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sábado, 11 de julho de 2009

Frigoríferos, MPF, Pecuaristas e Estado do Pará firmam TAC


Os frigoríficos Bertin e Minerva, o Governo do Pará, pecuaristas e o Ministério Público assinaram nesta quarta-feira (08/07) um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para estabelecer a evolução de práticas sócio-ambientais na pecuária no estado.

Entre os compromissos assumidos pelos frigoríficos estão a não aquisição de gado de áreas que figurem nas listas de áreas embargadas e de trabalho escravo divulgadas na internet pelo IBAMA e pelo Ministério do Trabalho, respectivamente; que tenham condenação judicial de primeiro grau, e até que esta não seja reformada pelas instâncias superiores, por invasão em terras indígenas, por violência agrária, por grilagem de terra e/ou por desmatamento e outros conflitos agrários; e que haja desmatamento ilegal de novas áreas a partir da data de assinatura do TAC.

O documento inclui ainda o compromisso de que somente serão comprados animais de fornecedores que apresentem, no prazo de seis meses, comprovante de que deu entrada ao pedido de obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA); e, no prazo de 12 meses, o pedido de licenciamento ambiental. Soma-se ainda, a exigência de que o fornecedor tenha a licença ambiental no prazo de 24 meses, e a situação fundiária regularizada no prazo de 60 meses.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Faepa, a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar), principais representantes de pecuaristas e sem-terra no Pará, aderiram como forma de apoio, dando um sinal de que os seus associados também buscarão chegar a um pacto de regularização, ou ao menos seguir as diretrizes proposta.

Para garantir que os termos sejam cumpridos, será realizada uma auditoria por empresa privada, paga com dinheiro estadual e federal, a partir de setembro de 2010.

Com a assinatura do acordo, as empresas que receberam a recomendação do MPF para encerrar os contratos com os frigoríficos poderão retomar as operações, entre eles os grupos Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart, que suspenderam as compras de carne dessas empresas há cerca de um mês.

Os frigoríficos que assinaram o termo de ajustamento de conduta serão retirados das ações que tramitam na Justiça Federal. A expectativa do MPF é que mais frigoríficos assinem o acordo ainda esta semana.

Realmente este acordo representa um passo muito importante! Definitivamente ninguém quer comprar carne de origem suspeita e muito menos contribuir para o desmatamento na Amazônia através deste ato tão cotidiano para alguns…Entretanto, é preciso que o cumprimento do TAC seja acompanhado de perto, para que esta boa iniciativa não termine em “pizza”…

Fonte:
http://envolverde.ig.com.br , data: 10/07/2009, Redação do Carbono Brasil.

sábado, 16 de maio de 2009

Brasileiros caem para 2º lugar em ranking de consumo ambiental


Os brasileiros estão em 2º lugar em um ranking que avaliou a consciência ambiental e os hábitos de consumidores em 17 países. Em 2008, os brasileiros lideravam a lista, mas na nova edição do ranking o Brasil caiu uma posição e foi superado pela Índia.

A pesquisa foi feita através de questionários enviados pela internet a 17 mil pessoas em 17 países. As perguntas eram sobre comportamento dos consumidores em relação a uso de energia, escolhas de transporte, fontes de alimentos, uso de produtos verdes e orgânicos, atitudes em relação ao ambiente e consciência sobre problemas ambientais.

Especialistas em meio ambiente analisaram as respostas e elaboraram o "Greendex 2009" (ou "Índice Verde 2009"). A pesquisa foi feita pela National Geographic Society e pela empresa GlobalScan.

Consumidores dos países emergentes foram considerados mais conscientes do meio ambiente do que os cidadãos de países desenvolvidos. Índia, Brasil e China lideram o ranking. Japão, Canadá e Estados Unidos ocupam os últimos lugares.

O Brasil foi o único país entre os 17 analisados que caiu no ranking deste ano em comparação com 2008. O resultado ocorreu devido a piores hábitos dos brasileiros em relação a consumo de comida, compra de bens e escolhas de transporte.

O pior resultado dos brasileiros, segundo os especialistas, foi no item sobre consumo de alimentos. O país ficou em 14º entre os 17 países.

A pesquisa mostrou que os brasileiros são o segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas da Argentina. 57% dos brasileiros disseram comer bife mais de uma vez por semana. Esse indicador é considerado negativo pelos especialistas, que afirmam que a produção de carne requer um consumo intensivo de água, causando danos ao ambiente.

O Brasil também recebeu uma avaliação pior este ano nas respostas sobre aquisição de bens. Os brasileiros ainda estão entre os consumidores que mais evitam comprar produtos que são nocivos ao ambiente, mas a quantidade de pessoas no Brasil com essa preocupação caiu em 11%, segundo o levantamento.

A boa posição do país no ranking deve-se aos hábitos domiciliares dos brasileiros, considerados os melhores entre os 17 países avaliados. 89% das pessoas que responderam ao questionário no Brasil moram em residências com menos de 5 quartos. Os brasileiros também estão usando mais fontes limpas de eletricidade e, graças ao clima tropical, não utilizam sistemas de aquecimento nas suas casas com a mesma frequência que consumidores dos outros países.
Bacana estarmos bem colocados! Mesmo sabendo que ainda falta muito a ser feito. O consumo de carne realmente é bastante elevado e pode ser reduzido e a questão do transporte é um grande desafio a ser solucionado, juntamente com uma infinidade de outros pontos importantes... Mas vamos caminhando!!!

Fonte do texto: Por BBC Brasil, http://www.bbc.co.uk/portuguese, 15/5/2009.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vídeo - A Carne é Fraca

Com um caráter de denúncia, o vídeo "A Carne é Fraca", elaborado pelo Instituto Nina Rosa, é bastante informativo e, mais do que isso, é alarmante e chocante! Este vídeo traz vários argumentos sérios sobre os malefícios do consumo de carne, classificando-o como insustentável e identificando-o como uma das causas da poluição de recursos hídricos, da expansão das fronteiras agrícolas sobre florestas, dentre outros males. É um vídeo longo, mas que vale a pena assistir.