sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ilha de Lixo


Há algum tempo atrás os jornais noticiaram a existência de uma Ilha de Lixo no oceano Pacífico e no domingo passado foi apresentada uma reportagem sobre o assunto. Acho muito importante que a gente reflita sobre isso, pensando no peso e nas consequências das nossas ações diárias e do nosso modo de vida...

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: o Lixão do Pacífico. Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.

Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

É o Pacífico, o maior dos oceanos, agredido pela humanidade onde a humanidade raramente chega. Há plástico e plâncton, lixo e alimento, tudo misturado. Poluindo o paraíso, confundindo as aves, criando anomalias - como a tartaruga que cresceu com um anel de plástico em volta do casco - e matando os moradores do mar.

Mas qual será afinal o tamanho exato gigantesca massa de lixo que se acumula no Oceano Pacifico? Será que a gente ainda tem tempo para limpar tudo isso? E os animais? Se adaptam ou sofrem as consequências?

Será que é essa a herança que queremos deixar para as próximas gerações?


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caminhando descalço!



Caminhar descalço está virando moda na Alemanha...

Pois é, isso faz parte da Barfuss-Iniciative (Iniciativa dos "Pés Descalços"!), uma associação criada em Berlim que promove a redescoberta do modo mais natural de andar...E os seus simpatizantes garantem sentir benefícios para a saúde de uma forma simples e barata.
O grupo foi criado em 2005 e organiza passeios com todos descalços - mesmo durante o inverno na Alemanha (ai que frio!!!) - visitando pontos turísticos, museus e outros lugares em Berlim.
Nos parques da cidade já existem trilhas para os sem-sapatos, onde eles podem caminhar por diversos tipos de terrenos e ter sensações diferentes.
Além de experimentar a liberdade e curtir a natureza, os Pés Descalçados nos convidam a descobrir a nossa natureza...
Interessante, não é? Mas acho que para andar descalço é preciso ter consciência do lugar aonde você está pisando e se não há riscos de cortes ou algo assim... Verifique isso antes de se aventurar por aí...
Para saber mais sobre o grupo, acesse o site http://www.gobib.de/ que está em alemão, mas pode ser traduzido para o português com a ajuda do google ou outro buscador de sites.
Fonte do texto: Adaptação da matéria intitulada "Passear com os pés descalços"da Revista Bons Fluídos, número 110, maio de 2008, página 22.
Fonte das fotos: http://www.gobib.de/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Procuradoria Geral da República contesta lei de Minas Gerais que altera limites para as Áreas de Proteção Permanente


A procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4368) no Supremo Tribunal Federal para contestar parte da lei do estado de Minas Gerias que versa sobre meio ambiente.

A lei 18.023/2009 altera os limites para as Áreas de Proteção Permanente (APP) em torno de represas. Segundo a ação da PGR, a norma contraria a Resolução 302/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e também dispositivos do Código Florestal (Lei 4.771/65). Sustenta que a legislação estadual afasta o limite de 100 metros entorno dos reservatórios artificiais para as APPs em áreas rurais, inclusive para áreas destinadas à exploração de atividades agrícolas, sem considerar a resolução do Conama. Além disso, na avaliação da PGR, “tenta criar uma espécie de direito adquirido em face dos 30 metros de área de preservação, por meio da expressão “usos consolidados, em dissonância com o comando federal”. Argumenta na ação que a lei estadual usurpa competência da União, uma vez que o Código Florestal prevê que “a supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com prévia autorização do Poder Executivo Federal, quando for necessária a execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse”. Na avaliação da PGR, a lei estadual não observou os critérios de utilidade pública ou interesse social, estipulados pelo Código Florestal, nem a necessidade de autorização legal. Assim, considera a PGR, que houve falhas do legislador estadual em seu dever constitucional de proteger o meio ambiente “ao possibilitar a supressão de vegetação em áreas de preservação permanente e a exploração de atividades agrícolas nesses locais até a publicação do referido plano diretor”. Assim, a PGR pede a concessão de liminar para suspender a eficácia da Lei 18.023/09 de Minas Gerais, sob o argumento de lesões irreparáveis ao meio ambiente. Para a PGR, “diante do princípio da preservação, e tendo em vista que áreas de preservação permanente ao redor de baciais artificiais estão ameaçadas, a necessidade de medida cautelar se torna irrefutável”. No mérito, a procuradora-geral em exercício pede a inconstitucionalidade da lei estadual.

Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=118444&tip=UN

Ricos e pobres se aproximam no Haiti

Não é novidade que as diferenças de interesses entre ricos e pobres em todo o mundo geram embates nas reuniões sobre meio ambiente da ONU.

Agora, o mundo assiste a aproximação dos ricos que vivem na capital do Haiti à dura realidade dos pobres que ali também vivem.

