sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Minas cria norma para lançamento de efluentes


Os esgotos domésticos, agropecuários, industriais e demais resíduos líquidos agora necessitam de autorização do Estado para serem lançados em cursos de água em Minas Gerais. É o que determina a Deliberação Normativa (DN) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-MG) Nº 26, publicada no dia 18 de dezembro de 2008. A norma estabelece critérios técnicos a serem observados no exame de pedidos de outorga para o lançamento de efluentes em corpos de água superficiais de Minas.

Segundo a diretora de Monitoramento e Fiscalização Ambiental do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Melo, a previsão é de que a outorga para lançamento de efluentes comece a ser exigida a partir de agosto de 2009. "Atualmente, o Instituto está definindo procedimentos, modelos de relatórios e de formulários e desenvolvendo um aplicativo no Sistema Integrado de Informação Ambiental (Siam) que permita a modelagem adequada para a concessão desta modalidade de outorga", explica.

Inicialmente, a normatização será aplicada aos empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental ou Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF). Marília Melo garante que a aplicação da DN será realizada de forma gradativa no Estado com objetivo de exercer a gestão efetiva dos efluentes por bacia. "A implantação da outorga de lançamento será indutora da melhoria da qualidade das águas em Minas Gerais, uma vez que haverá um maior controle sobre esses efluentes", acrescenta. Os empreendimentos sujeitos a outorga de lançamento serão convocados pelo Igam no momento oportuno, por meio de portaria específica.

Para a concessão da outorga, serão analisadas as quantidades de carga poluidora, a capacidade de diluição do curso de água, os tipos de substâncias presentes nos efluentes, bem como a meta de qualidade pactuada para o corpo de água em questão, de acordo com o programa de enquadramento do curso de água em classes.

IMAGEM DO DIA



Uma mulher lava folhas em um açude praticamente seco na região de Yingtan, província de Jiangxi, China. Áreas atingidas pela seca na parte central da China poderão receber chuva neste final de semana, segundo afirmaram meteorologistas locais.

(FONTE: UOL)

IMAGEM DO DIA



O navio de membros da organização "Sea Shepherd Conservation Society" colide com um navio japonês de pesca de baleias nas águas da Nova Zelândia; o capitão da organização, Paul Watson, disse que o seu navio se viu forçado a colidir com o navio baleeiro japonês após uma manobra brusca da outra embarcação; na semana passada ambos já haviam se enfrentado.

(FONTE: UOL)

Noroeste de Minas avalia os dez anos da 'Lei das Águas' do Estado


Os avanços e os desafios na implementação da lei das águas de Minas serão discutidos nesta quinta-feira (05/02) em Paracatu, Noroeste do Estado. O evento faz parte do ‘Ciclo de Debates - 10 anos da Política Estadual de Recursos Hídricos’ e será realizado às 9h, no Cine Teatro Santo Antônio – rua Alexandre Silva, 295, Centro. O objetivo é discutir com representantes de diferentes segmentos da sociedade a trajetória da gestão das águas nesses dez anos.

O primeiro encontro do Ciclo aconteceu em Belo Horizonte no dia 29 de janeiro, data da publicação da Lei 13.199/99, que criou a Política Estadual de Recursos Hídricos. No dia 03 de fevereiro, o debate foi realizado em Uberlândia, com representantes de comitês de bacia hidrográfica, sindicato rural, universidades, entre outros segmentos sociais. Os próximos encontros acontecerão nos municípios de São Francisco (10/02), Três Corações (10/02), Juiz de Fora (12/02), Viçosa (13/02), Carbonita (17/02) e Teófilo Otoni (17/02).

“Esses debates permitirão uma análise mais profunda sobre a lei das águas, dando subsídios para que a gestão dos recursos hídricos no Estado avance para patamares significativos e que novas estratégias possam ser propostas neste sentido”, ressalta a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Cleide Pedrosa. Todas as contribuições serão consolidadas em um documento que será apresentado e discutido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, durante as comemorações do 8ª Fórum das Águas, previsto para acontecer entre os dias 23 e 27 de março, em Belo Horizonte.

Balanço

A diretora-geral do Igam, Cleide Pedrosa, destaca como avanço, nesses dez anos, a criação de 34 comitês de bacia no Estado, a implantação do monitoramento da qualidade das águas em todo o território estadual, a conclusão de sete planos diretores de recursos hídricos, a execução de outros 14 planos, além do Plano Estadual de Recursos Hídricos, que estabelecerá diretrizes, metas e programas para o gerenciamento das águas de Minas. "A meta é elaborar até 2010 todos os planos diretores das 36 Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos do Estado", garantiu.

Outro destaque é a operacionalização do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro). Criado em 1999, o Fundo foi regulamentado em 2006, e tem por objetivo dar suporte financeiro a projetos e programas que promovam a racionalização do uso da água e a melhoria dos cursos de água. "O Fhidro já beneficiou 42 projetos de recuperação de recursos hídricos em Minas Gerais e só este ano disponibilizará recursos da ordem de R$75,6 milhões", informa Cleide Pedrosa.

Dentre os desafios, a diretora destaca a implementação da cobrança pelo uso da água, a regionalização do Igam com a criação de núcleos do Instituto em diferentes regiões de Minas, a integração mais efetiva da gestão das águas com o licenciamento ambiental, o reconhecimento da importância dos comitês de bacia hidrográfica e a participação efetiva e representativa da sociedade civil, usuários de água e poder público nos comitês.

(FONTE: IGAM)

Articulação com instituições aumenta eficácia da fiscalização de pescados


Em 2008 o Sistema Estadual de Meio Ambiente, por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF), realizou 6.491 vistorias em empreendimentos que comercializam pescado. O número é duas vezes e meia maior do que o de 2007. De acordo com o técnico da Gerência de Gestão da Fauna Aquática e Pesca (GFAPE) do IEF, Fernando Remo Junior, a integração com prefeituras, Polícia Militar Ambiental e a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) foi o diferencial em 2008.

"As receitas de 2008 cresceram 212% em relação ao ano anterior. A logística foi estratégica nesse sentido, possibilitando a integração de instituições nos locais de atuação.", comemora Remo. As receitas da Gerência são obtidas por meio de multas, registros para aquicultores e comerciantes de produtos de pesca e emissão de licenças para as diferentes categorias de pesca (amadora, subsistência, científica) em todo o Estado.

