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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Workshop Inventário de Emissões de GEE

Um dos principais requisitos para seguir a "pegada" de carbono é fazer o inventário corporativo de emissões de gases de efeito estufa, como estabelecem as políticas nacional, estaduais ou municipais de mudanças do clima já aprovadas em todo o país. Isso vale para empresas de qualquer setor, indústrias de todas as áreas, países, estados e cidades.

Então, quer saber como preparar o seu Inventário de GEE? O Portal Ambiente Energia oferece toda a experiência de Carlos Roberto Sanquetta, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Instituto de Pesquisas em Biomassa e Sequestro de Carbono (Biofix).


Workshop Inventário de Emissões de GEE

Data: 09 de abril

Local: Avenida Rio Branco, nº 103/21º andar, Rio de Janeiro/RJ

Horário: 8:30 às 18:30

Inscrições: R$ 520,00

Informações: (21) 3872-0355

www.ambienteenergia.com.br/gee

terça-feira, 15 de março de 2011

Almanaque Brasil Socioambiental disponível para download


Com 552 páginas, dez ensaios fotográficos e 85 verbetes, o Almanaque Brasil Socioambiental 2008 está disponível para download. Assim como em sua primeira edição, de 2005, traz um panorama atualizado dos ambientes brasileiros – Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Zona Costeira -, aborda as grandes questões socioambientais contemporâneas, e tem capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento.

Contém ainda um capítulo inteiro sobre Mudanças Climáticas. O tema permeia toda a publicação, que traz informações específicas sobre as ameaças que as alterações no clima representam para cada região do Brasil a partir de cenários pessimistas ou otimistas, seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, e quais os desafios que se colocam daqui para frente, no Brasil e no mundo.

Cartões-postais brasileiros ameaçados revelando a situação de paisagens, regiões ou lugares do País que vêm sendo afetados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso também integram a publicação. Os textos foram produzidos por 122 colaboradores, entre jornalistas, ativistas e especialistas das mais diferentes áreas. Um mapa-pôster destaca os efeitos da ação humana sobre o território brasileiro.


Fonte do texto e do material: ISA, Instituto Socioambiental.

Link: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3266

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sobre o clima no Brasil

Agora está regulamentado em lei: o Brasil chegará a 2020 emitindo no máximo 2,1 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Mais que isso: fica obrigado a publicar anualmente estimativas do total de emissões do país, que facilitarão a verificação do compromisso assumido.

O decreto de regulamentação da Política Nacional de Mudanças Climáticas foi assinado na quinta-feira pelo presidente Luiz e anunciado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na conferência do clima em Cancún.



Com a lei regulamentada, o Brasil se torna o primeiro país em desenvolvimento a estabelecer um limite absoluto para o quanto vai poluir. O teto autoimposto pelo Brasil representa ainda uma redução absoluta de 6% em relação a 2,2 bilhões de toneladas que o país emitia em 2005, ano do último inventário de gases estufa.

Fonte: Folha de São Paulo

Sobre o clima



A COP 16 chegou ao fim e foram adotados os acordos de Cancun. Nessa edição dois pontos podem ser destacados. 1) não houve, como se temia, um retrocesso na adesão e perspectivas de continuidade do Protocolo de Kyoto e 2) foram estabelecidas bases bem mais firmes para compromissos multilaterais vinculantes em 2011, que também já servem para sinalizar o caminho para acordos bilaterais ou regionais, e para ações das empresas e outros atores sociais.

Após o desânimo surgido como conseqüência da falta de resultados em Copenhague, na CoP-15, os resultados de Cancun refletem mais esforços de um grande número de países progressistas, comunidades, empresas e indivíduos em todo o mundo.

Cancun não conseguiu levar o processo de negociação multilateral até o final, como em todas as outras COPs, mas a diferença foi a impressão de que a pressão pública pela mudança começou a influenciar as ações políticas nas negociações internacionais.

