Comemorada em todo o país entre os dias 29 de maio e 5 de junho, a Semana dos Alimentos Orgânicos de 2011 tem como tema "Produtos Orgânicos - Ficou mais fácil Identificar".
A intenção é alertar e conscientizar o consumidor sobre as novas formas de identificação do produto orgânico nos pontos de venda, o selo e a declaração de cadastro, para os agricultores familiares. Clique aqui para mais informações:
A agricultura familiar e os pequenos extrativistas dos oito biomas brasileiros já estão escalados para participar da Copa do Mundo de 2014. Um projeto orçado em R$ 3,2 milhões vai fazer chegar aos turistas brasileiros e estrangeiros que usarem a rede hoteleira, nas 12 cidades sedes dos jogos, vários produtos da sociobiodiversidade.
Uma parceria entre MMA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura e Sebrae, dentro do Programa Copa Orgânica, vai facilitar o acesso ao mercado para a produção de pequenos empreendedores, quilombolas, povos tradicionais e indígenas. Dos 125 projetos selecionados, 46 envolvem produções extrativistas e vão compor a cesta das chamadas amenities, produtos de uso pessoal, geralmente miniaturas, como essências, sabonetes e artesanatos, oferecidos aos hóspedes ou comercializados na rede hoteleira.
Os empreendimentos foram selecionados por edital, como parte do Projeto Talentos do Brasil Rural, do Sebrae, e enviados à Secretaria e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA. O resultado final da seleção está previsto para sair em fevereiro. Os recursos para cada ação dependem do tamanho da iniciativa, não implicando em repasse direto. Os empreendimentos devem receber assistência técnica, capacitação e apoio dos órgãos envolvidos para agregar valor e se tornar atrativos e competitivos no mercado.
Além da abertura de um mercado, a iniciativa vai servir para divulgar e disseminar o uso de alguns produtos da sociobiodiversidade do País. Para a Diretora do Departamento de Extrativismo, Cláudia Calório, o apelo social é forte, pois vai capacitar os pequenos produtores a conquistar novos nichos de mercado para uma produção sustentável. "Este tipo de projeto preserva a natureza e garante emprego e renda para os povos que vivem da sociobiodiversidade, sem derrubar as florestas ou degradar o meio ambiente", avalia.
Estava assistindo a um programa que adoro ontem, o Alternativa Saúde, e acompanhei uma das apresentadoras participando de uma colheita de calêndulas, em uma pequena cidade da Alemanha, chamada Schwäbisc Gmünd, que abriga o maior campo de agricultura biodinâmica do mundo. Esse modelo de cultivo é orgânico e respeita inclusive a astronomia no momento de plantio e colheita.
Primeiro eu fiquei encantada com aquele campo de calêndulas tão alaranjadas e cheias de energia solar. Depois o que me chamou atenção foi entender os benefícios da calêndula, que possui ação cicatrizante, antinflamatória, imunoestimulante e anti-séptica. O extrato de calêndula pode ser aplicado em queimaduras, feridas da pele e mucosas e ainda pode ser utilizado para cura de acne, estomatite e gengivite, não possuindo praticamente nenhum efeito alergênico.
Viram como a flor, além de linda, pode ser milagrosa para nossa saúde?
E fica a dica: no Brasil você consegue encontrar produtos cosméticos e medicamentos com calêndula em suas fórmulas nas farmácias da Weleda.
Construir uma sociedade sustentável deve ser a busca de cada um de nós, portanto, é fundamental que este assunto esteja sempre em nossa agenda.
Programe-se, pois, estão abertas as inscrições para o curso “Introdução a Permacultura” que será realizado pelo prof. João Rockett, diretor-fundador do IPEP – Instituto de Permacultura e Ecovilas da Pampa.
O curso acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 2010 no Fonda Hotel Fazenda, em Ravena, Sabará, Minas Gerais e terá uma programação bastante interessante abrangendo permacultura, agricultura sustentável, ecodesign, aquecimento global e outros temas bastante relevantes.
Para efetuar a inscrição, basta acessar o site da Planos & Metas: http://www.planosemetas.com.br/Contatos.html e informar:
· Nome: · Endereço; · Cidade: · CEP.: · Estado: · Tel.: · Cel.: · Profissão: · Instituição que representa: · E-mail: · Forma de Pagamento: - 2 Parcelas ou Parcela Única
Para maiores informações, entre em contato com a Planos & Metas pelo telefone (31)3586-0226.
