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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Semana dos Orgânicos


Comemorada em todo o país entre os dias 29 de maio e 5 de junho, a Semana dos Alimentos Orgânicos de 2011 tem como tema "Produtos Orgânicos - Ficou mais fácil Identificar".

A intenção é alertar e conscientizar o consumidor sobre as novas formas de identificação do produto orgânico nos pontos de venda, o selo e a declaração de cadastro, para os agricultores familiares. Clique aqui para mais informações:

http://www.prefiraorganicos.com.br/ondecomprar.aspx

Depois selecione o seu estado e verifique a programação na sua região!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vamos separar o lixo?


Lei prevê multa para quem não separar lixo doméstico

Os consumidores que não separarem o lixo seco do úmido estarão sujeitos a multas, segundo decreto publicado na quinta-feira, dia 23, no Diário Oficial. O texto regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata da destinação adequada do lixo no País.

Entre outras medidas, o decreto prevê penalidades para aqueles que não cumprirem as obrigações estabelecidas na coleta seletiva e nos sistemas de logística reversa, pelo qual aparelhos eletroeletrônicos, pilhas e pneus terão de retornar aos fabricantes. A punição pode vir em forma de advertência e, em caso de reincidência, multas de R$ 50 a R$ 500 que poderão ser convertidas em "serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente".

Também estão previstas multas entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões para infrações ambientais, como o lançamento de resíduos sólidos em praias. Para a importação de resíduos perigosos, os valores chegam a R$ 10 milhões.

Sancionada em agosto pelo presidente Lula, a lei prevê a substituição dos lixões por aterros sanitários; a criação de planos municipais, estaduais e federal para a gestão dos resíduos; e o incentivo a linhas de financiamento de cooperativas, que devem auxiliar a coleta seletiva e a logística reversa de produtos.

Os desafios são grandes. A coleta seletiva - um dos pilares da nova política - não é plenamente difundida. Dados do setor apontam que 44% dos municípios brasileiros não dispõem da iniciativa. A regulamentação prevê que o processo da coleta deverá ao menos separar resíduos secos e úmidos "e, progressivamente, ser estendido à separação dos resíduos secos em suas parcelas específicas, segundo metas estabelecidas nos respectivos planos". A fiscalização deverá ser feita por órgãos municipais.

"A lei representa uma revolução na forma como a sociedade lida com o lixo", avalia o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Silvério. "Ela depende do consumidor, pois tudo parte dele para que o ritual ocorra. O texto responsabiliza de forma compartilhada toda a cadeia produtiva."

Para o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), Diógenes Del Bel, o sucesso da lei será determinado pelas iniciativas do governo e do setor. "É difícil penalizar o consumidor, é uma questão difusa. Uma preocupação que temos é a definição de metas de logística reversa."

OUTROS PONTOS

Responsabilidade compartilhada

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza e manejo de resíduos sólidos são considerados responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos.

Redução do lixo

Geradores de resíduos sólidos terão de adotar medidas para reduzir a quantidade produzida.

Cronograma

Presidido pelo Ministério do Meio Ambiente, um comitê deve fixar cronogramas para a implantação dos sistemas de logística reversa

Fonte: Estadão

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Buy Nothing Day - Dia Mundial Sem Compras

Será que a gente consegue passar um dia inteiro sem comprar nada? Nem um pão de queijo ou um chiclete? Ainda mais quando se está próximo do Natal? Nem se for a favor do meio ambiente e contra o consumismo? Pois é, este é o desafio lançado pelo movimento Buy Nothing Day - Dia Sem Compras, que acontece neste sábado, dia 27 de novembro, em todo o mundo.

Encontrei no wikipédia algumas informações interessantes:

O Dia Mundial sem Compras (DMsC), conhecido mundialmente como Buy Nothing Day, "Dia de Não Comprar Nada"), é um dia internacional de protesto contra o consumismo. Fora dos EUA e do Canadá o DMsC realiza-se sempre no último Sábado de Novembro.

Origens
O DMsC foi criado pelo artista de Vancouver
Ted Dave e posteriormente promovido pela revista canadense Adbusters. Os participantes deste evento comprometem-se a não comprar nada durante 24 horas como um ato de demonstração do poder das pessoas diante sua condição de consumidores.