Cancun mostrou que a grande maioria dos países está pronta para se comprometer, e que muitos querem contribuir com uma resposta global ambiciosa com relação às mudanças climáticas, que possa ajudar na transição da economia global, gerando benefícios para todos.
Muito mais é necessário e talvez o grande impecilho de um acordo conjunto global seja um grupo de governos que cria obstáculos em qualquer fórum onde o tema é discutido. Países como Japão, Rússia e Estados Unidos mantêm pontos em relação aos quais rejeitam compromissos firmes. É o motivo pelo qual em Cancun não se chegou a um acordo sobre a redução mais profunda de emissões e a um maior apoio financeiro para os países mais vulneráveis aos riscos dos impactos climáticos.

As principais economias emergentes - como China, Índia e Brasil - mostraram flexibilidade e respaldaram a sua retórica política com avanços concretos em relação à redução de emissões de carbono. Os membros do Dialogo de Cartagena, um grupo de países em desenvolvimento e desenvolvidos com estratégias avançadas para a redução de carbono, também apresentaram formas de compromissos interessantes. Estes e outros países estão emergindo na liderança de um grupo que será crucial para o êxito na próxima COP, em Durban, e para uma resposta global para as mudanças climáticas – dentro e fora da UNFCCC.

A sobrevivência dos povos, das espécies, dos ecossistemas e dos países ainda está sobre a mesa. Para garantir a vida, devemos manter o aquecimento global inferior a 1.5ºC. A trágica ironia é o informe divulgado pela NASA durante as últimas horas das negociações em Cancun, segundo o qual o ano de 2010 entrará na história como o mais quente de todos os tempos, desde que são feitos os registros. Se não queremos que os próximos anos sejam ainda mais quentes, devemos começar já a fechar a brecha entre as metas atuais de mitigação, e o que a ciência diz ser necessário. E temos que fazê-lo rapidamente.

Fonte: http://www.tictactictac.org.br/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Imagem do dia

Casa derretida - Procurando qualquer trabalho para ajudar a alimentar minha família!

Um verdadeiro "sem teto" em função dos efeitos do Aquecimento Global...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seca na Amazonia, baixa no Rio Solimões


Em 30 anos de medições nos rios Solimões em Tabatinga atingiu o recorde de baixa, chegando a serem marcadas nas réguas localizadas ao longo do leito do rio - 86 cm.

O reflexo da seca atinge cidades abastecidas pelo Solimões ou afluentes, como
Uarini (AM). "O rio secou inteiro diante do município. Do alto, você consegue ver que ele foi bem atingido", diz o fotógrafo Rodrigo Baleia, que percorre a região amazônica em busca de imagens há cerca de 10 anos.

A foto acima retrata um barco que encalhou em um banco de areia.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação discute crise do trigo


Alta nos preços


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, realizará uma reunião especial sobre as recentes altas no preço do trigo. O objetivo é tentar ajudar a evitar uma nova crise dos alimentos.
O anúncio foi feito na semana passada, na sede da FAO em Roma, na Itália.

Rússia
O encontro no próximo dia 24 terá especialistas em alimentação e representantes de governos.
Eles querem debater medidas que possam aliviar a crise nos mercados de cereais e também planejar o papel da ONU no combate ao problema.
Segundo a FAO, a alta de 5% no preço do trigo, em agosto, foi o maior aumento mensal do produto desde 2009.
Com isso, o custo foi repassado a outros alimentos. Uma das razões para a subida repentina no preço do trigo foram as secas na Rússia, um dos maiores produtores do cereal, que a partir daí restringiu suas exportações.
Condições Diferentes
O aumento no preço das oleaginosas e do açúcar ajudou a agravar o quadro. Nesta terça-feira, 07/09, o site da FAO publicou uma entrevista com o diretor-geral assistente da agência, Hafez Ghanem. Segundo ele, o mercado de alimentos ficará mais volátil nos próximos anos, e por isso, a comunidade internacional terá que aprender formas de lidar com o problema.
Ghanem descartou uma nova crise dos alimentos como a vista entre 2007 e 2008. Para ele, as condições do mercado hoje são completamente diferentes das registradas dois anos atrás.
No entanto, a crise dos alimentos é agravada pelas alterações climáticas.

