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domingo, 12 de dezembro de 2010

Sobre o clima no Brasil

Agora está regulamentado em lei: o Brasil chegará a 2020 emitindo no máximo 2,1 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Mais que isso: fica obrigado a publicar anualmente estimativas do total de emissões do país, que facilitarão a verificação do compromisso assumido.

O decreto de regulamentação da Política Nacional de Mudanças Climáticas foi assinado na quinta-feira pelo presidente Luiz e anunciado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na conferência do clima em Cancún.



Com a lei regulamentada, o Brasil se torna o primeiro país em desenvolvimento a estabelecer um limite absoluto para o quanto vai poluir. O teto autoimposto pelo Brasil representa ainda uma redução absoluta de 6% em relação a 2,2 bilhões de toneladas que o país emitia em 2005, ano do último inventário de gases estufa.

Fonte: Folha de São Paulo

Sobre o clima



A COP 16 chegou ao fim e foram adotados os acordos de Cancun. Nessa edição dois pontos podem ser destacados. 1) não houve, como se temia, um retrocesso na adesão e perspectivas de continuidade do Protocolo de Kyoto e 2) foram estabelecidas bases bem mais firmes para compromissos multilaterais vinculantes em 2011, que também já servem para sinalizar o caminho para acordos bilaterais ou regionais, e para ações das empresas e outros atores sociais.

Após o desânimo surgido como conseqüência da falta de resultados em Copenhague, na CoP-15, os resultados de Cancun refletem mais esforços de um grande número de países progressistas, comunidades, empresas e indivíduos em todo o mundo.

Cancun não conseguiu levar o processo de negociação multilateral até o final, como em todas as outras COPs, mas a diferença foi a impressão de que a pressão pública pela mudança começou a influenciar as ações políticas nas negociações internacionais.

Cancun mostrou que a grande maioria dos países está pronta para se comprometer, e que muitos querem contribuir com uma resposta global ambiciosa com relação às mudanças climáticas, que possa ajudar na transição da economia global, gerando benefícios para todos.
Muito mais é necessário e talvez o grande impecilho de um acordo conjunto global seja um grupo de governos que cria obstáculos em qualquer fórum onde o tema é discutido. Países como Japão, Rússia e Estados Unidos mantêm pontos em relação aos quais rejeitam compromissos firmes. É o motivo pelo qual em Cancun não se chegou a um acordo sobre a redução mais profunda de emissões e a um maior apoio financeiro para os países mais vulneráveis aos riscos dos impactos climáticos.

As principais economias emergentes - como China, Índia e Brasil - mostraram flexibilidade e respaldaram a sua retórica política com avanços concretos em relação à redução de emissões de carbono. Os membros do Dialogo de Cartagena, um grupo de países em desenvolvimento e desenvolvidos com estratégias avançadas para a redução de carbono, também apresentaram formas de compromissos interessantes. Estes e outros países estão emergindo na liderança de um grupo que será crucial para o êxito na próxima COP, em Durban, e para uma resposta global para as mudanças climáticas – dentro e fora da UNFCCC.

A sobrevivência dos povos, das espécies, dos ecossistemas e dos países ainda está sobre a mesa. Para garantir a vida, devemos manter o aquecimento global inferior a 1.5ºC. A trágica ironia é o informe divulgado pela NASA durante as últimas horas das negociações em Cancun, segundo o qual o ano de 2010 entrará na história como o mais quente de todos os tempos, desde que são feitos os registros. Se não queremos que os próximos anos sejam ainda mais quentes, devemos começar já a fechar a brecha entre as metas atuais de mitigação, e o que a ciência diz ser necessário. E temos que fazê-lo rapidamente.

Fonte: http://www.tictactictac.org.br/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Recado Greenpeace para ciberativistas!


Gente, repasso para vocês um recado do Greenpeace Brasil sobre a COP - 16, disponível no seguinte link: http://click2.virtualtarget.com.br/index.dma/DmaPreview?4098,3,91016,3b28a11c2c6f42032498576bf472444b,2


Olá, ciberativista


A frase “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima” nunca fez tanto sentido como na 16ª Conferência do Clima (COP16), que acontece em Cancún um ano após o fracasso da 15ª conferência em Copenhague.


As expectativas de se obter um consenso sobre as responsabilidades de cada país no controle do aquecimento global e um comprometimento legal entre eles são quase zero. O Greenpeace está na conferência e mantém a pressão sobre os governos. Siga-nos no Twitter e no Facebook para acompanhar o que acontece na COP16, ou entre direto no nosso site e no blog para ler as últimas notícias.


Os desastres ambientais causados pelas mudanças climáticas, como secas recordes e tempestades violentas, mostram que a demanda por um acordo de controle do aumento da temperatura global continua urgente.


Se os representantes de Estado não querem ficar com a imagem de que estão a passeio em Cancún, precisam avançar nos debates. Os pontos que queremos ver resolvidos englobam a decisão sobre o futuro do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, um fundo que financiará a adaptação dos países para uma economia de baixo carbono e mecanismos de proteção de florestas nativas (conhecido como REDD).


Abraço,

Nicole Oliveira

Coordenadora da Campanha de Clima do Greenpeace Brasil

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

COP 16: uma nova frustação?


A COP-16, 16ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática (COP-16), que está acontecendo no México, entre 29 de novembro e 10 de dezembro de 2010, já está dando o que falar...


A ideia central é que o mundo retome as negociações climáticas lideradas pelas Nações Unidas em Copenhague, que geraram um acordo sem muita expressão, dada ausência de um prazo determinado para um tratado legal e vinculante entre os países.


Em Copenhague, Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, celebrou o acordo, originalmente negociado com a China e outras economias emergentes, como sendo um passo histórico e prometeu a aumentar "o impulso que estabelecemos em Copenhague." Contudo, cabe lembrar que China e EUA são os principais emissores de gases causadores do efeito estufa (g.e.e.) e que até agora a agenda dos dois não reflete urgência no assunto.


Em função disso, as expectativas com relação à celebração no México de importantes compromissos nacionais para redução de emissões de g.e.e. estão em baixa.


Lula, o presidente do Brasil, tem uma posição cética com relação à COP-16. Segundo o governante, que não comparecerá à reunião de Cancún, o mundo não pode ter nenhuma expectativa para a COP-16. "Não vai nenhum grande líder. No máximo irão ministros do Meio Ambiente", por isso "não se deve esperar nenhum avanço", disse o presidente.


Lula reiterou, ainda, a sua decepção com a cúpula realizada em Copenhague, da qual disse que estava "tudo pronto para chegar a um acordo fantástico", que, em sua opinião, afundou pela posição dos países mais desenvolvidos e, em particular, dos Estados Unidos.


"Existe um risco muito grande de que tenhamos perdido o impulso", afirmou um importante delegado sobre a luta contra as emissões, que causam ciclones mais poderosos, extinguem espécies, causam secas e deslizamentos e aumentam os níveis dos oceanos.


Por outro lado, uma mudança para o México, um país no meio do caminho entre os ricos e os pobres, pode ajudar as negociações que quase fracassaram em meio a alegações de Sudão e Venezuela de que a anfitriã Dinamarca estava inclinada em favor dos interesses dos ricos. O México "pode ser muito melhor, para preencher essa difícil tarefa de construir pontes," disse Kim Carstensen, chefe da iniciativa climática global do grupo ambiental WWF.


O responsável para a Mudança Climática do Governo mexicano, o embaixador Luis Alfonso de Alba, afirmou que não se pode esperar medidas drásticas em Cancún, mas que o encontro faz parte de um longo processo.


A próxima reunião da ONU sobre o clima será uma sessão semestral entre autoridades na cidade alemã de Bonn, de maio 31 a 11 de junho próximos.


O primeiro período do Protocolo de Kyoto, que vincula todos os países exceto pelos EUA a cortar emissões, vale até 31 de dezembro de 2012.


Será que dá tempo para ficar nesse longo processo de negociações?


Postagens baseadas nas informações divulgadas no portal MSN Verde, através do seguinte link: http://verde.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26583808&page=2

Imagem obtida no site oficial do evento: http://cc2010.mx/en/