quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dica para o final de semana: Parque Nacional da Serra da Canastra

Cachoeira do VentoSão Roque de Minas
Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)Parque Nacional da Serra da Canastra

Dica para um final de semana ecologico!

Conheca o Parque Nacional da Serra da Canastra!

Criado em 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra tem 71.525 hectares demarcados e parte do território de 3 municípios: São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis, no sudoeste de Minas Gerais.
A área reúne basicamente dois maciços: a Serra da Canastra e a Serra das Sete Voltas, com o vale dos Cândidos no meio. As altitudes variam entre 900 e 1.496 (torre da Serra Brava) e a vegetação predominante são os campos rupestres, com manchas de cerrado e matas ciliares.

O relevo acidentado e a vegetação rasteira produzem uma paisagem única, com grandes vistas panorâmicas e muitas cachoeiras com altura acima dos 100 metros.

As características do relevo e da vegetação favorecem também a observação de animais selvagens, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e o veado-campeiro.

O grande objetivo da criação do Parque foi a proteção das nascentes do rio São Francisco, o curso d’água mais conhecido que brota no imenso chapadão em forma de baú ou canastra. A Serra da Canastra é uma espécie de berçário de rios situado bem no divisor de duas bacias hidrográficas: a do rio Paraná e a do rio São Francisco. Da bacia do Paraná, um dos rios mais conhecidos que nascem no chapadão é o Araguari, também chamado de Rio das Velhas na parte inicial. Foi às margens dele que no século 18 surgiu o garimpo de ouro que deu origem à histórica vila de Desemboque, marco de toda a ocupação do Brasil Central.

Lembra da comemoracao?




As Ecomeninas resolveram se encontrar para comemorar os 1000 primeiros acessos, mas exatamente no dia em que se encontraram o numero de acessos ja havia ultrapassado 2000!!!

Ficamos felizes em transmitir noticias tao relevantes do cenario ambiental e esperamos promover sempre uma maior conscientizacao ambiental!

Nas fotos estao: Marina, Mariana, Barbara e Patricia. Leila esta em brasilia observando de perto os trabalhos do Ministerio do Meio Ambiente!

PS: da pra ver que estou sem acentos...

Greenwashing


Foto obtida no site www.ecosherpa.com


Já escutou falar de Greenwashing?

Greenwashing é o termo em inglês que se refere à propaganda enganosa de produtos/serviços/iniciativas ditos verdes, ou seja, a mídia vincula que um determinado produto/serviço/iniciativa é ecológico, entretanto trata-se de uma informação falsa. É um mau uso do marketing verde. E muitas vezes o que ocorre é justamente o contrário, como por exemplo: um serviço de lavagem de veículos australiano que, inclusive, se chama Ecowashing, em razão de não usar água para lavar veículos, contudo são utilizados produtos químicos que podem ser muito mais danosos ao meio ambiente do que a lavagem convencional, realizada de forma mais consciente, com uso reduzido de água.

No site Ambiente Brasil pode ser encontrado interessante artigo intitulado “Ecoturismo ou Greenwashing?” publicado por Thiago Cássio D'Ávila Araújo, no que se refere à prática no âmbito do turismo. O autor bem define o Greenwashing como “termo em língua inglesa usado quando uma empresa, organização não governamental (ONG), ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de "amigo do meio ambiente" que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.”

Fiquem atentos e não se deixem enganar!

Conscientizando os EUA...

Os Estados Unidos precisam assumir a liderança da preservação das florestas tropicais, como forma de combater a mudança climática, disse nesta segunda-feira (9) uma coalizão de parlamentares, executivos e ambientalistas.

O desmatamento representa 20 por cento das emissões de carbono responsáveis pelo aquecimento global, disseram membros do grupo Parceiros do Desflorestamento Evitado, em um fórum no Congresso dos EUA.

O Congresso deve aprovar neste ano - talvez já em fevereiro - leis contra a mudança climática, ressaltando a mudança de postura do governo norte-americano depois do fim do governo de George W. Bush, que retirou o país do Protocolo de Kyoto, principal tratado global contra o aquecimento.

"Sem a liderança dos Estados Unidos da América, todos os demais dirão: 'Talvez não seja tão sério quanto parece'", disse a ambientalista queniana Wangari.

Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004. "Se a América não está preocupada, então não pode ser uma questão séria."

De acordo com ela, três grandes florestas tropicais (Amazônia, Congo e Sudeste Asiático) são os "pulmões" do mundo, retendo enormes quantidades de gases do efeito estufa.

O grupo elogiou o Congresso por suas iniciativas em prol de uma legislação que estipule limites às emissões de carbono.

Os senadores Richard Lugar (republicano) e John Kerry (democrata) manifestaram apoio ao apelo da coalizão para que os EUA assumam a liderança no combate ao desmatamento. Executivos das empresas American Electric Power, Duke Energy, Marriott International, e das ONGs CARE USA, The Nature Conservancy, Oxfam America e Conservação Internacional também aderiram.

Stuart Eizenstat, ex-negociador dos EUA que participou da formulação do Protocolo de Kyoto disse que a ênfase na preservação florestal deve estimular os países em desenvolvimento a se envolverem com o futuro tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.

Um dos desafios do novo tratado será incluir metas obrigatórias de redução de emissões para grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, poupados do atual sistema.

"Essa é uma forma de envolver países em desenvolvimento que desejam participar, que farão sua contribuição evitando o desflorestamento...caso recebam incentivos para tal", disse Eizenstat. (Fonte: Estadão Online)

Participantes do FSM escolhem complexo do Rio Madeira como alvo de campanhas internacionais

Quando interferimos no meio ambiente no país em que vivemos não fazemos idéia da repercussão que tal atitude tomará.Precissmos conscientizar a todos que não mais apenas os "ecochatos" e "biodesagradaveis" (como são chamados os ambientalistas) se preocupam com essa questão. O mundo inteiro está criando cada vez mais a chamada consciencia verde.

Prova disso foi o fato ocorrido no Forum Social Mundial, onde cerca de 400 pessoas e organizações de vários países assinaram e promoveram o Manifesto sobre o Complexo do Rio Madeira (RO). Com a campanha, os organizadores atingiram o objetivo, dentro do FSM, de dar maior visibilidade internacional à causa do Madeira.


RIO MADEIRA - COMPLEXO JIRAU E SANTO ANOTNIO

O manifesto critica a forma como foram realizados os estudos ambientais para a implantação das usinas de Jirau e Santo Antonio, caracterizada pela "falta de compromisso dos empreendedores com um processo participativo e transparente, pelas irregularidades na concessão das licenças ambientais", assim como cita os riscos que essas obras vão trazer ao meio ambiente e população: aumento de contaminação por mercúrio, perda da qualidade da água, disseminação dos focos de malária, perda de biodiversidade, entre outros.

"Considerando o precedente extremamente perigoso que o Complexo do Madeira representa para viabilizar a IIRSA (Iniciativa para Integração da Infraestrutura Regional Sulamericana) e a dimensão global dos problemas que traz, ele deverá ser prioridade de campanha das organizações assinantes nos próximos anos nos respectivos países e áreas de atuação,"diz o documento.

Entre os que assinaram o manifesto, estão o bispo prelado do Xingu (PA), Dom Erwin Kräutler, que há anos trabalha na defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, e o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Entra as principais organizações que participaram do manifesto estão a articulação de organizações BanckTrack, a Arci e a rede Oxfam.

Complexo - O rio Madeira é o maior afluente do rio Amazonas e um dos mais importantes da região amazônica. Em Rondônia, estão em fase de licenciamento duas usinas hidrelétricas, chamadas de Santo Antônio e Jirau, que juntas pretendem gerar cerca da metade da energia da usina hidrelétrica de Itaipu.

A construção das hidrelétricas sofre forte pressão por parte de movimentos sociais e ambientalistas, devido aos impactos que o empreendimento pode causar ao meio ambiente, às comunidades locais e aos povos indígenas. Apesar disso, o governo já licitou a construção das usinas, alegando ser a única saída para conter um racionamento de energia a partir de 2012. (Fonte: Amazônia.org)

Além do que foi narrado acima, importante frisar que além da atenção mundial voltada para o caso do Madeira, os complexos Jirau e Santo Antonio estão também sendo vigiados pelos órgãos ambientais. O complexo foi multado em R$475 mil por suprimir sem autorização 18,65ha de floresta nativaem APP. Maiores informações sobre essa notícia: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=43615

Vale uma dica: cuidado Brasil!!Daqui a pouco aquilo que temos em abundancia nos será tomado!!

Maluquices ECOrretas

Como é crescente a questão do aquecimento global e cada dia mais aumenta a preocupação com a situação, aumenta também, proporcionalmente a quantidade de estudos sobre o tema, idéias mirabolantes sobre como ajudar o planeta e como salvá-lo.

Muitas idéias são muito boas!!A grande maioria dos estudos é válida!Mas nos deparamos à vezes com algumas situações, idéias e tecnologias que, cá pra nós, são um pouco esquisitas...


O ecobarco é movido à energia humana

O barco em formato de concha deslizaria sobre as águas do rio movido com a energia do exercício humano. Dentro do "ecobarco" haveria uma academia de ginástica e a energia das pessoas nas esteiras e bicicletas seria usada para impulsionar o meio de transporte. Mas será que essas academias flutuantes seriam uma solução para o trânsito das grandes cidades? Imagina, você vai sair para uma comemoração, encontrar alguém, reunião de negócios, pega seu mei ode transporte ecológico e chega no local de destino ensopado de tanto se exercitar. Creio que a idéia resolveria em parte os problemas de obesidade, mas será que resolveria os problemas ambientais?


Árvores falsas absorvem gás carbônico?

O pai da expressão “aquecimento global”, o cientista renomado Wallace Broeker quer plantar milhares de árvores sintéticas capazes de absorver gás carbônico, ao preço de U$$600 bi anuais. Hum....pra que plantar árvores falsas gastando esse fortuna ao invés de plantar árvores naturais, a fim de reflorestar o planeta..É Wallace, acho que não vai pegar não...sinto muito..


O "pum" das vaca seria poluente

Ao que dizem cada “pum” que uma vaquinha solta libera muuuito CO2, ao passo que as flatulências de cangurus são, em outras palavras, ecologicamente corretas. Isso porque habitam os corpos dos cangurus uma bactéria ainda não identificada. Querem agora os cientistas implantar essas bactérias nas vaquinhas...será?


Explodir vulcão é a solução?

Explodir vulcão??Eu particularmente acho que não devemos brincar de Deus e muito menos ficar causando desastres naturais..vai que isso foge ao controle?Não confio muito não.


Cientistas querem aproveitar energia dos tornados

Tudo bem que um tornado pode gerar energia de um mega watt/ hora..mas daí a criar um centro de reproduções de tornado??idem comentário de cima..a gente não brinca de mãe natureza...

E você, o que acha dessas idéias malucas??

Caso conheça alguma tão maluca quanto essa, nos envie!

Ah!!a fonte dessa noticia é a revista Época!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O QUE SÃO BIOMAS?

Oi pessoal!

o post anteior diz respeito aos Biomas do Brasil. Mas ai achei importante postar o que seria "Bioma", mas de uma forma bem simples. Encontrei essas informações no site: http://www.brazadv.com/brasil/biomas.htm. Simples, objetivo...Ótimo!

Engraçado que postar informações assim me lembra de quando eu era mais nova e estava no ensino fundamental..eu achava que as aulas de geografia cujo foco eram os "biomas" eram completamente inúteis..Hoje em dia me vejo aqui discutindo e trabalhando com isso. Coisas da vida, certo?

Bom, vamos lá!

Biomas são grandes eco - regiões geográficas com condições ambientais específicas que determinam a flora e fauna típica nesta área. Uma classificação básica distingue entre biomas aquáticas e biomas terrestres.

Biomas terrestres podem ser distinguidos conforme os seguintes critérios:

• tipo de vegetação (deserto, campo / pradaria,matagal / savana ou floresta).

• latitude (tropico, temperado quente e frio ou polar) e altitude,

• clima (úmido, semi-úmido, árido, semi-árido,continental ou marítimo) e solos,

• historia geológica.

A pesar de todas as tentativas de padronizar internacionalmente a classificação dos biomas, eles muitas vezes recebem nomes locais. O bioma dos campos sulinos por exemplo está conhecido popularmente como estepe na Ásia central, savana ou veld em África do Sul prairie em América do Norte, pampa em América do Sul e outback em Austrália. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Brasil divide-se nos seguintes 6 biomas: Mata Atlantica, Cerrado, Caatinga, Amazônia, Pantanal e Pampas.

(AMAZONIA)

(CAATINGA)

(CERRADO)

(MATA ATLANTICA)

(PAMPAS)

(PANTANAL)

BIOMAS NACIONAIS



Estudos de Representatividade Ecológica nos Biomas Brasileiros
O Brasil é o país de maior biodiversidade do Planeta. Foi o primeiro signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), e é considerado megabiodiverso – país que reúne ao menos 70% das espécies vegetais e animais do Planeta –, pela Conservation International (CI).

A biodiversidade pode ser qualificada pela diversidade em ecossistemas, em espécies biológicas, em endemismos e em patrimônio genético.

Devido a sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica e climática, o Brasil abriga sete biomas, 49 ecorregiões, já classificadas, e incalculáveis ecossistemas.

A biota terrestre possui a flora mais rica do mundo, com até 56.000 espécies de plantas superiores, já descritas; acima de 3.000 espécies de peixes de água doce; 517 espécies de anfíbios; 1.677 espécies de aves; e 518 espécies de mamíferos; pode ter até 10 milhões de insetos.

É preciso lembrar que abriga, também, a maior rede hidrográfica existente e uma riquíssima diversidade sociocultural.

Os estudos de representatividade ecológica levam em consideração diversos elementos tais como, riqueza biológica, vegetação, biogeografia, distribuição de áreas protegidas e antropismo.

Os estudos de representatividade têm por objetivo verificar como os diversos ecossistemas – biomas, ecorregiões e biorregiões – estão sendo representados por meio de ações conservacionistas como áreas protegidas, corredores ecológicos, projetos de preservação de espécies etc. Obtém-se, assim, uma identificação e análise de lacunas, que deverão ser consideradas na definição de prioridades de conservação.

Os métodos de identificação de ecorregiões, análise de lacunas, gestão biorregional e ecorregional, estão sendo empregados pelas principais instituições conservacionistas mundiais, o que resulta na padronização de procedimentos e eficiência nas ações.

Estudos de Representatividade
O IBAMA/MMA, juntamente com a organização não-governamental WWF Brasil, a partir de 1998, desenvolveram os estudos de representatividade ecológica para os ecossistemas brasileiros. Foi concluído o estudo de representatividade para o Brasil, tomando-se como referência biogeográfica os biomas e ecorregiões; foi concluído, também, o estudo de representatividade para o bioma Amazônia com base nas suas 23 ecorregiões; foram identificadas as 13 ecorregiões do bioma Mata Atlântica; e estão em andamento os estudos para definição das ecorregiões dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, executados pelo IBAMA, WWF, UnB, Embrapa/Cerrados, UFPE e UFU.

O estudo de representatividade ecológica nos biomas brasileiros já apontou a existência de 49 ecorregiões e concluiu que, o Brasil – ao se considerar as unidades de conservação de proteção integral federais–, além de ser um dos países com a menor porcentagem de áreas especialmente protegidas, apenas 1,99%, tem esta rede mal distribuída entre seus biomas. Dentre outras conclusões, o estudo demonstrou que o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro, é um dos mais ameaçados do mundo e tem somente 0,85% de sua área em unidades de conservação. O bioma Mata Atlântica, o mais ameaçado de todos, com apenas 73% da sua cobertura original, tem 0,69% de áreas especialmente protegidas. O bioma Caatinga possui, também, apenas 0,65% conservado por unidades de conservação.