Vejam a reportagem da Folha de São Paulo:

Depois de desastre no Haiti, ricos passam a viver miséria antes desconhecida

O terremoto que atingiu a capital do Haiti não respeitou classes sociais. A região de Pétionville, reduto da elite haitiana, apresenta agora problemas como falta de água, de energia, locais para comprar comida e gente morando nas ruas.

A praça Saint Pierre, um dos pontos centrais, foi tomada por ambulantes e desabrigados. O cheiro é insuportável, e a organização, caótica. Na parte alta da cidade, repleta de casas nobres e mansões, muitos portões fechados e proprietários que partiram em viagem sem data para voltar, a maioria para Miami. Muitos temem abrir as portas e aguardam que a situação seja normalizada.

O sírio Wadih é uma das exceções. No quintal, arrumando o carro, explica que não pode sair da cidade porque tem um mercado. Desde o terremoto, vive em uma casa sem luz e precisa sair para procurar água. A dieta passou a ser feita à base de enlatados. Ele reconhece que a pobreza haitiana está mais próxima da porta de casa.

"Tenho feito tudo que posso para ajudar, agora vivemos juntos, não há mais pobres e ricos em lados separados", disse.

(...)

Nem todos pensam que o terremoto trará mudanças. O diretor de Logística da Polícia Nacional, Stark Ivy, disse que teve danos menores em casa e que a família está bem. Questionado se o terremoto pode modificar a relação entre a elite haitiana e os pobres da cidade, se esquiva, irritado. "Sempre tivemos uma ótima relação. Estou dando água para os desabrigados e estou pedindo para que limpem o local."
Alguns ainda não sabem como proceder diante das novas condições. A dona de casa Gaspard Relene explica que sua casa está rachando e por isso está vivendo na rua. Carregava um cartão de crédito para tentar comprar comida numa cidade onde os bancos permanecem fechados. "Não sei como fazer, talvez tenha de trocar alguma coisa pela comida. Desde terça, só sobraram batatas em casa." Ela diz que havia emprestado parte de seu dinheiro a amigos. "Agora não tenho mais como cobrar. Eles estão mortos."




Acredito que não há mais como adiar as discussões sobre a necessidade urgente de reduzir as diferenças sociais em países pobres. Não há mais como adiar as tomadas de decisões sobre os refugiados ambientais. Esses existem e os países que podem, devem ajudar de forma real, urgente e efetiva!


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nova obrigação aos mineradores em Minas Gerais


O órgão ambiental de Minas Gerais editou a DELIBERAÇÃO NORMATIVA COPAM Nº. 144, 18 DE DEZEMBRO DE 2009 criando a obrigação, aos empreendedores minerários, detentores de Autorização Ambiental de Funcionamento, de apresentar à Fundação Estadual do Meio Ambiente - Feam, no período compreendido entre 1º de março de 2010 e 30 de setembro de 2010 o Cadastro das Áreas Impactadas pela Atividade Minerária, disponibilizado no Banco de Declarações Ambientais - BDA.

Segundo o artigo 2º da referida norma, "Para efeitos de aplicação da presente Deliberação Normativa são consideradas atividades minerárias aquelas contidas na Listagem A da Deliberação Normativa COPAM nº 74, de 09 de setembro de 2004, além de suas complementações, incluindo todas as estruturas inerentes a esta atividade, que sejam passíveis de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF. "


O Formulário de Cadastro de Áreas Impactadas pela Atividade Minerária será disponibilizado pela Feam no site http://www.feam.br, através do Módulo Áreas Impactadas pela Mineração, para preenchimento e envio em meio eletrônico.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Birdwatching!

Você já escutou falar de birdwatching?

Birdwatchig é a palavra em inglês que traduz a prática de observar aves. Na verdade, não é apenas observação, pois os praticantes também estudam os hábitos, a beleza e a leveza desses animais, além é claro de tirar várias fotos, filmar, gravar os sons emitidos pelos bichos alados...

A prática é comum nos E.U.A., Europa e Austrália e aos poucos vem ganhando adeptos por aqui que se dispõem a viajar com objetivo de observar aves. Inclusive já é possível encontrar opções de passeios turísticos e grupos voltados para o tema.

O Brasil, por possuir um dos ecossistemas mais ricos do planeta em termos de biodiversidade e de aves que podem ser observadas a olho nu ou com ajuda de equipamentos especiais como binóculos, possui um grande potencial para a prática. No entanto, é bom deixar claro que para possibilitar o birdwatching e para que haja mais interessados, é necessário que a fauna e a flora brasileiras sejam preservadas.

Além disso, como o birdwatching pressupõe uma integração com a natureza, é essencial que os próprios praticantes tenham consciência da problemática ambiental, atuando de maneira responsável e ecologicamente correta ao desenvolverem as suas atividades.

Em sites especializados você pode ver onde, no Brasil, estão as maiores concentrações de aves.
Olha o passarinho!!!!
De toda forma, independentemente do nome da prática, de fazer parte de um grupo ou não, o importante é admirar a natureza e aprender com ela, pelo menos um pouquinho...