Nos últimos anos a mudança de hábitos de vida vem sendo procurada por um número crescente de pessoas desejosas de uma vida com qualidade. Existe hoje uma consciência maior sobre a necessidade de algumas transformações no nosso cotidiano.
No campo da saúde pública, a Promoção da Saúde vem sendo marcada por ações que favoreçam a apropriação da saúde por diversos caminhos. Entre eles estão àqueles voltados para o incentivo às práticas de atividade física e reorientação de hábitos alimentares.
No Terrapia, o foco é a ALIMENTAÇÃO VIVA, baseada nas sementes germinadas e brotos além do consumo de vegetais crus, acrescentadas de uma ampla reflexão sobre estilo de vida e envolvimento com os cuidados ambientais, entendendo o ser humano como integrante da rede da vida.
O Terrapia, projeto social do Centro de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública – Fiocruz – RJ, organiza seminários com o envolvimento dos colaboradores que formam o Grupo Terrapia. O curso é gratuito, porém participativo, onde os participantes trazem os ingredientes utilizados nas oficinas.
Objetivo: Desenvolver habilidades práticas com o Alimento Vivo, estimular reflexões teóricas sobre meio-ambiente interno e externo, além de fomentar práticas naturais de cuidados com a saúde e com a natureza.
Público: Pessoas interessadas em mudanças de hábitos de vida, principalmente os alimentares, e em ecologia. Nenhuma escolaridade é exigida.
Período: 26/08 a 02/12/2010 Dias: 5as feiras das 8 às 14h
Programa:
7h – Aula de yoga com Geraldo Guimarães (opcional)
8h – Oficina de suco de clorofila
9h – Observação da germinação das sementes e tarefas de casa
10h - Conversas teóricas
11h – Oficina de culinária viva
12h30min – Confraternização na roda do “Tembiu porã” (*) e almoço
13h – Harmonização do espaço, arrumando o material utilizado.
(*) “Alimento bonito” em Guarani
Freqüência e Avaliação para os certificados: Através do cumprimento das tarefas de casa e freqüência aos seminários.
Informações: no local, de 2ª a 6ªf (horário comercial), ou pelo tel. 2598 2659, e-mail terrapia@ensp.fiocruz.br e site www.ensp.fiocruz.br/terrapia
Endereço: Centro de Saúde Escola - ENSP–Fiocruz, em frente ao Canal Saúde. Rua Leopoldo Bulhões, 1480 (em frente à estação ferroviária de Manguinhos).
Ao comentar o novo Código Florestal Brasileiro o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, defendeu a classe dizendo que "As pessoas que, às vezes, defendem a natureza têm uma boa intenção, mas não conhecem o processo produtivo rural, não são capazes de entender que é perfeitamente possível compatibilizar [produção e preservação]. Ninguém quer que haja erosão, assoreamento, ninguém deixa de proteger um manancial na sua propriedade. Quem mais preserva no Brasil é o produtor rural".
Segundo o ministro, uma das áreas mais promissoras do setor é a floresta plantada já que com ela há redução da agressão em florestas naturais. Além disso, são as florestas de eucalipto que atraem o interesse de empresários.
"Os ambientalistas têm todo o direito a ideias e opiniões, mas não podem parar o país", disse. "Os ambientalistas que me desculpem, mas não podem fazer regras contra o povo, contra quem está levando o Estado para frente. Temos que ter cautela, normas. E elas serão respeitadas", completou Rossi.
Acontecerá amanhã, dia 22 de agosto de 2009, a Feira de Alimentos Saudáveis promovida pela Rede Terra Viva, no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Uma ótima oportunidade para adquirir alimentos mais saudáveis e fresquinhos!!!
A Rede Terra Viva tem a missão de "organizar a produção, a compra, a venda ou a troca de produtos orgânicos, agroecológicos, artesanais e saberes, cuidando da vida e da saúde da rede de associados e da comunidade em geral, por meio dos princípios da cooperação, da visão biorregional e da economia solidária". Você inclusive pode se associar, se quiser adquirir alimentos saudáveis.