O recurso recebido é destinado a projetos de fomento e investido também na fiscalização. Segundo o analista ambiental da GFAPE, Carlos Frederico Guimarães, o objetivo em 2009 é ampliar as áreas de atuação. Fernando Remo acrescenta que o objetivo é que o mercado da pesca fique cada vez mais organizado. "Apesar de aplicarmos multas em alguns locais, esta é a última coisa que queremos. O nosso principal objetivo é trazer os empreendedores para o sistema", ressalta.

A comercialização do produto da pesca de espécies originadas em rios mineiros é proibida em Minas Gerais, exceto para pescadores profissionais e para a despesca praticada por aqüicultor, observando a legislação pertinente. O limite para captura e transporte por pescador é de 10 kg, mais um exemplar, conforme a tabela de tamanhos mínimos permitidos. Devem ser observados também os limites permitidos durante a época da piracema.

GFAPE

A GFAPE é responsável por agir em cinco áreas, entre elas a de fiscalizações aquáticas, comerciais e industriais de produtos da pesca. Projetos de fomento, como cercamento de nascentes e piscicultura social também são desenvolvidos pela gerência, que ainda realiza o zoneamento pesqueiro e promove medidas de conscientização ambiental. A Gerência faz parte da Diretoria de Biodiversidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

A GFAPE trabalha fundamentada na Lei 14.181/02, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 43.713/04, que trata da proteção aos organismos vivos da fauna e da flora aquáticas existentes nos cursos d´água, lagos, reservatórios, represas e demais ambientes aquáticos, naturais ou artificiais.


Fonte: Ascom / Sisema

Polícia descobre lixão irregular dentro de parque em MG


A Polícia Militar de Meio Ambiente descobriu, nesta quarta-feira (4), um lixão irregular dentro do Parque do Rola Moça. A área seria usada pela Prefeitura de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

A polícia chegou ao terreno durante uma fiscalização de rotina. Uma placa indica que no local era depositado lixo hospitalar, junto com o lixo comum e pneus.

Segundo a PM de Meio Ambiente, a área é irregular porque fica em uma região controlada que ajuda a evitar impactos no parque. Ainda segundo a polícia, a prefeitura não fez um estudo de viabilidade nem tem licença para que o lixão funcione no local.

Há suspeita de que o depósito de lixo possa contaminar mananciais que ficam próximos ao terreno e abastecem, principalmente, a zona rural de Ibirité.

Foram recolhidas amostras de água para verificar se já houve contaminação. A polícia aguarda o resultado da análise para fechar o lixão e multar a prefeitura. O valor pode chegar a R$ 100 mil.

O secretário de Meio Ambiente de Ibirité, André Gustavo Diniz Matos, disse que vai recorrer à Justiça, caso o local seja fechado. (Fonte: G1)

Governo trocará 10 milhões de geladeiras em 10 anos


O governo federal trocará 10 milhões de geladeiras em 10 anos . O objetivo é acabar com os refrigeradores feitos antes de 2001. Estes usam o CFC  gás com potencial para efeito estufa e que causa dano à camada de ozônio - para refrigeração.

Na quarta-feira (4), os ministros do Meio Ambiente, de Minas e Energia, do Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Fazenda apresentaram o projeto ao presidente Lula, que prevê doações e financiamentos de novos refrigeradores.

O governo destinará o Fundo de Eficiência Energética  0,5% da conta de luz destinado a programas e projetos na área de energia - para financiar essas geladeiras. Outras medidas são baratear os juros para compra de novas geladeiras e facilitar o crédito para aquisição de novos refrigeradores, com financiamento da Caixa e do Banco do Brasil. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a idéia é reduzir para 1% a taxa de juros para aquisição de novas geladeiras  contra os 6% de hoje. Ele também afirmou que dentro de um mês será feito o estudo sobre o custo para o programa.

O programa de troca de geladeiras traz ganhos ambiental, energético, social e emprego. É estipulado uma redução de R$ 100 por ano nas contas de energias, em economia de energia com o uso das novas geladeiras, além das oportunidades de emprego que abrirão com o estímulo à produção de novas geladeiras.

Os compradores de novas geladeiras receberão subsídios para a destinação correta das geladeiras velhas, ainda não definidos, evitando que esse produto seja revendido para terceiros. Para isso será trabalhado um processo de logística reversa. Na compra de uma nova geladeira, a usada voltará para a loja, será coletada, levada para um centro de tratamento de CFC, destinada para desmonte e finalizando no processo de reciclagem, sendo transformadas em sucatas em indústrias siderúrgicas.

Atualmente, cerca de 30 mil geladeiras são trocadas por ano.

O governo alemão, por meio da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), dará ao Brasil R$ 5 milhões em equipamentos para a reciclagem de refrigeradores obsoletos. O processo de licitação atraiu 33 empresas interessadas em instalar esses equipamentos. A empresa escolhida será beneficiada com o treinamento para a operação e gestão do equipamento de manufatura reversa.

A tecnologia de recolhimento do CFC contida na espuma de isolamento dos refrigeradores ainda é inexistente no Brasil. Segundo a coordenadora da Coordenação de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, o maquinário permite a separação completa de todos os componentes de um refrigerador, como por exemplo o metal, o plástico, óleo, mercúrio e os CFCs, tanto do circuito de refrigeração quanto da espuma de isolamento.

A quantidade de CFC em uma geladeira equivale, para o aquecimento global, a cerca de três toneladas de CO2, o principal gás de efeito estufa.


FONTE: MMA

Fórum pede veto à flexibilização de licenciamento na Amazônia


Se depender das entidades das ONGs e dos movimentos sociais ligados ao meio ambiente, a flexibilização do licenciamento ambiental para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Amazônia Legal não sairá do papel. A redução das exigências nas licenças dessas obras é defendida pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, por meio de uma proposta de Decreto encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para os ambientalistas, a proposta é “medíocre e absurda”. “Ela (proposta) é inadequada para enfrentar os desafios e garantir a sustentabilidade socioambiental, cultural e econômica da Amazônia”, critica a direção do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), em carta enviada a Lula. Para a entidade, o licenciamento ambiental é uma conquista da sociedade brasileira.

A carta é assinada também pelo Grupo de Trabalho Amazônico e pelo Conselho Nacional dos Seringueiros. Entre os dirigentes dessas entidades está como Júlio Barbosa — companheiro do líder ecologista Chico Mendes, morto no dia 22 de dezembro de 1988, em Xapuri (AC). Na opinião deles, não é a flexibilização das licenças que irá resolver a falta de estrutura dos órgãos públicos ambientais e a falta de governança que imperam nos assuntos ligados à Amazônia.

