ecológicas, produzidas com material biodegradável ou reciclado, tais como pano e palha, tem o seu uso estimulado pela legislação. A nocividade ao meio ambiente desse tipo de sacola convencional é atribuída ao tempo médio que a mesma demora para se degradar no meio ambiente, bem como à dificuldade de reinserção dos resíduos desse tipo de sacola no ciclo produtivo. Tal preocupação tem culminado com a restrição do uso dos sacos plásticos em estabelecimentos de alguns municípios e Estados, o que possivelmente se propagará por todo território brasileiro no curso dos próximos anos.

Artigo de Maria Silvania Gouveia Novelino Catão

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Exportação de lixo


O número de cidades que "exportam" o lixo que produzem para aterros em outros municípios mais que dobrou no Estado de São Paulo.

Subiu de 62 em 2002 para 156, aponta o mais recente levantamento feito pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), com números de 2009. O Estado tem 645 municípios.

Em pelo menos 22 casos, a distância entre a cidade que produz e a que recebe o material supera os cem quilômetros --como ocorre com os municípios do litoral norte, onde a situação fica ainda pior nesta época do ano.

No verão, as quatro cidades do litoral norte "exportam" todos os dias em média 540 toneladas de lixo produzido por moradores e turistas --quase o dobro da quantidade gerada fora da temporada (cerca de 300 toneladas/dia).

São Sebastião, Ilhabela, Ubatuba e Caraguatatuba não têm aterro sanitário. Precisam encaminhar os resíduos para depósitos que ficam em outras cidades. Para transportar o lixo, 37 carretas cruzam diariamente a rodovia dos Tamoios, principal ligação entre a capital paulista e o litoral norte de São Paulo.

Ubatuba gasta R$ 11 milhões por ano com coleta e transbordo do lixo, segundo o secretário de Obras e Serviços Públicos, José Roberto Monteiro Júnior.

MOTIVO

A situação vivida por essas 156 cidades é consequência direta da política adotada nos últimos anos pelo governo de São Paulo e que levou praticamente ao fim dos lixões --áreas onde os materiais desprezados pela população são depositados de maneira inadequada.

As prefeituras foram obrigadas a procurar um local adequado para destinar o lixo, e parte delas decidiu por exportar o material, principalmente para aterros particulares.

Para algumas cidades, essa é a solução mais barata. Para outras, como as do litoral, é a única opção.

TRANSPORTE

"As regiões litorâneas e as metropolitanas do Estado estão cada vez mais ocupadas. Além disso, existem as restrições ambientais em áreas de mangue, serra, parques, que limitam a disponibilidade de áreas para aterro", disse o gerente do setor de Apoio a Programas Especiais da Cetesb, Arontho Savastano Neto.

Ele admite que há problemas em relação ao transporte do lixo por meio de caminhões em longas distâncias, mas disse que a solução ainda é melhor do que a disposição inadequada do material.

O governo estuda instalar usinas de incineração de lixo nas regiões onde não há espaço para novos aterros.

A consultora na área de gestão de resíduos Gina Rizpah Besen avalia que a política que levou ao fim dos lixões e criação de aterros regionais é positiva, mas destaca pontos negativos do transbordo.

Os caminhões, diz ela, provocam poluição e desgaste nas vias públicas.

Para ela, as prefeituras deveriam investir mais em campanhas para diminuir o desperdício e a produção de lixo, além de políticas de reciclagem que reduzam a necessidade de transbordo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vamos separar o lixo?


Lei prevê multa para quem não separar lixo doméstico

Os consumidores que não separarem o lixo seco do úmido estarão sujeitos a multas, segundo decreto publicado na quinta-feira, dia 23, no Diário Oficial. O texto regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata da destinação adequada do lixo no País.

Entre outras medidas, o decreto prevê penalidades para aqueles que não cumprirem as obrigações estabelecidas na coleta seletiva e nos sistemas de logística reversa, pelo qual aparelhos eletroeletrônicos, pilhas e pneus terão de retornar aos fabricantes. A punição pode vir em forma de advertência e, em caso de reincidência, multas de R$ 50 a R$ 500 que poderão ser convertidas em "serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente".

Também estão previstas multas entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões para infrações ambientais, como o lançamento de resíduos sólidos em praias. Para a importação de resíduos perigosos, os valores chegam a R$ 10 milhões.

Sancionada em agosto pelo presidente Lula, a lei prevê a substituição dos lixões por aterros sanitários; a criação de planos municipais, estaduais e federal para a gestão dos resíduos; e o incentivo a linhas de financiamento de cooperativas, que devem auxiliar a coleta seletiva e a logística reversa de produtos.

Os desafios são grandes. A coleta seletiva - um dos pilares da nova política - não é plenamente difundida. Dados do setor apontam que 44% dos municípios brasileiros não dispõem da iniciativa. A regulamentação prevê que o processo da coleta deverá ao menos separar resíduos secos e úmidos "e, progressivamente, ser estendido à separação dos resíduos secos em suas parcelas específicas, segundo metas estabelecidas nos respectivos planos". A fiscalização deverá ser feita por órgãos municipais.

"A lei representa uma revolução na forma como a sociedade lida com o lixo", avalia o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Silvério. "Ela depende do consumidor, pois tudo parte dele para que o ritual ocorra. O texto responsabiliza de forma compartilhada toda a cadeia produtiva."

Para o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), Diógenes Del Bel, o sucesso da lei será determinado pelas iniciativas do governo e do setor. "É difícil penalizar o consumidor, é uma questão difusa. Uma preocupação que temos é a definição de metas de logística reversa."

OUTROS PONTOS

Responsabilidade compartilhada

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza e manejo de resíduos sólidos são considerados responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos.

