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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Meio Ambiente saiu ganhando...


Vocês votaram ontem? E estão acompanhando a apuração dos votos?

Uma notícia muito boa é que a candidata Marina Silva, do PV, se saiu surpreendentemente bem! Marina obteve cerca de 20% dos votos para Presidente da República nestas eleições, superando as expectativas de todos! Foram mais de 19 milhões de votos! Um número bastante significativo.

Na verdade, quem saiu ganhando foi o Meio Ambiente. É, aqueles que votaram na Marina são pessoas que se preocupam com a qualidade do meio em que vivemos e acreditam no desenvolvimento baseado no tri-pé da sustentabilidade, observando os seus aspectos econômico, social e ambiental.

Além disso, a questão ambiental, através da fala de Marina, ficou em voga durante todo o período da disputa pré-eleitoral. Os brasileiros puderam se informar sobre o assunto e com certeza aprenderam mais sobre meio ambiente.

Muito obrigada, Marina!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Marina Silva participa de debate em Belo Horizonte

Foto: Globo.com



A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, participou na manhã de ontem (15/09) do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Diante de uma plateia de empresários mineiros, apresentou seu programa de governo e defendeu que as riquezas brasileiras sejam investidas no país. “O dragão chinês está comendo as nossas montanhas”, disse, referindo-se à extração de minério de ferro que é exportada em grande parte para a China. Marina defendeu a tese de que o Brasil precisa de visão estratégica para crescer, não de gerentes. “É preciso aliar progresso à sustentabilidade ambiental. Não sou contra as mineradoras e hidrelétricas, mas o trabalho delas tem de ser desenvolvido de forma consciente e equilibrada. Ecologia e economia precisam estar em uma mesma equação”, defendeu.

Com relação à geração de energia, Marina disse que precisa-se falar com a língua do século XXI. “Assim pensaremos em vento, água, sol e biomassa. Se pensarmos com a cabeça do século XX, falaremos em carvão, petróleo. Precisamos mudar”, disse. Ainda, segundo Marina, no setor de agropecuária é possível, por exemplo, aumentar a produtividade e limpar as pastagens sem usar queimadas.
Caso não seja eleita, Marina falou que continuará a trabalhar pela preservação do meio ambiente, independentemente de cargo. “Faço isso há 20 anos, quando o assunto era ainda pouco comentado”.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Desvendando Marina Silva


Marina nasceu no Acre, atravessou cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose. Seguiu na contramão das expectativas. Aos 16 anos, entrou no programa de alfabetização do governo. Queria ser freira, mas em vez do convento, foi parar nos supletivos e avançou pela Universidade Federal do Acre – mais tarde, ainda encarou uma especialização em psicopedagogia. Bom demais para quem, para se sustentar na cidade, trabalhava como empregada doméstica.

Na faculdade de história, Marina descobriu a política. Em 1984, plantou com o ambientalista Chico Mendes a CUT no Acre. No ano seguinte, assinou a ficha de inscrição do Partido dos Trabalhadores e a política descobriu Marina. Foi eleita vereadora, deputada e senadora, até ser convidada por Lula para ser ministra do Meio Ambiente, em 2003. Há três meses, trocou o PT pelo Partido Verde, após 25 anos de militância.


Sua posição está forte como nunca. Uma rede de apoio começa a se formar em torno de Marina. Sua pré-candidatura à presidência da república levou ao PV figuras importantes do empresariado paulista, como Roberto Klabin, Ricardo Young e Guilherme Leal – este, um dos controladores da Natura, cotado para ser o vice da chapa.

Perguntada pela revista TPM sobre o que a motiva a ser presidente, a resposta é a seguinte: Ser presidente é contribuir para que as boas ideias se transformem em políticas públicas. O maior desafio do Brasil é ter um desenvolvimento sustentável, capaz de garantir às pessoas qualidade de vida, saúde, educação, habitação, entretenimento, conhecimento e inovação tecnológica sem destruir as bases naturais, a biodiversidade, os recursos hídricos, a terra fértil, enfim, todas as condições naturais que nós temos.

Ela ainda defende que as coisas estão integradas que é um engano achar que uma economia descarbonizada é só uma bandeira de ambientalista. Tem que ser bandeira de empresários, de formadores de opinião, de cientistas, de políticos e de não políticos.

Com muita ou pouca chance de vencer, eu estou com Marina para Presidente!

Fonte: Revista TPM

domingo, 13 de setembro de 2009

Marina Silva Presidente!


Em tempos de frustração disseminada com nossos políticos, vejo uma luz no fim do túnel com a candidatura da Marina Silva. E ela disse, em entrevista para o jornal El País, que se for candidata, será para chegar ao 2º turno.

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ainda não confirma sua possível candidatura à presidência nas eleições de 2010,mas questionada com relação a quem daria seus votos no segundo turno - se ao candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou à oposição -, Marina respondeu: "Não posso falar como candidata, mas acredito que o debate deve ser sobre ideias e que deve prevalecer a ética. Eu jamais mentiria sobre a honra de alguém para vencer uma eleição. De um ponto de vista político, creio que, se eu me candidatar, será com a aspiração de chegar ao segundo turno".

Na entrevista, disponível na página do El País na internet, Marina Silva defendeu a preservação dos ganhos conquistados nos últimos 16 anos pelo Brasil, desde "o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda à grande inovação introduzida por Lula, que foi a distribuição de renda".

Sobre sua especialidade, a questão ambiental, Marina declarou que "a Amazônia não é um santuário inviolável" e o objetivo deveria ser aliar preservação do ambiente e desenvolvimento econômico.

Para ela "o problema de assumir a economia sustentável como estratégia é algo complicado e não existe até hoje em lugar nenhum do mundo. Nenhum partido assume completamente (essa bandeira). O que eu e o Partido Verde estamos fazendo é inovador e não podemos satanizar os outros por não o terem feito ainda", observou. Ainda assim, defendeu Marina que seria possível para o Brasil dar esse passo.
Para mim já passou da hora de termos um governante comprometido com o meio ambiente.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Marina Silva sai do PT

Dando continuidade a postagem da Leila sobre a possível candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente - Marina Silva - à Presidência, coloco aqui trecho de reportagem publicada no site da Terra trazendo mais detalhes sobre a saída da senadora do PT.

A senadora Marina Silva anunciou na quarta-feira (dia 19/08), em Brasília, a sua saída do PT. A ex-ministra do Meio Ambiente não confirmou que irá ser candidata à Presidência em 2010 pelo PV, que a convidou para a corrida presidencial, nem que se filiará ao partido.

"Em relação à plataforma, isso é algo posterior, até porque aqueles que são candidatos desde que nasceram dizem que não são candidatos, por que eu vou colocar essa questão a priori?", disse a senadora.

Ao ser questionada sobre o longo processo que ela estaria tomando - de primeiro sair de um partido para depois anunciar que vai para outro - Marina respondeu: "não disse que tenho conversações com o PV. Disse que o partido me fez o convite e não se tratava de fazer minha filiação antes de sair do PT, tratava-se de sair do PT para me ver livre para fazer essas conversações", disse. "Não seria ético com o PT e com meus companheiros estar no PT e entrar nestas conversações", complementou.

"Cheguei à conclusão de algo muito semelhante ao que fiz a mais ou menos 30 anos atrás, quando decidi aos 16 anos sair da minha casa (...) naquele momento tive um sonho, de cuidar da saúde e estudar (...) e fui para Rio Branco, uma decisão difícil (...) eu recorro à essa história para dar a dimensão do que significa a dimensão de me desligar do Partido dos Trabalhadores depois de 30 anos de uma trajetória de trabalho, de construção, etc", comunicou.

O cantor e compositor Gilberto Gil afirmou ao jornal Folha de S.Paulo na segunda-feira passada, dia 17/08, que, se for convidado, pode aceitar ser vice na eventual candidatura da ex-ministra à Presidência da República pelo PV. Gil disse, porém, que ainda não houve convite por parte de Marina, mas que os dois devem conversar pessoalmente sobre o assunto.
Apesar de não ter sido confirmado, acredito que a ex-ministra realmente se canditará à Presidência da República pelo PV, pois se assim não fosse, a mesma provavelmente não teria deixado o PT depois de tanto anos. Pra gente isso é ótimo! Com a candidatura da Marina Silva, é possível que a questão ambiental seja abordada na sua plataforma política, bem como os outros candidatos terão que tratar do tema. Excelente!!! Agora botar o Gil como vice será que seria bom? Eu tenho as minhas dúvidas... Acho que seria melhor alguém que pudesse se dedicar mais ao cargo. Vamos aguardar as próximas notícias!!!

Fonte dot texto e da foto: site
http://noticias.terra.com.br/, Redação Terra, de autoria de Marina Mello, data: 19/08/2008.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Desmonte à Legislação Ambiental continua...


O momento é mesmo preocupante, cada dia levamos um susto maior, como se não bastasse tudo o que estamos presenciando, ontem (08/06) ao ler na Folha de São Paulo a coluna da Marina Silva fiquei chocada com os comentários que a mesma realizou sobre um Projeto de Código Ambiental e possíveis revogações da Lei Nacional da Política do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81) e de parte das Leis do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei nº 9.985/00) e de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/95). Um total absurdo!!!!!!