Fonte:
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Notícias Porteñas!

Após uma breve estadia na maravilhosa cidade de Buenos Aires, curtindo o frio de lá que não sinto em Belo Horizonte, listei as principais notícias veiculadas por lá...


- Esse frio polar que atingiu a Argentina desde a semana passada provocou uma enorme demanda de gás e de eletricidade e cada vez mais se fala em uma crise energética no país. Antes, os cortes no fornecimento de gás se davam apenas nas indústrias e agora já afetam as residências. A solução encontrada pelo governo Kirchner é interromper o serviço para cerca de 300 grandes indústrias. A crise afeta ainda os mais pobres já que pela escassez do gás, o botijão que antes custava uma média 16 pesos (R$ 7,29) chega a ser vendido por 60 pesos (R$ 27,33).


- Outra notícia super veiculada (muito embora não tenha relação com meio ambiente...) trata da aprovação da lei para a realização de casamento gay no país. O projeto apoiado pela presidente Cristina Kirchner foi aprovado com 33 votos. A Argentina é o primeiro país latino-americano a permitir o casamento gay. Poucos países do mundo autorizam o casamento homossexual, entre eles Holanda, Suécia, Portugal e Canadá. Nos Estados Unidos, a prática é legalizada em cinco Estados e no distrito de Columbia, onde fica a capital Washington. A nova lei provocou um acalorado debate entre os políticos e na sociedade como um todo. Uma juíza na região central do país havia dito que se recusaria a cumprir a lei, mas já mudou de idéia! (http://www.clarin.com/sociedad/matrimonio_gay-jueza-La_Pampa-cambio_de_postura_0_301170066.html)


Fonte: El Clarín/ O Estadão/ Globo.com

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Concurso de Foto e Vídeo: Olhares Sobre a Água e o Clima







Uma imagem vale por mil palavras, mil símbolos, mil sentidos.

O 1º Concurso de Foto e Vídeo Olhares sobre a Água e o Clima, promovido pelo WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas (ANA) e o grupo HSBC, tem como objetivo primordial retratar os temas em suas mais diversas manifestações (sociais, culturais, simbólicas, econômicas, artísticas e religiosas).

A ideia é mostrar os outros sentidos e olhares sobre estes elementos da natureza, para além dos conceitos cotidianos e concretos.

As imagens poderão mostrar a água em sua relação com o clima e em diversas formas, preservadas ou degradadas, suas características, simbolismos e usos, nos mais amplos aspectos.

Pensar na relação do homem com os elementos da natureza, por intermédio de registros fotográficos e audiovisuais, é a forma que os organizadores escolheram para contribuir para a Década da Água, que vai de 2005 a 2015, estabelecida pelas Nações Unidas e acatada pelo governo brasileiro. E você também pode contribuir.

Para saber mais, acesse: http://www.olharesaguaeclima.org.br/

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu acho isso rídiculo


Todos nós brasileiros sabemos que a Dilma Rousseff será a candidata á presidência indicada pelo PT e apoiada pelo atual presidente Lula. Sabemos também que ela nunca teve e continua não tendo envolvimento com questões ambientais. Aliás, eu nunca ouvi uma opinião dela sobre o tema.

No entanto, por decisão do presidente Lula, ela irá representar o Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague e não Ministro do Meio Ambiete Carlos Minc.

Dilma é quem vai levar as novidades do País para ajudar a combater o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa. O Brasil terá, de acordo com o presidente, a proposta mais ousada entre todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Será algo em torno de um esforço voluntário de 38% a 42% na redução dos gases de efeito estufa até 2020.

Eu acho isso ridículo, pois me parece uma atitude mais eleitoreira do que em prol do meio ambiente. Mesmo que a proposta brasileira seja boa, por que a Dilma e não o Minc deve apresentá-la ao mundo?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Kassab não gosta de árvores???