Evento importante da série Diálogos - Minas Recicla, promovido pelo CMRR - Centro Mineiro de Referência em Resíduos, que acontecerá em BH, é o Diálogos - Agrotóxicos em Alimentos. Seguem abaixo os detalhes:
Diálogos - Agrotóxicos em Alimentos
Objetivo: Debater sobre a problemática dos agrotóxicos em alimentos e os impactos sobre a saúde pública e do trabalhador, bem como a fiscalização, impactos ao meio ambiente e as novas tecnologias usadas.
Dia: 25 de agosto de 2009 Horário: 14h às 17h30 Local: Auditório do CMRR
- Extensão rural e o uso de agrotóxicos - Georgeton Silveira - Engenheiro Agrônomo Coordenador Estadual de Olericultura - Emater/MG
- Fiscalização e as ações de Controle - Thales Almeida Pereira Fernandes - Coordenador da Fiscalização de Agrotóxicos do Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA
- Efeito dos agrotóxicos sobre a saúde humana - Eliane Novato - Professora Associada do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas – UFMG
- Destinação final das embalagens de agrotóxicos - Eduardo Brito Bastos - Gerente de Projetos do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – INPEV
- Agroecologia e a produção Orgânica de Alimentos - Fernando Tinoco - Coordenador Técnico Estadual de Agroecologia - Emater/MG
Debatedora: Daniela Macedo Jorge Bióloga Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Gerência de Toxicologia da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
Mediador: José Cláudio Junqueira Ribeiro Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM
Olá gente, já divulgamos aqui o conceito geral da Permacultura, mas aproveito para divulgar mais alguns fundamentos da idéia por trás do termo e repassar as informações dadas pelo Guilherme Azevedo do IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica sobre Permacultura e sobre o PDC – CURSO DE DESIGN EM PERMACULTURA, oferecido pelo referido instituto.
A Permacultura foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture, e mais tarde se estendeu para significar permanent culture.
A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos. Portanto a permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.
Os princípios da Permacultura vem da posição de Mollison de que "a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e da de seus filhos" (Mollison, 1990). A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções, e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia. E, neste ponto encontra paralelos com a Agricultura Natural, que sendo difundida intencionalmente pelas pesquisas de Masanabu Fukuoka por todo o mundo, chegaram as mãos dos senhores fundadores da permacultura e foram por eles desenvolvidas.
Além de ser um método para planejar sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.
É a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.
Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos – um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis.
Pode se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes.
Acreditando na Permacultura como veículo de transformação, o IPEMA promove cursos especializados em Habitações Sustentáveis, Planejamento de Ecovilas, Construção com Bambu, Sistemas Agro-florestais, e Design em Permacultura. Todos, integrando aulas teóricas, práticas e vivências em ecovilas.
Se você costuma ir a feirinhas orgânicas provavelmente já deve ter comprado um alimento biodinâmico. Assim como o orgânico, é cultivado sem adubos, aditivos ou inseticidas químicos. A grande diferença é que os biodinâmicos seguem um modelo de agricultura mais complexa, a Biodinâmica, criada no começo dos anos 20 pelo pedagogo alemão Rudolf Steiner.
O plantio e a colheita dos alimentos biodinâmicos são orientados pelo calendário astronômico e pelas fases da lua. E a terra recebe preparos especiais. “São compostos com substâncias de origem animal, vegetal e mineral que renovam o solo e estimulam as forças sutis presentes no alimento”. Explica João Carlos Ávila, consultor biodinâmico da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, em Botucatu (SP). Além de frutas, verduras e legumes, existem também vinhos, cafés, queijos, iogurtes e outros alimentos – todos produzidos em total comunhão com a natureza.
Para terminar, olha que bacana essas definições sobre Biodinâmica que encontrei através do seguinte link: http://biosofia.net/2001/01/17/agricultura-biodinamica-a-arte-de-cuidar-da-terra/
A Agricultura Biodinâmica foi fundada em resposta a um grupo de agricultores alemães, que solicitavam orientações para resolver os problemas de degradação ambiental decorrentes das práticas agrícolas, e Rudolf Steiner criou, então, o “curso aos agricultores”. Uma compreensão profunda das leis da vida, adquirida através de uma abordagem qualitativa e global da Natureza - esta é a base da Agricultura Biodinâmica. Ela abre novas vias para que o Homem se reconcilie com a Natureza e cumpra a sua missão de mediador entre o céu e a terra.