Valoração da biodiversidade
A Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB reconhece que a biodiversidade possui valores econômicos sociais e ambientais. Logo no primeiro parágrafo do texto esse reconhecimento é explicitado: “Consciente do valor intrínseco da diversidade biológica e dos valores ecológico, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético da diversidade biológica e de seus componentes”.

A seguir, o artigo 1º define os objetivos da Convenção como sendo “a conservação da biodiversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos”. Complementando, o artigo 11 destaca a necessidade de utilizar instrumentos econômicos na gestão da conservação da biodiversidade, afirmando que: “cada parte contratante deve, na medida do possível e conforme o caso, adotar medidas econômica e socialmente racionais que sirvam de incentivo à conservação e utilização sustentável de componentes da diversidade biológica”.

Assim, a CDB busca demonstrar, como estratégia de proteção à biodiversidade, que a conservação e o uso sustentável da biodiversidade têm valor econômico e que a utilização de critérios econômicos é relevante na sua implementação, ou seja, apregoa ser imprescindível o reconhecimento do valor econômico da biodiversidade por aqueles que participam de sua gestão.

Hoje, a maioria das decisões de políticas públicas se baseia em considerações econômicas. Assim, o conhecimento dos montantes dos valores econômicos associados à conservação, à preservação e ao uso sustentável da biodiversidade é a forma contemporânea de garantir que a variável ambiental tenha peso efetivo nas tomadas de decisões em políticas públicas.

Neste contexto, a Economia Ambiental, fundamentada na Teoria Econômica Neoclássica, incorpora hoje métodos e técnicas de valoração que buscam integrar as dimensões ecológicas, econômicas e sociais, de forma que capture os valores econômicos associados à conservação e à preservação da diversidade biológica. O objetivo é tirar as formulações neoclássicas do nível teórico de abstração e enfrentar o desafio de medir as variáveis indispensáveis à implementação e à instrumentalização de políticas públicas.

(FONTE: IBAMA)

Ministro defende integração do ecoturismo e educação ambiental em UCs fluminense


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se reuniu nesta terça-feira, em Brasília, com os prefeitos dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro para tratar sobre esgotamento sanitário, resíduos sólidos, mananciais de abastecimento urbano, Agenda 21 e Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P).

O ministro defendeu a integração de atividades como ecoturismo e educação ambiental nas 16 unidades de conservação fluminense. Ele destacou a criação de corredores florestais, que contam pontos para o município receber o ICMS verde, como forma de preservar o meio ambiente. Ele ressaltou a ampliação do Parque Nacional da Serra dos Órgãos como exemplo de parceria dos municípios com o governo federal.

Para Minc, os parques nacionais devem ser usados como circuito de ecoturismo, gastronomia e educação ambiental, com festivais de cinema (curtas ambientais) e exposições de artes. "Tem que ser uma coisa viva e interessante, que represente ganho para a população. O parque ajuda o município e o município ajuda o parque".

O coordenador da Saúde Ambiental e do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Neto, falou aos prefeitos que meio ambiente e saúde precisam ser tratados juntos, principalmente quando relacionados ao saneamento básico e à qualidade da água, ar e solo. "A questão do meio ambiente deve ser considerada um dos pontos determinantes da saúde do Brasil", defendeu Neto.

Os novos prefeitos fluminenses foram aconselhados pelo presidente da Associação Estadual dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro, Vicente Guedes, a implantar um banco de projetos. Segundo Guedes, algumas prefeituras acabam perdendo recursos disponibilizados por não terem projetos. Ele citou como exemplo o município de Valença, que deixou de ser contemplado com recurso do Programa de Aceleração do Crescimento, no início do ano, por não ter projetos prontos para serem executados.

A questão de resíduos sólidos é prioridade no Rio de Janeiro, segundo a secretária do Ambiente, Marilene de Oliveira. Ela afirmou que vários órgãos estão disponibilizando recursos para a realização de obras para resolver o problema dos lixões. "A gente só não resolve o lixo se nós não quisermos. Recursos para isso não faltam", assegurou a secretária. Atualmente, somente 15% do lixo do Brasil é tratado.

Essa é a primeira vez que o governo abre esse espaço para discutir meio ambiente com os prefeitos. Minc aproveitou a presença dos prefeitos fluminenses em Brasília para o Encontro dos Novos Prefeitos e Prefeitas para convidá-los a debater a política ambiental do Rio de Janeiro em parceria com o governo federal.

Consórcios municipais - O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, defendeu a realização de consórcios com as prefeituras para resolver os problemas dos aterros sanitários. "O que precisa são os municípios se consorciarem e terem bons projetos. A gente vê as dificuldades ao tocar as obras do PAC por falta de projetos", disse Pezão.

O prefeito de Macaé, Riverton Mussi, propôs, na reunião com o ministro do Meio Ambiente, um consórcio para a construção de um aterro sanitário em seu município, que receberá lixos das regiões próximas. Em contrapartida, Macaé receberia recursos para resolver outros problemas ambientais, como recuperação de lagoas e bacias.

O consorciamento permite que municípios trabalhem em parceria em regiões de interesse comum, como bacias hidrográficas e pólos regionais de desenvolvimento, para melhorar a prestação de serviços públicos.

(FONTE: MMA)

POLEMICA NO BLOG - VALE A PENA LER!


Já que é para polemizar o blog, lá vai um caso meu...

Quando trabalhava em uma empresa de consultoria, recebi um questionamento de uma cliente a respeito de destinação final de tetracloreto de titânio e de tungstênio.
Na verdade a cliente queria era exportar esses resíduos de seu processo produtivo para os Estados Unidos, onde havia uma filial da empresa que realizava a reciclagem desse material. Após reciclado esse material seria reenviado para o Brasil, para que pudesse ser reutilizado no mesmo processo produtivo que lhe deu origem como resíduo.

Contudo, depois de pesquisar muito sobre os materiais pude perceber que o tungstênio é relacionado na listagem da Resolução ANTT 420/04 (resolução essa que dispõe como devem ser transportados em terra produtos perigosos). Em assim sendo, restou o produto caracterizado como perigoso e, a fim de checar tal informação consultei o Decreto 875/93 para ver se o produto era também listado no anexo como resíduo perigoso. Dito e feito.

Entrei em contato então com o IBAMA para saber como deveria minha cliente proceder, pois existe a Convenção da Basiléia (decreto 875/93 – que proíbe importação e exportação de resíduos perigosos para países não parte da Convenção) e os EUA, só para variar um pouco, não eram Parte da Convenção.

Fiquei pasma ao descobrir que no BRASIL, um pais de dimensões continentais apenas UMA pessoa sabia prestar informações sobre o meu caso. Essa pessoa se encontrava no IBAMA Brasília e nunca estava disponível para conversas, pois como era a única pessoa que sabia sobre a Convenção da Basiléia vivia em reuniões e ocupada.

Ainda me assustei com a seguinte situação: não é segredo para ninguém que existe um inchaço de leis no Brasil, tanto que fica ate difícil trabalhar com tantas leis. Mas para tratar do assunto em questão não existia uma lei sequer, o que contraria inclusive o texto da Convenção que é bem claro em dizer que deve haver legislação interna e especifica para tratar do tema e que a mesma devia ser elaborada em 6 meses após a ratificação da Convenção pelo país. Há apenas uma norma que trata da importação de resíduos perigosos. Mas sobre exportação na há nenhuma!!

O caso é bem maior e bem mais complicado..rendeu um parecer excelente e minha monografia de final de curso, defendida e aprovada com nota máxima.

Esse tema na verdade é um desafio enorme (bem como tantos outros no direito ambiental) pois inexiste bibliografia sobre ele, a fonte de pesquisa é a Convenção da Basiléia (que está em muito ultrapassada tendo em vista que ela é de 1993 e já existem muitas tecnologias por ela não prevista – e sequer imaginadas – que deveriam dar ensejo a uma flexibilização da proibição da movimentação trasnfronteiriça de resíduos perigosos, para o próprio bem do meio ambiente em sentido lato), não há legislação federal suficiente e esclarecedora e ainda o órgão ambiental que deveria ser o norteador de boas políticas e um dos maiores interessados no cumprimento da lei e efetivação de políticas ambientais corretas não sabe sequer informar sobre a existência de possibilidades de importações/exportações e como proceder.

Não serei injusta ao ponto de dizer que o IBAMA é completamente leigo nessa questão, pois na página existem os formulários a serem preenchidos para importar resíduos perigosos e eles sabem da proibição de importação. Mas para por ai.

A consulta que eu fiz não demorou 5 anos, demorou apenas 1, o que é em muito absurdo, pois enquanto o órgão enrolava para dar uma resposta, os produtos que estavam armazenados no pátio da empresa aguardando liberação para serem exportados, estavam se deteriorando em função do contato com o ar, umidade, calor, água dentre outros, correndo o risco de contaminar o solo, lençóis freáticos, ar dentre outros. (inclusive porque nem como deveria ser armazenado o produto estava especificado em lei, resultando de ações positivas da empresa e muito mais sérias que do órgão ambiental para prevenir qualquer tipo de acidente ambiental).

Uma pergunta que a gerente de insumos da empresa me fez e que não quer calar: a demora na resolução da questão é toda do órgão ambiental, que deveria dar um norte à emp-resa sobre como agir e não o fez. E se a empresa fosse multada? O IBAMA responderia também?

Apenas respondi que era interessante a teoria dela...

Esse caso me indignou e ai pude ver o despreparo dos órgãos ambientais. Em muitos casos, trata-se de loteria: apenas arrancam dinheiro daqueles empresários e empreendimentos que por mais que queiram agira corretamente, ficam impossibilitados.

Neutralização de Carbono: licença para poluir?


Primeiramente, para tratar do tema neutralização de carbono é essencial esclarecer o seu conceito. Este processo também chamado de carboneutralização busca, em linhas gerais, lutar contra o aquecimento global através da absorção de gás carbônico que as plantas realizam naturalmente, na medida em que crescem. É realizado através do plantio de árvores e/ou outras plantas que, por meio da fotossíntese, sequestram o CO2 e liberam oxigênio na atmosfera.


O gás carbônico é um dos principais gases que causam o Efeito Estufa, por isso é um dos chamados Gases de Efeito Estufa (GEEs) juntamente com o metano e outros. O CO2 tem sido visto como o verdadeiro vilão da problemática climática mundial, sendo que a sua emissão é considerada como uma das causas do aquecimento global.

A carboneutralização pode sim ajudar a reduzir os terríveis efeitos das emissões contínuas de GEEs, entretanto tem sido divulgado pela mídia que a neutralização de carbono seria a solução contra o aquecimento global.

Independentemente de ser cientista ou não, é fácil perceber que um fenômeno como o aquecimento global não é causado por um fato apenas, logo também não poderá ser resolvido com uma ação isolada, como sugere a idéia de carboneutralização.

É preciso entender que a neutralização de carbono é uma boa medida para ajudar a reduzir os impactos ambientais causados pelas emissões de GEEs. Entretanto, o instituto não constitui sozinho a solução para o problema do clima no mundo. Juntamente com a carboneutralização é necessário praticar várias outras ações, sendo que a principal delas é a redução, reduzir o consumo de energia, de água, de combustíveis, de alimentos, de produtos e etc.

Ainda mais preocupante é pensar que a existência de serviços de neutralização de carbono à disposição pode se tornar uma “Licença para Poluir”, gerando o efeito contrário ao que se busca atingir. Ora, se uma empresa, por exemplo, emite uma grande quantidade de Gases de Efeito Estufa e depois realiza a carboneutralização destas emissões, pode ser que os seus dirigentes durmam tranqüilos, achando que estão fazendo a coisa certa, mas infelizmente não é simples assim. O problema ambiental é mais complexo do que isso. Essa visão é puramente simplista e não leva em consideração outras variáveis.

Não sou contra a neutralização de carbono, apenas sugiro que as pessoas tenham uma visão ponderada e crítica sobre o tema para que não seja incentivada a poluição diante da possibilidade de ser realizada a carboneutralização posteriormente.

Outro ponto que deve ser analisado é se as árvores plantadas pelo serviço de neutralização de carbono constituem espécies nativas da região de plantio, se o plantio está sendo realizado de maneira correta e se é feito por profissionais habilitados, e até mesmo se as árvores permanecem no local com o passar do tempo. Tudo isso deve ser monitorado.

Produtos e/ou empresas que se intitulam carboneutros também devem ser vistos com muito cuidado. Não se deixe levar por uma simples propaganda. É fundamental investigar e buscar informações mais precisas antes de adquirir um produto ou serviço que se intitula carboneutro.

Abra bem os olhos e não se deixe enganar. Informe-se primeiro! Pense nisso: antes de neutralizar, por que não reduzir as emissões de GEEs? A mudança de comportamento pode exigir mais esforço, no entanto os seus efeitos são mais significativos do que medidas paliativas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sites e Blogs Ambientais

Cada dia mais, um maior número de curiosos e experts se reúnem através da internet para compartilhar notícias, opiniões e dicas sobre questões ambientais, como nós, as Ecomeninas! Dentre o imenso universo internauta verde, foram eleitos alguns sites interessantes sobre o tema, aí vão eles:


Em Inglês

O EcoStreet (www.ecostreet.com) traz informações sobre reciclagem, ativismo, aquecimento global, entre outros. O Green Girls Global (greengirlsglobal.com/blog), com enfoque feminino, o EarthPal (earthpal.wordpress.com) e o Flesh is Grass (www.fleshisgrass.wordpress.com) também valem a visita.

O Daily Green (www.thedailygreen.com) não entrou na lista, mas se destaca como um portal que reúne dicas, conselhos e notícias e funciona, também, como rede social.


Em português

Diversos sites e blogs brasileiros se propõem a tratar da questão ambiental. O Atitude Verde (www.atitudeverde.com.br) indica "o que ainda se pode fazer para não deixar o planeta morrer".

O EcoBlogs (www.ecoblogs.com.br) reúne seis blogueiros independentes em um mesmo portal, que recebe cerca de 250 visitas por dia.

O Faça Sua Parte (www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte) também funciona como rede de blogs. Jorge Cordeiro (escriba.org) faz parte de duas redes e compartilha links e informações sobre produtos verdes, como salvar o planeta e demais assuntos relacionados.

Denise Rangel, do Sturm und Drang (drang.com.br/blog), dá dicas sobre ambiente, indica onde reciclar pilhas, por exemplo, e incentiva atitudes sustentáveis, como criação de mini-horta em casa e redução do uso de carro.

Nesta lista também se acrescenta o nosso blog, o ECONEXOS por Ecomeninas, que apesar de ser novo, vem conquistando o seu espaço no mundo virtual da temática ambiental.


Adaptação do Jornal Folha de São Paulo, de 07/02/2009.

Os Reciclados


Os Reciclados, a nova série de desenho da Tv Rá Tim Bum (Tv Cultura), vem dando o que falar... Heróis que tentam educar o vilão "O Homem Sem Noção" para transformá-lo em um "Homem Consciente" em matéria de reciclagem tem tudo para fomentar a discussão da temática ambiental de forma simples e lúdica. De acordo com as informações do site da Tv Cultura "os novos heróis vão defender o meio ambiente da poluição e dos maus tratos e quando o dever chama, eles se transformam em uma turminha com super poderes, sempre atenta às artimanhas do vilão Lixão e seus comparsas."
Através do link abaixo é possível assistir ao episódio "O Funcionário do Mês" da série que diverte ao mesmo tempo em que ensina:
http://www.memoriaoral.com.br/tvratimbum/secoes/videos/?id=1312
Uma iniciativa bem bacana!


Indignação


Esse blog tá precisando de um pouco de polêmica...


Trata-se de um caso real...


Aqui no escritório enviamos, em 24/02/2004, um questionamento ao IBAMA sobre licenciamento ambiental para transporte de concentrado de zinco e sabe quando recebemos a resposta?

Hoje! Dia 10/02/2009!


Tá certo que o ofício foi datado em 27/01/2009, mas passaram quase cinco anos!!!


Qual o problema dos órgãos públicos? Falta de funcionários ou falta de ânimo?

Consórcios intermunicipais viram alternativa contra os lixões

O Ministério do Meio Ambiente vem apoiando estados e municípios na constituição de consórcios intermunicipais, como alternativa inovadora para evitar o aparecimento dos lixões. O tema será abordado nesta quarta-feira (11), a partir das 8h30, durante oficina a ser realizada no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas que será aberta nesta terça-feira (10) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Na ocasião, o diretor de Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, falará aos novos gestores municipais sobre as experiências do ministério no incentivo à consolidação destes consórcios.

O consórcio é uma forma de reunir esforços e otimizar recursos de cada município para ampliar ou melhorar os serviços públicos oferecidos à população. Ao se consorciarem, os municípios poderão compartilhar estruturas gerenciais, administrativas e de apoio técnico com maior qualificação, reduzindo, desta maneira, os custos para a prestação de serviços e manutenção de equipamentos, por exemplo.

Até o momento, foram firmados convênios de cooperação com os estados de Sergipe, Goiás, Rio de Janeiro, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Norte, Acre, Pernambuco, Ceará, Piauí e o município de Ariquemes, em Rondônia, que atenderá mais 14 municípios daquele estado.

O trabalho do Departamento de Ambiente Urbano do MMA é apoiar, de forma participativa, a elaboração de estudos de regionalização para a gestão integrada dos resíduos sólidos. Ou seja, viabilizar uma alternativa para a disposição compartilhada de resíduos, eliminação de lixões, implantação de unidades para triagem de resíduos sólidos recicláveis e reutilizáveis, compostagem de resíduos sólidos orgânicos e o manejo adequado dos resíduos da construção civil. Apóia também a elaboração de planos regionais de gestão associada e integrada desses resíduos.

Segundo Silvano Silvério, a formação de consórcios intermunicipais, com a participação do respectivo Estado, como forma de garantir a sustentabilidade das unidades a serem construídas é o pré-requisito para que os municípios recebam recursos para a viabilização dos empreendimentos. O diretor informa que, no momento, 13 consórcios estão em processo de formação, abrangendo mais de 160 municípios. "Esses passarão a contar com gestão inovadora de resíduos, beneficiando também catadoras e catadores que trabalham em condições precárias", disse.

A oficina sobre consórcios públicos, marcada para as 10h30, na Sala de Oficina 2, terá ainda como palestrantes a assessora especial da Subchefia de Assuntos Federativos (SAF) da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Paula Ravanelli Losada. A assessora discorrerá sobre a Nova Lei dos Consórcios Públicos; o especialista sênior em infra-estrutura do Ministério das Cidades, Ernani Ciríaco de Miranda, que falará sobre o Programa de Modernização do Setor Saneamento e a experiência do Consórcio Regional de Saneamento do sul do Piauí; e Ary Vanazzi, prefeito de São Leopoldo do Sul/RS, que vai contar sobre a experiência do Consórcio Público de Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.

ASCOM

Águas subterrâneas passarão a ser classificadas para uso adequado


O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determinou, segundo resolução publicada na sexta-feira (6) no Diário Oficial da União, que as águas subterrâneas passarão a ser classificadas de acordo com as características hidrogeoquímicas naturais e com os níveis de poluição. A categorização vai indicar a forma adequada de uso para cada aqüífero.

Esse tipo de classificação já é adotado para as águas de superfície, e tem por objetivo prevenir e controlar a poluição, além de promover a proteção da qualidade das águas subterrâneas.

Segundo o site do Ministério do Meio Ambiente, a descontaminação de lençóis subterrâneos é um processo complicado, lento e oneroso, e, para ara garantir a qualidade da água dentro de sua classificação, os órgãos ambientais devem promover a implementação de Áreas de Proteção de Aqüíferos e Perímetros de Proteção de Poços de Abastecimento.

A medida prevê também a criação de Áreas de Restrição e Controle do Uso da Água Subterrânea. Elas serão implementadas em caráter excepcional e temporário quando a captação da água representar risco para a saúde humana, para ecossistemas ou para os próprios aqüíferos. (Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil)

Justiça decide que casa de veraneio deve ser demolida no Pantanal

Uma casa de veraneio, construída às margens da Baía de Siá Mariana, no Pantanal de Mato Grosso, deverá ser demolida e o proprietário ainda terá de recompor o meio ambiente e retirar o material de construção usado no imóvel. A decisão é da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que manteve sentença de Primeiro Grau, nesta sexta-feira (6). Cabe recurso.

Segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ), os integrantes da câmara entenderam que não tem efeito a autorização da construção de casa de veraneio em área de preservação ambiental. A residência está situada em território considerado como patrimônio natural da humanidade, no caso o Pantanal.

Os advogados do dono da casa informaram, durante o processo, que não havia prova de que a construção causava dano ao meio ambiente. Eles argumentaram ainda que a área seria de domínio privado e não de uso comum, portanto, possuiria o direito de construção.

Eles disseram que o proprietário tinha autorização dos órgãos públicos para a construção e pediram que o imóvel fosse preservado. O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha disse que as autorizações que o proprietário tem não estão imunes à revisão. (Fonte: G1)


(obs: a figura acima é apensa ilustrativa.)

Borboletas enganam formigas para que criem seus filhotes


Borboletas podem parecer inofensivas e amigáveis. Mas pelo menos um tipo delas aprendeu a criar seus filhotes como parasitas, enganando formigas para alimentarem e darem tratamento especial aos intrusos.

As pupas da borboleta europeia Maculina rebeli exalam uma essência que imita as formigas e as faz sentir em casa dentro do formigueiro. Uma vez que elas se tornam lagartas, elas até pedem comida como as larvas de formigas, disseram os pesquisadores na edição de sexta-feira (6) da revista Science.

Mas, não contentes em apenas serem alimentadas, as borboletas fazem com que as formigas lhes deem um tratamento especial, disse Jeremy A. Thomas da Universidade de Oxford.

As rainhas dos formigueiros fazem sinais que as diferenciam das formigas trabalhadoras. Acontece que as larvas estão aprendendo a imitar esses sons, disseram os pesquisadores, ganhando um alto status para serem resgatadas caso o formigueiro seja perturbado.

Em tempos de escassez de alimentos, as formigas também costumam matar suas larvas comuns para dar de alimento para a rainha, acrescentou a equipe.

Na natureza, a rainha e as larvas ficam em locais diferente do formigueiro e não se encontram. Mas no experimento, uma borboleta fingindo ser uma formiga rainha foi colocada em uma câmara com formigas trabalhadoras e quatro formigas rainhas reais. As rainhas verdadeiras começaram a atacar e morder a larva, mas as trabalhadoras começaram a defendê-la, atacando suas próprias rainhas. (Fonte: Estadão Online)

Coca-cola doa R$ 20 milhões para Fundação Amazônia Sustentável


A Coca-Cola Brasil anunciou, em Manaus (AM), uma doação para a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Os principais objetivos do programa são promover a redução do desmatamento e estimular a melhoria da qualidade de vida dos povos da Floresta.

A doação da Coca-Cola Brasil será aplicada em um fundo permanente que irá beneficiar cerca de duas mil famílias, nos quatro componentes do programa Bolsa Floresta: Familiar, Associação, Social e Renda.

Para usufruir do benefício, as famílias têm que participar de oficinas de formação sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Ao final do processo, os participantes assinam voluntariamente um termo de compromisso pelo desmatamento zero.

"O Bolsa Floresta é um importante mecanismo para envolver a população nas atividades de combate ao desmatamento. O programa não é um salário e não pretende ser a principal fonte de renda das famílias. É um complemento de renda, pago a título de recompensa pela conservação da floresta", explica Virgílio Viana, diretor geral da Fundação Amazonas Sustentável.

O Bolsa Floresta está incluído na Lei de Mudanças Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas. Até o mês de dezembro de 2008, o programa beneficiou 4.500 famílias em 13 unidades de conservação das 34 existentes.

"O trabalho desenvolvido pela FAS está em linha com a plataforma de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, Viva Positivamente. Estamos felizes em poder contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira através da geração de renda baseada em atividades sustentáveis", diz Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil. (Fonte: JB Online)

Greenpeace critica previsão do governo de aumento do uso de termelétricas no país


A intenção do governo de diminuir a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira e aumentar a quantidade de energia gerada por termelétricas, prevista no Plano Decenal 2008/2017, apresentado na sexta-feira (6), não agradou a organização não-governamental Greenpeace, defensora do meio ambiente.

Para o coordenador de campanhas da entidade, Sérgio Leitão, isso mostra o desinteresse do governo com a geração de energias limpas. “O Brasil está indo na contramão do esforço que está sendo feito para diminuir a emissão de CO2, de apoiar a implementação de energias limpas e renováveis”, afirmou.

O Plano Decenal prevê que a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira vai cair dos atuais 85,9% para 75,9%. Por outro lado, o uso de termelétricas movidas a óleo combustível deve passar de 0,9% para 5,7% e a energia gerada por térmicas a carvão vai passar de 1,4% para 2,1%.

Durante a apresentação do Plano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, justificou que as termelétricas são fundamentais para a segurança energética do país. “O ideal seria mantermos os mesmos percentuais de energia gerada a partir das hidrelétricas, mas todos sabem o quanto é difícil aproveitar melhor o potencial hidrelétrico do país”, disse.

O diretor do Greenpeace afirmou que há uma contradição entre o Plano Decenal e a posição do governo brasileiro ao apresentar, durante a Conferência das Partes sobre o Clima, na Polônia, um plano nacional de mudanças climáticas, no qual apostava na redução dos gases de efeito estufa.

“O governo tem vários representantes e não sabemos exatamente qual é a sua posição. Na prática, o que a gente vê é o Brasil sujando sua matriz energética, abraçando de novo energias sujas, antigas, e que são contrárias a qualquer esforço de uma redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou.

Para Leitão, as energias renováveis são viáveis do ponto de vista ambiental, econômico e social. “O que precisa é que o governo tenha um compromisso sério com a energia de matriz limpa”, diz. Para ele, faltam políticas industriais do governo brasileiro para incentivar energias renováveis.

Leitão defende a expansão da matriz hídrica no país, por ser considerada limpa e barata. No entanto, ele alerta para a necessidade de um planejamento e da consulta às populações atingidas pela construção de novas hidrelétricas.

“Se esse setor for planejado a partir do interesse das empreiteiras, como foi na década de 70, nós vamos continuar assistindo a desastres ambientais como foi a Usina de Tucuruí (Pará) e Samuel (Rondônia)”, lembrou.

De acordo com o Plano Decenal, a previsão do governo é que a geração de energia nas termelétricas aumente de 1,9 mil megawatts para 10,4 mil megawatts até 2017. No caso das térmicas a carvão, a geração deve passar de 1,4 mil megawatts para 3,1 mil megawatts.

Em contrapartida, a geração de energia nas hidrelétricas deve passar de 84,3 mil megawatts em 2008 para 117,5 mil megawatts em 2017, e a geração de energia por meio de usinas movidas a biomassa e usinas eólicas deve passar de 1,2 mil megawatts para 6,2 mil megawatts. (Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil)

Greenpeace lança documento que propõe uso de energias renováveis


O Greenpeace lançou na tarde de sexta-feira (6) um documento que propõe a utilização de energias renováveis no país, especialmente nos parques industriais. O texto foi anunciado durante o seminário realizado pela ONG em parceria com o Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e Biodiversidade. O evento ocorreu na embarcação do Greenpeace, a Artic Sunrise, que chegou ao Porto de Mucuripe, em Fortaleza (CE), no final da tarde de quinta-feira (5).

“A proposta principal é que o governo brasileiro crie um ambiente de incentivo às energias renováveis e limpas, o Brasil tem um amplo potencial natural, e o Greenpeace está aqui em Fortaleza conversando com o governador do estado, com o presidente do Banco do Nordeste justamente sobre a viabilidade de um amplo investimento público no apoio ao desenvolvimento de uma indústria de energias renováveis", afirmou Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace.

"Nós precisamos agora que o poder público incentive, por exemplo, a instalação de indústrias para fabricação dos equipamentos que são necessários para a instalação das usinas eólicas”, concluiu.

Uma das propostas da organização, no documento, é o uso de energia eólica. O estado do Ceará é o que tem maior potencial nesse tipo de energia renovável no Brasil. O Greenpeace estima que haja "duas Itaipus de ventos" em terras cearenses e nega que essa energia seja mais cara para o consumidor do que a hídrica. A organização também defende o uso da biomassa.

Segundo Leitão, o estado do Ceará tem investido na geração de energias renováveis, o que torna o parque industrial mais atrativo para os mercados europeu e norte-americano. Mas o diretor lamenta a falta de apoio do governo federal. “Falta vontade do presidente Lula, da ministra (da Casa Civil) Dilma (Roussef) e do ministro (de Minas e Energia, Edison) Lobão que se ocupam em esvaziar esse imenso potencial ecológico econômico que o Brasil tem para dar ao planeta”, afirmou.

A visita da embarcação Arctic Sunrise é parte da expedição “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora” cujo objetivo é alertar sobre a gravidade das mudanças climáticas e pressionar o governo federal a adotar soluções para enfrentar o aquecimento global.

No Brasil, Fortaleza é a terceira cidade visitada, depois de Manaus (AM) e Belém (PA). A expedição ainda passará, até o final de março, por Recife, Salvador, Santos e pelo Rio de Janeiro.

Entre os participantes do seminário estavam o governador do Ceará, Francisco Pinheiro, o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e representantes da Universidade Federal do Ceará e do governo do Estado. (Fonte:Agência Brasil)

EPE: expansão em energia requer R$ 767 bi em 10 anos


Para expandir o mercado brasileiro de energia e garantir o atendimento ao consumo serão necessários investimentos de R$ 767 bilhões nos próximos 10 anos. A previsão consta do Plano Decenal de Energia 2008/2017, divulgado oficialmente na sexta-feira (6) pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo a EPE, responsável pela elaboração do plano, quase 70% dos recursos, R$ 536 bilhões, serão aplicados nos segmentos de petróleo e gás natural, incluindo as atividades de exploração, produção e oferta de derivados desses produtos. O setor elétrico necessitará de R$ 181 bilhões até 2017, o que representa 23,6% do total. O dinheiro será aplicado em projetos de geração e transmissão de energia elétrica, por exemplo.

Também estão previstos investimentos na expansão da oferta de biocombustíveis líquidos, como etanol e biodiesel, que deverão receber R$ 50 bilhões ao longo de 10 anos, de acordo com o planejamento do governo.

O objetivo do programa é investir em projetos que garantam o suprimento de energia, promovam redução nos custos de investimentos e que tenham sustentabilidade ambiental. Para elaborar o Plano, foi considerado cenário demográfico com acréscimo de 15,5 milhões de habitantes no período 10 anos. Sendo assim, o Brasil chegaria a 2017 com 204,1 milhões de pessoas. (Fonte: Gerusa Marques/ Estadão Online)

Especialistas relacionam emissões de carbono com vida cotidiana


Atos corriqueiros - como beber uma xícara de chá, tomar uma ducha, comer um bife - são colocados em questão pelos cientistas, que estudam novos sistemas de medida, nada menos que o dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento do planeta.