Fonte do texto: Adaptação do artigo “Os melhores lugares brasileiros para praticar o birdwatching” disponível no site:
http://www.proximodestinobrasil.com.br/os-melhores-lugares-brasileiros-para-praticar-o-birdwatching.html

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Grandes encontros sobre temas ambientais não passam de teatros gigantes


Pessoal,

achei muito bom esse texto escrito por uma colega do trabalho, a Marina Rievers, refletindo sobre o fiasco que foram as negociações ocorridas durante a COP 15. Resolvi compartilhar com vocês!

Estamos no Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção sobre a perda de animais e plantas provocada pela ocupação desregrada de áreas naturais, exploração predatória de recursos da natureza e poluição. Nos mesmos moldes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), realizada em dezembro passado em Copenhague (Dinamarca), a COP da biodiversidade tem encontro marcado para outubro de 2010 na cidade japonesa de Nagoya. O encontro avaliará os resultados das ações assumidas há oito anos para preservar a biodiversidade planetária.

Analisando o resultado da COP15 não dá para nos empolgarmos com mais este megaencontro. Depois de duas semanas, a Conferência de Copenhague terminou com um acordo fraco, rejeitado por cinco delegações e sem qualquer força legal. Como bem disse Roberto Smeraldi, co-presidente do Diálogo Internacional sobre Clima e Florestas e membro do Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas, as conferências climáticas tornaram-se grandes feiras, com resultados pouco efetivos. "A partir do 4º relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), quando o tema estourou midiaticamente, a partir da COP de Bali, a conferência virou um teatro gigante".

O que se viu em Copenhague foi uma feira comercial com mais de 46 mil pessoas credenciadas – o que provocou o caos, com filas por mais de oito horas sob um frio de rachar e com muita gente barrada no Bella Center - e não mais para os que realmente interagiam com o processo. As expectativas da sociedade, e inclusive do mundo dos negócios, se dirigiram de forma equivocada para a COP, como se ela fosse o local onde se tomam todas as decisões. E aí o modelo não sustenta, porque foi feito para outros fins. O que se viu na bela capital da Dinamarca foi uma vitrine de produtos ecológicos como turbinas eólicas, aquecedores solares, etc.

Para o Brasil, a COP15 resultou numa lei e numa propaganda estrelada pelo ator americano Harrison Ford. A legislação, sancionada no fim do ano, estabelece a meta de reduzir as emissões de gás carbônico entre 36,1% e 38,9% até 2020 frente aos níveis de 1990, o que exigirá por sua vez a redução em 80% do desmatamento da Amazônia - a maior fonte brasileira de poluição. Já o spot veiculado na TV fechada mostra o eterno Indiana Jones depilando o peito com cera quente numa alusão aos efeitos do desmatamento no hemisfério sul. O ator, que também é vice-presidente do grupo ambientalista Conservation International, encerra sua intervenção afirmando: “O que eles fazem lá, nós sentimos aqui.” Santa hipocrisia!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

UNILIVRE




Há algum tempo atrás, eu estive em Curitiba e tive o prazer de conhecer a Universidade Livre do Meio Ambiente. Desde então as imagens do lugar vivem indo e voltando na minha mente... Um paraíso para qualquer um que tenha um pouco de simpatia pela causa ambiental. Atualmente, a Universidade constitui uma OSCIP que presta diversos serviços para a sociedade.

Coloquei abaixo alguns trechos da história e da proposta da UNILIVRE.

A Universidade Livre do Meio Ambiente foi fundada em 1991, no Dia Nacional do Meio Ambiente, na gestão do então prefeito de Curitiba Jaime Lerner. Conhecida na época por ULMA, a Universidade foi criada inicialmente como uma unidade da Prefeitura Municipal destinada e disseminar práticas, conhecimentos e experiências relacionadas às questões ambientais, discutindo os problemas e as soluções relacionadas ao crescimento desordenado das cidades. Nesse período, a sede da Universidade funcionou provisoriamente no Bosque Gutierrez até a construção das instalações do Bosque Zaninelli, onde a instituição encontra-se até hoje instalada.

Atualmente a Universidade Livre do Meio Ambiente – UNILIVRE – é uma Organização Não-Governamental pioneira na inclusão dos vários segmentos da sociedade na discussão sobre o meio ambiente. É também um local de produção de conhecimento multi e interdisciplinar sobre meio ambiente e sustentabilidade urbana.

A UNILIVRE desenvolve e executa projetos sócio-ambientais e programas de capacitação para diversos segmentos: escolas, empresas, órgãos públicos, sindicatos e demais entidades do terceiro setor.

Para saber mais, consulte o site: http://www.unilivre.org.br/

Fonte: http://www.unilivre.org.br

domingo, 10 de janeiro de 2010

Grupo vai discutir questões fundiárias, ambientais e indígenas

A Procuradoria-Geral Federal, órgão da Advocacia-Geral da União, criou o Fórum permanente para discutir problemas jurídicos envolvendo questões fundiárias, ambientais e indígenas. Criado pela Portaria 1.326, o grupo é formado por todos os chefes de procuradorias, especializadas ou não.

Segundo o procurador-geral federal Marcelo de Siqueira Freitas, o principal objetivo é discutir os problemas jurídicos comuns para aperfeiçoar o trabalho nas ações. O grupo formado pelo fórum irá avaliar a forma de atuação, sugerir a adoção da uniformização de procedimentos pelas unidades e promover as atividades de consultoria e assessoramento jurídico a essas autarquias. O Fórum também prevê reuniões trimestrais e Grupos de Trabalho para a elaboração de estudos sobre temas específicos.
Segue abaixo o texto da referida portaria.

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
PORTARIA No- 1.326, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2009
Cria o Fórum de Procuradores-Chefes das Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais que têm interesse em questões fundiárias, ambientais e indígenas e dá outras providências.

O PROCURADOR-GERAL FEDERAL, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e VIII do § 2º do art. 11 da Leinº 10.480, de 2 de julho de 2002, resolve:

Art. 1º Fica criado o Fórum de Procuradores-Chefes das Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais que têm interesse em questões fundiárias, ambientais e indígenas.
§ 1º Incluem-se nas questões fundiárias, dentre outras, aquelas referentes a desapropriações e a ações de regularização fundiária.
§ 2º São membros efetivos do Fórum todos os Procuradores-Chefes das Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais que têm interesse em questões fundiárias, ambientais e indígenas.
Art. 2º São objetivos do Fórum dos Procuradores-Chefes das Procuradorias Federais e Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais que têm interesse em questões fundiárias, ambientais e indígenas:
I - discutir problemas jurídicos comuns às Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais que têm interesse em questões fundiárias, ambientais e indígenas;
II - avaliar a forma de atuação e sugerir a adoção de procedimentos uniformes pelas unidades envolvidas;
III - fomentar a execução eficiente das atividades de consultoria e assessoramento jurídicos destinadas às respectivas autarquias e fundações públicas federais;
IV - promover a integração da Procuradoria-Geral Federal com as respectivas autarquias e fundações públicas federais.
§ 1º As conclusões do Fórum serão tomadas pela maioria simples de seus membros e encaminhadas ao Procurador-Geral Federal para análise e, se for o caso, aprovação e ratificação.
§ 2º O Fórum poderá, quando necessário, criar Grupos de Trabalho responsáveis pela elaboração de estudos sobre temas específicos relacionados aos seus objetivos.
Art. 3º O Fórum será dirigido por:
I - um Coordenador, escolhido pelo Procurador-Geral Federal;
II - um Coordenador Substituto, escolhido pelos membros do Fórum; e,
III - um Secretário, escolhido pelos membros do Fórum.
Art. 4º As Reuniões Ordinárias do Fórum realizar-se-ão trimestralmente, em data e local a serem definidas pelo Coordenador.
§ 1º Reuniões Extraordinárias poderão ser convocadas pelo Coordenador do Fórum, de ofício ou mediante provocação da maioria dos seus membros, após prévia autorização do Procurador-Geral Federal.
§ 2º Todos os custos de deslocamento e diárias para participação nas reuniões ordinárias, ou extraordinárias, pelos membros do colegiado, deverão ser suportados diretamente pelas respectivas Procuradorias Federais, especializadas ou não, junto às autarquias e fundações públicas federais, a critério destas.
Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Iniciativa bem interessante!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fotos do dia: Cachorro no Presépio Natalino!





Vocês observaram que aparece nas fotos um cachorro no meio do Presépio? Pois é, a cena aconteceu de verdade em Criciúma/SC, no Presépio Natalino montado na Praça Central da cidade. Inacreditável...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

RIO + 20!


NÃO, não se trata de Olimpíadas, Copa do Mundo, mas SIM, possui muita importância!!!


O Brasil será a sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012. Já batizada de Rio+20, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro há 18 anos, o evento será provavelmente realizado novamente na capital carioca. (ainda não foi confirmado).


A conferência foi aprovada em dezembro de 2009 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 tembém discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.


Outro tema na pauta da conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de consenso foi colocado em xeque na 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague (Dinamarca), cúpula encerrada sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global.


Quem sabe poderemos ver de perto as decisões sobre mundanças efetivas a serem adotadas pelas nações de todo o mundo?



Fonte: site Ambiente Brasil

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sem licença e alvará


Pessoal,


depois de tragédias como a ocorrida na Pousada Sankay em Ilha Grande, as autoridades são procuradas a se manifestar sobre as possíveis causas. Dessa forma, o órgão ambiental do Rio de Janeiro - INEA, declarou que a pousada não possuía Alvará para Construção ou Licença Ambiental.

Essa, no entanto, não é uma situação isolada, uma vez que o INEA indica que menos de 10% das construções em Ilha Grande têm licenciamento ambiental.

A pousada surgiu a partir da reforma de uma antiga casa de pescadores, em 1992. É, portanto, anterior ao Plano Diretor que instituiu, em 1994, o zoneamento da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios (decreto nº 20.172) no município.

Eu acredito que, se tivesse passado pelo processo de licenciamento ambiental, a pousada poderia ter sido obrigada a optar por outra alternativa locacional. Pelas imagens às quais tivemos acesso a construção encontra-se em uma área de preservação permanente, um local onde não seria possível esse tipo de intervenção.

No entanto, o representante da Associação de Pousadas da Enseada do Bananal (Apeb) argumenta que quando a maioria das pousadas foi construída em Ilha Grande, nem existiam leis ambientais específicas para regulamentar essas ocupações. No entanto, não podemos esquecer que o Código Florestal, que traz restrições para a intervenção em áreas de preservação permanente, já existia desde 1965.

Além disso, o que não poderia deixar de existir é o bom senso e a responsabilidade ambiental de cada um que ocupa áreas de um paraíso ecológico como Ilha Grande.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Registro Voluntário de Gases de Efeito Estufa


O Estado de Minas Gerais instituiu, através do Decreto nº 45.229 de 3 de dezembro de 2009, o Registro Público Voluntário das Emissões Anuais de Gases de Efeito Estufa de Empreendimentos no Estado.

Trata-se de um programa que tem por finalidade estimular a prática sistemática de declarações dessas emissões, por meio do uso de metodologia internacionalmente aceita, Greenhouse Gas Protocol - GHG Protocol, bem como incentivar a redução das mesmas, inclusive por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto.

Os empreendimentos que aderirem ao Registro Público deverão concordar em declarar e registrar suas emissões anuais de gases de efeito estufa, sua produção, consumo e venda de energia elétrica, bem como a produção anual de bens ou de serviços e o respectivo valor adicionado, de acordo com as orientações e procedimentos, que serão estabelecidos por meio de Deliberação Normativa do Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM.

Em contrapartida, as empresas que se prontificarem a aderir ao programa terão benefícios como:

- direito de uso do selo "Empreendimento Integrante do Registro Público Voluntário das Emissões Anuais de Gases de Efeito Estufa";

- direito de figurar na lista dos "Empreendimentos Integrantes do Registro Público Voluntário de Emissões Anuais de Gases de Efeito Estufa";

- desconto percentual sobre o valor do custo de análise do requerimento de revalidação de Licença de Operação - LO ou de renovação da AAF;

- incremento de um ano no prazo da LO a ser revalidada ou da AAF a ser renovada, a ser aplicado quando da revalidação ou da renovação e observados os limites legais da legislação pertinente.

Será que as empresas vão aceitar esse desafio?

Tragédias de fim de ano x Gestão de Áreas

Pessoal, acho que todos nós ficamos muito balançados com as noticias de deslizamentos de morros e barrancos e consequentes desastres que culminaram com o encerramento da vida de muitas pessoas.

Recebi hoje por e-mail uma noticia que me fez pensar bastante...Como estou com a manhã bastante corrida no escritório, colocarei a noticia aqui da forma como recebi, ok?

Os créditos são para o site Ambiente Brasil.

EXCLUSIVO: Especialistas acreditam que tragédia de Angra dos Reis poderia ter sido evitada

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Especialistas da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, ABMS, afirmam que os deslizamentos ocorridos no último final de semana em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro, poderiam ter sido evitados ou minimizados com o mapeamento e a gestão das áreas de risco.

A ABMS reúne engenheiros e geotécnicos que estudam a estabilidade de encostas, construção de barragens, fundações e outras obras de infraestrutura.
O ex-presidente da entidade, Willy Lacerda, participou dos estudos realizados em Santa Catarina após os deslizamentos ocorridos em novembro de 2008. Em documento apresentado em fevereiro de 2008, como conclusão dos estudos, foi feito um alerta sobre a possibilidade de tragédias semelhantes em outras regiões do país. Na ocasião foi proposto o mapeamento e a gestão das áreas de risco em um trabalho de abrangência nacional.

O pesquisador ainda defende a elaboração de leis municipais para disciplinar a construção em encostas e a implantação de departamentos específicos para tratar a questão. "As prefeituras, com raríssimas exceções, não dispõem, em seu quadro técnico, de um profissional com especialização em geotecnia", disse.

No dia 14 de dezembro de 2009 AmbienteBrasil publicou - EXCLUSIVO: Especialistas destacam falta de preparo e fragilidade no atendimento e prevenção de catástrofes naturais. O presidente Associação Brasileira de Engenheiros Civis, Abenc, Ney Perracini de Azevedo, alertou que ainda há falta de preparo adequado para o atendimento em casos de prevenção dos desastres e reconstrução das áreas afetadas, destacando a importância de um planejamento técnico mais específico para a reconstrução das cidades afetadas.


Sabe, não especificamente podemos falar de prevenção referente à natureza...mas fico tão chocada por saber que as pessoas sabem que o pior vai acontecer e que mesmo assim não fazem nada!!!

É espelho disso, por exemplo, a questão climática!!!

Ate quando fecharemos os olhos para todos os acontecimentos e previsões à nossa volta??

Vale a pena pensar nisso...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Publicada Resolução do CONAMA que trata de gestão de áreas contaminadas.


Está em vigor a partir de quarta-feira (30) a resolução de nº 420 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas em decorrê ncia de atividades antrópicas.
(Fonte: MMA - 31/12/2009)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais um Feliz 2010!



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado..
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes... e que eles possam te mover a cada minuto, ao
rumo da sua FELICIDADE!!!

Carlos Drummond de Andrade

Ilustração: Anna Cunha. www.annacunha.com

Mensagem enviada inicialmente pela amiga Alê Metzger.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!!! (Por Fábio Yabu)


Cartões de Natal e de Ano Novo Ecos!!!


Olá gente!

Olha só que bacanas esses cartões de Natal e de Fim de Ano!!! Eles foram criados por Fábio Yabu e trazem dizeres ecológicos no lugar daquelas frases repetitivas... O máximo, não é? E estão disponíveis no blog do autor: http://www.yabu.com.br/blog/2009/11/27/cartoes-de-natal-e-ano-novo-2010/

Sobre os cartões, o Fábio escreveu o seguinte no Blog dele:

Como já está virando tradição (pulada no último ano, my bad), esse ano criei meus próprios cartões de natal para enviar para os amigos. Mas ao invés do tradicional “Feliz Natal e Próspero Ano Novo“, resolvi desejar coisas mais concretas, para que 2010 seja um ano realmente mais legal para todos.
Fique à vontade para copiar, enviar para seus amigos, twittar. O uso das imagens é livre, e tem também uma versão para impressão, em PDF e em alta resolução, pra você imprimir (em papel reciclado, claro).

Obrigada Fábio pela sua contribução!!!

Feliz Natal Animaaal!


(Foto: Stefan Simonsen / AFp Photo)
Fonte: Globo.com

domingo, 20 de dezembro de 2009

Triste desfecho. Adiando uma atitude global...


A 15ª Conferência das Nações Unidas (COP-15), que terminou oficialmente ontem em Copenhague, ficou sem um texto final após o plenário recusar o acordo que havia sido costurado na noite anterior entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul.
O documento trazia só um compromisso de impedir a elevação da temperatura em 2°C, sem dizer como seria atingido. Com isso, a tentativa de fechar um texto que permitisse que os países, principalmente os desenvolvidos, fossem cobrados internacionalmente pelo cumprimento das metas ficará para 2010, quando está marcada nova reunião no México.
O "acordo de Copenhague", documento firmado por EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul, cristalizou o fracasso de duas semanas de negociações diplomáticas e foi recusado ontem pela manhã. Mesmo com 24 horas de debates além do previsto, o documento, permeado de críticas de delegados, foi denunciado por países em desenvolvimento e acabou rebaixado a um adendo da edição de 2009 da Convenção do Clima (UNFCCC).
Depois da maratona de negociações de chefes de Estado e de governo, entre os quais dos presidentes dos EUA, Barack Obama, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, delegados de países como Sudão, Tuvalu, Cuba, Nicarágua, Bolívia e Venezuela, entre outros, recusaram-se a aceitar o acordo, que precisaria de consenso para ser adotado pela COP-15.
Pelo texto, os países industrializados se comprometem a empregar US$ 30 bilhões nos próximos três anos - dos quais, US$ 3,6 bilhões dos EUA -, além de até US$ 100 bilhões por ano entre 2013 e 2020. O problema: nenhuma instituição operacional, nem meio de governança desse valor sobre criado. Além disso, sem a definição de meta de redução das emissões - a menção a 50% de redução até 2050, já insuficiente, acabou elidida do texto -, o compromisso fica fluido, sem diretrizes.
Outra crítica dura de delegados do G77 foi contra o atropelo criado pelas negociações entre EUA - com autorização da União Europeia -, China, Brasil, Índia e África do Sul. Cuba protestou em público contra o que chamou de "projeto apócrifo" e reclamou que houve graves violações de procedimentos, tornando as negociações arbitrárias.
Antes de deixar a COP, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu que o resultado ficou muito aquém do que era esperado pelo País e criticou o presidente americano: "O prêmio Nobel não está à altura da expectativa que a população do planeta coloca sobre ele". Em seguida, o ministro fez um apelo: "Obama, faça alguma coisa. Ou você vai ter de devolver aqui o prêmio Nobel."
Ao longo da manhã, autoridades internacionais tentaram minimizar o fracasso. Ban Ki-moon, secretário-geral das ONU, afirmou em pronunciamento que "a estrada ainda será muito longa", mas elogiou o documento.
Bom, pelo visto, toda aquela expectativa que depositávamos em Obama foi em vão... mas é bom lembrar que além da importância das decisões dos grandes chefes de Estado com relação ao clima, nossas ações como indivíduos que se preocupam com o meio ambiente também são extremamente relevantes. Então não podemos deixar que a decepção com os resultados da COP 15 crie uma descrença total em mudanças.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Impasse na COP 15

Angela Merkel


Repetindo as discussões já ocorridas em outras Conferências da ONU sobre mundanças climáticas, as divergências entre países ricos e pobres a respeito das maneiras de lutar contra o aquecimento global provocaram até agora uma paralisação das negociações.


Hoje, diversos jornais publicaram a preocupante assertiva da chanceler da Alemanha, Angela Merkel: "Farei o que estiver ao meu alcance para conseguir o necessário compromisso vinculativo. Não sei exatamente em que momento (as negociações) estão agora, mas as notícias que nos chegam de Copenhague não são boas" e indicam "que não estamos diante de um processo de negociação sensato".


Segundo divulgado na Folha de São Paulo "A chanceler lembrou o "ambicioso compromisso" da Alemanha na luta contra a mudança climática e pela redução das emissões de CO2, e enfatizou que seu país "está disposto a cumprir a meta" de diminuir em 40% a liberação de gases estufa até 2020, sempre em relação aos níveis de 1990. No entanto, "o compromisso de um só país ou de um grupo de países, como a União Europeia (UE), não é suficiente", já que é preciso somar os "esforços vinculativos" de todos os envolvidos, tanto as grandes potências industrializadas como as nações em desenvolvimento."


De outro lado, integrantes da comitiva chinesa, afirmaram que a China sugere que no lugar do acordo, seja firmada uma declaração meramente política, rejeitando acordos parciais que envolvam países em desenvolvimento.


Foto: Globo.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Escalada sustentável!


Na segunda-feira, dia 14/12, entre as 21:00 e 00:00, participei da assembléia extraordinária da AME (Associação Mineira de Escalada) que contou com a presença de mais de 60 pessoas, dentre elas os escaladores mais ativos da capital mineira.

A AME apresentou todo o trabalho realizado até o presente momento, explanou sobre as dificuldades diversas enfrentadas, incluindo aquelas perante os órgãos ambientais e convidou todos os participantes a colaborar efetivamente.
O objetivo da reunião promovida , em suma, foi atentar para a necessidade de se revisar o documento criado em 2007 que trata das regras gerais para a escalada na Serra do Cipó, envolvendo diretrizes para a utilização da área de escalada, de forma a promover maior conscientização entre os próprios escaladores e ainda obter maior participação nas ações adotadas pelos órgãos ambientais competentes no que diz respeito à regulamentação sobre as áreas em que há a prática do esporte.

Quem se interessou e quer mais informações visite o Site da AME http://www.amescalada.org.br/ e veja a ata oficial da assembléia.

Dilma e o meio ambiente...


A intimidade da ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, com o tema ambiental é nova. Recém-chegada a Copenhague para chefiar a delegação brasileira na COP-15, Dilma assumiu as entrevistas e os discursos. Em sua primeira conversa com jornalistas, anteontem, deixou como coadjuvante o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que cancelou sua própria entrevista para dar espaço à colega.No encontro com jornalistas, Dilma mal deixou Minc falar. Chegou a dizer que um dos programas dos quais o ministro falava não tinha "nada a ver" com o que fora perguntado. Ontem, Dilma cometeu uma gafe ao abrir um evento brasileiro sobre a Amazônia. Em uma frase enviesada, ela disse: "O meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável".


Oi? Hãn? Hein?



Homem vestido de panda participa de manifestação por acordo climático na cúpula mundial de Compenhague


Fonte: Folha de São Paulo

Leilão de Energia Eólica movimenta R$ 19,5 bi


Depois de quase oito horas de disputa, o primeiro leilão de energia eólica contratou 1.805 megawatts (ou 783 MW médios) nas Regiões Sul e Nordeste do País nesta segunda-feira, dia 14/12/09. No total, foram comercializados R$ 19,5 bilhões durante 20 anos. Embora a quantidade tenha ficado um pouco abaixo da expectativa do mercado, o leilão foi bastante disputado, com deságios entre 19% e 31% - maior até que os das últimas hidrelétricas leiloadas no Brasil (o de Jirau foi de 21,6%).
O preço médio, de R$ 148,39 o MWh, surpreendeu até os mais otimistas. "Foi um sucesso absoluto", afirmou o secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, frisando que o preço mínimo do leilão ficou em R$ 131,00 e o máximo, em R$ 153,07 o MWh. Segundo ele, 71 usinas venderam sua energia em contratos de 20 anos, a partir de 1º de julho de 2012.
O maior vencedor do leilão foi o Estado do Rio Grande do Norte, que vai abrigar empreendimentos de 657 MW de potência instalada. Em seguida, ficou o Ceará, com 542 MW; Bahia, 390 MW; Rio Grande do Sul, 186 MW; e Sergipe, 30 MW. Essa concentração deve ser primordial para definir onde as fábricas de aerogeradores serão instaladas.
Zimmerman destacou que a maioria dos empreendedores é privado. Umas das maiores vencedoras foi a empresa Renova, que tem participação do Fundo InfraBrasil, administrado pelo Banco Real. Só ela vendeu 127 MW médios no leilão. A CPFL vendeu cerca de 76 MW médios. As estatais do Grupo Eletrobrás e a Petrobras também venderam alguns lotes.
Para o leilão foram habilitados 339 empreendimentos, com capacidade instalada de 10 mil MW. Mas a maioria dos especialistas do setor esperava que a contratação fosse menor.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo do dia 15/12/2009, terça-feira.
A notícia é realmente muito boa! Isso significa que o país está caminhando na busca por alternativas energéticas menos poluidoras e por fontes renováveis de energia.

Fonte da reportagem: http://www.estadao.com.br

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Código Florestal: prazo para adequação?

O produtor rural multado por desobedecer o Código Florestal poderá ficar isento de multa caso regularize sua situação nos órgãos ambientais no prazo de 180 dias, a contar da data da notificação.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta sexta-feira (11/12/09) que, para isso, o proprietário terá que, dentro do prazo estipulado, procurar um cartório e registrar termo de compromisso em recuperar a área.

Essa regra está prevista no Decreto Presidencial 6.514, publicado em 11/12/09, no Diário Oficial da União, que também estabeleceu o adiamento do prazo para o registro e compromisso de recuperação da reserva legal de propriedades rurais.

Segundo ele, a regra também valerá para aqueles que ainda não foram fiscalizados e que poderiam vir a ser multados. O ministro afirmou que esse procedimento não é uma anistia para os que não cumpriram as regras, mas, sim, uma conversão da multa em serviços ambientais. "O governo não está dando anistia, ele está convertendo em serviços ambientais a multa que a pessoa recebeu, que ainda não teve seu processo esgotado e que não pagou, desde que ela se adapte à nova legislação e aos novos prazos. Esse produtor tem agora um ano e meio para se regularizar. Se ele não foi notificado ainda, após esse período, ele poderá ser notificado e terá um prazo de 180 dias para se adaptar à nova legislação", disse.

Stephanes afirmou que o prazo de 180 dias é apertado para que os proprietários rurais consigam realizar os procedimentos de adequação à nova legislação. "Eu acredito, pessoalmente, que haverá muita dificuldade. Mas, de qualquer forma, foi o prazo estabelecido. O próprio decreto prevê uma facilitação para isso, com uma ajuda, principalmente, para os pequenos produtores.", disse o ministro ao se referir ao Programa Mais Ambiente, criado para apoiar a regularização ambiental de pequenos e médios produtores.

O que devemos pensar sobre isso? Mais uma dos ruralistas... Pessoalmente, acho que isso é anistia sim!!! O governo mais uma vez está privilegiando aqueles que não cumprem as Leis! Há quem acredite, inclusive, que essa anistia incentiva o desmatamento. E eu concordo! Ora, o Código Florestal é de 1965, então não há sentido algum em se falar em prazos apertados... Mas o que se vê é que até hoje o Código não foi cumprido! O que é um total absurdo, diga-se de passagem. Ok, o referido dispositivo legal precisa de mudanças, de adaptações à realidade, é verdade, mas isso não é desculpa para não cumpri-lo e permitir que prazos sejam prorrogados por 44 anos...

Sobre o assunto, eu indico a leitura do Editorial da Folha de São Paulo intitulado “Deserto Moral”, de domingo, dia 13/12/2009.

Fonte: Agência Brasil, site da Terra (http://noticias.terra.com.br).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Não se fala de outra coisa a não ser Hopenhagen!!!


A esperança acaba de entrar na campanha criada pela Ogilvy & Mather para o movimento Hopenhagen, nome que remete à esperança (Hope em inglês) e faz uma analogia à cidade Copenhague, que está sediando a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). Além de filme, anúncios, spots e mídia exterior, a campanha conta ainda com mídia online e ações de endomarketing. Hopenhagen é uma plataforma de comunicação - centrada no site www.Hopenhagen.org – para discutir o aquecimento global e a viabilidade econômica das metas de redução dos gases causadores do efeito estufa. O objetivo é estimular as pessoas a postar frases de esperança no site e ainda espalhar mensagens pelas redes sociais. A idéia é que cidadãos de todo mundo expressem para seus governantes e outros líderes mundiais o que lhes dá esperança por um mundo melhor, criando uma situação para se decidir coletivamente o futuro do clima no planeta.


Participe! Divulgue sua mensagem de esperança!