Contexto
O objetivo deste evento é chamar a atenção aos consumidores dos efeitos destruidores que os nossos hábitos de consumo podem ter a nivel global, e em especial nos países em desenvolvimento
. Ativistas podem também participar com manifestacões e ações mais radicais em lugares estratégicos, como por exemplo nas entradas de centros comerciais. A revista Adbusters conseguiu mesmo anunciar a campanha no canal de televisão CNN. Outras cadeias TV, tal como a MTV, recusaram-se a emitir os anúncios.

Nos últimos anos o evento tem ganho adeptos dos movimentos contra o
aquecimento global. Estes argumentam que para travar este fenômeno cabe à população dos países desenvolvidos mudar os seus hábitos de consumo.

Críticas
Críticos do movimento DMsC afirmam que o evento levará simplesmente consumidores a comprar mais noutros dias, fato que desvaloriza o campanha. No entanto, os participantes afirmam que tal não afeta a mensagem do evento.

História do DMsC
O DMsC realizou-se pela primeira vez em
Vancouver no Canadá em Setembro de 1992. Em 1997 o evento foi fixado para o dia depois do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos e no Canadá. No resto do mundo o dia do evento foi fixado para o último sábado de Novembro.

Mais informações em: http://www.buynothingday.co.uk/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

COZINHA VERDE

A revista RG Vogue de setembro trouxe uma matéria muito interessante sobre “Cozinha Verde”.
A matéria fala sobre consumo consciente, economia de recursos naturais e escolhas ecologicamente corretas, indagando ainda como que a sustentabilidade pode se aplicar na vida doméstica.
Dentre várias indagações sobre o que fazer com o óleo de cozinha usado (segundo a revista um litro de óleo de cozinha usado para fritar batatas, se jogado no ralo, pode poluir a água de um riacho inteiro) ou mesmo o que é mais econômico: lavar louça com máquina de lavar ou na mão mesmo, seguem várias dicas interessantes, que podem ser conferidas abaixo:

USO INTEGRAL DOS ALIMENTOS: Consumir alimentos inteiros produz menos lixo. E isso não significa que a gente tenha que tomar suco de casca do abacaxi e fazer bolo com casca de banana para ser verde. Mas não descascar a maçã da criançada já é um bom começo. O mesmo vale para pêra, abobrinha, pepino e muitos outros legumes e frutas. As coisas são mais simples do que parecem. Abóbora, berinjela, batata e mais uma porção de legumes ficam deliciosos assados com casca. E, além do mais, muitos dos nutrientes estão contidos justamente nela.

FAZER A MAIS E CONGELAR EM PORÇÕES
Outra possibilidade, para poder fazer a tal lasanha para dez, é congelar o excedente de cara, sem deixar que metade do prato complete aniversário na geladeira. Ninguém agüenta comer a mesma coisa três dias seguidos. Provavelmente ela iria acabar no lixo.

CONGELAR AS SOBRAS
Não tenha medo de encher o freezer, quanto mais cheio, menos ele trabalha e mais você economiza no fim do mês. Faz bem para a saúde do planeta e do seu bolso.
LAVA-LOUÇA
Muita gente não sabe que a máquina gasta no mínimo 50% a menos de água que a lavagem à mão. E também economiza horrores do seu precioso tempo. Em 10 minutos a cozinha fica em ordem. E isso também tem a ver com a cozinha verde.

PRATOS RÁPIDOS
Para quem não sabe nem fritar um ovo, saiba que é possível fazer um jantar saudável e saboroso em menos de dez minutos. E eu assino embaixo. É consenso: cozinhar é uma atitude sustentável.
ECO-CHIC NA COZINHA
PRATA

Em vez de usar produtos químicos altamente abrasivos e poluentes, na próxima vez que for limpar o faqueiro de prata, faça o teste:coloque água fervente num recipiente de alumínio, como uma assadeira, e misture uma colher bem cheia de fermento em pó e outra de sal. Se a prataria estiver muito preta, dobre as quantidades de fermento e sal. Mergulhe os talheres na solução e deixe-a agir por dez minutos. Os talheres saem limpinhos e brilhando, mas se você quiser depois polir com uma flanela, o resultado fica ainda melhor.
BAMBU
Troque colheres e espátulas plásticas, tábua de polietileno e tudo mais que puder por bambu. Além de lindo o material é ecológico.