Fiquei sabendo de uma triste notícia hoje: uma reforma realizada na Avenida Paulista retirou várias árvores das calçadas da Paulista. Após obras, a avenida símbolo da cidade ficou com 108 exemplares a menos; sendo que 10 foram cortadas sem permissão. Isso aconteceu porque a Prefeitura tirou mais árvores e plantou menos mudas do que deveria, segundo a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

A escassez de arborização é um dos motivos de o cartão-postal parecer mais gelado em dias frios e mais quente no calor. A dívida é de 108 exemplares. Número que faz diferença em uma via que tem cerca de 250 árvores.

A secretaria não forneceu o número oficial. Nas obras, a Subprefeitura da Sé foi autorizada a tirar da Paulista 151 árvores. Em compensação, deveria plantar 180 mudas. No entanto, retirou 161 plantas - 10 que tinham de ser preservadas, aparentemente foram cortadas. Segundo a Secretaria do Verde, foram plantadas 82.

Para os pedrestres que passam que avenida, "É visível que piorou, e muito", como afirma Célia Marcondes, presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc). As árvores ajudam a moderar a temperatura. Elas umidificam o ar, funcionando como canais entre o solo coberto de cimento e asfalto e a atmosfera.

É uma mudança que interfere no microclima do local e no clima da cidade de forma geral. Quem percebeu a falta das plantas foi um engenheiro florestal da Secretaria do Verde, que elaborou os termos de compromisso ambiental (TCAs) a serem cumpridos pelas construtoras - desde as calçadas da Paulista até a ampliação da Marginal do Tietê, tocada pelo governo Serra (PSDB). Solicitada, a Prefeitura enviou parte dos TCAs da Paulista. Nos documentos não constam os locais onde os cortes foram permitidos e onde as mudas foram plantadas.A Secretaria do Verde diz que fiscaliza "rigorosamente" o cumprimento dos TCAs. Mas não quis dizer se, quando e como pode aplicar multa à Subprefeitura da Sé, que tem 30 dias para se manifestar sobre a possível irregularidade no replantio das árvores.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 19 de março de 2009

Espécies Queridas estão ameaçadas pelo Aquecimento Global

De acordo com as notícias do Boletim WWF-Brasil Março 2009, algumas das espécies mais queridas do mundo estão correndo sério risco de desaparecer ou diminuir muito o número de populações devido ao aquecimento global.

Essa é mais uma razão para os líderes mundiais chegarem a um acordo justo, eficaz e responsável para combater radicalmente as mudanças climáticas. Este é o resultado do relatório Mudanças Climáticas e Espécies, lançado esta semana pela Rede WWF.

Cerca de 80% das espécies de corais no mundo - inclusive no Brasil - podem desaparecer em décadas, enquanto o urso polar pode estar totalmente extinto em seu habitat natural em 75 anos. Outras espécies apontadas no estudo e encontradas no Brasil como golfinhos e baleias, tartarugas e albatrozes também estão ameaçadas pelo aquecimento global.

"Pode-se dizer que já é um consenso entre a maioria dos cientistas do planeta que o aquecimento global é causado pelo homem e que irá impactar fortemente os suprimentos de água e comida de muitos habitats", alerta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

O ano de 2009 é crucial para o planeta, pois em dezembro governos de todo o mundo precisarão se unir para assinar um acordo global de clima justo e eficiente, que dará continuidade ao Protocolo de Quioto. É tempo de tomar decisões já que a biodiversidade e a vida na Terra, de um modo geral, depende das nossas ações...É muito triste perceber que a humanidade está colhendo o que plantou durante vários anos de exploração. E alguns dos animais mais carismáticos estão sofrendo na pele esses efeitos...Imagine que as crianças que nascerem daqui há algum tempo não conhecerão algumas espécies que pra nós atualmente são tão comuns, isso é muito estranho, mais do que estranho é muito triste.
Fonte: Boletim WWF-Brasil Março 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consumo não pára de crescer


Como cada pessoa causa impacto no planeta e por que o consumo está incluído nas estratégias de combate às mudanças climáticas? Só para se ter uma idéia, de acordo com estudos realizados pelo Instituto Akatu, organização brasileira que promove o consumo consciente, uma única pessoa, se viver 72 anos, vai lotar um apartamento de cinqüenta metros quadrados, até o teto, com o seu lixo.

