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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Enquanto são discutidas as alterações no Código Florestal...

... cresce o desmate na Amazônia


O sistema de monitoramento por satélite Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), conseguiu detectar um aumento de aproximadamente 27% do desmatamento nos nove Estados da Amazônia Legal acumulado entre agosto do ano passado e abril, se comparado com o mesmo período anterior.  A área desmatada passou de 1.455 km2 para 1.848 km2.

Durante a divulgação dos dados nesta quarta-feira, Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, classificou a situação de preocupante e disse que o governo criou um gabinete de crise para lidar com o aumento, mas negou que ele tenha relação com a discussão sobre o Código Florestal. 

Essa versão já vinha sendo adotada pelo próprio Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Proprietários estariam desmatando na expectativa de serem futuramente anistiados pelas reformas no código.  Versão com a qual eu coaduno!

No Estado, o desmate ocorreu com técnicas antigas e agressivas, como o "correntão", na qual tratores ligados por uma corrente varrem a floresta, derrubando as árvores no caminho.   Meu Deus, será que realmente o IBAMA não tem como controlar esse tipo de crime ambiental, tão absurdo???

Só entre março e abril, o salto no Estado foi de 444%: saiu de 75 km2 para 408 km2. É o maior número desde, ao menos, agosto de 2008.

OPERAÇÕES

O aumento detectado pelo Deter fez com que o Ibama concentrasse suas operações na Amazônia, conforme revelado pela Folha. Se entre janeiro e maio de 2010 foram feitas 25 operações e embargados 4 mil hectares, nos primeiros cinco meses deste ano foram 58 operações e embargados 37 mil hectares.  

Para mim, esses dados são o reflexo do descaso desse governo com a questão ambiental no país.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 15 de março de 2011

Almanaque Brasil Socioambiental disponível para download


Com 552 páginas, dez ensaios fotográficos e 85 verbetes, o Almanaque Brasil Socioambiental 2008 está disponível para download. Assim como em sua primeira edição, de 2005, traz um panorama atualizado dos ambientes brasileiros – Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Zona Costeira -, aborda as grandes questões socioambientais contemporâneas, e tem capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento.

Contém ainda um capítulo inteiro sobre Mudanças Climáticas. O tema permeia toda a publicação, que traz informações específicas sobre as ameaças que as alterações no clima representam para cada região do Brasil a partir de cenários pessimistas ou otimistas, seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, e quais os desafios que se colocam daqui para frente, no Brasil e no mundo.

Cartões-postais brasileiros ameaçados revelando a situação de paisagens, regiões ou lugares do País que vêm sendo afetados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso também integram a publicação. Os textos foram produzidos por 122 colaboradores, entre jornalistas, ativistas e especialistas das mais diferentes áreas. Um mapa-pôster destaca os efeitos da ação humana sobre o território brasileiro.


Fonte do texto e do material: ISA, Instituto Socioambiental.

Link: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3266

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FAS e Banco Mundial: intercâmbio com a África


A FAS – Fundação Amazonas Sustentável, em parceria com o Banco Mundial, recebe líderes africanos para visita técnica ao Brasil, entre 2 e 11 de fevereiro,com o objetivo de promover a troca de experiências relacionadas aos programas de REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação - e ao manejo florestal no País. A Organização será responsável por uma série de eventos - seminário, visita em campo e rodas de debate.

Com o objetivo de mostrar aos participantes os avanços importantes do Brasil em políticas, implementação do REDD e do manejo florestal comunitário, a visita reunirá mais de 20 participantes de seis países da África (Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Madagáscar e República do Congo), atualmente engajados na temática.

A primeira parte do programa será um seminário no Rio de Janeiro. Sob o tema “Avanços e desafios para política florestal no Brasil: REDD+ e Manejo Florestal”, o evento será realizado no BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

As etapas seguintes serão visitas a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas, onde a FAS implementa o Programa Bolsa Floresta, e a uma Floresta Nacional no Pará, que permitirão aos participantes conhecerem o processo de implementação do REDD no Brasil. Em cada etapa, grupos de trabalho discutirão como as experiências apresentadas poderão ser aproveitadas em cada país.

Esse tipo de troca de experiências, que traduzem a Cooperação Técnica Internacional na área ambiental, é de suma importância, ampliando o conhecimento de todos os países envolvidos na implantação e execução do REDD.

Fonte da notícia e da imagem: http://www.fas-amazonas.org/pt/

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seca na Amazonia, baixa no Rio Solimões


Em 30 anos de medições nos rios Solimões em Tabatinga atingiu o recorde de baixa, chegando a serem marcadas nas réguas localizadas ao longo do leito do rio - 86 cm.

O reflexo da seca atinge cidades abastecidas pelo Solimões ou afluentes, como
Uarini (AM). "O rio secou inteiro diante do município. Do alto, você consegue ver que ele foi bem atingido", diz o fotógrafo Rodrigo Baleia, que percorre a região amazônica em busca de imagens há cerca de 10 anos.

A foto acima retrata um barco que encalhou em um banco de areia.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Seminário Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável - BH


Estão abertas as inscrições para o Seminário Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável. O evento que acontecerá nos dias 21 e 22 de outubro, das 9h às 18h, no Audiório 1 da Faculdade de Ciências Econômicas (Campus Pampulha) da UFMG.

Podem se inscrever estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados no tema. As inscrições são realizadas por meio do site da Fundep com investimento de R$20.

De acordo com o coordenador do seminário, professor Fausto Brito, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da UFMG, o evento atende ao chamamento da UNESCO - que elegeu 2010 como ano ano da Biodiversidade. "Dentro do calendário de comemorações que estão ocorrendo no mundo inteiro, a proposta é pensar, aqui no Brasil, as grandes questões relativas à biodiversidade, desde aspectos relacionados ao clima até aos que dizem respeito às políticas públicas", enfatiza Brito.

As mesas e debates abordarão como eixos temáticos: Biodiversidade e mudanças climáticas: o caso da Amazônia; Os grandes biomas brasileiros e o desenvolvimento sustentável: o caso do Cerrado; Desenvolvimento econômico e expansão urbana: a degradação da Mata Atlântica; Mineração, recursos hídricos e biodiversidade; Biodiversidade, biotecnologia e desenvolvimento sustentável; Recuperação da biodiversidade em áreas degradadas e Biodiversidade e políticas públicas no Brasil. Entre os conferencistas Dr. José Antônio Marengo Orsini, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Dr. Roberto Messias Franco - ex-presidente do Ibama.

Outras informações pelo 3409-4220 ou no http://www.proex.ufmg.br/

sábado, 2 de outubro de 2010

Amazônia, a arte - BH

A pluraridade da Amazônia no contexto da arte brasileira poderá ser conferida a partir de 15 de outubro no Palácio das Artes, durante a exposição Amazônia, a arte. Idealizada por Paulo Herkenhoff, com curadoria de Orlando Maneschy, a mostra já foi exibida no Museu Vale – ES, e chega a Belo Horizonte completa, com pinturas, fotografias, objetos, vídeos e instalações.

A produção reúne obras de 32 artistas dos Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia e Maranhão, além de Claudia Andujar, Cildo Meireles e Katie van Scherpenberg, convidados especialmente para participar da exposição. E requer um olhar pausado, atento, que se adapta a um percurso e ambiente novos, como quando se adentra na própria selva; convida o visitante a se permitir vagar, observar os detalhes desde o primeiro momento, desde o primeiro passo.

No dia 14 de outubro, às 18h, haverá também uma mesa-redonda com Paulo Herkenhoff, Orlando Maneschy e os artistas Emmanuel Nassar, Éder Oliveira, Marcone Moreira, Melissa Barbery e Alexandre Sequeira no Teatro João Ceschiatti.


Evento: Amazônia, a arte
Data: 15 de outubro a 23 de dezembro
Local: Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima; Espaço Mari’Stella Tristão
Horário: terça a sábado: 09h30 às 21h; domingo: 16h às 21h
Entrada franca
Informações: (31) 3236-7400

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Nobel Alternativo

O bispo brasileiro Erwin Kräutler, nascido na Áustria está entre os premiados pela fundação Right Livelihood Award, pelo prêmio conhecido como "Nobel alternativo", que premia pessoas comprometidas na busca e aplicações de soluções para os problemas mais urgentes do mundo atual.

Kräutler vive há mais de 40 anos no Pará, na região amazônica, e atualmente preside o Comitê Indígena Missionário. O bispo, que teve como companheira de luta a missionária Dorothy Stang, morta por pistoleiros em 2005, recebeu o prêmio por seu compromisso com os indígenas e a Amazônia.


Esse prêmio foi criado em 1980, não tem ligação oficial com o Nobel original e será entregue em 6 de dezembro, no Parlamento sueco.

Outro premiado, o nigeriano Nnimo Bassey, foi reconhecido por sua defesa do meio ambiente frente às petrolíferas. Cada premiado receberá um prêmio de 50 mil euros.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Boas Novas!


Segundo o site TERRA (www.terra.com.br) o governo brasileiro trabalha com a indicação de que o desmatamento na Amazônia, no período 2009/2010, será o menor da série histórica, iniciada em 1977 - superando inclusive o resultado recorde verificado no período anterior (2008/2009).

Este ainda não é o numero oficial, que ainda é processado pelo Prodes (Inpe), e deverá ser divulgado em novembro. O MMA já considera "viável" esperar algo entre 5.000 km² e 6.000 km² de área desmatada no período.

"É claro que temos de ser cautelosos, pois o resultado pode ser afetado por uma série de fatores. Mas pelos nossos cálculos, dá para falar de algo em torno de 5.000 a 6.000 km²", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Se o número for confirmado, o país terá conseguido antecipar, para este ano, a meta de desmatamento prevista para 2015, de acordo com Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Pelas metas, o desmatamento na Amazônia Legal terá de cair para 5.000 km²até 2017.

O Brasil já havia registrado queda recorde no desmatamento no período de 2008/2009, quando as derrubadas somaram 7.400 mil km².

FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4686885-EI306,00-Dados+previos+indicam+queda+recorde+de+desmatamento+na+Amazonia.html

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mulheres da Amazônia protestam contra Belo Monte

Belo Monte


Hoje, dia 16 de setembro, às 9h, no município de Altamira, sudoeste do Pará, na Casa da Cultura, acontecerá o encontro "Mulheres e Movimentos na Amazônia".
O objetivo do evento é refletir sobre as políticas públicas para as mulheres e o desafio das mulheres frente aos grandes projetos na Amazônia. As mulheres são provenientes de 11 municípios da região do Xingu e Transamazônica, onde o governo federal espera construir a hidrétrica de Belo Monte.
No dia da abertura haverá uma vigília, às 19h, em defesa do Xingu e contra Belo Monte, em frente a Eletronorte, na orla de Altamira.
Maiores informações: Antonia Pereira Martins: (093) 9146-9306
FONTE - http://rogerioalmeidafuro.blogspot.com/ (Contribuição: Isabela Welter)

Entenda o histórico da Usina de Belo Monte:

domingo, 12 de setembro de 2010

Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente

O Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente foi instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, em 2002, com o objetivo de valorizar e incentivar iniciativas de proteção do meio ambiente que contribuam para a promoção do desenvolvimento sustentável da região amazônica brasileira. Em 2010 premiará as categorias: Liderança Individual, Organização da Sociedade Civil, Negócios Sustentáveis, Educação Ambiental, Saúde e Meio Ambiente e Município.O Prêmio é coordenado e executado pelo Departamento de Articulação de Ações da Amazônia - DAAM vinculado à Secretaria Executiva - SECEX.

Categorias:
I - Liderança Individual: será premiada pessoa física que demonstre, com a conclusão do trabalho realizado, ter atingido liderança institucional ou em comunidades na busca de soluções e no empreendimento de ações que impulsionem o desenvolvimento socialmente equânime de populações da Amazônia brasileira, com base no uso produtivo racional e sustentável dos recursos naturais da região;
II - Organização da Sociedade Civil: será premiada a organização da sociedade civil com atuação marcante na Amazônia brasileira, inclusive entidades de classe, independente do porte, área de atuação e origem -, que se destaque pela sua atuação na área de meio ambiente na Amazônia brasileira; pela distribuição equânime dos frutos e oportunidades do progresso material obtido; pelo contribuição notável no aumento da participação de populações locais nas decisões que afetam seu modo de vida; pelo desenvolvimento de alternativas econômicas sustentáveis, de manejo participativo de recursos naturais ou de parcerias com o setor público na melhoria da qualidade da implementação de políticas públicas na região;
III - Negócios Sustentáveis: será premiada pessoa jurídica de direito privado, com ou sem fins lucrativos, independente do porte ou do ramo de atividade, cujas atividades produtivas tenham resultado na ampliação efetiva de mercados para a produção sustentável, de baixo impacto ambiental, com inovação tecnológica e geração de emprego e renda na Amazônia brasileira;
IV - Educação Ambiental: será premiada instituição privada, segmentos ou coletivos de instituições da sociedade - independente do porte, área de atuação e origem - com atuação marcante na Amazônia brasileira cujas iniciativas, ações, processos, produtos, publicações e eventos de Educação Ambiental, formal (espaço escolarizado), não-formal (espaço não escolarizado) ou informal (nos meios de comunicação de massa) demonstrem ter contribuído para a Educação Ambiental como um instrumento efetivo de construção de princípios e valores para uma sociedade sustentável, considerando as diversas dimensões da sustentabilidade social, ambiental, política, econômica e cultural;
V - Saúde e Meio Ambiente: será premiada a iniciativa desenvolvida por entidade privada ou por instituição da sociedade civil - independente do porte, área de atuação e origem - que tenha por objeto a melhoria da relação saúde humana e meio ambiente na Amazônia brasileira;
VI - Município: será premiado o município da Amazônia Legal que se destaque em ações de conservação do ambiente natural no seu território, com especial atenção para medidas de prevenção e controle do desmatamento e de recuperação de áreas degradas; de gestão ambiental das áreas urbanas; e de promoção e incentivo às iniciativas econômicas ambientalmente sustentáveis.

Período de inscrições:
As inscrições serão gratuitas e efetuadas no período de 18 de junho a 31 de agosto de 2010. PRORROGADO: até 17 de setembro de 2010.

Endereço para envio de inscrição:
Por remessa via Sedex, endereçada ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, Caixa Postal nº 10805, CEP 70.306-970, Brasília/DF.
Via internet: http://sistemas.mma.gov.br/chicomendes

Endereço para informações:
Coordenação da Comissão Organizadora do Prêmio Chico Mendes - Ministério do Meio Ambiente. Endereço: SEPN 505, Bloco “B”, Edifício Marie Prendi Cruz, 2º andar, CEP: 70.730-542, Brasília/DFE-mail: <premiochicomendes@mma.gov.br> Telefones: (61) 2028-2078 / 2028-2093 / 2028-2090

Ficha de Inscrição:
Via Internet: http://sistemas.mma.gov.br/chicomendes

domingo, 22 de agosto de 2010

MAIS SOBRE A AMAZONIA



Um novo levantamento feito pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazonia) informou que a Amazonia perdeu 29 areas protegidas entre 2008 e 2009.

"Por pressão de madeireiros, fazendeiros, mineradores ou do próprio governo, 29 áreas protegidas na Amazônia foram reduzidas ou extintas entre 2008 e 2009.

O total de florestas perdidas no processo foi de 49 mil km2, quase um Rio Grande do Norte. As reduções ocorreram sem consultas públicas ou estudos técnicos, como manda a lei."


O estudo mostra ainda que o estado de Rondônia é o mais desmatado da Amazônia. O estado reduziu duas unidades de conservação estaduais e extinguiu dez, além de ter negociado com o governo a redução da Floresta Nacional Bom Futuro, unidade federal.

Atualmente o que sobrou de Rondônia são áreas protegidas. E existe um forte agravante: A indústria madeireira local é forte, fazendo com que as Unidades de Conservação sofram muita pressão.

O maior absurdo de todos é que a maneira de reduzir as unidades de conservação foi proporcionado pelo próprio governo.


"O instrumento usado pelo governo do Estado para acabar com as áreas protegidas foi próprio zoneamento ecológico-econômico do Estado, lei que disciplina a ocupação das terras. As unidades de conservação nas zonas de intensificação da produção foram consideradas extintas."



Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 14 de março de 2010

Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM


Achei muito interessantes os projetos desse Instituto. O IPAM é uma organização ambiental não - governamental fundada em 1995 que se propõe a contribuir para um processo de desenvolvimento da Amazônia que atenda às aspirações sociais e econômicas da população.

O IPAM está disponibilizando gratuitamente em seu site um curso rápido sobre mudança climática. A idéia é que, sem sair de casa ou do escritório, internautas possam entender essa importante questão que envolve todo o planeta e a vida de cada um. O curso é resultado do esforço conjunto entre o IPAM e duas organizações norteamericanas: National Environment Education Foundation (NEEIF) e Cooperativa Program for Operational Meteorology Education and Training (COMEI).

A partir do site do IPAM, o usuário tem acesso ao curso introdutório, dividido em cinco seções: Terra e seu Clima; Evidências das Mudanças Climáticas; Projeções para o Futuro; a Floresta Amazônia e Mudanças Climáticas; e Acordos Internacionais. O curso, que pode ser concluído em duas horas, é simples o suficiente para atender àqueles com pouco ou nenhum conhecimento sobre o tema e diversificado e completo o suficiente para auxiliar jornalistas e professores.

Eu vou assistir essa semana!


quarta-feira, 3 de março de 2010

Exposição das Ilustrações botânicas de Margaret Mee




Fotos: Jaime Acioli e Acervo Academia Brasileira de Ciências

A delicadeza das telas de uma das mais importantes ilustradoras e botânicas do século XX serão expostas nas galerias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A exposição Margaret Mee – 100 anos de vida e obra - será aberta ao público no dia 03 de março.

A inglesa Margaret Mee traduziu em pinturas o seu deslumbramento pela flora brasileira.

Na exposição, o público poderá conferir os desenhos da artista inspirados na Caatinga brasileira. A mostra traz cinco trabalhos que ilustram o livro da Academia Brasileira de Ciência sobre o tema.

As galerias do Palácio das Artes receberão também uma coleção de 23 pranchas dedicadas somente à espécie das ORCHIDACEAS, pintada ao longo de quatro décadas. Ainda nesta coleção, está a maior prancha pintada por Margaret Mee, um tronco recoberto por orquídeas e bromélias enraizadas lado a lado. Um DVD com cenas da Margaret Mee em sua última viagem a Amazônia, em 1988 completa a mostra.

Visite a exposição até o dia 14 de abril! A entrada é franca.

Evento: Margaret Mee – 100 Anos de Vida e Obra

Data: 03 de março a 11 de abril

Local: Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta

Horário: Terça a Sábado: 9h30 às 21h e Domingos das 16h às 21h

Entrada franca

Informações: 31 – 3236-7400

sábado, 11 de julho de 2009

Frigoríferos, MPF, Pecuaristas e Estado do Pará firmam TAC


Os frigoríficos Bertin e Minerva, o Governo do Pará, pecuaristas e o Ministério Público assinaram nesta quarta-feira (08/07) um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para estabelecer a evolução de práticas sócio-ambientais na pecuária no estado.

Entre os compromissos assumidos pelos frigoríficos estão a não aquisição de gado de áreas que figurem nas listas de áreas embargadas e de trabalho escravo divulgadas na internet pelo IBAMA e pelo Ministério do Trabalho, respectivamente; que tenham condenação judicial de primeiro grau, e até que esta não seja reformada pelas instâncias superiores, por invasão em terras indígenas, por violência agrária, por grilagem de terra e/ou por desmatamento e outros conflitos agrários; e que haja desmatamento ilegal de novas áreas a partir da data de assinatura do TAC.

O documento inclui ainda o compromisso de que somente serão comprados animais de fornecedores que apresentem, no prazo de seis meses, comprovante de que deu entrada ao pedido de obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA); e, no prazo de 12 meses, o pedido de licenciamento ambiental. Soma-se ainda, a exigência de que o fornecedor tenha a licença ambiental no prazo de 24 meses, e a situação fundiária regularizada no prazo de 60 meses.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Faepa, a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar), principais representantes de pecuaristas e sem-terra no Pará, aderiram como forma de apoio, dando um sinal de que os seus associados também buscarão chegar a um pacto de regularização, ou ao menos seguir as diretrizes proposta.

Para garantir que os termos sejam cumpridos, será realizada uma auditoria por empresa privada, paga com dinheiro estadual e federal, a partir de setembro de 2010.

Com a assinatura do acordo, as empresas que receberam a recomendação do MPF para encerrar os contratos com os frigoríficos poderão retomar as operações, entre eles os grupos Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart, que suspenderam as compras de carne dessas empresas há cerca de um mês.

Os frigoríficos que assinaram o termo de ajustamento de conduta serão retirados das ações que tramitam na Justiça Federal. A expectativa do MPF é que mais frigoríficos assinem o acordo ainda esta semana.

Realmente este acordo representa um passo muito importante! Definitivamente ninguém quer comprar carne de origem suspeita e muito menos contribuir para o desmatamento na Amazônia através deste ato tão cotidiano para alguns…Entretanto, é preciso que o cumprimento do TAC seja acompanhado de perto, para que esta boa iniciativa não termine em “pizza”…

Fonte:
http://envolverde.ig.com.br , data: 10/07/2009, Redação do Carbono Brasil.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais uma do Governo Federal...


Dando continuidade às postagens anteriores, é necessário comentarmos a Medida Provisória nº 458 de 2009, que apesar de não atacar a legislação ambiental brasileira ataca, de forma direta, a Amazônia e o meio ambiente, como um todo.

A MP nº 458/2009 permite legalizar milhares de posses de terras públicas com até 1.500 hectares (15 km²) nos Estados Amazônicos.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva “um processo de regularização fundiária bem conduzido é essencial para estabelecer e promover direitos e para o combate estrutural ao desmatamento. Contudo, o processo em curso servirá para legalizar grileiros, comprometendo esforços de seis anos do próprio governo para reduzir o desmatamento na Amazônia”. E a ambientalista ainda completa que a referida medida “coloca a Amazônia em risco, a pretexto de resolver a crônica desorganização fundiária”.
A MP citada já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, apesar de que na posição da ex-ministra tal medida inaugure o festival de grilagem na região e abra portas para mais concentração agrária.

Segundo dados do INCRA, divulgados pela Folha de São Paulo, as mini e pequenas propriedades, de até 04 módulos fiscais (400 hectares), representam 80% do total, mas ocupam apenas 11,5% da área a ser regularizada. As médias e as grandes, que são apenas 20% do total, ocupam 88,5% da área. Para a ambientalista, a regularização beneficiará os “grandes” em nome dos “pequenos” e da questão social. Pergunto se isso não seria um contra-senso, uma reforma agrária às avessas?

A ex-ministra finaliza a sua coluna no jornal mencionado argumentando que “falta espaço para listar os problemas da MP 458. E todos estarão nas mãos do Senado”.

Fato é que Marina Silva, enquanto ex-ministra do Meio Ambiente e enquanto profunda conhecedora da realidade amazônica, possui muita propriedade para falar do assunto. Portanto, temos que levar em consideração as suas críticas.

Por outro lado, há quem diga que a medida trará um avanço significativo para os moradores da região, que finalmente poderão utilizar as áreas de maneira legal, dando-lhes utilização adequada, de acordo com a função social da propriedade e respeitando as normas ambientais. Será?

Finalizo essa postagem concluindo que o grande temor que reina é que a MP 458/2009 cause um aumento do desmatamento na região amazônica, alinhado à falsa idéia de que a “grilagem compensa”... Agora a questão terá que ser decidida pelo Senado.

Fonte: Folha de São Paulo, 18/05/2009, Caderno Opnião, artigo: “Leitura Obrigatória”, autoria: Marina Silva.


domingo, 3 de maio de 2009

Floresta Amazônica: Balé em BH

Na companhia de 60 bailarinos do Theatro Municipal, Ana Botafogo protagonizará o balé Floresta Amazônica, criado nos anos 1970 pela coreógrafa Dalal Achcar a partir de trilha composta nos anos 1950 por Heitor Villa-Lobos. A montagem que os mineiros verão é a mesma realizada em 2000, durante as comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Será a primeira vez que o espetáculo, que mistura no enredo elementos naturais aos índios e figuras lendárias, sairá do Rio. A história começa com a chegada do homem branco à floresta e seu encontro com uma ninfa, protagonizada por Ana Botafogo. O visual lembra o de uma mata tropical e, para dar vida à proposta, dezenas de técnicos foram escalados, incluindo profissionais reconhecidos, como o iluminador Maneco Quinderé e o cenógrafo Hélio Eichbauer.

Detalhes:


Palácio das Artes

Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Espetáculo Floresta Amazônica 16 e 17 de maio - Grande Teatro

Data: 16 e 17/05

Horário: Sábado e domingo às 20h

Classificação Etária: livre

Duração: 2h

Ingressos: Platéia I: R$ 60 (inteira); R$30 (meia-entrada*); Platéia II: R$50 (inteira); R$25 (meia-entrada*); Platéia Superior: R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada*)

Balcão de Informações: (31) 3236-7400 - Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo, de 14h às 21h

Parece muito interessante! Acho que é um ótimo programinha cultural!
Fonte: Jornal Estado de Minas, Caderno Divirta-se, Seção: Teatro, 04/04/2009 e site do Palácio das Artes (http://www.fcs.mg.gov.br/home/).

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ONGs repudiam MP que dispensa licenciamento p/ asfaltar rodovias

Um grupo de ONGs divulgou nota pública repudiando a aprovação na última segunda-feira (13/04), pela Câmara dos Deputados de uma emenda à Medida Provisória nº 452/08, que dispensa do licenciamento ambiental prévio a pavimentação de rodovias.

As instituições que assinam a carta consideram inaceitável a alteração, em especial porque na Amazônia está comprovado que o asfaltamento é diretamente responsável pelo processo de desmatamento. A nota das organizações também coloca em questão a prioridade dada pelo governo federal à pavimentação da Rodovia Manaus - Porto Velho (BR-319), considerada inviável.

"Enquanto as várias rodovias que cortam a Amazônia se encontram em estado crítico de conservação, penalizando milhões de pessoas que dependem delas para a sobrevivência, o ministro dos transportes desvia toda a capacidade de investimento do ministério para abrir outra frente, expondo o coração da Amazônia à grilagem e ao desmatamento", avalia o coordenador do Instituto Socioambiental, Marcio Santilli.

A nota foi encaminhada à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Leia abaixo a íntegra da nota.

NOTA PÚBLICA SOBRE PAVIMENTAÇÃO DE ESTRADAS NA AMAZÔNIA
As organizações abaixo assinadas manifestam-se totalmente contrárias à tentativa de extinguir o licenciamento ambiental para pavimentação de estradas abertas conforme previsto no projeto de lei de conversão da medida provisória 452/2008 aprovado ontem (14/04/2009) pela Câmara dos Deputados. A proposta pretende burlar a Constituição Federal, uma vez que é notório que o impacto maior ocorre após a pavimentação.
Do mesmo modo consideramos inaceitável o asfaltamento da BR 319, obra sem viabilidade ou justificativa comprovadas, desconectada de qualquer projeto de desenvolvimento regional. A prioridade dada a essa estrada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) atende interesses outros que não a ligação entre duas capitais do norte do país. O asfaltamento da BR 319 servirá apenas para abrir a região mais remota e preservada da Amazônia à ocupação desordenada, além de deteriorar, via forte pressão migratória, a qualidade de vida da cidade de Manaus.
A pavimentação de estradas é o maior vetor de desmatamentos na Amazônia. Historicamente 75% dos desmatamentos da região ocorreram ao longo das rodovias pavimentadas, como ocorreu na Belém-Brasília (BR 010), na Cuiabá-Porto Velho (BR 364) e no trecho matogrossense da Cuiabá-Santarém (BR 163). O simples anúncio do asfaltamento já é suficiente para estimular o desmatamento e a grilagem, como ocorreu na BR 163, apontada como modelo de implementaçao de infra-estrutura viária na amazônia, mas, ainda assim, uma das regiões onde o desmatamento mais cresceu nos últimos anos. Essas iniciativas ameaçam a sustentabilidade da região e põem em risco as metas de redução de desmatamento assumidas pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - FBOMS
AGB Associação dos Geográfos Brasileiros
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural - AGAPAN
Associação Potiguar Amigos da Natureza - ASPOAN
Bicuda Ecológica
Conservação Internacional
ECOA – Ecologia e Ação
Fórum Carajás
Fórum Permanente de Defesa da Amazônia Ocidental
Fundação Vitória Amazônica - FVA
Greenpeace
Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBA
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Instittuto de Estudos Socioeconomicos (INESC)
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
Instittuto Onça-Pintada
Instituto Centro de Vida (ICV)
Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM)
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
Instituto Ipanema
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Nós também assinamos embaixo! Não há dúvidas de que a pavimentação de estradas acarreta desmatamentos, ocupações irregulares e inúmeros outros impactos ambientais. E isso ocorrendo na região Amazônica é bastante preocupante. Não estamos falando aqui em privar a região dos benefícios gerados pelo asfaltamento de rodovias, impedindo o desenvolvimento econômico da área, apenas ressaltamos que tal procedimento deverá ser precedido de Licenciamento Ambiental já que implica na ocorrência de novos impactos e mais significativos.

Fonte: ISA – Instituto Sociambiental, data: 15/04/2009, disponível em: http://www.socioambiental.org/

sexta-feira, 20 de março de 2009

Frans Krajcberg - Artista em prol do Meio Ambiente







"Meus trabalhos são meu manifesto. O fogo é a morte, o abismo. Ele me acompanha desde sempre. A destruição tem formas. Eu procuro imagens para meu grito de revolta."

Esta frase é de autoria de Frans Krajcberg, pintor, escultor, gravador e fotógrafo, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro.

Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, prosseguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart. Tendo perdido a família na Segunda Guerra Mundial, chegou ao Brasil em 1948, vindo a participar da primeira Bienal de São Paulo, em 1951.

De 1958 a 1964 viveu entre as cidades de Paris, Ibiza e Rio de Janeiro, onde produziu os seus primeiros trabalhos fruto do contato direto com a natureza.

Na década de 1960 morou em uma caverna no Pico da Cata Branca, região de Itabirito, no interior de Minas Gerais. Ali na região, à época, era conhecido como o barbudo das pedras, uma vez que vivia solitário, sem conforto, tomando banho no rio vizinho, enquanto produzia, incessantemente, gravuras e esculturas em pedra.

Em
1964, executou as suas primeiras esculturas com troncos de árvores mortas. Realizou diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal Matogrossense, fotografando e documentando os desmatamentos, além de recolher materiais para as suas obras, como raízes e troncos calcinados. Na década de 1970 ganhou projeção internacional com as suas esculturas de madeira calcinada.

Ao longo de sua carreira, o artista, dentre outras atitudes em prol do Meio Ambiente:
-denunciou queimadas no estado do
Paraná;
-denunciou a exploração de minérios no estado de
Minas Gerais;
-denunciou o desmatamento da
Amazônia brasileira;
-defendeu as
tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa para desova;
-postou-se na frente de um
trator para evitar a abertura de uma avenida na cidade de Nova Viçosa.

O artista tem prestado um belo serviço à preservação do Meio Ambiente, denunciando maus-tratos através da sua arte, um verdadeiro caso de amor com a natureza...Vale a pena dar uma olhada no site pessoal dele que traz idéias, trabalhos e atividades do artista:http://www.krajcberg.vertical.fr/