Que tal fazer um bem para si mesmo, para o meio ambiente? Alimentar o corpo e a alma, sentindo que estamos contribuindo para o nosso bem- estar... E poder adquirir os nossos alimentos em pequenas feiras, diretamente do produtor é uma dádiva! Temos que valorizar essas preciosidades! Em um mundo em que o fast food tenta nos dominar e as grandes empresas de supermercados vão “engolindo” os mercados de bairro, as feirinhas ainda são uma espécie de oásis... E como a idéia por traz da Biodinâmica traduz um respeito às leis da natureza e um cuidado com o meio ambiente, a mesma deve ser valorizada.
A forma de fazer agricultura no interior da Paraíba, pelo menos na região da cidade de Lagoa Seca, pode ajudar muitas outras regiões do país. Os agricultores caboclos que vivem lá conseguem evitar pragas e preservar a qualidade da terra de forma 100% natural por meio de técnicas aprendidas com seus antepassados. Para isso, desenvolveram ao longo do tempo métodos empíricos para espantar insetos, um calendário de preparação de solo e um sistema de rotação de culturas.
"As técnicas identificadas podem ser replicadas, com certeza, em outros locais", afirma Andréia Guimarães, pesquisadora da UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Ela viveu por oito meses entre os pequenos agricultores da região de Lagoa Seca estudando o know-how que eles têm.
"Boa parte dessas informações, de como atuar na lavoura, foram passadas ao longo das gerações. As técnicas foram sendo transformadas de forma empírica pelos novos agricultores, na base da tentativa e erro", disse Guimarães à Folha.
Segundo a pesquisadora, a agricultura praticada no interior da Paraíba está totalmente de acordo com os princípios científicos, conhecidos hoje por qualquer agrônomo.
O objetivo da pesquisadora é, a partir dos preceitos da etnoecologia- ciência que procura entender o conhecimento cultural e espontâneo transmitido por meio das relações sociais e que são usados no dia-a-dia-, identificar como funciona o fluxo do conhecimento agrícola na comunidade. Guimarães, ao lado de José da Silva Mourão, também da UFPB, identificou seis práticas chaves na forma de fazer agricultura no interior da Paraíba.
Os resultados da pesquisa estão publicados na revista científica "Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine".
"Esses conhecimentos, no momento em que o mundo discute atitudes pró-conservação, ganham em importância", lembra a pesquisadora da UFPB, que vai continuar sua empreitada no agreste orgânico.
A reportagem não é tão nova, mas a idéia que ela traz é bastante atual. Esse resgate de técnicas tradicionais de agricultura tem muito a contribuir para os dias de hoje e em geral, tais técnicas são baseadas em um maior respeito ao meio ambiente. A própria produção de alimentos orgânicos é um bom exemplo disso, é uma forma de resgate das técnicas ancestrais de agricultura e reflete a busca da sustentabilidade. Ótimo exemplo do Agreste para todo o Brasil repetir!!!
Fonte do texto: Adaptado da Folha de São Paulo, artigo escrito por Eduardo Geraque, de 10/12/2006.
Como se trata de um blog de 5 mulheres, não poderia faltar uma dica sobre peças de roupas... Ganhei uma blusa muito bacana que é feita de algodão colorido. Fiquei bastante curiosa quanto ao tecido e descobri o site da marca que tem como princípios “fortalecer a cadeia têxtil do algodão colorido, comercializando produtos ecologicamente e socialmente corretos através da valorização da agricultura familiar e do artesanato local”. Uma proposta muito justa que merece ser apoiada! No site é possível ver o catálogo da marca que têm roupas femininas, masculinas, infantis, objetos de decoração e até brinquedos. Para os homens têm até camisetas com estampas de cordel...Tudo ecologicamente correto, com detalhes feitos à mão e com atitude! Isso não é um incentivo ao consumo desenfreado, por favor não entendam mal... Só vale o consumo consciente e consistente!!!
O termo “Permacultura” corresponde à junção entre as palavras “cultura” (principalmente Agricultura) e “permanente”.
Segundo informações do site da Rede Brasileira de Permacultura, "em poucas palavras, a Permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com idéias inovadoras, unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporciona o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar. Um projeto permacultural envolve o planejamento, a implantação e a manutenção conscientes de ecossistemas produtivos que tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais”.
De acordo com a definição do blog da Rede de Permacultura do Ceará, a “Permacultura é um nome de um método de design e de trabalho em ambientes habitados pelo homem, que visa a melhoria da interação entre os diversos fatores orgânicos e inorgânicos da paisagem”. O mesmo site ainda completa que “sendo a cultura também um conjunto de hábitos, a Permacultura sugere novos hábitos em relação ao meio ambiente e às pessoas, novas atitudes que permitirão aos seres humanos permanecerem mais harmoniosamente no planeta”.