BARRO E FERRO
Panelas de alumínio e as antiaderentes que descascam estão na lista negra da cozinha verde. Para aposentá-las, invista em panelas de barro e ferro, inclusive as esmaltadas francesas. Elas mantem o calor por mais tempo, gasta menos gás e energia para cozinhar os alimentos que as de alumínio. Já as antiaderentes baratinhas são altamente poluentes. As que não descascam, de qualidade, são caras, mas valem o investimento. Duram a vida toda.


FONTE: RG – SETEMBRO/EDIÇÃO 98 – pg. 162
Matéria de Rita Lobo

sábado, 16 de maio de 2009

Brasileiros caem para 2º lugar em ranking de consumo ambiental


Os brasileiros estão em 2º lugar em um ranking que avaliou a consciência ambiental e os hábitos de consumidores em 17 países. Em 2008, os brasileiros lideravam a lista, mas na nova edição do ranking o Brasil caiu uma posição e foi superado pela Índia.

A pesquisa foi feita através de questionários enviados pela internet a 17 mil pessoas em 17 países. As perguntas eram sobre comportamento dos consumidores em relação a uso de energia, escolhas de transporte, fontes de alimentos, uso de produtos verdes e orgânicos, atitudes em relação ao ambiente e consciência sobre problemas ambientais.

Especialistas em meio ambiente analisaram as respostas e elaboraram o "Greendex 2009" (ou "Índice Verde 2009"). A pesquisa foi feita pela National Geographic Society e pela empresa GlobalScan.

Consumidores dos países emergentes foram considerados mais conscientes do meio ambiente do que os cidadãos de países desenvolvidos. Índia, Brasil e China lideram o ranking. Japão, Canadá e Estados Unidos ocupam os últimos lugares.

O Brasil foi o único país entre os 17 analisados que caiu no ranking deste ano em comparação com 2008. O resultado ocorreu devido a piores hábitos dos brasileiros em relação a consumo de comida, compra de bens e escolhas de transporte.

O pior resultado dos brasileiros, segundo os especialistas, foi no item sobre consumo de alimentos. O país ficou em 14º entre os 17 países.

A pesquisa mostrou que os brasileiros são o segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas da Argentina. 57% dos brasileiros disseram comer bife mais de uma vez por semana. Esse indicador é considerado negativo pelos especialistas, que afirmam que a produção de carne requer um consumo intensivo de água, causando danos ao ambiente.

O Brasil também recebeu uma avaliação pior este ano nas respostas sobre aquisição de bens. Os brasileiros ainda estão entre os consumidores que mais evitam comprar produtos que são nocivos ao ambiente, mas a quantidade de pessoas no Brasil com essa preocupação caiu em 11%, segundo o levantamento.

A boa posição do país no ranking deve-se aos hábitos domiciliares dos brasileiros, considerados os melhores entre os 17 países avaliados. 89% das pessoas que responderam ao questionário no Brasil moram em residências com menos de 5 quartos. Os brasileiros também estão usando mais fontes limpas de eletricidade e, graças ao clima tropical, não utilizam sistemas de aquecimento nas suas casas com a mesma frequência que consumidores dos outros países.
Bacana estarmos bem colocados! Mesmo sabendo que ainda falta muito a ser feito. O consumo de carne realmente é bastante elevado e pode ser reduzido e a questão do transporte é um grande desafio a ser solucionado, juntamente com uma infinidade de outros pontos importantes... Mas vamos caminhando!!!

Fonte do texto: Por BBC Brasil, http://www.bbc.co.uk/portuguese, 15/5/2009.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vídeo - A Carne é Fraca

Com um caráter de denúncia, o vídeo "A Carne é Fraca", elaborado pelo Instituto Nina Rosa, é bastante informativo e, mais do que isso, é alarmante e chocante! Este vídeo traz vários argumentos sérios sobre os malefícios do consumo de carne, classificando-o como insustentável e identificando-o como uma das causas da poluição de recursos hídricos, da expansão das fronteiras agrícolas sobre florestas, dentre outros males. É um vídeo longo, mas que vale a pena assistir.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Natural Fashion


Como se trata de um blog de 5 mulheres, não poderia faltar uma dica sobre peças de roupas... Ganhei uma blusa muito bacana que é feita de algodão colorido. Fiquei bastante curiosa quanto ao tecido e descobri o site da marca que tem como princípios “fortalecer a cadeia têxtil do algodão colorido, comercializando produtos ecologicamente e socialmente corretos através da valorização da agricultura familiar e do artesanato local”. Uma proposta muito justa que merece ser apoiada! No site é possível ver o catálogo da marca que têm roupas femininas, masculinas, infantis, objetos de decoração e até brinquedos. Para os homens têm até camisetas com estampas de cordel...Tudo ecologicamente correto, com detalhes feitos à mão e com atitude! Isso não é um incentivo ao consumo desenfreado, por favor não entendam mal... Só vale o consumo consciente e consistente!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Greenwashing


Foto obtida no site www.ecosherpa.com


Já escutou falar de Greenwashing?

Greenwashing é o termo em inglês que se refere à propaganda enganosa de produtos/serviços/iniciativas ditos verdes, ou seja, a mídia vincula que um determinado produto/serviço/iniciativa é ecológico, entretanto trata-se de uma informação falsa. É um mau uso do marketing verde. E muitas vezes o que ocorre é justamente o contrário, como por exemplo: um serviço de lavagem de veículos australiano que, inclusive, se chama Ecowashing, em razão de não usar água para lavar veículos, contudo são utilizados produtos químicos que podem ser muito mais danosos ao meio ambiente do que a lavagem convencional, realizada de forma mais consciente, com uso reduzido de água.

No site Ambiente Brasil pode ser encontrado interessante artigo intitulado “Ecoturismo ou Greenwashing?” publicado por Thiago Cássio D'Ávila Araújo, no que se refere à prática no âmbito do turismo. O autor bem define o Greenwashing como “termo em língua inglesa usado quando uma empresa, organização não governamental (ONG), ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de "amigo do meio ambiente" que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Fiquem atentos e não se deixem enganar!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Serviço de Delivery é melhor para o Meio Ambiente


O resultado de uma pesquisa interessante foi publicado nesta quinta-feira (05/02/09) no Jornal A Folha de São Paulo, no Caderno Equilíbrio. Trata-se de pesquisa realizada pela Universidade de Exter, no Reino Unido, que conclui que ir de carro até o mercado para fazer compras talvez não seja tão bom para a natureza quanto usar o serviço de entrega - delivery...O estudo em questão fez uma comparação entre as emissões de CO2 no trajeto de ida até o mercado e pelos carros de entrega. A conclusão foi de que o delivery emite uma menor quantidade per capita de gás carbônico. Ora, então, que tal fazer compras através da internet, usando o serviço delivery? Melhor ainda, que tal ir a pé ou de bicicleta? Para aqueles que moram pertinho de um mercado fica fácil...

Carpe Diem!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consumo não pára de crescer


Como cada pessoa causa impacto no planeta e por que o consumo está incluído nas estratégias de combate às mudanças climáticas? Só para se ter uma idéia, de acordo com estudos realizados pelo Instituto Akatu, organização brasileira que promove o consumo consciente, uma única pessoa, se viver 72 anos, vai lotar um apartamento de cinqüenta metros quadrados, até o teto, com o seu lixo.

Para que se possa estudar com mais propriedade o rastro que cada um vai deixando ao passar pela Terra, foram criados alguns indicadores. Um deles – talvez o mais conhecido – resulta no que se chama de Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que cada um exerce sobre o planeta.

Esse cálculo tenta mensurar conseqüências ambientais de simples atitudes do dia-a-dia até impactos maiores causados pelo desenvolvimento industrial. Assim, pela Pegada Ecológica é possível avaliar como a nossa alimentação, a energia que utilizamos, a maneira pela qual nos transportamos, entre outros fatores, impactam o meio ambiente.