Para que se possa estudar com mais propriedade o rastro que cada um vai deixando ao passar pela Terra, foram criados alguns indicadores. Um deles – talvez o mais conhecido – resulta no que se chama de Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que cada um exerce sobre o planeta.

Esse cálculo tenta mensurar conseqüências ambientais de simples atitudes do dia-a-dia até impactos maiores causados pelo desenvolvimento industrial. Assim, pela Pegada Ecológica é possível avaliar como a nossa alimentação, a energia que utilizamos, a maneira pela qual nos transportamos, entre outros fatores, impactam o meio ambiente.

O clima na imprensa
A imprensa brasileira ainda reflete pouco sobre os padrões de consumo na atualidade quando fala sobre mudanças no clima, segundo análise de textos sobre o tema publicados em 50 jornais, entre 2005 e 2007. Apenas 6% de todo o material pesquisado faz alguma menção ao assunto.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Capacidade esgotada – Em 1961, quando os cálculos da Pegada Ecológica começaram a ser realizados pela Global Footprint Network, a população humana já usava 70% da capacidade produtiva anual da Terra. Mas em 19 de dezembro de 1987 foi a primeira vez em que se registrou um nível de consumo de recursos maior do que o planeta é capaz de renovar no período de doze meses.

Desde então, esse cálculo marca o dia do ano em que a humanidade já usou todos os recursos que a natureza irá gerar no período de 12 meses – o chamado “Earth Over Shoot Day”.

Também chamada de Dia "D" do Consumo, a data de esgotamento dos recursos terrestres acontece cada vez mais cedo. Em 1995, ele pulou para o dia 21 de novembro. E em 2007 chegou à marca histórica de 6 de outubro. Em 2008, esse dia foi 23 de setembro. 

Essa diferença entre o que o planeta é capaz de regenerar e o consumo efetivo das populações humanas provoca um saldo ecológico negativo, que vem se acumulando ano após ano, desde a década de 80, e compromete, no longo prazo, a capacidade de sobrevivência da humanidade e de manutenção da vida no planeta como a conhecemos hoje.

O relatório Living Planet 2008 (Planeta Vivo), divulgado em outubro de 2008 pela organização internacional WWF, afirma, com base em cálculos realizados a partir da Pegada Ecológica, que a partir de 2030 a demanda por recursos naturais será o dobro do que a Terra pode oferecer, caso o modelo atual de consumo e degradação ambiental não seja superado. Atualmente, já demandamos 30% a mais da capacidade do planeta.

O cálculo do consumo

Para se entender como o Global Footprint Network chegou a esse dado, é preciso levar em consideração a metodologia usada: a conta é feita considerando toda a biocapacidade do planeta, tais como, água e o espaço físico necessários para o plantio, a pastagem, a pesca etc., ou seja, a habilidade dos sistemas ecológicos de gerar recursos e absorver resíduos num determinado período.

Ao calcular o dia em que a Pegada Ecológica total da humanidade é igual à biocapacidade da Terra (ambos medidos em hectares por ano), os pesquisadores identificam em que data a população da Terra atinge o seu limite de consumo para o período.

De acordo com o Global Footprint Network, dividindo-se a variável da área total de terrenos produtivos da Terra pela variável referente à população mundial obtém-se o valor de 2,3 hectares per capita (que inclui o uso dos oceanos). Nem todo esse espaço deve estar disponível para os seres humanos, uma vez que partilhamos o planeta com cerca de 30 milhões de espécies. Reservando-se 12% para esse compartilhamento, sobram cerca de 2 hectares per capita. Porém, embora 2 hectares por pessoa possam parecer muito (cerca de quatro estádios de futebol), a Pegada Ecológica média é de 2,8 hectares – o que, mesmo assim, representa uma subestimativa.