Desmonte da política ambiental - Na carta a Lula, os ambientalistas recordam que, ao longo dos anos, o processo de defesa do meio ambiente trouxe ganhos para a sociedade e acusam seu governo pelo desmonte da política ambiental, instituída pela Lei 6.938, em 1981. “Nos últimos anos esta política vem sendo desmontada por sucessivos governos, principalmente no atual”, dizem os dirigentes do FBOMS.

A entidade lembra que o licenciamento ambiental é uma eficaz ferramenta da política nacional do meio ambiente. Por essa razão, o fórum FBOMS pede a Lula para que a ferramenta seja aprimorada e não abrandada como pretende a Secretaria de Assuntos Estratégicos.

O fórum sugere que, em vez de assinar o Decreto, o presidente Lula convide a sociedade da Amazônia Legal para apresentar soluções exeqüíveis que garante a qualidade de vida das presentes e futuras gerações, com geração de trabalho e renda e respeito à sustentabilidade dos recursos naturais deste bioma.

(Fonte: Amazônia.org - Ambiente Brasil)

Serviço de Delivery é melhor para o Meio Ambiente


O resultado de uma pesquisa interessante foi publicado nesta quinta-feira (05/02/09) no Jornal A Folha de São Paulo, no Caderno Equilíbrio. Trata-se de pesquisa realizada pela Universidade de Exter, no Reino Unido, que conclui que ir de carro até o mercado para fazer compras talvez não seja tão bom para a natureza quanto usar o serviço de entrega - delivery...O estudo em questão fez uma comparação entre as emissões de CO2 no trajeto de ida até o mercado e pelos carros de entrega. A conclusão foi de que o delivery emite uma menor quantidade per capita de gás carbônico. Ora, então, que tal fazer compras através da internet, usando o serviço delivery? Melhor ainda, que tal ir a pé ou de bicicleta? Para aqueles que moram pertinho de um mercado fica fácil...

Carpe Diem!

Copa do Mundo e Meio Ambiente



No dia 04 de fevereiro de 2009, foi publicado um artigo bem interessante escrito pelo advogado Pedro Trengrouse no Jornal Estado de Minas sobre a relação entre Copas do Mundo (de Futebol) e o Meio Ambiente, o que a princípio pode parecer um tanto curioso... Mas quando analisamos a questão mais profundamente, tudo se mostra realmente interligado!

Segundo Pedro, na Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, o Comitê Organizador, o Ministério do Meio Ambiente do país e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estabeleceram um compromisso para mitigar e reduzir os impactos ambientais provocados pelo evento, principalmente no que se refere à emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEE). Nesse sentido, várias iniciativas foram desenvolvidas como a neutralização de 100 mil toneladas de CO2, a promoção do uso responsável dos recursos hídricos, o reaproveitamento e a reciclagem de materiais, o transporte planejado menos poluente, o uso eficiente de energia, a utilização de energia solar, entre outras.

Fato é que desde então, a variável ambiental constitui um dos importantes itens a serem levados em consideração na elaboração do planejamento de toda a estrutura exigida por uma Copa do Mundo de Futebol. Tanto é verdade que a África do Sul está mantendo este compromisso, aproveitando as iniciativas desenvolvidas pela Alemanha e seguindo a idéia de que Esporte e Meio Ambiente devem caminhar juntos.

Conforme conclui Pedro em seu artigo, a Copa do Mundo não representa somente um desafio para os países competidores, mas também para a Sociedade e para o Meio Ambiente. Pedro ainda alerta que o mesmo caminho deverá ser seguido pelo Brasil, país sede da Copa de 2014, sendo que os desafios a serem enfrentados pelo país não se resumem apenas às questões de infra-estrutura e segurança, mas também deverá ser levada em conta os impactos ambientais e como reduzi-los e/ou mitigá-los.

Iniciativas como estas constituem mais um passo na conscientização da importância da questão ambiental, inclusive no âmbito global.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cuba: atraso econômico x desenvolvimento sustentável


Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada ontem, dia 04, a revista alemã de geografia e natureza "GEO" considera Cuba um país ecológico exemplar, com grandes reservas naturais e uma rica biodiversidade. Isso se deve a um desenvolvimento limitado da ilha, de acordo com a publicação. Em uma edição especial de 156 páginas, a GEO divulga um estudo da WWF (World Wildlife Fund) que aponta Cuba como o único país do mundo com uma economia "sustentável". No entanto, Cuba deve seu positivo balanço ecológico "a uma mistura de política verde visionária, uma grande incompetência econômica e um toque de brutalidade vermelha", afirma o responsável do especial de GEO sobre a ilha, Patrick Symmes.

Interessante verificar que a WWF, em 2006, já havia apontado Cuba como o único país com desenvolvimento sustentável.

Naquela oportunidade, alertou que o ecossistema mundial estava se degradando a um ritmo sem precedentes na história.

De acordo com o relatório apresentado naquele ano, constatou-se que se as coisas continuarem como estão, por volta de 2050 a humanidade precisaria consumir os recursos naturais e a energia equivalente a dois planetas Terra.

Apontou ainda que se trata de um círculo vicioso: os países pobres produzem um dano per capita à natureza muito menor, mas, à medida que vão se desenvolvendo (exemplos de China e Índia), o índice vai aumentando a níveis insustentáveis pelo planeta.

Comemoração!


O Econexos por ecomeninas está comemorando os 1.000 primeiros acessos de visitantes!


Esperamos continuar contribuindo com a divulgação de informações tão importantes sobre as questões ambientais!

Marina, Mariana, Bárbara, Patrícia e Leila.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Renovando as energias


Em tempos de crise, empresas de setores como açúcar e álcool e papel e celulose estão reaproveitando os resíduos gerados para produção de energia, estabelecendo um ciclo de aproveitamento de matérias primas no processo produtivo.


Essa atitude resolve um grave problema ambiental, a destinação dos resíduos e ainda pode reduzir a conta de energia elétrica. Isso é possível através da adaptação de caldeiras, que ao invés de serem abastecidas somente com óleo diesel, podem passar a ser abastecidas com biomassa, entre outros combustíveis alternativos, como o metanol e o lodo resultante do tratamento dos efluentes da fábrica.