O clima na imprensa
A imprensa brasileira ainda reflete pouco sobre os padrões de consumo na atualidade quando fala sobre mudanças no clima, segundo análise de textos sobre o tema publicados em 50 jornais, entre 2005 e 2007. Apenas 6% de todo o material pesquisado faz alguma menção ao assunto.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Capacidade esgotada – Em 1961, quando os cálculos da Pegada Ecológica começaram a ser realizados pela Global Footprint Network, a população humana já usava 70% da capacidade produtiva anual da Terra. Mas em 19 de dezembro de 1987 foi a primeira vez em que se registrou um nível de consumo de recursos maior do que o planeta é capaz de renovar no período de doze meses.

Desde então, esse cálculo marca o dia do ano em que a humanidade já usou todos os recursos que a natureza irá gerar no período de 12 meses – o chamado “Earth Over Shoot Day”.

Também chamada de Dia "D" do Consumo, a data de esgotamento dos recursos terrestres acontece cada vez mais cedo. Em 1995, ele pulou para o dia 21 de novembro. E em 2007 chegou à marca histórica de 6 de outubro. Em 2008, esse dia foi 23 de setembro. 

Essa diferença entre o que o planeta é capaz de regenerar e o consumo efetivo das populações humanas provoca um saldo ecológico negativo, que vem se acumulando ano após ano, desde a década de 80, e compromete, no longo prazo, a capacidade de sobrevivência da humanidade e de manutenção da vida no planeta como a conhecemos hoje.

O relatório Living Planet 2008 (Planeta Vivo), divulgado em outubro de 2008 pela organização internacional WWF, afirma, com base em cálculos realizados a partir da Pegada Ecológica, que a partir de 2030 a demanda por recursos naturais será o dobro do que a Terra pode oferecer, caso o modelo atual de consumo e degradação ambiental não seja superado. Atualmente, já demandamos 30% a mais da capacidade do planeta.

O cálculo do consumo

Para se entender como o Global Footprint Network chegou a esse dado, é preciso levar em consideração a metodologia usada: a conta é feita considerando toda a biocapacidade do planeta, tais como, água e o espaço físico necessários para o plantio, a pastagem, a pesca etc., ou seja, a habilidade dos sistemas ecológicos de gerar recursos e absorver resíduos num determinado período.

Ao calcular o dia em que a Pegada Ecológica total da humanidade é igual à biocapacidade da Terra (ambos medidos em hectares por ano), os pesquisadores identificam em que data a população da Terra atinge o seu limite de consumo para o período.

De acordo com o Global Footprint Network, dividindo-se a variável da área total de terrenos produtivos da Terra pela variável referente à população mundial obtém-se o valor de 2,3 hectares per capita (que inclui o uso dos oceanos). Nem todo esse espaço deve estar disponível para os seres humanos, uma vez que partilhamos o planeta com cerca de 30 milhões de espécies. Reservando-se 12% para esse compartilhamento, sobram cerca de 2 hectares per capita. Porém, embora 2 hectares por pessoa possam parecer muito (cerca de quatro estádios de futebol), a Pegada Ecológica média é de 2,8 hectares – o que, mesmo assim, representa uma subestimativa.

Eco-dicas II

Sobre o tema Eco-dicas, um site que é uma verdadeira “Bíblia” para se tornar uma pessoa mais ecológica é o “Planet Green", na seção "How to Go Green Index”, que pode ser encontrado através do link: http://planetgreen.discovery.com/go-green/green-index/green-index.html.

O site é todo em inglês e traz dicas no mínimo inusitadas sobre os temas mais diversos e imagináveis no que se refere a hábitos verdes. É possível encontrar dicas de como ser mais ecológico na noite de Ano Novo, em Feriados, em matéria de cerveja, na ginástica, em jantarzinhos, em casamentos, em funerais, no banheiro, na lavanderia, em viagens e até no campo sexual, dentre muitas outras áreas. A princípio pode parecer um pouco demais, mas pode ser inspirador e vale uma olhadinha! Apenas lembre-se de manter uma visão crítica principalmente com relação à enxurrada de propaganda que o site traz juntamente com as dicas verdes.

Carpe diem!