"É urgente que as pessoas comecem a agir. Se dissermos que é preciso esperar até o sistema estar pronto, talvez seja muito tarde", opina Hugo Kimber, que dirige o The Carbon Consultancy, com sede no Reino Unido.

O critério para analisar nossa vida cotidiana, expressado em gramas equivalentes de carbono (unidade que inclui todos os gases que provocam o efeito estufa), apresenta, no entanto, problemas de metodologia. A cada dia aparecem novos estudos a respeito - alguns confiáveis e outros, extravagantes.

Navegação poluída - A última polêmica a este respeito diz respeito ao impacto no meio ambiente provocado pela consulta na internet.

Ao contrário do que se pode pensar, multiplicar as consultas na internet está longe de ser insignificante quanto às emissões de carbono.

O jornal britânico "Times" iniciou a controvérsia quando, em um artigo publicado no mês passado, afirmou que duas consultas ao Google geravam, em média, tanto dióxido de carbono quanto a fervura de uma chaleira, ou seja, sete gramas de CO2 por consulta...ou por chaleira.

O Google reagiu imediatamente, alegando que, segundo os cálculos da empresa, cada visita a seu portal produziria apenas 0,2 grama de CO2.

Alex Wissner-Gross, pesquisador de Harvard, e que era citado no artigo, negou ter divulgado uma quantia específica sobre o Google, ao afirmar que seus trabalhos se referiam ao conjunto da internet, com uma média de 20 mg de emissões de CO2 por cada segundo on-line.

"Porém, esta média não dá muitas informações, já que é preciso considerar outras variáveis como a localização dos clientes e dos operadores, assim como o material utilizado."

Para permitir uma análise personalizado do impacto em carbono de um portal na internet, e tentar reduzir o mesmo, o engenheiro criou uma ferramenta chamada CO2stats.

As tentativas e polêmicas, no entanto, não devem tirar de foco o principal objetivo dos novos cálculos: oferecer um elemento de comparação para orientar as condutas a um modo de vida que reduza as emissões de C02.

"Pela primeira vez na história, nossa civilização começa a medir o impacto ambiental de maneira séria, completa e detalhada. Um certa hesitação é provavelmente inevitável", afirmou Wissner-Gross. (Fonte: Folha Online)

Aumento do nível do mar pode ser 25% maior que o esperado, diz estudo

O aquecimento global pode derreter a calota de gelo na Antártida ocidental e causar inundações no litoral da América do Norte e nas nações do Oceano Índico, segundo um artigo publicado pela revista "Science".

Cientistas da Universidade Estadual do Oregon (EUA) descobriram que, se as previsões sobre o derretimento da camada de gelo da Antártida ocidental se confirmarem, o aumento do nível do mar será maior que o esperado.

Segundo pesquisas do grupo liderado pelo geofísico Jerry Mitrovica, pela física Natalya Gómez e pelo geocientista Peter Clark, os oceanos podem subir 25% mais do que o esperado, o que causaria grande impacto em cidades litorâneas como Nova York e Washington.

Até pouco tempo atrás, achava-se que o fim do gelo antártico faria o nível do mar subir cinco metros, disse Mitrovica, diretor do Programa de Evolução de Sistemas da Terra no Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas.

Esses cálculos, explicou, foram feitos transformando o volume total da calota de gelo em água e considerando que a água derretida se distribuiria por igual no mundo todo.

No entanto, segundo os pesquisadores, esta é uma estimativa simplista, que não leva em conta outros efeitos fundamentais.

Força gravitacional - Em primeiro lugar, quando uma placa de gelo derrete, perde sua força gravitacional e faz com que a água se afaste.

Sendo assim, quando uma calota de gelo se funde, o volume de água diminui em um raio de 2.000 quilômetros e, consequentemente, aumenta progressivamente nas áreas mais afastadas.

"Se a placa de gelo no oeste antártico derreter, o nível do mar perto da Antártida diminuirá, mas aumentará muito mais do que o esperado no hemisfério Norte, por causa deste efeito gravitacional", explicou o especialista.

O estudo, que será publicado em 6 de fevereiro pela revista 'Science', acrescenta que um dos fatores ignorados nas outras simulações é o buraco que ficará no solo rochoso sobre o qual a placa se sustenta.

Os cientistas dizem que primeiro ele se encherá de água. Mas preveem que, depois que o gelo desaparecer, o buraco diminuirá de tamanho, empurrando parte da água em seu interior de volta para o mar, contribuindo para aumento do nível dos oceanos.

Os autores do artigo dizem ainda que, se desaparecer totalmente, a placa de gelo causará uma mudança no eixo de rotação da Terra.

Deslocamento de águas - Esta mudança provocaria um deslocamento na água dos oceanos Atlântico e Pacífico, do sul para o norte, o que afetaria as áreas da América do Norte e do Oceano Índico meridional.

"O efeito de todos estes processos é que, se a placa de gelo da Antártida ocidental derreter, o aumento no nível do mar em muitas regiões litorâneas será pelo menos 25% maior que o esperado", alertou Mitrovica.

Isto se traduziria em um aumento de seis a sete metros do nível do mar, "uma grande quantidade de água adicional, sobretudo ao redor de áreas urbanas como Washington DC, Nova York e a costa da Califórnia", disse.

A comunidade científica ainda está debatendo que quantidade de gelo desapareceria se a placa ocidental derretesse, mas segundo o cientista, aconteça o que acontecer, "o trabalho comprova que o aumento do nível do mar que se produz em muitas zonas litorâneas povoadas seria muito maior" do que o indicado pelas primeiras estimativas. (Fonte: Folha Online)


Áproveitando a noticia anterior...

O que é Zoneamento Economico Ecológico?

O que é?

O Zoneamento Ecológico-Econômico é um instrumento técnico que procura expressar a resultante de dois processos dinâmicos que interagem, continuamente, dentro dos sistemas ambientais. É um instrumento de planejamento estratégico direcionado para o ordenamento territorial, que estabelece medidas e padrões de proteção ambiental, destinados a assegurar o uso integrado dos recursos naturais e a conservação da biodiversidade, garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população.

O ZEE trabalha com a elaboração de diagnósticos e mapas, além da simulação de cenários, baseados: (i) nas características do solo, clima, vegetação, relevo, recursos minerais, cobertura vegetal, biodiversidade; (ii) em aspectos sociais (demografia, saúde, educação, saneamento), econômicos (renda, produção, infra-estrutura), institucionais (participação política, organização social) e culturais, presentes nas áreas escolhidas. Tudo isso para indicar as Áreas de Conservação, apropriadas para uso sustentável (Áreas de Proteção Ambiental e Florestas Nacionais, por exemplo) e de Proteção Integral (como os Parques Nacionais e as Reservas Biológicas), Áreas de Expansão (assentamentos agrários), Áreas de Consolidação (Produção Agrícola e Agropecuária Intensiva), bem como Áreas de Recuperação (com uso inadequado as suas reais aptidões).

É um instrumento técnico e político, dinâmico, que tem como objetivo principal fornecer aos setores público e privado, informações necessárias para o planejamento racional da ocupação de um território.

O Zoneamento Ecológico Econômico deve ser:

Participativo

Os atores sociais devem intervir durante todas as fases dos trabalhos, desde a concepção até a gestão, com vistas à construção de seus interesses próprios e coletivos, para que o ZEE seja autêntico, legítimo e realizável.

Eqüitativo

Igualdade de oportunidade de desenvolvimento para todos os grupos socais e das diferentes sub-regiões.

Sustentável

O uso dos recursos naturais e do meio ambiente deve ser equilibrado, buscando a satisfação das necessidades presentes sem comprometer os recursos para as gerações futuras.

Integrado

Considera as dimensões ambiental, social, econômica e institucional, bem como os fatores histórico-evolutivos do patrimônio biológico e natural. Estabelecendo as interrelações entre os sistemas físico, biológico, socioeconômico e cultural dos territórios.

Objetivos

Ampliar o nível de conhecimento dos meios físico-biótico, sócio-econômico e cultural da área de influência;

Subsidiar a formulação de políticas de ordenamento do território da área de influência;

Orientar os diversos níveis decisórios para a adoção de políticas convergentes com as diretrizes de planejamento estratégico da Amazônia;

Propor soluções de proteção ambiental e de desenvolvimento que considerem a melhoria da qualidade de vida da população e a redução dos riscos de perda do patrimônio natural.

ZONEAMENTO ECONÔMICO ECOLÓGICO (ZEE) NA AMAZÔNIA


Recentes matérias na mídia afirmaram que o ZEE da BR 163, aprovado em lei estadual do Pará, sancionada pela governadora Ana Júlia em 9 de janeiro de 2009, e recepcionada pela Comissão Técnica interministerial do ZEE flexibiliza o Código Florestal, e estimula a expansão da agropecuária na Amazônia, além de aumentar o desmatamento e diminuir a recuperação de áreas degradadas. Segundo o Ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, todas estas afirmações são total e rigorosamente falsas.

1. O ZEE da BR 163 foi feito em 8 meses, com 6 consultas públicas, apoio do IBGE, Embrapa e CPRM , discutido e votado no parlamento estadual. Ele não prevê o aumento de nenhum km² de desmatamento de área virgem e de nenhum km² de expansão de agropecuária em mata nativa.

2. Este ZEE define as áreas de expansão de unidades de conservação e prevê a intensificação da produção em áreas degradadas e consolidadas, nos termos do Código Florestal Brasileiro.

3. A conseqüência prática da implementação deste ZEE da área de influência da BR 163 (Cuiabá – Santarém) será O REFLORESTAMENTO DE 15 MILHÕES DE HA de florestas, sem qualquer novo desmatamento de matas nativas, com a recomposição de reservas legais e de APPs – áreas de preservação permanentes.

4. A Comissão Técnica interministerial do ZEE NÃO TEM PODER para flexibilizar nenhuma lei federal – só o parlamento dispõe desta prerrogativa.

5. Esta Comissão também não tem poderes para vetar uma lei estadual, só o STF em Ação de Inconstitucionalidade. Ela poderia exigir documentos e mapas (estavam todos completos) ou sugerir modificações ao governo e ao parlamento estadual em caso de ilegalidade (que inexistem).

6. A conclusão de todos os ZEEs estaduais e do Macro-zoneamento até o final de 2009 é um compromisso do MMA e do governo federal. Três estados concluíram (como Acre e Rondônia), outros 3 enviaram às Assembléias Legislativas, o estado do Amazonas o apresentou à Comissão e envia ao parlamento estadual até o início de março.

7. O ZEE junto com a regularização fundiária é o estabelecimento da fronteira da legalidade ambiental, demandada por governos, técnicos, ambientalistas, empresários sérios e universidades. Estabelece o que pode ser feito, como e onde, criando a base da sustentabilidade e uma clareza e foco nas operações de repressão ao crime ambiental.

8. O Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) é uma das chaves para combatermos o desmatamento, a violência, a exclusão e melhorarmos a qualidade de vida de 24 milhões de amazônidas, preservando o bioma.

9. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) organizou com o IBGE, a Embrapa e a CPRM (recursos minerais) o Consórcio ZEE Brasil para apoiar os estados na elaboração dos seus zoneamentos.

10. Em duas das áreas demarcadas ao longo da BR 163, com mais de 80% de desmatamento e atividades econômicas consolidadas, o ZEE possibilita a intensificação e legalização das atividades, mediante a recomposição da Reserva Legal, de no mínimo 50% da área, mais as APPs – áreas de preservação permanentes. Isto implicará no reflorestamento de 15 milhões de ha de matas nativas.

11. O desmatamento da Amazônia (e dos outros biomas) não se enfrenta apenas com o IBAMA e a Polícia Federal. Nestes 8 meses houve uma redução de 40% da área desmatada, em comparação com os mesmos meses do ano anterior; isto devido à intensificação das operações, a entrada em vigor da resolução do Banco Central que veda o crédito para quem esteja na ilegalidade fundiária ou ambiental, aos leilões do boi pirata e da madeira pirata, ao controle de alguns entroncamentos rodoviários.

12. Mas este resultado é precário e insuficiente. Sem a regularização fundiária, o ordenamento territorial através do ZEE, o Fundo Amazônia, o financiamento de um modelo de desenvolvimento inclusivo e não predatório, a transformação e valorização da cadeia de produtos do extrativismo, o manejo florestal e a implementação do PAS – Plano Amazônia Sustentável, a destruição da floresta continuará.

13. Isto representaria um atentado à biodiversidade, às populações tradicionais e às comunidades indígenas; e também o não cumprimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, assinado pelo presidente Lula em dezembro, e festejado na Polônia, pelo secretário geral da ONU e por Al Gore como um significativo avanço da posição do Brasil, e exemplo para outros países.

14. Hoje é mais fácil e barato um agente desmatar a floresta nativa do que recuperar e intensificar a produção numa área degradada. Ele não paga a terra, não assina a carteira, não paga multas e tem sempre algum político para protegê-lo.

15. Temos que inverter este quadro, combatendo a impunidade, impedindo que criminosos ambientais enriqueçam com o produto de atos ilícitos (com leilões de boi e madeira pirata) e criar apoio técnico, econômico e um marco legal que incentivem a recuperação de áreas degradadas, base para o desmatamento zero. Isto só avançará com regularização fundiária de todas as terras da Amazônia, que o governo Lula pretende concluir em três anos, a finalização do ZEE e a implementação do PAS. Pela defesa da Amazônia, de sua população e do clima do Planeta.

Fonte: Transcrição de declarações do ministro do Meio Ambiente CARLOS MINC divulgadas no site do Ministério de Meio Ambiente.

EUA e o pós-Kyoto


Em entrevista para a Folha de São Paulo, Daniel Esty, membro da equipe de transição de Obama para energia e ambiente, afirmou que os EUA estarão representados na conferência do clima deste ano em Poznan, Polônia, onde haverá um debate sobre o novo acordo global para limitar a emissão dos gases do efeito estufa.

Segundo Esty, os EUA pressionarão para que países emergentes, como o Brasil, assumam metas obrigatórias de redução de emissões. Além disso, afirma que não há perspectiva de que o novo governo dos EUA ratifique o Protocolo de Kyoto na conferência do clima já ocorrida em Poznan, mas que haverá um novo olhar para o pós-Kyoto.


Esty defende que o próximo tratado terá de ter várias coisas bem diferentes de Kyoto, começando por uma revitalização do princípio central, o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Comuns porque cada país deve assinar compromissos obrigatórios e diferenciadas porque o nível de redução variará de país a país.

Nos EUA e na União Européia espera uma redução substancial de emissões em relação aos dias atuais. No que diz respeito aos países em desenvolvimento, espera que a trajetória de crescimento seja reduzida.


Relembrando Kyoto...


Esse Protocolo tem como objetivo firmar acordos e discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na emissão de gases-estufa na atmosfera, principalmente por parte dos países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos impactante àqueles países em pleno desenvolvimento. Diante da efetivação do Protocolo de Kyoto, metas de redução de gases foram implantadas, algo em torno de 5,2% entre os anos de 2008 e 2012.


As metas de redução de gases não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados de redução para os 38 países que mais emitem gases, o protocolo prevê ainda a diminuição da emissão de gases dos países que compõe a União Européia em 8%, já os Estados Unidos em 7% e Japão em 6%.


Países em franco desenvolvimento como Brasil, México, Argentina, Índia e principalmente a China, não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.


O Protocolo de Kyoto não apenas discute e implanta medidas de redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto. Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados Unidos, se desligou em 2001 do protocolo, alegando que a redução iria comprometer o desenvolvimento econômico do país.