O sistema de caldeiras "flexíveis" já permite uma redução de 435 toneladas de óleo combustível por mês, o que deve habilitar a empresa a vender créditos de carbono no mercado internacional. O setor de açúcar e álcool, onde o uso da biomassa para produzir energia elétrica é consolidado, começam a surgir projetos de aproveitamento para fins energéticos da vinhaça, resíduo do processo de produção do etanol, rico em nutrientes, mas que é considerado um dos maiores problemas ambientais do setor.

Fonte: Adaptação de artigo publicado no site www.estadao.com.br em 04/01/2009

TRISTE CENÁRIO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Novidades no Blog!!

Oi pessoal!!!

Gostaria de informar que agora tentarei postar tirinhas educativas aqui no Blog!

Comecei pela tirinha que está no post debaixo...

ela é do site EDUHQ Meio Ambiente!

Lixo e suas consequências...

Ibama aplica multa diária em quatro empresas devido a acidente em Minas Gerais


Quatro empresas foram multadas por agentes do IBAMA por não terem atendido uma emergência ambiental na região de Juiz de Fora, Minas Gerais. Um caminhão carregado com etanol que trafegava na rodovia BR 267 caiu dentro do Rio do Peixe na quarta-feira (21), no km 139, e até agora não foi retirado do local. Pelo menos uma pessoa morreu no acidente, e há suspeita de outra vítima fatal. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil e o Ibama. A empresa responsável pela produção do álcool, e três transportadoras responsáveis pelo transporte da substância perigosa foram penalizadas com a multa diária R$ 14 mil para a produtora, e de R$ 1 mil para cada transportadora, até prestarem o apoio necessário no atendimento da emergência, com a retirada da carreta de dentro do rio. A multa diária vigora até que o dano seja sanado, ou seja, que o veículo seja retirado de forma adequada do local.


(Fonte: Ibama)

Linha Verde do IBAMA: Denuncie!


A Linha Verde do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), subordinada à Ouvidoria do Instituto, é um canal de comunicação com a sociedade e outros órgãos ambientais oficiais, que busca um equilíbrio entre o homem e o ambiente para a construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento sustentável.

Por intermédio do número 0800-61-8080 (ligação gratuita), o cidadão e/ou entidades nacionais e internacionais podem interagir, solicitando orientações e informações sobre temas ambientais, que abrangem desde denúncias de infrações à legislação ambiental até os mais variados procedimentos de ações ambientais.


Caso presenciem algum tipo de desrespeito ao meio ambiente e infrações à lei de crimes ambientais, denuciem, liguem para a Linha verde 0800-61-8080

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Consumo não pára de crescer


Como cada pessoa causa impacto no planeta e por que o consumo está incluído nas estratégias de combate às mudanças climáticas? Só para se ter uma idéia, de acordo com estudos realizados pelo Instituto Akatu, organização brasileira que promove o consumo consciente, uma única pessoa, se viver 72 anos, vai lotar um apartamento de cinqüenta metros quadrados, até o teto, com o seu lixo.

Para que se possa estudar com mais propriedade o rastro que cada um vai deixando ao passar pela Terra, foram criados alguns indicadores. Um deles – talvez o mais conhecido – resulta no que se chama de Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que cada um exerce sobre o planeta.

Esse cálculo tenta mensurar conseqüências ambientais de simples atitudes do dia-a-dia até impactos maiores causados pelo desenvolvimento industrial. Assim, pela Pegada Ecológica é possível avaliar como a nossa alimentação, a energia que utilizamos, a maneira pela qual nos transportamos, entre outros fatores, impactam o meio ambiente.

O clima na imprensa
A imprensa brasileira ainda reflete pouco sobre os padrões de consumo na atualidade quando fala sobre mudanças no clima, segundo análise de textos sobre o tema publicados em 50 jornais, entre 2005 e 2007. Apenas 6% de todo o material pesquisado faz alguma menção ao assunto.

Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.


Capacidade esgotada – Em 1961, quando os cálculos da Pegada Ecológica começaram a ser realizados pela Global Footprint Network, a população humana já usava 70% da capacidade produtiva anual da Terra. Mas em 19 de dezembro de 1987 foi a primeira vez em que se registrou um nível de consumo de recursos maior do que o planeta é capaz de renovar no período de doze meses.

Desde então, esse cálculo marca o dia do ano em que a humanidade já usou todos os recursos que a natureza irá gerar no período de 12 meses – o chamado “Earth Over Shoot Day”.

Também chamada de Dia "D" do Consumo, a data de esgotamento dos recursos terrestres acontece cada vez mais cedo. Em 1995, ele pulou para o dia 21 de novembro. E em 2007 chegou à marca histórica de 6 de outubro. Em 2008, esse dia foi 23 de setembro. 

Essa diferença entre o que o planeta é capaz de regenerar e o consumo efetivo das populações humanas provoca um saldo ecológico negativo, que vem se acumulando ano após ano, desde a década de 80, e compromete, no longo prazo, a capacidade de sobrevivência da humanidade e de manutenção da vida no planeta como a conhecemos hoje.

O relatório Living Planet 2008 (Planeta Vivo), divulgado em outubro de 2008 pela organização internacional WWF, afirma, com base em cálculos realizados a partir da Pegada Ecológica, que a partir de 2030 a demanda por recursos naturais será o dobro do que a Terra pode oferecer, caso o modelo atual de consumo e degradação ambiental não seja superado. Atualmente, já demandamos 30% a mais da capacidade do planeta.

O cálculo do consumo

Para se entender como o Global Footprint Network chegou a esse dado, é preciso levar em consideração a metodologia usada: a conta é feita considerando toda a biocapacidade do planeta, tais como, água e o espaço físico necessários para o plantio, a pastagem, a pesca etc., ou seja, a habilidade dos sistemas ecológicos de gerar recursos e absorver resíduos num determinado período.

Ao calcular o dia em que a Pegada Ecológica total da humanidade é igual à biocapacidade da Terra (ambos medidos em hectares por ano), os pesquisadores identificam em que data a população da Terra atinge o seu limite de consumo para o período.

De acordo com o Global Footprint Network, dividindo-se a variável da área total de terrenos produtivos da Terra pela variável referente à população mundial obtém-se o valor de 2,3 hectares per capita (que inclui o uso dos oceanos). Nem todo esse espaço deve estar disponível para os seres humanos, uma vez que partilhamos o planeta com cerca de 30 milhões de espécies. Reservando-se 12% para esse compartilhamento, sobram cerca de 2 hectares per capita. Porém, embora 2 hectares por pessoa possam parecer muito (cerca de quatro estádios de futebol), a Pegada Ecológica média é de 2,8 hectares – o que, mesmo assim, representa uma subestimativa.

MMA bane o uso do amianto


Portaria do Ministério do Meio Ambiente proíbe o uso de amianto em qualquer construção ou bem adquirido pelo Ministério do Meio Ambiente e de seus órgãos vinculado: Instituto Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto de Pesquisas Jardim Bptânico do Rio de Janeiro (JBRJ). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no Fórum Social Mundial, em Belém.

A portaria bane também o uso de qualquer produto que tenha fibra de amianto. A medida visa proteger a saúde dos trabalhadores que ficam expostos ao amianto regularmente no dever de sua função, evitando que contraiam doenças como asbestose (doença crônica pulmonar que provoca endurecimento do órgão), câncer de pulmão e mesotelioma de pleura (membrana que reveste o pulmão), pericárdio (membrana que reveste o coração) e peritônio (membrana que recobre a cavidade abdominal.

Quatro estados brasileiros já haviam tomado a decisão de proibir o uso de amianto. "É um passo a mais na nossa luta de muitos anos. É preciso que, através de ações, a sociedade pressione e lute pelo banimento completo desse produto no Brasil. Não queremos fechar as indústrias, mas que elas troquem as tecnologias sujas por limpas, como já acontece nos países europeus", defendeu o ministro.

Como alternativas ao uso do amianto na produção de caixas-d'água, lonas e pastilhas de freio de carro, telhas e pisos, tinta e tecidos antichamas, entre outros, estão as fibras minerais e sintéticas.

O utilização do amianto é proibida em 48 países, e em sete estados brasileiros. Segundo Minc, o Ministério da Saúde deve ser o próximo a tomar a mesma iniciativa.

Minc anuncia plano nacional para manejo florestal


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta sexta-feira (30), no Fórum Social Mundial, que a Política Nacional de Manejo Comunitário e Familiar deverá ser assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nos próximos dias. O instrumento faz parte de uma série de ações do Ministério do Meio Ambiente para proteção florestal.

A política é uma das alternativas para garantir mais madeira legal para o comércio, combatendo a extração ilegal. O objetivo do plano é assegurar a conservação e uso sustentável do patrimônio ambiental e cultural brasileiro, valorizando o conhecimento tradicional das comunidades e das famílias que vivem de produtos e serviços florestais. Os manejos deverão estar sob controle e administração das comunidades tradicionais.

Durante o seminário Amazônia: Soberania e Desenvolvimento da Fundação Perseu Abramo, Minc explicou que o plano define recursos e financiamentos para que os povos possam ser treinados e terem recursos para viver com dignidade.

A formulação e a execução da política do manejo comunitário e familiar serão articuladas com as políticas nacionais ambientais, florestais, de reforma agrária, economia solidária e agricultura familiar, dos povos e das comunidades tradicionais.

Segundo Minc, o monitoramento das áreas florestas licenciadas para manejo florestal serão realizados por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), impedindo o que sejam desmatadas áreas não permitidas na concessão florestal dada por órgão ambientais. Ele lembrou que ainda nesta semana esteve em Cujubim (RO) para fechar serrarias e apreender madeiras de empresários que usavam "manejo pirata".

Desmatamento

A partir de 2010, a segunda fase do Plano Nacional sobre Mudanças do Clima incluirá metas de redução do desmatamento em todos os biomas brasileiros. O ministro Carlos Minc explicou que agora essa meta é possível porque todos os biomas brasileiros são monitorados por satélites.

A caatinga é o bioma mais desmatado, gerando extensas áreas desertificadas. Minc alertou para as consequências do aquecimento global na caatinga, que poderá perder 40% da sua economia caso a temperatura média aumente 2,5% em 25 anos.

Com os projetos de reflorestamento, o Ministério do Meio Ambiente espera aumentar para 27% a área de cobertura florestal da mata atlântica - que hoje mantém apenas 7%.

Minc ainda anunciou que o zoneamento ecológico-econômico dos estados da amazônia estarão prontos no final do ano. Ele também ressaltou que o zoneamento da amazônia também está sendo realizado na faixa de fronteira, com os países que dividem a amazônia com o Brasil.

Eco-dicas II

Sobre o tema Eco-dicas, um site que é uma verdadeira “Bíblia” para se tornar uma pessoa mais ecológica é o “Planet Green", na seção "How to Go Green Index”, que pode ser encontrado através do link: http://planetgreen.discovery.com/go-green/green-index/green-index.html.

O site é todo em inglês e traz dicas no mínimo inusitadas sobre os temas mais diversos e imagináveis no que se refere a hábitos verdes. É possível encontrar dicas de como ser mais ecológico na noite de Ano Novo, em Feriados, em matéria de cerveja, na ginástica, em jantarzinhos, em casamentos, em funerais, no banheiro, na lavanderia, em viagens e até no campo sexual, dentre muitas outras áreas. A princípio pode parecer um pouco demais, mas pode ser inspirador e vale uma olhadinha! Apenas lembre-se de manter uma visão crítica principalmente com relação à enxurrada de propaganda que o site traz juntamente com as dicas verdes.

Carpe diem!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Eco-dicas I


Você já parou pra pensar no que tem feito no seu dia a dia para ajudar na preservação do Meio Ambiente? Há diversas formas de ajudar com simples ações cotidianas...

Nesse sentido, o site da WWF Brasil traz boas dicas, aí vão elas:
- Realizar a Coleta Seletiva (São impressionantes os números de materiais poupados quando a reciclagem é realizada);
- Economizar água na sua casa (Tomar banhos rápidos, verificar se há algum vazamento, reaproveitar a água da chuva, lavar carros apenas com baldes e não usar a mangueira para lavar calçadas...);
- Não comprar ou adquirir de qualquer forma animais silvestres (Não comprar objetos e bijuterias com penas de animais e/ou com conchas, conhecer a Lei de Crimes Ambientais, denunciar o tráfico de animais silvestre à Linha Verde do IBAMA – 0800618080);
- Mobilizar a sua comunidade (Juntar-se a grupos voluntários para melhorar as condições sócio-ambientais do local onde mora, filiar-se a entidades de proteção ambiental, investir em empresas com políticas sócio-ambientais, verificar se a sua empresa possui tal políticas, passar essas dicas a diante...);
- Poupar energia (Desligar as luzes dos ambientes vazios, usar a luz natural dos ambientes, desligar completamente equipamentos que não estejam em uso, usar lâmpadas eficientes, retirar eletroeletrônico da tomada sempre que possível, utilizar as escadas no lugar do elevador...);
- Consumir de maneira responsável (Evitar comprar o que é desnecessário, dar preferência aos produtos de madeira certificados, comprar produtos com pouca ou nenhuma embalagem, comprar produtos locais preferencialmente, comprar frutas, legumes e vegetais de safra, usar pilhas e baterias recarregáveis, usar sacolas reutilizáveis...);
- Reutilização e Reciclagem (Doar roupas, acessórios e aparelhos que não usa mais, dar preferência aos produtos fabricados com material reciclado, separar o lixo, realizar a coleta seletiva, fazer compostagem...);
- Transportes (Dar preferência ao transporte público, pegar e dar caronas, caminhar e andar de bicicleta sempre que possível...).

Uma boa maneira de começar a colocar essas mudanças em prática é calcular o tamanho da sua Pegada Ecológica. Alguns sites já dispõem desse serviço, o site www.pegadaecologica.org.br/ é bem interessante. E então, que tal diminuir os impactos ambientais que causamos em nosso planeta? Ao botar essas dicas em prática, com certeza reduziremos o tamanho da nossa Pegada Ecológica...

Juntos podemos realizar mudanças mais significativas!

Fonte: http://www.wwf.org.br/participe/acao/dicas/

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Revitalização do Rio das Velhas


Segundo informações divulgadas pela Fundação Estadual de Meio Ambiente - FEAM, o projeto Revitalização da Bacia do Rio das Velhas – Meta 2010 encerrou o ano de 2008 com resultados expressivos. A comprovação da volta dos peixes ao rio é o principal e mais visível indicador da melhoria da qualidade da água. O biomonitoramento realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da Ong Projeto Manuelzão, constatou que peixes que subiam somente 250 km na bacia em 2000, hoje já são identificados ao longo de 580 km, chegando bem próximos às áreas consideradas mais degradadas do rio. Outro indicador positivo é o volume de esgoto tratado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que passou de 41 milhões de m3 em 2003 para 80 milhões m3 em 2008. Em Belo Horizonte, principal município gerador de esgoto na bacia, o volume tratado subiu de 25% em julho de 2003 para 60% em julho de 2008.


O Projeto Estruturador Meta 2010 tem como principal objetivo elevar a qualidade das águas do rio das Velhas para Classe II. Essa melhoria significa que a água poderá ser destinada ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional, a atividades de lazer (natação, esqui aquático e mergulho), à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas e à criação de peixes (aqüicultura).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Brasil não aceita alterar tratado de Itaipu, reitera ministro de Minas e Energia


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reiterou na quarta-feira (28) que o governo federal não vai alterar as bases do tratado de Itaipu, reivindicado Paraguai, sócio do Brasil no empreendimento binacional de exploração de energia elétrica. “No tratado não se mexerá”, afirmou.

Ele fez a declaração ao deixar a residência oficial da presidência do Senado, onde participou da reunião da bancada peemedebista. Lobão é senador pelo partido e se licenciou do cargo para assumir o ministério.

“O governo brasileiro está empenhado em ajudar o governo do Paraguai, que acaba de ser eleito. No entanto, temos que ter todo o cuidado com os interesses brasileiros. Já demos algumas ajudas ao Paraguai, mas há outras que não podem ser feitas", disse Lobão. (Fonte: Marcos Chagas/ Agência Brasil)

União Europeia apresenta diretrizes para aquecimento global pós-Kyoto


A Comissão Europeia - órgão executivo da União Europeia (UE) - apresentou nesta quarta-feira (28) a posição de que poderia defender os países-membros na negociação da Cúpula das Nações Unidas de Copenhague, em 2012, para um acordo internacional sobre mudança climática, que substitua o Protocolo de Kyoto. O órgão executivo sugeriu, dentre outras coisas, a criação de um mercado global de direitos de emissão de dióxido de carbono (CO2).

Em um comunicado, destinado a lançar o debate dentro das instituições da Comissão e que já foi criticado por sua falta de ambição, o Governo comunitário expõe quais são os esforços que a UE está disposta a realizar em matéria ambiental e daí espera a posição dos outros atores internacionais.

"A União Europeia precisa liderar o acordo para o aquecimento global em relação ao resto do mundo", afirmou o ministro britânico de Energia e Mudanças Climáticas, Ed Miliband.

Miliband afirmou ainda que "os esforços para redução nas emissões vão requerer sério compromisso dos governos dos países-membros para 'descarbonizar' suas economias. A posição europeia precisa ser forte, particularmente na economia global, para que possamos ajudar o mundo na adaptação dos impactos das mudanças climáticas."

A Comissão reivindica a atuação dos países industrializados e das nações em desenvolvimento, de forma que a redução global de emissões alcance 50% em 2050.

Os Estados mais pobres deverão cortar suas emissões entre 15% e 30% daqui até 2020 --o que fará com que tenham que reduzir os gases procedentes do desmatamento tropical, e adotar estratégias de desenvolvimento limpo que cubram os principais setores emissores antes de 2011.

Países como Bélgica e Inglaterra, por outro lado, reitera o compromisso da Comissão Europeia quanto à redução das emissões poluentes em 20% para 2020 - percentagem que aumentaria em 30%, no caso de se alcançar um acordo internacional.

Mercado de carbono - Quanto ao sistema de comércio de emissões de CO2, a Comissão propõe que em 2015 exista um verdadeiro mercado do carbono que inclua todos os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o que padronizaria os sistemas nacionais existentes atualmente.

O comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, afirmou em entrevista coletiva que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a adotar um sistema similar ao de comércio de emissões na UE e que países como China, Brasil e México também propuseram medidas similares.

Além disso, informou que uma delegação da CE já está a caminho dos EUA para iniciar consultas: 'Esperamos iniciar um grupo de trabalho UE-EUA para preparar estes mercados e estabelecer processos similares com outros países da OCDE', declarou.

A Comissão sugere que para ajudar os países mais pobres a reduzirem suas emissões e se adaptarem à mudança climática, as nações industrializadas devem lhes conceder apoio financeiro, mas em uma das últimas modificações da proposta retirou o valor concreto que propunha que as ajudas alcançassem: 30 bilhões de euros.

O órgão executivo da UE chegou à conclusão de que para se alcançar os alvos de redução mencionados será necessário aumentar o investimento suplementar mundial líquido em cerca de 175 bilhões de euros anuais em 2020 e acrescenta que cerca da metade deste valor deveria se destinar a países em desenvolvimento.

Organizações de defesa do meio ambiente, como Greenpeace e Fundo Mundial para a Natureza (WWF), acreditam que a proposta da Comissão Europeia contém 'certa retórica na direção correta', mas concordam que não recolhe compromissos suficientemente concretos para que a UE desempenhe um papel efetivo na Cúpula de Copenhague. (Fonte: Folha Online)

Água pode ficar mais cara em Minas


A lei que criou a Política Estadual de Recursos Hídricos, conhecida como Lei das Águas (número 13.199), completa nesta quinta-feira 10 anos e coincide com a confirmação da cobrança pelo uso da água em cinco bacias hidrográficas mineiras, além do Rio São Francisco, que é federal, a partir do segundo semestre deste ano. Conforme a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), já está quase tudo pronto para a exigência dos pagamentos pelos Comitês das Bacias dos rios das Velhas (Região Central), Araguari (Triângulo Mineiro), Preto e Paraibuna (no Sul), Pomba e Muriaé (Zona da Mata) e quatro cidades do Sul de Minas sob a influência do chamado PCJ, que reúne os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Pela regra, só pagam grandes usuários de água, principalmente indústrias e agricultores. Mas, como a Copasa será uma das cobradas, há chance de o valor ser repassado à conta de água dos consumidores menores, como os domiciliares. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Velhas, Rogério Sepúlveda, estima que, se houver cobrança na conta de água, cada morador vai pagar 1% a mais sobre o valor do seu consumo. Pagar para usar a água é previsto na lei como forma de incentivo ao consumo consciente, mas a implantação demora, pois os comitês precisam assimilar a obrigatoriedade de todo o processo ser feito com participação popular.

Velhas

Entre os rios estaduais que passam a exigir o pagamento pelo uso dos recursos hídricos, o das Velhas é o maior. Sua bacia abrange 51 cidades da Região Central, incluindo Belo Horizonte. Sepúlveda explica que os preços devem ser estipulados seguindo padrões adotados por outros comitês brasileiros. Considerando os cálculos iniciais, a cobrança vai recair sobre quem consome mais de 86,4 mil litros de água diários. “Nenhum morador da capital consome isso. A média de gasto de uma casa em área urbana é de 200 litros por dia e por pessoa”, explica.

A previsão é arrecadar R$ 12 milhões por ano, só no Velhas. O dinheiro, afirma, será investido em programas de melhoria do próprio curso d’água. “Vai servir para elaborar projetos, fazermos programas de educação ambiental, porque, considerando investimentos para melhorar a qualidade da água, é muito pequeno.” O plano diretor da Bacia do Rio das Velhas levantou a necessidade de R$ 2 bilhões para recuperá-la em toda sua extensão. Sepúlveda e seus companheiros mantêm a chamada Meta 2010, que estabelece que até 2010 será possível navegar, pescar e nadar na parte do Velhas que passa pela Grande BH.

Só este ano, o estado conclui outra exigência da lei de 1999, o Plano de Recursos Hídricos, um mapeamento que vai mostrar quais são os principais problemas, o que é preciso fazer para resolvê-los e qual é a urgência de cada um. “Ele é imprescindível. Se o diagnóstico informar que a proteção de nascentes é o mais importante, isso vai entrar na previsão orçamentária do estado”, diz a diretora de Gestão de Recursos Hídricos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas, Luiza de Marillac. Segundo ela, entre 1999 e 2006, praticamente não havia dinheiro disponível para planejar a recuperação de rios. A partir de 2007, foram destinados R$ 6 milhões anuais.

Fonte: Estado de Minas

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Operação Manejo Pirata fecha serraria em Rondônia


Em mais uma ação para combater o desmatamento na Amazônia, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, esteve nesta terça-feira (27) nos arredores de Porto Velho (RO) para comandar a Operação Manejo Pirata, que fechou uma grande serraria no município de Cujubim.

Na serraria WD Madeiras, a cerca de 160 quilômetros de Porto Velho, foram apreendidos 11.500 m³ de madeiras ilegais, que oficialmente teriam sido retirados de uma área onde existe plano de manejo licenciado pelo governo estadual.

Na WD Madeiras foi apreendida também documentação relatando de que havia ali apenas cerca de 65 m³ de madeira retirada de uma área com plano de manejo estadual. Mas no local licenciado não havia praticamente exploração de madeiras. Portanto, o documento oficializava o processamento e a venda de grande quantidade de madeira retirada ilegalmente da região.

Além de 398 toras de faveira ferro, uma espécie nobre da Floresta Amazônica, equivalente a 2.300 m³ de madeira, foram apreendidos cerca de 9.200 m³ de madeira beneficiada, de espécies como ipê e maçaranduba.

Na operação Manejo Pirata deflagrada no município foram presos três donos de madeireiras, e dois sócios da WD Madeiras estão foragidos.

Em poucos dias, esta foi a terceira operação deflagrada pelo Ministério do Meio Ambiente para combater o que Minc chama de Plano de Manejo 171. Ou seja: criminosos ambientais cortam e vendem madeira que aparentemente vem de uma exploração legalizada, mas que na verdade é retirada de áreas não autorizadas para esse tipo de serviço comercial.

De sábado até agora, foram realizadas blitze ecológicas do gênero em áreas do Mato Grosso, Pará e Rondônia. Estamos fazendo pente fino para rastrear planos de manejo 171, disse o ministro do Meio Ambiente.

Este tipo de operação tem o caráter também simbólico, para que os planos de manejo  em que a madeira é retirada de forma selecionada, pelo chamado corte raso, e em pequenos trechos a cada ano, para que a floresta tenha condições de se regenerar  não sejam desmoralizados, prejudicando assim a política do Ministério do Meio Ambiente de construir as bases de uma economia florestal forte.