Por ser um conceito amplo, é mais difícil de entender. Mas é isso mesmo, uma filosofia de vida, um método sustentável de design que busca estabelecer uma harmonia entre as relações humanas, entre as plantas, animais e a Terra. A Permacultura envolve ética e cuidado com o planeta e como se trata de um uso sustentável da terra, não pode ser vista separadamente da cultura, dos estilos de vida e de temas filosóficos.
A Permacultura foi criada na Austrália durante os anos 70 pelos australianos Bill Mollison e David Holmgren. E, conforme esclarece o site da Rede Brasileira de Permacultura, a partir de então, “a Permacultura passou a ser difundida na Austrália, considerando que, naquele país, a agricultura convencional já estava em decadência adiantada, mostrando sinais de degradação ambiental e perda de recursos naturais irrecuperáveis”.
Hoje em dia, a Permacultura é conhecida mundialmente e tem sido adotada nos diversos cantos do mundo. Ao pesquisar em um site de busca, verifica-se uma “enxurrada” de informações sobre o tema.
Alguns autores classificam a Permacultura como um gênero da Agroecologia, ou seja, consideram que a Agroecologia é um termo mais abrangente, envolvendo a Permacultura, a Agricultura Orgânica, a Biodinâmica e etc. Entretanto, há grandes discussões sobre o assunto, mas é importante ter em mente a idéia por trás do conceito de Permacultura, independentemente de sua classificação.
Stephen Poole, Consultor e Tutor de Permacultura australiano, ensina 12 (doze) princípios em que se fundamenta a Permacultura, são eles:
1 – Trabalhar a favor da Natureza e não contra ela (A informação a partir da observação de processos naturais é aplicada para aumentar a produção, usando recursos naturais para economizar energia e trabalho);
2 – Localização relativa, buscando um local apropriado em relação aos outros elementos (Colocar tudo em seu devido lugar. A função eficiente é atingida pela definição cuidadosa da localização de um elemento em relação aos outros);
3 – Cada elemento possui múltiplas funções (Elementos são escolhidos para desenvolver quantas funções for possível);
4 - Cada função importante é realizada por vários elementos, em cooperação (Funções básicas importantes como, por exemplo, o fornecimento de água e de energia, a proteção contra o fogo, etc, são providas através de mais de um modo);
5 – Planejar buscando a eficiência energética (A eficiência energética é atingida através da criação de zonas para conservar e economizar energia, estabelecendo setores, para atingir o melhor resultado com o menor esforço);
6 – Armazenamento da energia natural de forma cíclica (Nutrientes e energia são estocados próximos da fonte e são usados de forma a evitar desperdícios, em linhas gerais tudo que entra no processo produtivo é transformado e pode ser utilizado novamente);
7 – Métodos intensivos de pequena escala (Um bom design maximiza o uso de uma pequena porção de terra, usando o trabalho humano, utensílios e ferramentas manuais e animais no lugar de grandes máquinas consumidoras de combustíveis, utilizando inclusive o espaço vertical em detrimento do espaço horizontal, gerando sucessivas colheitas);
8 – Sucessão e evolução natural das plantas (Sucessão rápida é atingida através do aproveitamento daquilo que já está crescendo (se for útil), introduzindo plantas que sobreviverão facilmente, aumentando o nível de matéria orgânica do solo e substituindo as ervas-daninhas);
9 – Diversidade e policultura (A diversidade aumenta a produção e a estabilidade, policultura no lugar da monocultura);
10 – Interface entre dois ou mais ecosistemas (A interface entre dois ecosistemas representa um terceiro sistema, mais complexo. Assim, aumenta e expande os limites dos ecosistemas originais, gerando recursos adicionais e aumentando a produtividade);
Princípios baseados na AçãoHumana:
11- Tudo pode funcionar de duas maneiras, para o bem ou para o mal (Um bom método de design cria uma vantagem a partir de uma desvantagem. É preciso ver soluções e não problemas);
12 – A produção está limitada apenas pela informação e imaginação (A Permacultura usa métodos de design criativos no lugar da energia ou capital para aumentar a produção).
Para saber mais sobre o tema, seguem alguns bons sites: