Mostrando postagens com marcador proteção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proteção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de maio de 2011

Para onde vão os royalties da Mineração?


"É sabido que no ano de 2010 a atividade mineradora no Brasil cresceu 15,7%, constituindo-se a maior responsável pela expansão de 7,5% registrada no Produto Interno Bruto (PIB), que alcançou a importante marca de R$ 3,675 trilhões. Em Minas Gerais, a economia do Estado cresceu 10,9% em relação a 2009, superando a média nacional e até mesmo o desempenho econômico do gigante asiático chinês, sendo a mineração o grande destaque, com alta de 31,8%.

Assim, a mineração vem sendo apontada como a ‘tábua de salvação’ da economia brasileira.

Mas para além dessa leitura circunstancial e monocular, é preciso refletir, mormente em Minas Gerais, estado sabidamente minerador, sobre os impactos ambientais e sociais da atividade mineraria, a fim de se alcançar o tão propalado, mas pouco efetivado, desenvolvimento sustentável.

Como ponto de partida para essa reflexão é preciso relembrar que as atividades mineradoras são altamente impactantes sob o ponto de vista ambiental e social e que os recursos minerais são findáveis, sendo certo que em um futuro não muito distante, tradicionais cidades mineradoras estarão com suas jazidas exauridas e dependerão de outras fontes de renda.

A fim de compensar a União, os Estados e os Municípios pela extração de recursos minerários em seus territórios, a legislação vigente prevê o pagamento de royalties a esses entes, sob a denominação de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), com alíquotas variáveis segundo a natureza da substância extraída. No caso do minério de ferro, por exemplo, a alíquota é de 2% sobre o faturamento líquido.

Esse percentual tem sido considerado como muito baixo pelos municípios mineradores (com o que concordamos) e mesmo assim grandes empresas mineradoras não pagam as alíquotas previstas em lei, valendo-se de subterfúgios judiciais para a sonegação dos royalties.

Mas há outra faceta da CFEM que precisa ser melhor conhecida e debatida: a correta aplicação dos recursos arrecadados pelo poder público.

Como os valores da CFEM têm sua origem na compensação pela extração de recursos minerais, atividade degradadora do meio ambiente e temporalmente findável, a prioridade dos investimentos em benefício da melhoria da qualidade ambiental (implantação de estações de tratamento de esgotos e de unidades de conservação, restauração de bens culturais, etc.) e na diversificação das atividades econômicas dos municípios onde ocorre a exploração, mostra-se como uma medida lógica e essencial, uma vez que os valores arrecadados, que não possuem natureza tributária, poderiam compensar efetivamente os efeitos deletérios causados pelos empreendimentos minerários e como instrumento de alcance da futura sustentabilidade econômica, construindo alternativas viáveis para quando o minério esgotar.

Nesse sentido, aliás, a Lei 7.990/89 veda expressamente a aplicação dos valores da CFEM no pagamento de dívidas e no quadro permanente de pessoal, norma rotineiramente descumprida por agentes públicos.

Em Minas Gerais, a Constituição Estadual estatuiu no art. 214, parágrafo 3º., que parte dos recursos estaduais oriundos da CFEM será aplicada em benefício da preservação ambiental. Nos arts. 252 e 253 a Constituição Estadual determina que o Estado assistirá, de modo especial, o município que se desenvolva em torno de atividade mineradora, tendo em vista a diversificação de sua economia e a garantia de permanência de seu desenvolvimento socioeconômico.

Entretanto, passadas mais de duas décadas de vigência, as normas citadas ainda não foram regulamentadas e os valores da CFEM continuam a não cumprir seus objetivos constitucionais.

Em âmbito federal, boa parte dos valores, por força da Lei 8.001/90, deveria ser destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e ao Departamento Nacional de Produção Mineral, órgãos cujas deficiências estruturais são sintomáticas de poucos investimentos para o seu adequado funcionamento.

Já é momento de se perceber que os valores recebidos a título de royalties minerários são estratégicos e podem contribuir em muito para a proteção dos bens ambientais e também para se alcançar a sustentabilidade econômica dos municípios e do estado, mormente após o inevitável exaurimento de suas jazidas.

Esse seria um importante passo rumo ao desejável desenvolvimento sustentável, expressão que precisa, com urgência, deixar o mero campo da retórica."

Marcos Paulo de Souza Miranda
Promotor de Justiça em MG


obs: Hoje, ao ler o site do portal UAI, me deparei com a propaganda que eles fizeram sobre um novo portal voltado para o meio ambiente do Estado de Minas. Entrei e encontrei além dessa entrevista outros textos, curiosidades e informações muito interessantes! Vale a pena conferir.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Enquanto isso no mundo animal...

Para fazer uma pequenina homenagem às mães, resolvi postar aqui umas fotos que vi hoje no site do G1: a luta de uma mamãe hipopotamo contra um crocodilo que queria atacar seus filhotinhos.

Mãe é mãe, quer seja hipopotamo, tartaruga, gata, leoa...

Feliz dia das mães (antecipado!!)




Fonte: G1.com.br

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mata Seca volta a ser protegida

No dia 18 de janeiro de 2008, sem ampla consulta à sociedade civil ou aos órgãos ambientais pertinentes, o governador Aécio Neves sancionou a Lei 17.353, que permitia o desmatamento de até 70% da Floresta Estacional Decidual, também conhecida como Mata Seca. Em 2010, a Lei Estadual 19.096 terminou por retirar de vez o ecossistema dos domínios da Mata Atlântica. Situado no norte do estado, ele é rico em espécies da fauna e flora, inclusive com graus de endemismo. Na última semana, porém, a Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais obteve uma liminar para suspender os efeitos desta última determinação. O argumento usado na Ação Direta de Inconstitucionalidade foi o de que a determinação vai de encontro às diretrizes da Lei Federal 11.428/06, que regulamenta o uso da Mata Atlântica. Agora, a Mata Seca volta a ser considerado um ecossistema associado a este bioma.

Pesquisando por aí....

Achei esse post interessante sobre Mata Seca no blog http://ondepublicar.blogspot.com/, de autoria da Jornalista Adriana Gomes, vejam:

Já nem sei mais o que pensar dessa polêmica que envolve o Norte de Minas. A antes Mata Seca, do bioma cerrado virou Mata Atlântica desde dezembro do ano passado, por obra e graça da caneta iluminada do Lula.
Já naquela época fiquei com o pé atrás, apesar de sempre apoiar tudo que envolve a proteção da Mata Atlântica. Mas alguma coisa não batia.
Continuei a ver os deputados estaduais do PT defenderem cegamente o decreto e quase me convenci, afinal o agronegócio estava desenfreado por aquelas bandas, principalmente com o aumento das áreas de pasto.
Mas aí vi um comentário do Apolo Heringer numa matéria da minha amiga Ana Paula Pedrosa, n' O Tempo, em que ele chama atenção para o engodo que é o decreto.
A pulga coçou mais e acendeu as lamparinas da teoria da conspiração: "o que está por trás daquilo ali?"
E o meu colega Márcio Metzker, antenado, levantou a teoria de que o decreto tem um objetivo muito escuso: acabar com o Jaíba, para sobrar mais água para o projeto da transposição do Rio São Francisco, para beneficiar o Ceará.
Será? - pensei em seguida.
O Projeto Jaíba, no Norte de Minas, tem na irrigação com água do São Francisco, um de seus pontos fortes. Só assim consegue produzir as frutas maravilhosas como mangas, bananas, coco, abacaxi.
A megatransposição, para não dizer mega-alucinação, aliás, megalomania mesmo do São Francisco tem um senão : a vazão pode não ser suficiente. Faltam bens uns milhares de metros cúbicos de água para poder beneficiar condignamente os produtores de camarão do Ceará, amiguinhos do Ciro Gomes, o grande defensor do assassinato do Velho Chico.
Com a reclassificação da mata no Norte de Minas, o Jaíba já dá mostras de estrangulamento, segundo a matéria da Ana Paula. As terras caíram de preço e não conseguem ser vendidas.
Os negócios por lá estão parados.
Com isso, com mais um tempo, já não será preciso água para irrigar o Jaíba, porque não haverá mais Projeto Jaíba, uma da iniciativas mais promissoras na região.
Loucura?
E mudar o rio de lugar e deixá-lo morrer de tanta poluição e assoreamento é o quê?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O que é Medicina Ecológica?


Ecomedicina ou medicina ecológica é um movimento que vem surgindo nos Estados Unidos e Europa desde a década de 90. Entretanto, é possível encontrar suas raízes desde 1965, quando foi fundada a Academia Americana de Medicina Ambiental, justamente para entender melhor o impacto do meio ambiente na saúde.

Situada em Wichita no estado do Kansas, ela oferece até hoje cursos de especialização nessa área. Entretanto segundo o médico norte-americano Andrew Weil, esse movimento cresceu mesmo a partir da década de 90, quando a consciência ambiental começou a aumentar em todo o mundo.

Medicina ecológica
A medicina ecológica parte do princípio que a saúde humana só pode ser entendida a partir da sua avaliação de um contexto que considere o ambiente onde o ser humano vive. Após o controle de muitas doenças endêmicas com medidas sanitárias e com a urbanização, os setores conservadores da medicina consideraram que as questões da saúde ligadas ao meio ambiente estavam resolvidas.

Entretanto, o novo ambiente urbano trouxe novos riscos e fontes de doença aos seres humanos. Questões como a poluição, a contaminação de alimentos por resíduos químicos, e o próprio estresse gerado pela vida em grandes cidades, se tornaram sérios problemas de saúde pública.

E pior, alguns vetores e microorganismos estão se adaptando aos ambientes urbanos trazendo de volta as ameaças de epidemia, como o caso da infestação por Aedes aegypti que observamos nas cidades brasileiras.

Relação entre câncer e meio ambiente
A medicina ecológica sustenta, por exemplo, que há um aumento da incidência de câncer, em especial de mama e próstata, devido ao aumento de resíduos tóxicos no meio ambiente, tese que não é aceita pela maioria dos oncologistas. Muitos poluentes ambientais possuem capacidade de se ligar a receptores hormonais, e com isso estimular o crescimento de células cancerosas. Outros resíduos causam uma redução da eficiência do sistema imunológico em identificar e reduzir células cancerosas.

Possuindo princípios relativamente simples a medicina ecológica re-introduz conceitos importantes para melhorar a qualidade da medicina e mudar seus paradigmas. O primeiro desses conceitos é o da indivisibilidade (tanto do ser humano em partes como do individuo e meio onde ele vive), sustentando que a tendência reducionista da medicina precisa ser revista. Não é possível estudar as doenças a partir de uma ótica limitada. A medicina ecológica preconiza que a doença precisa ser entendida sob todos seus aspectos, inclusive os ambientais e os psicoemocionais. Assim os médicos deveriam ampliar sua visão e seu interesse para estar de acordo com as novas tendências da ciência mundial.

Muito interessante! Uma visão holística da medicina que pressupõe uma íntima relação com o meio ambiente em que vivemos. Algo que eu acredito! Cuidar do meio ambiente é cuidar de nós mesmos.

Para os interessados, uma boa dica de livro sobre o tema é este que ilustra esta postagem: Medicina Ecológica de Alex Botsaris.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Curso de Atualização em Direito Ambiental - SP


Inscrições: 29/09/10 a 05/11/10

Onde: Sede do IPÊ, Rod. D. Pedro I, KM 47, Nazaré Paulista - SP (BR).

Data: 13/11/10 a 15/11/10

Horário: 9:00 a 17:00

Descrição do evento:
O avanço tecnológico e o desenvolvimento imprimido à sociedade nos últimos tempos, redefinindo paradigmas nas relações humanas, acabam também por repercutir em relação ao meio ambiente, sistema que se apresenta fragilizado pelo excesso de ações humanas em sua maioria impactantes.

Diante do reconhecimento de tal fragilidade, urge a necessidade de adoção de medidas, não só de natureza normativa, mas também, administrativas e mesmo repressoras, para reduzir a avalanche de danos provocados na atual sociedade de risco.

Diante disto, este curso tem por objetivo preparar profissionais de diversas áreas do conhecimento para discutir e refletir a proteção em matéria ambiental. Pretende apresentar as discussões atuais envolvendo direito ambiental, amparando-se para tal, nos conceitos e princípios que nortearam a sua construção como área autônoma do direito. Para tanto serão discutidas legislações ambientais mais gerais, tais como, a lei de política nacional de meio ambiente, a política de recursos hídricos, a política urbana, o código florestal e a lei de biosegurança. Ainda será abordada a tutela em matéria ambiental e a lei de crimes ambientais.

Público – alvo: Estudantes e profissionais do direito ou de outras áreas do conhecimento que atuem na proteção do meio ambiente.

Carga Horária do Curso:24 horas

Data: de 13/11/2010 à 15/11/2010

Mais informações:
O valor de curso inclui 3 dias de hospedagem, 5 refeições diárias, traslado em horário pré-determinado (Aeroporto de Guarulhos - IPÊ - Rodoviária de Atibaia - IPÊ), material didático e certificado de participação. O CBBC não cobre despesas com viagem.

Orientadora:
Maria Heloísa C. Fernandes Bióloga e bacharel em direito. Mestre em ecologia e doutoranda em gestão de políticas públicas na Universidade de Brasília. Livre docente no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, no curso de Direito, e na pós-graduação, em cursos de educação ambiental, crimes ambientais e direito ambiental e urbanístico. Ministra cursos e palestras em direito ambiental e direito civil. Professora orientadora de monografias de final de curso para a graduação e pós-graduação. Membro do Comitê de Ética em Pesquisa institucional. Membro consultora na Comissão de Bioética e Biodireito da seccional da OAB no Distrito Federal.

Programação:
Direito ambiental: conceito e princípios.
Meio ambiente: conceito e elementos de constituição.
Direito ambiental constitucional.
Competência em matéria ambiental
Política ambiental nacional: conceito e objetivos
Instrumentos de proteção ambiental
Impacto, efeito e dano ambiental. Poluição.
Responsabilidade ambiental: civil, administrativa e penal.
Legislações específicas em matéria ambiental.
Política urbana.
Lei de Biossegurança


Inscrições:

domingo, 17 de outubro de 2010

Civismo em Ipanema

No feriado do dia 12 de outubro fui para o Rio de Janeiro e ao passear pelo calçadão, na Praia de Ipanema, dei de cara com algumas áreas de restinga em recuperação, em frente à praia. Pesquisei e descobri que se trata de um Projeto da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Fundação de Parques e Jardins, que visa recuperar a área de proteção ambiental da orla marítima carioca. Esse projeto conta também com a parceria de empresas como a Osklen e a Grandene, além do Instituto-e.

As áreas preservadas não são muito extensas, mas simbolizam uma atitude de respeito e funcionam como propagadores da idéia de conservação ambiental.

Por outro lado, é inegável o apelo publicitário verde do programa. Com certeza a comunidade passa a enxergar essas empresas com outros olhos, de uma forma positiva já que elas demonstram que se preocupam com o meio ambiente.

Esse tipo de ação é válido, é na verdade questão de urbanidade, já que essas empresas, assim como todo cidadão, devem zelar pelo ambiente. Pra mim, essa é a mesma lógica que leva instituições a adotarem canteiros e áreas verdes dentro das cidades. Em última instância é um ato de civismo que todos nós deveríamos praticar.

No site do Instituto-e, há algumas informações sobre esse Projeto de Recuperação da Costa. O site é: http://www.institutoe.org.br/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Convite: Audiência Pública - RJ


Audiência Pública para implantação de atividade de incineração de Resíduos Perigosos Classe I, a ser realizada no dia 14/10/10, às 19:00 horas, no Restaurante Duros na Queda Ltda - ME (Sítio Duros na Queda), situado na Avenida Areia Branca, n° 1.623, Santa Cruz, Município do Rio de Janeiro.

Ambientalistas, técnicos e moradores estão preocupados com a crescente implantação de indústrias de elevado potencial poluidor na Zona Oeste do Rio, Baía de Sepetiba e na Baixada Fluminense que podem transformar a região na CUBATÃO FLUMINENSE, provocando graves problemas de Saúde Pública e ao meio ambiente, assim como sérias restrições ao Desenvolvimento Econômico Sustentável desta região que está em crescimento acentuado devido a obras de infra-estrutura como o Arco Rodoviário Metropolitano que ligará a Baía de Guanabara (Magé) à Baía de Sepetiba (Itaguaí).

No momento está em processo de licenciamento ambiental o projeto de implantação de atividade de incineração de Resíduos Perigosos Classe I das empresas HAZTEC-TRIBEL, que são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, num volume estimado de 7 mil toneladas por ano, no Pólo Industrial de Santa Cruz, Município do Rio de Janeiro.

A população local já está sendo vitimada diariamente por uma nuvem de poluentes. O empreendimento visa promover a realocação de planta de incineração já existente no Município de Belford Roxo cuja ex-proprietária Bayer (Alemanha) vendeu a planta industrial para a HAZTEC.

O incinerador de Resíduos Perigosos Classe I projetado pela HAZTEC-TRIBEL receberá grande volume de resíduos industriais oriundos de todo o estado do RJ e de outros estados da Federação. A área de influência do empreendimento abrange a Zona Oeste do Rio, e os municípios de Seropédica, Itaguaí e da Baixada Fluminense (Nova Iguaçu, Queimados e Japeri).

Os principais poluentes atmosféricos a serem gerados são: Óxidos de Nitrogênio, Monóxido de Carbono, Dióxido de Enxofre, material particulado, Hidrocarbonetos totais, Ácido Clorídrico e demais poluentes tóxicos que deverão ser emitidos na atmosfera durante a operação do incinerador da HAZTEC-TRIBEL.

Em termos ambientais e da proteção da Biodiversidade, sua localização é preocupante já que o empreendimento industrial se instalará na Macro-Região Ambiental 2 que abrange a Baía de Sepetiba onde estão situadas diversas Unidades de Conservação da Natureza legalmente protegidas como: a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Baía de Sepetiba, que engloba a Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba, a APA das Brisas, a APA da Orla da Baía de Sepetiba e a APA Estadual Gericinó-Mendanha, entre outras.

Texto enviado por Sérgio Ricardo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia do Rio Tietê - 22 de setembro!


Segue o Convite e a Programação do I Seminário das Áreas de Proteção Ambiental do Rio Tietê "das nascentes em Salesópolis a Tietê", que será realizado no dia 22 de Setembro de 2010 (quarta-feira) das 8:00 às 17:30hs, no Auditório da Escola de Artes, Ciências e Humanidades – EACH/USP Leste.

Solicita-se que as inscrições sejam realizadas através do link: http://migre.me/19nHE. Importante que as inscrições sejam realizadas o quanto antes, devido à capacidade máxima do auditório (200 lugares). Dúvidas através do e-mail eventos.apa@gmail.com a/c Juliana ou Hernani.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Marina Silva participa de debate em Belo Horizonte

Foto: Globo.com



A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, participou na manhã de ontem (15/09) do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Diante de uma plateia de empresários mineiros, apresentou seu programa de governo e defendeu que as riquezas brasileiras sejam investidas no país. “O dragão chinês está comendo as nossas montanhas”, disse, referindo-se à extração de minério de ferro que é exportada em grande parte para a China. Marina defendeu a tese de que o Brasil precisa de visão estratégica para crescer, não de gerentes. “É preciso aliar progresso à sustentabilidade ambiental. Não sou contra as mineradoras e hidrelétricas, mas o trabalho delas tem de ser desenvolvido de forma consciente e equilibrada. Ecologia e economia precisam estar em uma mesma equação”, defendeu.

Com relação à geração de energia, Marina disse que precisa-se falar com a língua do século XXI. “Assim pensaremos em vento, água, sol e biomassa. Se pensarmos com a cabeça do século XX, falaremos em carvão, petróleo. Precisamos mudar”, disse. Ainda, segundo Marina, no setor de agropecuária é possível, por exemplo, aumentar a produtividade e limpar as pastagens sem usar queimadas.
Caso não seja eleita, Marina falou que continuará a trabalhar pela preservação do meio ambiente, independentemente de cargo. “Faço isso há 20 anos, quando o assunto era ainda pouco comentado”.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quer saber quais são as espécies ameaçadas de extinção em Minas Gerais?

A Deliberação Normativa COPAM nº 147, de 30 de abril de 2010 aprova a Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna do Estado de Minas Gerais.

Algumas dessas espécies listadas são:


Pirapitinga

Lobo Guará


Pato Mergulhão

Fonte: SIAM

terça-feira, 2 de junho de 2009

MMA firma Aliança para proteger a Legislação


Carlos Minc disse no dia 27/05 que o Ministério do Meio Ambiente acatou a solicitação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) de somar a Área de Proteção Permanente (APP) à reserva legal, a fim de aumentar a terra disponível para a agricultura nas pequenas propriedades. Minc participou do Grito da Terra, na Esplanada dos Ministérios, onde reafirmou a Aliança Histórica entre os ambientalistas e os produtores da agricultura familiar.

O Ministério vai admitir, também, o plantio de espécies frutíferas - associado à reconstituição da vegetação nativa - na recomposição de encostas e áreas degradadas. Disse ainda que pretende simplificar a averbação da reserva legal, além de implementar um programa de educação ambiental para pequenos agricultores e o pagamento por serviços ambientais em todo o País.

Segundo o ministro, houve um acordo entre o MMA, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e os representantes dos pequenos agricultores para que leis, normas e decretos possibilitem um tratamento diferenciado para a categoria. "Não é justo tratar a agricultura familiar como agronegócio", afirmou Minc.

Entre os pontos acordados com esses setores para a adequação do Código Florestal estão a educação ambiental, a defesa das reservas extrativistas, o manejo florestal comunitário e o pagamento por serviços ambientais.

"Agora os grandes produtores atacam as leis de proteção ao meio ambiente, amanhã vão atacar a reforma agrária", afirmou o ministro do alto de um caminhão utilizado na manifestação do Grito da Terra, na Esplanada dos Ministérios.

O presidente da Contag, Alberto Broch, afirmou que a categoria pretende ter mais capacidade de produção e menos criminalização da agricultura familiar. "Não precisamos de multas, e sim de mudas, apoio, assistência técnica e educação ambiental", disse. Broch disse que o movimento é solidário ao MMA na luta pela adequação criteriosa do Código Florestal, e que a classe pretende associar a preservação do meio ambiente à uma nova cultura de produção de alimentos, mais consciente e sustentável.

Os agricultores familiares produzem 70% dos alimentos consumidos no País, e representam 90% da força de trabalho da agricultura. O ministro acredita que a categoria tem mais consciência ambiental do que o latifundiário porque depende da terra para trabalhar e viver.


Muita informação, não é? Podemos nos preparar então para mais mudanças na legislação ambiental, mas não para torná-la mais branda, mas sim para torná-la mais próxima da realidade e mais fácil de ser cumprida, o que é bastante diferente... Enquanto isso, no Senado, o objetivo é o desmonte da legislação ambiental que "vem atrasando o país"...

Fonte: ASCOM (site do Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Projeto Tamar



Ao visitar Florianópolis tive o prazer de conhecer a base do Projeto TAMAR em Santa Catarina. Fiquei tocada pelo Projeto, apesar de que já o conhecia, mas não tinha noção da sua real dimensão... Atualmente já são 22 bases espalhadas pelo Brasil!

Abaixo postei algumas informações que estão disponíveis no site do Projeto TAMAR.

O nome TAMAR foi criado a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”. A abreviação se mostrou necessária no início dos anos 80, para a confecção das pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas para estudos de biometria, monitoramento das rotas migratórias e etc.

Desde então, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo ICMBio, através do Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-ICMBio), órgão governamental; e pela Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Fundação Pró-TAMAR), instituição não-governamental, de utilidade pública federal.

Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto TAMAR. O TAMAR conta ainda com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais.

A missão do TAMAR é proteger as tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, através da geração de alternativas econômicas sustentáveis. Com o tempo, porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos às tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta missão seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, reduzindo assim a pressão humana sobre as tartarugas marinhas.

As atividades são organizadas a partir de três linhas de ação: Conservação e Pesquisa Aplicada, Educação Ambiental e Desenvolvimento Local Sustentável, onde a principal ferramenta é a criatividade. Desde o início, tem sido necessário desenvolver técnicas pioneiras de conservação e desenvolvimento comunitário, adequadas às realidades de cada uma das regiões trabalhadas. As atividades estão concentradas em 22 bases divididas no Brasil, distribuídas em mais de 1.100 km de costa.

Assim, sob o abrigo da proteção das tartarugas, promove-se também a conservação dos ecossistemas marinho e costeiro e o desenvolvimento sustentável das comunidades próximas às bases - estratégia de conservação conhecida como “espécie-bandeira” ou “espécie-guarda-chuva”.

O TAMAR tem coletado, ao longo de 27 anos de atuação, dados que subsidiam pesquisas e que são indicadores dos resultados obtidos, sendo que o primeiro deles é o cumprimento da missão de “proteger as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil”.

As tartarugas marinhas, porém, continuam ameaçadas de extinção, o que significa que é fundamental dar continuidade ao programa de conservação, com o apoio de todos e para o bem de todos os envolvidos.

Todos os anos, mais de 1,5 milhão de pessoas visitam as bases e 150 estagiários recebem treinamento e capacitação, tornando-se multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. Diariamente, cerca de 1.000 pessoas acessam a home page oficial.

Adquirindo produtos, prestando trabalhos voluntários ou obtendo informação e diversão e, compartilhando com amigos e familiares, todos contribuem com o TAMAR, as tartarugas marinhas e as comunidades. Em troca, têm a certeza de que estão ajudando a construir um mundo mais justo, onde o desenvolvimento humano e o respeito a todas as formas de vida são complementares e não antagônicos.

Fonte: http://www.tamar.org.br

sexta-feira, 20 de março de 2009

Frans Krajcberg - Artista em prol do Meio Ambiente







"Meus trabalhos são meu manifesto. O fogo é a morte, o abismo. Ele me acompanha desde sempre. A destruição tem formas. Eu procuro imagens para meu grito de revolta."

Esta frase é de autoria de Frans Krajcberg, pintor, escultor, gravador e fotógrafo, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro.

Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, prosseguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart. Tendo perdido a família na Segunda Guerra Mundial, chegou ao Brasil em 1948, vindo a participar da primeira Bienal de São Paulo, em 1951.

De 1958 a 1964 viveu entre as cidades de Paris, Ibiza e Rio de Janeiro, onde produziu os seus primeiros trabalhos fruto do contato direto com a natureza.