Redução do lixo

Geradores de resíduos sólidos terão de adotar medidas para reduzir a quantidade produzida.

Cronograma

Presidido pelo Ministério do Meio Ambiente, um comitê deve fixar cronogramas para a implantação dos sistemas de logística reversa

Fonte: Estadão

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Hotel de Lixo?

O que você responderia se alguém te convidasse para dormir em um hotel feito de lixo?

Vamos ver se fica melhor agora. Vou refazer a pergunta!

O que você responderia se alguém te convidasse para dormir em um hotel feito de lixo, ecologicamente correto, a partir dos resíduos retirados das praias européias (desinfetados, é claro)?

Parece um tanto inusitado e realmente deve ser um programa bem exótico...

Esse hotel existe de verdade! É o Hotel Save The Corona Beach, que foi montado em Roma, bem no centro da cidade e é o primeiro do mundo a ser produzido a partir de detritos. Cerca de 12 mil quilos de resíduos recolhidos nas praias da Europa dão vida ao hotel engajado.


O projeto é de autoria de um alemão, H. A. Shult, constituindo parte de uma campanha de publicidade promovida pelo grupo ambiental Save The Beach. É um belo exemplo de marketing verde!

Pena que o empreendimento tem seus dias contados. É temporário e não aceita reservas. Os clientes só podem permanecer até 4 dias.

Em entrevista dada à BBC, o criador Shult explica: "É feito de lixo, porque onde quer que você vá neste planeta há lixo. Estamos vivendo em uma época de lixo no planeta que estamos apenas alugando”.

Imagine só a experiência de passar alguns dias ou horas em um lugar todo construído a partir de lixo, com recipientes diversos enfeitando as paredes. Com certeza todos que por lá passam, devem sair diferentes e com uma consciência muito maior do tamanho do problema que é a imensa quantidade de lixo que produzimos.

De acordo com a modelo dinamarquesa Helena Christensen, uma das primeiras clientes, o hotel é uma notável obra de arte. "Quando você está no interior, tem paredes como haveria em uma casa normal, mas elas são feitas de resíduos inorgânicos" disse Christensen, que também é uma ativista ambiental.

Fazer um hotel de lixo parece um bom começo...

Texto adaptado da matéria publicada pela BBC News.

Cursos de Gerenciamento de Resíduos - BH

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Convite para exibição de filme - BH


O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) convida para a exibição do filme “Lixo Extraordinário”, dia 26 de novembro, às 18:30h, no auditório do CMRR. A exibição faz parte da programação da “Semana Mineira de Redução de Resíduos”.

Após a exibição, será realizado um debate com o tema: Lixo Urbano: Sustentabilidade, Arte e Inclusão; com o a participação dos debatedores: o Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente, José Cláudio Junqueira e da Representante do Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome, Jaira Pupppi.

Receberemos a produtora executiva do filme “Lixo Extraodinário”, Jackie de Botton e do Represente do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR-RJ) e da ACAMJG, o protagonista do filme, Sebastião do Santos, o Tião. Luciano Marcos, do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA) será o mediador do debate.


Para participar da exibição do filme e do debate é necessária a confirmação da presença, que pode ser feita pelo telefone: (31) 3465-1218. Mais informações sobre a programação da semana no site http://www.minasmenosresiduos.com.br/.


Só para completar, o filme Lixo Extraordinário é uma produção da O2 Filmes, de Fernando Meirelles, e passa como um vídeo institucional sobre Vik Muniz. A trilha é de Moby. Nas suas próprias palavras, “sou, possivelmente... o artista brasileiro que mais vende no exterior”, Muniz parte para usar a sua importância, iludida por uma filosofia novo-rico marcante (Muniz afirma ter sido pobre e já ter conquistado tudo na vida), para ajudar um seleto grupo de catadores de lixo no aterro sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro (Comentário e foto retirados do blog Cinema Scópio: http://cinemascopiocannes.blogspot.com/2010/02/lixo-extraordinario.html).

A foto que ilustra a postagem retrata um pouco do trabalho de Vik Muniz.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Minas Menos Resíduos - Semana Mineira de Redução de Resíduos


A Semana Mineira de Redução de Resíduos, que acontecerá entre os dias de 20 a 28 de novembro de 2010, é uma iniciativa que integra as atividades desenvolvidas no âmbito da Semana Europeia de Redução de Resíduos - promovida pelos Estados membros da Comunidade Européia e que tem o apoio do Programa LIFE+ da Comissão Europeia.


Em toda a América do Sul e Brasil, apenas Minas Gerais, representada por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM, foi convidada para participar dos eventos da Semana na condição de organizadora das atividades locais.


Ao abraçar esta inciativa, a FEAM entende que a Semana de Redução de Resíduos, diferente de outras iniciativas mais centradas nas soluções técnicas e legais sobre a questão, traz para o debate público a noção de responsabilidade social.


Mais do que um problema tecnológico e científico, a questão dos resíduos gerados pela sociedade deve ser encarado como um problema sócio-ambiental, que tem consequencias negativas, não apenas para o meio ambiente, mas também para a qualidade de vida e o futuro de toda a sociedade.


Neste sentido, os organizadores da Semana, seja na Comunidade Europeia, seja aqui em Minas Gerais, assumem o papel de facilitadores, mobilizando a sociedade para que ela própria, representada por suas instituições e cidadãos, tome consciência e participe de forma efetiva das soluções.


O site do evento está muito interessante, através dele você pode se informar sobre a programação da Semana, pode também inscrever o seu projeto de redução de resíduos, se informar sobre como reduzir o seu lixo e como agir no dia a dia, além de obter informações no link "Infoteca", através de artigos, videos e outros materiais. Vale a pena conhecer: http://www.minasmenosresiduos.com.br/