Ao comandar agentes da Polícia Federal, da Força Nacional, do Ibama e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Rondônia, Minc voltou a afirmar que não se combate desmatamento apenas com medidas de repressão, mas principalmente com a promoção de atividades e empregos sustentáveis que estimulem os habitantes da Amazônia a manter a floresta em pé. E nessa linha de atuação os planos de manejo são fundamentais.

Algo que impressionou o ministro do Meio Ambiente e que o levou a participar ativamente da ação de hoje foi a descoberta de que a serraria estava beneficiando madeira retirada ilegalmente da Floresta Nacional do Jamari, que fica na vizinhança.

Com cerca de 220 mil hectares, 96 mil dessa Floresta Nacional (Flona) - administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - foram licitados para exploração legalizada de madeira. A Flona Jamari abriga o primeiro plano de manejo federal aprovado até agora. O mais absurdo é ter ao lado do primeiro plano de manejo federal um plano de manejo 171, desse Minc.

Para o ministro do Meio Ambiente, esse tipo de situação é inadmissível, pois acaba desmoralizando as licitações para futuros planos de manejo, sejam federais ou estaduais.

Minc afirmou não ter números detalhados, mas acredita que existam centenas de planos de manejo irregulares na Amazônia, e que estão sendo combatidos. Estamos correndo contra o tempo. São centenas de planos 171  e, se não formos rápidos em combatê-los, estaremos desmoralizando as licitações legais.

O ministro do Meio Ambiente reconheceu que as fiscalizações de planos de manejo é precária, ficando a cargo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará, que não conta com fiscais suficientes para checar, em campo, se os planos licenciados pelo governo estadual estão sendo explorados de forma legal.

O ministro adiantou, porém, que uma série de ações estão sendo articuladas pelo Governo Federal para reforçar a fiscalização. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por exemplo, passará em breve a usar um satélite só para detectar o que vem sendo realizado em áreas com planos de manejos aprovados. Estão ainda sendo intensificadas as operações repressivas, como a de terça-feira (27). Além disso, as madeiras ilegais apreendidas serão leiloadas e os recursos obtidos aplicados em ações de repressão e de sustentabilidade.

Com a venda de 2.000 m³ de madeiras da serraria em Cujubim, por exemplo, espera-se obter pelo menos R$ 1,4 milhão  a serem investidos na construção de uma ponte e de habitações populares em Porto Velho e em uma espécie de bolsa desemprego a ser administrada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), para dar sustento àqueles que ficaram desempregados com o fechamento de atividades ilegais de exploração de madeira.

O Ministério do Meio Ambiente está também trabalhando na elaboração de um instrumento legal, a ser aprovado em breve, que determinará aos estados uma série de requisitos que devem constar das normas dos futuros licenciamentos para planos de manejo regionais, como o georreferenciamento da área a ser explorada, para dificultar as fraudes e facilitar a fiscalização.

(fonte: MMA)

Smart grid, uma rede super poderosa


“Estradas e pontes são as primeiras coisas que as pessoas pensam quando alguém fala sobre infra-estrutura”, nota Alex Tabarrok, economista e blogueiro. “É uma pena porque nós já gastamos (nos Estados Unidos) mais de 100 bilhões de dólares em infra-estrutura de transporte (...). Seria mais valioso aumentar o investimento em redes de eletricidade, nos chamados smart grids (redes inteligentes)”, completa.

Essas redes envolveriam qualidades capazes de azeitar a transição da matriz energética para fontes renováveis, unindo tecnologias como uso de supercondutividade, preços flexíveis e arquitetura plug-n-play (plugue e use). O início da construção dessa nova rede faz parte do pacote de estímulo econômico de Barack Obama. Embora pouco notado, é um dos seus pontos altos e uma prova de que a escolha de Steven Chu, prêmio Nobel de física e defensor do sistema, para Ministro de Energia, foi uma das melhores escolhas do novo presidente.

A smart grid (rede inteligente) tem muitas vantagens sobre a dumb grid (rede burra). Por exemplo, lida melhor com as variações do preço da energia. Embora o consumidor esteja acostumado a pagar um preço fixo pela eletricidade que consome, o custo da mesma pode variar por um fator de 10 vezes dentro do mesmo dia. Em outras palavras, o custo da energia muda o tempo todo, mas o consumidor não sabe nem reage a essa mudança. Na super grid, o preço final variará também, criando o incentivo para economizar na hora de pico de preço e para vender o excesso disponível em momentos de pouca demanda. Também facilitará a criação de eletrodomésticos e sistemas de calefação/ar-condicionado informatizados, que saberão tirar vantagem das oscilações de preço.

A eficiência na transmissão de eletricidade pelos novos cabos será muito superior, pois serão supercondutivos. Como resultado, poderão levar, com pouca perda, energia a áreas distantes. Para os Estados Unidos, isso facilitará trazer, com custo baixo, energias eólica e solar produzidas nos desertos do oeste americano, como na Califórnia e em Nevada, para abastecer a Costa Leste.

Na Califórnia, já está instalada a Ausra, empresa que oferece uma tecnologia para resolver um problema antigo: armazenar energia solar. Para isso, usa espelhos que aquecem água em containeres para, em seguida, mover turbinas a vapor. Seu criador, David Mills, promete que, com uso de 10% do deserto de Nevada, será possível gerar 90% da energia consumida no país. Se estiver certo, a revolução está chegando. E rápido. Enquanto isso, analistas dizem que há 50 bilhões de dólares em capital pronto para ser investido em projetos de energia solar no deserto de Nevada.

Na Europa, existem idéias similares, como trazer energia geotérmica da Islândia, eólica de “fazendas de vento” no Mar do Norte ou energia solar produzida em áreas desérticas do Marrocos.

A smart grid ainda oferece outras vantagens. Quando um nó do sistema sofrer uma pane, ela será capaz de evitar apagões generalizados, mudando o caminho por onde circula a energia (self-heals). Será plug-n-play. Ou seja, ao invés da dependência de grandes usinas de energia que abastecem a rede toda, poderá, ao longo do caminho, usar pequenas usinas, abrindo mais espaço para energia eólica, solar e hidroelétrica. Essa flexibilidade facilitará também o uso variado da energia, como para o abastecimento de veículos híbridos, movidos a gasolina e baterias.

Para quem quiser saber mais, Alex Tabarrock reuniu boas informações veiculadas na Internet, como Smart Grid: put it to work, publicado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, Modern Grid Strategy, do National Energy Technology Laboratory, e a Smart Grid Newsletter.

(FONTE: O ECO)