Na década de 1960 morou em uma caverna no Pico da Cata Branca, região de Itabirito, no interior de Minas Gerais. Ali na região, à época, era conhecido como o barbudo das pedras, uma vez que vivia solitário, sem conforto, tomando banho no rio vizinho, enquanto produzia, incessantemente, gravuras e esculturas em pedra.

Em
1964, executou as suas primeiras esculturas com troncos de árvores mortas. Realizou diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal Matogrossense, fotografando e documentando os desmatamentos, além de recolher materiais para as suas obras, como raízes e troncos calcinados. Na década de 1970 ganhou projeção internacional com as suas esculturas de madeira calcinada.

Ao longo de sua carreira, o artista, dentre outras atitudes em prol do Meio Ambiente:
-denunciou queimadas no estado do
Paraná;
-denunciou a exploração de minérios no estado de
Minas Gerais;
-denunciou o desmatamento da
Amazônia brasileira;
-defendeu as
tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa para desova;
-postou-se na frente de um
trator para evitar a abertura de uma avenida na cidade de Nova Viçosa.

O artista tem prestado um belo serviço à preservação do Meio Ambiente, denunciando maus-tratos através da sua arte, um verdadeiro caso de amor com a natureza...Vale a pena dar uma olhada no site pessoal dele que traz idéias, trabalhos e atividades do artista:http://www.krajcberg.vertical.fr/

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Eco-dicas I


Você já parou pra pensar no que tem feito no seu dia a dia para ajudar na preservação do Meio Ambiente? Há diversas formas de ajudar com simples ações cotidianas...

Nesse sentido, o site da WWF Brasil traz boas dicas, aí vão elas:
- Realizar a Coleta Seletiva (São impressionantes os números de materiais poupados quando a reciclagem é realizada);
- Economizar água na sua casa (Tomar banhos rápidos, verificar se há algum vazamento, reaproveitar a água da chuva, lavar carros apenas com baldes e não usar a mangueira para lavar calçadas...);
- Não comprar ou adquirir de qualquer forma animais silvestres (Não comprar objetos e bijuterias com penas de animais e/ou com conchas, conhecer a Lei de Crimes Ambientais, denunciar o tráfico de animais silvestre à Linha Verde do IBAMA – 0800618080);
- Mobilizar a sua comunidade (Juntar-se a grupos voluntários para melhorar as condições sócio-ambientais do local onde mora, filiar-se a entidades de proteção ambiental, investir em empresas com políticas sócio-ambientais, verificar se a sua empresa possui tal políticas, passar essas dicas a diante...);
- Poupar energia (Desligar as luzes dos ambientes vazios, usar a luz natural dos ambientes, desligar completamente equipamentos que não estejam em uso, usar lâmpadas eficientes, retirar eletroeletrônico da tomada sempre que possível, utilizar as escadas no lugar do elevador...);
- Consumir de maneira responsável (Evitar comprar o que é desnecessário, dar preferência aos produtos de madeira certificados, comprar produtos com pouca ou nenhuma embalagem, comprar produtos locais preferencialmente, comprar frutas, legumes e vegetais de safra, usar pilhas e baterias recarregáveis, usar sacolas reutilizáveis...);
- Reutilização e Reciclagem (Doar roupas, acessórios e aparelhos que não usa mais, dar preferência aos produtos fabricados com material reciclado, separar o lixo, realizar a coleta seletiva, fazer compostagem...);
- Transportes (Dar preferência ao transporte público, pegar e dar caronas, caminhar e andar de bicicleta sempre que possível...).

Uma boa maneira de começar a colocar essas mudanças em prática é calcular o tamanho da sua Pegada Ecológica. Alguns sites já dispõem desse serviço, o site www.pegadaecologica.org.br/ é bem interessante. E então, que tal diminuir os impactos ambientais que causamos em nosso planeta? Ao botar essas dicas em prática, com certeza reduziremos o tamanho da nossa Pegada Ecológica...

Juntos podemos realizar mudanças mais significativas!

Fonte: http://www.wwf.org.br/participe/acao/dicas/