Segue abaixo um trecho da referida coluna:

Na semana que passou, dedicada ao Meio Ambiente, tive a exata sensação do que deve ser uma ressaca, após a batalha no plenário do Senado. A aprovação da Lei da Grilagem foi uma ironia funesta. E a coisa vai piorar. Quem diz não sou eu, mas alguém com trânsito entre os que fazem parte da estratégia para desmontar a legislação ambiental e que me alertou sobre a intenção de “liquidar a fatura” até o fim do ano.

O principal objetivo é aprovar o novo Código Ambiental, revogar a Lei nº 6.938 – que criou a Política Nacional de Meio Ambiente -, parte da Lei de Crimes Ambientais e da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, entre outros dispositivos legais. Ou seja, trata-se de quebrar a espinha dorsal da proteção ambiental no Brasil. Só não se fala em revogar o capítulo do Meio Ambiente, que está no art. 225 da Constituição. Ainda.

A justificativa é chocante. Tudo ia bem até que, disse meu interlocutor, começaram a querer implementar a legislação ambiental. As restrições ao crédito para os ilegais, fiscalização em tempo real e medidas inesperadas para conter o desmatamento parecem ter sido o limite. Enquanto ninguém estava cobrando, tudo bem. Foi o que ouvi, acreditem: com as tentativas de aplicação da lei, “ficou impossível”, daí veio a avaliação de que tudo deveria mudar.

Essa conversa nos leva de volta ao Brasil das capitanias hereditárias. Ele está inteiro, poderoso, imutável.(...) Provavelmente, as regras universais e o bem comum são considerados excentricidades. Se quem tem poder não passa no teste, altere-se o teste. (...)

O que seria desse país sem os formadores de opinião que tem manifestado a sua preocupação com esse quadro; sem a mídia capaz de expor o que está por trás do desmonte da legislação ambiental; sem as ONGs e movimentos sociais respeitados e sérios que protestam e reposicionam os fatos junto à população. Essas forças mostram que há também uma sociedade brasileira moderna e democrática, de onde vem o alento e a garantia de que ressaca passa e que vamos, sim, resistir ao que vem por aí.


Fonte: Folha de São Paulo, 08/06/2009, Caderno Opnião, A2, título da coluna: "Ecos de um Brasil Arcaico", autoria: Marina Silva.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais uma do Governo Federal...


Dando continuidade às postagens anteriores, é necessário comentarmos a Medida Provisória nº 458 de 2009, que apesar de não atacar a legislação ambiental brasileira ataca, de forma direta, a Amazônia e o meio ambiente, como um todo.

A MP nº 458/2009 permite legalizar milhares de posses de terras públicas com até 1.500 hectares (15 km²) nos Estados Amazônicos.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva “um processo de regularização fundiária bem conduzido é essencial para estabelecer e promover direitos e para o combate estrutural ao desmatamento. Contudo, o processo em curso servirá para legalizar grileiros, comprometendo esforços de seis anos do próprio governo para reduzir o desmatamento na Amazônia”. E a ambientalista ainda completa que a referida medida “coloca a Amazônia em risco, a pretexto de resolver a crônica desorganização fundiária”.
A MP citada já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, apesar de que na posição da ex-ministra tal medida inaugure o festival de grilagem na região e abra portas para mais concentração agrária.

Segundo dados do INCRA, divulgados pela Folha de São Paulo, as mini e pequenas propriedades, de até 04 módulos fiscais (400 hectares), representam 80% do total, mas ocupam apenas 11,5% da área a ser regularizada. As médias e as grandes, que são apenas 20% do total, ocupam 88,5% da área. Para a ambientalista, a regularização beneficiará os “grandes” em nome dos “pequenos” e da questão social. Pergunto se isso não seria um contra-senso, uma reforma agrária às avessas?

A ex-ministra finaliza a sua coluna no jornal mencionado argumentando que “falta espaço para listar os problemas da MP 458. E todos estarão nas mãos do Senado”.

Fato é que Marina Silva, enquanto ex-ministra do Meio Ambiente e enquanto profunda conhecedora da realidade amazônica, possui muita propriedade para falar do assunto. Portanto, temos que levar em consideração as suas críticas.

Por outro lado, há quem diga que a medida trará um avanço significativo para os moradores da região, que finalmente poderão utilizar as áreas de maneira legal, dando-lhes utilização adequada, de acordo com a função social da propriedade e respeitando as normas ambientais. Será?

Finalizo essa postagem concluindo que o grande temor que reina é que a MP 458/2009 cause um aumento do desmatamento na região amazônica, alinhado à falsa idéia de que a “grilagem compensa”... Agora a questão terá que ser decidida pelo Senado.

Fonte: Folha de São Paulo, 18/05/2009, Caderno Opnião, artigo: “Leitura Obrigatória”, autoria: Marina Silva.